VALOR – Irmão José

Ninguém vale sobre a Terra pelos bens materiais que imagina possuir.

O homem de valor é o que se dignifica no cumprimento de seus deveres.

Nada vale quanto a nobreza de sentimentos de um homem de caráter.

Não raro, o brilho do ouro oculta os andrajos de uma alma carente de luz.

Diante dos outros, preocupemo-nos em valer pelo que somos e não pelo que possamos ter.

O valor do dinheiro não passa de um valor convencional, de vez que toda riqueza do mundo, em verdade, não vale uma só gota de suor da fronte do homem de bem.

O homem de valor, quanto mais se doa mais se valoriza diante de si.

Se o diamante vale pelo seu grau de pureza, porque conosco seria diferente?!

Por que haveríamos de valer pelo que as coisas valem, e não pelo que valemos intrinsecamente?!

Valorizemos as pessoas pelo que elas são e não pelos valores materiais que detenham por empréstimos da Divina Bondade.

Convençamo-nos de que o dinheiro só é bom quando, utilizando-o, podemos permutá-lo pela riqueza da alma!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

ESPERANÇA – Irmão José

A esperança é uma luz constantemente acesa no caminho.

No entanto, essa luz, para efetivamente clarear, há de se manter acesa com o óleo do serviço no bem.

A espera ociosa é uma promessa que se adia indefinidamente.

Quem vive com a esperança no coração nunca se entrega aos reveses da vida.

O homem que não precipita os acontecimentos, esperando que a vida siga o seu curso normal para obter o que deseja, jamais se decepciona.

A esperança que não cruza os braços na expectativa estéril é sempre um sonho que se realiza.

A árvore aguarda o fruto, trabalhando interiormente a sua formação.

O carvão que espera transfigurar-se em diamante não cessa de transformar-se na química do subsolo.

Para quem não persevera na conquista de seus objetivos, a esperança, invés de sonho possível, assemelha-se a um pesadelo.

A esperança de Deus na construção de seu Reino sobre a Terra repousa nas mãos dos homens.

Portanto, confiemos trabalhando e esperemos servindo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

HUMILDADE – Irmão José

Jamais nos acreditemos maiores ou melhores do que os outros.

Não existem privilégios na Criação Divina.

Cada espírito encontra-se vivenciando a experiência que lhe diz respeito, com vistas à Perfeição.

As posições que os homens ocupam na Terra, consoante a Lei da Reencarnação, alteram-se de vida em vida.

Todos os implementos materiais não passam de recursos descartáveis para que o espírito efetue o seu aprendizado.

O espírito, onde estiver, vale pelo que é, na intimidade de si mesmo.

Existem grandes almas corporificadas no mundo, iluminando-se ainda mais no anonimato social em que se ocultam.

Enquanto os espíritos dominados pela matéria disputam sobre a Terra o status dos cargos, os espíritos conscientes da necessidade de se espiritualizarem disputam o privilégio dos encargos.

Não confundamos humildade com subserviência.

A virtude da humildade há de ser tão espontânea e tão genuína quanto o perfume das flores que desabrocham nos campos.

Não nos esqueçamos de que Jesus, o Senhor da Vida, escolheu vir ao mundo numa manjedoura, nasceu escravo na descendência da menor entre as tribos de Israel, pregou o Evangelho aos filhos enjeitados da raça e concluiu a sua luminosa missão dependurado num madeiro ignominioso, rodeado pela companhia de dois malfeitores.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

ALEGRIA – Irmão José

A alegria real é aquela que nasce do dever cumprido com base na consciência tranquila.

A alegria, quando extrapola os seus limites, é fonte de muitas lágrimas.

Viver com alegria é viver com saúde e paz.

As vibrações alegres e otimistas têm o poder de regenerar as células enfermas, tanto quanto o de levantar as almas apáticas.

Quem compreende o sentido da vida sabe superar com alegria todas as provas com as quais se defronte.

Quem procura alegrar-se nos prazeres transitórios apenas encontra mágoa e desilusão ao fim de fugaz alegria.

O homem de fé, sobretudo, é um homem que traz a felicidade represada na alma, pela insuperável alegria de amar ao próximo como a si mesmo.

A alegria que nos falta, não raro, é a alegria que negamos aos outros.

Um sorriso de simpatia atrai incontáveis bênçãos de carinho.

Aprendamos a sorrir para a Vida para que a Vida continue a sorrir para nós.

O homem que vive contrariado e de tudo reclama, vendo obstáculos em toda parte, está em profunda desarmonia com a Vida, que é a Suprema Alegria de Deus!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

FARDO – Irmão José

Não há ninguém sem um fardo para carregar.

O parente difícil, o filho-problema, o amigo inconstante, o cônjuge irresponsável…

Se há quem nos seja um fardo, é possível que igualmente sejamos um fardo para alguém.

Em todo grupo familiar há sempre um ou outro espírito recalcitrante, ali colocado pelas Leis da Vida para a imprescindível permuta de experiências.

Quem tem mais é chamado a dar a quem tem menos.

A pessoa difícil com a qual convivemos é sempre um examinador às avessas, na aferição de nossos reais valores.

Todo fardo carregado com amor pode se transformar em escora, impedindo a queda de quem o sustenta.

