DÚVIDA – Irmão José

É compreensível que o homem alimente dúvidas acerca de seu destino depois da morte, mas é incompreensível que ele duvide da força do bem sobre a Terra.

O bem não admite questionamentos, porquanto os seus resultados apresentam-se de imediato aos olhos de quem o pratica.

Assim, mesmo que o homem vacile na fé que abraçou, padecendo o assédio das incertezas que o envolvem, ele deve perseverar na vivência da moral religiosa em que se pauta.

A dúvida é sempre uma vitória contra a descrença.

Se há quem cruze os braços porque duvide, há quem descreia justamente porque traga os seus braços cruzados…

Quem acredita no bem e o põe em prática não carece de nenhuma outra afirmação de fé.

Ensina-nos o Evangelho que “a fé sem obras é morta”; isto significa que a caridade é a fé vivificada.

Não duvidemos do que sejamos capazes de realizar em favor do mundo melhor.

Deixemos fluir a bondade inata em nossas almas, na espontaneidade do gesto que socorre e levanta.

Não façamos da fé uma condição indispensável ao exercício da solidariedade que os próprios animais exercem entre si movidos apenas pelo instinto.

A fé inabalável, que se alicerça na razão, é fruto do estudo e da meditação, do trabalho e do tempo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)