SEXO – Irmão José

Talvez que o sexo seja o maior problema do homem sobre a face da Terra.

Na ânsia de satisfazer-se, o homem tem se comprometido emocionalmente ao longo de sucessivas existências.

Porque ainda não aprendeu a controlar as suas forças sexuais, utilizando-as com responsabilidade no respeito aos sentimentos alheios, ele tem lesado a si mesmo.

As cicatrizes afetivas do sexo praticamente assinalam todas as almas.

Traumas, inibições variadas, inversões lamentáveis, dificuldades no relacionamento afetivo têm ensandecido o homem no mundo.

O sexo pode ser um complemento do amor, mas não é amor.

Sexo é ter prazer; amor é dar felicidade.

Na base de quase todos os conflitos psicológicos do homem está o ciúme, a ambição afetiva, a paixão desenfreada, o desejo insatisfeito, a liberdade exacerbada…

Sublimar o sexo pelo amor – eis o grande desafio para a Humanidade.

Compreendamos as lutas sexuais dos outros, refletindo na fragilidade de nossos próprios sentimentos.

Recordemos as palavras do Mestre e, também em matéria de sexo, “atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado…”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

AMOR – Irmão José

Quem verdadeiramente ama nunca se preocupa em ser amado.

O amor não faz exigência de nenhuma espécie, não impõe condições, não traça normas, não cobra retorno.

Aquele que reclama de sacrifício e renúncia desconhece o que é amor.

O amor é devotamento extremo, entrega absoluta, abnegação completa, doação desinteressada.

Por enquanto, amamos muito mais a nós mesmos do que amamos a Deus e ao próximo. Isto é egoísmo.

A distância que existe entre nós e o próximo, em essência, é a mesma que existe entre nós e Deus.

Aprendamos a ceder de nós mesmos renunciando aos nossos interesses pessoais.

Exercitemos o desprendimento.

Busquemos dar alegria, invés de nos colocarmos na expectativa de recebê-la.

Não esperemos que os outros girem na órbita de nossos caprichos, à feição de satélites em torno do Sol.

Não nos esqueçamos de que o amor não é uma algema que escraviza, mas sim um laço consentido parte a parte.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

PERSEVERANÇA – Irmão José

Jamais desistamos de perseguir os nossos objetivos no bem.

A Natureza é uma prova evidente do que pode a perseverança. Milênios foram gastos para que a vida na Terra se mostrasse tal qual é hoje.

Quem desiste de caminhar nunca chegará ao ponto que se propõe alcançar.

Muitos desertaram da luta quando estavam prestes a vencê-la.

Perseveremos no cumprimento de nossas obrigações, mesmo que isto nos custe muitas lágrimas.

Não sejamos nós os responsáveis pelo fracasso dos empreendimentos nos quais participamos.

Não esperemos resultados positivos com base na lei do menor esforço, mormente no que se refere à nossa própria renovação.

Ainda que somente seja um passo a cada dia, avancemos para diante.

As diminutas vitórias morais no campo íntimo antecedem as grandes conquistas da alma.

Mesmo que estejamos lavrando em solo considerado ingrato, perseveremos na semeadura que nos compete, convictos de que a boa semente jamais se perderá.

Perseverança significa determinação, e só o espírito determinado consegue transformar o sonho em realidade.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

DESEJO – Irmão José

De fato, nada nos faz sofrer tanto quanto o desejo.

O desejo de ter o que não temos é a causa de quase todas as nossas dores.

Na imagem bíblica, foi o desejo do ilícito que originou o sofrimento humano.

O homem sofre mais pelo que os outros têm do que propriamente pelo que não tem.

Contentemo-nos com o que a vida nos oferece, sem ambicionarmos o que não nos pertence.

Desejo ilimitado, sofrimento desmedido.

Na realidade, aquilo a que renunciamos é o que possuímos.

Tudo o que desejamos excessivamente é apropriação indébita, e esta intromissão no direito alheio é que desencadeia o nosso sofrimento.

O desejo de crescimento e progresso é natural no espírito, mas para ter o que lhe está destinado ninguém precisa usurpar o que aos outros foi reservado.

Feliz daquele que carrega dentro de si tudo o que tem!

Despojemo-nos de nossos desejos para que a ilusão da posse não nos obstrua a visão dos reais valores da Vida.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

PAZ – Irmão José

PAZ

Não perguntemos quantas guerras teremos que vencer por um pouco de paz.

A paz não é uma situação exterior, mas sim uma condição íntima. Às vezes, apesar do conflito em derredor, encontraremos a paz que não existe na quietude em torno de nós.

A paz do mundo está sempre sujeita à transitoriedade das coisas em que se fundamenta.

A invariável paz, que é fruto da consciência tranquila pelo dever retamente cumprido, eis a que devemos aspirar!

Jesus passou sobre a Terra, imperturbável em sua trajetória, embora à volta de si a agitação fosse imensa.

Se nos encontramos no clima de grandes lutas, pacifiquemo-nos para que o desequilíbrio de fora não nos desestruture por dentro.

Assim como o peixe sobe à tona para respirar, elevemos o pensamento na prece, haurindo energias nas fontes inesgotáveis do Mais Alto.

Tenhamos sempre uma palavra de conciliação, um gesto de serenidade e um sorriso amigo para oferecer aos que se exaltam, perdendo o controle sobre as próprias emoções.