Não maldigamos o fardo de nossas penosas obrigações cotidianas, convictos de que é justamente ele o instrumento de nosso aperfeiçoamento.

Ninguém irá a parte alguma abandonando o seu fardo à margem da estrada.

Todo débito, cuja quitação se adia, deverá, mais tarde, ser saldado com juros.

Meditemos nestas palavras inseridas em ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’: “Todos aqueles que carregam o seu fardo e assistem seus irmãos são os meus bem-amados”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

VIDA – Irmão José

A Vida é uma aventura extraordinária e bela.

Viver é o supremo dom do Criador a todas as criaturas.

Cada Ser é uma criação originalíssima de Deus.

Cada dia está repleto de lições maravilhosas.

Vivamo-lo com o interesse do aprendiz atento às lições do mestre.

Bem-aventurado aquele que vive aspirando o perfume da Vida no jardim de suas experiências cotidianas.

A vida do homem sobre a Terra é, de fato, um livro que ele está escrevendo com os caracteres indeléveis de suas atitudes.

Ninguém tem o direito de tirar de ninguém o direito de viver, mesmo dos animais, nossos irmãos menores.

A Vida é como se fosse um Eterno Dia banhado de Sol!

Entoemos a Excelsa Canção do Amor na alegria de viver cada momento.

Por vezes, na Sublime Sinfonia da Vida, o único acorde dissonante é o próprio homem.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

PALAVRA – Irmão José

Atentemos para o valor da palavra como força plasmadora de ideias em nossos interlocutores.

Selecionemos os temas de nossa conversação, filtrando o que nos seja conveniente dizer, ou não.

A palavra inútil vicia a alma na ociosidade.

Não nos esqueçamos de que cada palavra que pronunciamos é como uma semente lançada no solo da vida.

O que dizemos quase sempre dá notícias do que somos.

O modo com que dizemos as coisas, não raro, fornece uma fotografia de nossas intenções mais íntimas.

Quem necessita recorrer à violência verbal para ser ouvido é frágil em suas argumentações.

A palavra da verdade é branda e convincente.

Vigiar a palavra é um dos métodos mais eficientes para se disciplinar o pensamento.

Todos também responderemos pelas consequências da palavra insensata.

A palavra bem conduzida é caminho de rápida ascensão para a alma.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

VISÃO – Irmão José

Busquemos ver as coisas além das aparências.

Analisemos os acontecimentos em profundidade.

Por detrás das atitudes de uma pessoa está o móvel de suas ações.

O rótulo nem sempre revela o conteúdo.

Embora ocultas, as raízes da árvore é que lhe garantem a vitalidade.

De todos os sentidos humanos, o sentido da visão é o mais suscetível de enganos.

Os grandes gênios são, antes de tudo, grandes clarividentes.

Escreveu um grande poeta que “o essencial é invisível para os olhos”.

Tomando por base nós mesmos, saberemos o que leva uma pessoa a agir dessa ou daquela maneira.

Tentemos enxergar os homens com os olhos com que Cristo os enxergava.

Sobretudo, não nos esqueçamos da sábia advertência evangélica: “A candeia do corpo são os olhos. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

CONSCIÊNCIA – Irmão José

Façamos bastante silêncio interior para ouvirmos a voz da consciência.

Não provoquemos “ruídos” deliberados, a fim de não escutarmos os seus apelos.

Sendo a presença de Deus em nós, a consciência sempre nos adverte para o que é certo e o que é errado.

Ninguém, portanto, pode dizer- se sem orientação pessoal para o caminho.

Algumas pessoas ignoram a voz da consciência por estimarem se comprazer no mal.

Não querem ouvi-la para terem, depois, como se justificar, quando chamados pela Vida ao inevitável ajuste de contas.

Quanto mais o homem se espiritualiza, mais se lhe torna audível e clara essa voz interior.

O remorso é a voz da consciência ouvida tardiamente.

Quando consultada, a voz da consciência não se faz esperar e nem dá margem a dúbias interpretações.

Quem passa por cima de sua consciência, compromete-se ainda mais perante as Leis que regem a Vida.

Não nos esqueçamos de que, quando procuramos conversar com Deus através da oração, é pela voz da consciência que Deus nos responde.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

MENTIRA – Irmão José

Ninguém mente aos outros sem que esteja mentindo a si mesmo.

A mentira é dos vícios mais difíceis de serem extirpados da alma.

Edificar algo sobre a mentira é como construir-se uma casa sobre a areia movediça…

Quando a verdade não possa ser dita, esperemos o momento propício para dizê-la de modo a não ferir ninguém.

Para reparar o que disse em falso testemunho, o espírito derramará muitas lágrimas.

Reconquistar a confiança dos outros é tarefa mais difícil do que foi conquistá-la.

Que a nossa vida seja transparente de tal modo que não necessitemos recorrer à mentira para ocultar-nos.

A mentira, mesmo insignificante, é um vício que desorna e compromete as demais qualidades da alma.

A pretexto de somente dizermos a verdade, não nos transformemos, no entanto, em verdugos da vida alheia.

Segundo as Escrituras, a verdade dita a seu tempo é maçã de ouro servida em cesto de prata.

Disse-nos o Cristo: “Seja o vosso falar sim, sim; não, não”, porém não se esqueceu de esclarecer-nos também de que a boca fala do que está cheio o coração…

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)