ASSUNTO DE MEDIUNIDADE – Eurícledes Formiga

ASSUNTO DE MEDIUNIDADE

Eis um fato que se impõe,
Dispensando lenga-lenga:
No médium que não estuda,
Mediunidade capenga…
*
Na Doutrina, quem é médium
Do “quem sabe” e do “talvez”,
Com a proteção dos Espíritos
Só conta de quando em vez…
*
Mediunidade, ao que sei,
Só consegue caminhar
Quando o médium segue adiante
Sem pensar em recuar.
*
Não, é metempsicose,
Mas é algo assemelhado:
Todo médium vaidoso
É um pavão reencarnado…
*
Muitos médiuns, se não fosse
A provação sem descanso,
Trocavam mediunidade
Por cadeira-de-balanço…
*
Conta que aprendi fazer,
Da voz elevando o tom:
Noves fora obsessão,
Todo médium fica bom…
*
O médium que cria tipo
Sob o disfarce da fé.
Depois da morte, não sabe
O próprio rosto qual é…
*
Sem o Evangelho por luz
E a Doutrina por roteiro,
Seja em qual for o caminho,
O médium cai por inteiro.
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)