A paz verdadeira também é uma força que se propaga de maneira contagiosa, envolvendo em seu suave magnetismo os corações que se afligem.

Não façamos a nossa paz depender incondicionalmente da paz daqueles que convivem conosco.

Compreendamos as lutas dos companheiros e os auxiliemos quanto esteja ao nosso alcance sem, no entanto, permitir que nos invadam o santuário íntimo em que necessitamos nos resguardar em paz.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

FAMÍLIA – Irmão José

O instituto da família é uma escola em que todos os que o constituem são, ao mesmo tempo, mestres e aprendizes uns dos outros.

Se o homem não sabe amar os que integram o seu pequeno universo familiar, como haverá de amar a Humanidade?!

Dentro do lar quase sempre encontramos os nossos maiores desafios.

Ninguém conseguirá avançar deixando para trás problemas que não resolveu.

Sem saldar os nossos compromissos cármicos na Terra não nos sentiremos livres para os nossos anseios de expansão espiritual, em demanda a outros páramos da Vida.

A nossa responsabilidade primeira é para com aqueles que nos integram a parentela.

Não aleguemos falta de afinidade para justificarmos nossa deserção aos compromissos afetivos.

Nos múltiplos desencontros familiares em que se vê envolvido, o espírito é chamado a um acerto de contas consigo mesmo.

O familiar-problema é um instrumento de aprendizado para os que o rodeiam, um credor que nos bate à porta, reclamando com justiça o que lhe devemos.

Desarmemos o coração em casa e sejamos gentis com todos os que convivem conosco, se almejamos aprender a viver.

A oração e a alegria, o respeito e a indulgência são flores que deveremos cultivar todos os dias no jardim de nossas afeições familiares.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

NÃO DESANIMES – Irmão José

Não desanimes!
Ninguém nasce para se render aos fracassos.
Deus permanece contigo em todos os caminhos.
O obstáculo é exercício de auto-superação.
Existe luz dentro de ti.
Não menosprezes a tua capacidade de ser mais do que és.
Ainda que com dificuldade, avança de ânimo firme.
Com determinação, alcançarás o que almejas.
Não te creias esquecido pela Providência Divina.
Se o desejas, ainda agora poderás tornar-te em instrumento do bem para milhares de criaturas.
Que a descrença à tua volta não te induza à apatia.
Consagra-te ao cumprimento do dever e vencerás.
Irmão José (do livro “De ânimo firme”, psic. Carlos Baccelli)

SERENIDADE – Irmão José

Se não te asserenares interiormente, não viverás em paz.

Compreende a tua fragilidade e não te conflites desnecessariamente.

Aceita-te como és, trabalhando para que venhas a ser melhor.

Busca errar o menos possível , porém, se errares, não te cobres além da justa medida.

Não ocasiones prejuízo a quem quer que seja.

Nem te faça instrumento deliberado do sofrimento alheio.

Ninguém transpõe a própria humanidade, sem vivenciar as experiências pertinentes à sua imperfeição.

Irmão José ( do livro: “Senhor e Mestre”)

IMEDIATISMO – Irmão José

O imediatismo é um dos maiores entraves ao progresso espiritual.

Quem se envolve em demasia com as questões materiais da existência é possuído, ao invés de possuir.

Cedendo o seu pensamento aos negócios do mundo, nos quais concentra todos os seus interesses, o homem não consegue cultivar-se.

É indispensável que o homem faça uma pausa no corre-corre da vida diária, buscando amealhar os recursos imperecíveis da alma.

O prazer-agora é materialismo disfarçado.

Da maneira como investe na aquisição dos bens materiais, o homem de bom senso não pode deixar de investir no seu futuro espiritual.

Romper com o círculo vicioso da ambição em que se encarcera é de suma importância para o espírito.

O mancebo rico que procurou Jesus, perguntando-lhe o que fazer para conquistar a vida eterna, não conseguiu libertar-se de sua escravização ao status social.

Ninguém pense que terá pela frente todo tempo que deseje a fim de mudar de vida.

Sobre o mundo, todas as coisas são transitórias e o homem não detém sequer a posse definitiva de seu corpo.

Ainda hoje, comece o homem a desapegar-se dos bens materiais que lhe foram concedidos por empréstimo, em benefício de sua espiritualização.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

PERDÃO – Irmão José

Quem não perdoa o ofensor está mais vinculado a ele do que imagina.

Ao invés de afastar-nos, o ressentimento ainda mais nos aproxima daqueles que nos ferem.

Somente quem perdoa libera o pensamento das algemas de ódio que forjou para si.

No estágio evolutivo em que nos encontramos, todos ferimos ou somos feridos por alguém, necessitando, por isto mesmo, de exercermos o perdão recíproco.

Consciente ou inconscientemente, estamos magoando as pessoas todos os dias.

Coloquemo-nos no lugar do outro, para compreendermos melhor as suas atitudes conosco.

O ofensor quase sempre é alguém agindo pressionado por problemas que nos escapam à percepção imediata.

Ninguém agride pelo simples prazer de agredir.

Não guardemos mágoa no coração, como quem armazena ressentimento para consumo diário.

Quem tenha algo contra alguém não conseguirá ser plenamente feliz.

Estejamos sempre dispostos a perdoar, mas sobretudo humildes no reconhecimento dos erros que cometemos.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)