INSTRUMENTOS DE EVOLUÇÃO – Irmão José

 

“Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XVII – Sede perfeitos.)

Inegavelmente, os espíritos são os melhores instrumentos de Evolução uns dos outros.

As dificuldades da vida material no mundo ensejam ao homem o desenvolvimento de sua inteligência, mas somente através da convivência com o próximo é que ele tem oportunidade de crescer moralmente.

A necessidade de se alimentar e de preservar a sua saúde fez com que o homem enveredasse pelos caminhos da Ciência, alcançando notáveis conquistas no campo da intelectualidade.

Gradativamente, as aldeias foram cedendo lugar às cidades, e a vida primitiva de séculos atrás se transfigurou, nos tempos modernos, em arrojados avanços tecnológicos que mais se parecem com obras saídas das páginas da literatura de ficção.

Inclusive, pela sua capacidade intelectiva sempre em expansão, o homem, aos poucos, vem partindo para a exploração do Cosmo, com o futuro lhe reservando inúmeras possibilidades de viagens interplanetárias, dentro e fora do Sistema Solar.

Mais que o próprio rádio, a televisão e o telefone, a Internet se encarregou de tornar ainda mais real o chamado mundo globalizado, fazendo com que as distâncias, antes quase intransponíveis, praticamente, desaparecessem na aproximação dos povos.

O trabalho, tão penoso para o homem em época não muito recuada, custando-lhe excessivo desgaste físico e precoce envelhecimento, vem, na atualidade, sendo realizado por engenhos robóticos que, com vantagem, lhe substituem os olhos e as mãos.

Não obstante, é forçoso convir que o homem não possa aprender a amar com um robô, nem tampouco desenvolver a sua sensibilidade em meio às máquinas que lhe proporcionam tanto conforto material.

Nos caminhos de sua Evolução para Deus, o próximo nunca poderá ser substituído por qualquer outro artefato que lhe ensine convivência e seja capaz de concorrer para despertá-lo em suas aptidões morais.

Porque, quanto mais o homem se isolar de seus semelhantes, evitando-lhes a presença, nas lições mútuas de que, ao mesmo tempo, se façam mestres e aprendizes, menos ele terá oportunidade de exercitar as suas qualidades do coração.

É que, se ele pode chegar aos confins do Universo num foguete, somente o próximo se lhe fará veículo para que, um dia, ele consiga chegar ao Centro da Vida.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)