LONGEVIDADE – Irmão José

“A pouca resistência que a matéria oferece a espíritos já muito adiantados torna rápido o desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância. Isenta de cuidados e angústias, a vida é proporcionalmente muito mais longa do que na Terra. Em princípio, a longevidade guarda proporção com o grau de adiantamento dos mundos.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. III – Há muitas moradas na casa de meu Pai.)

Evidentemente, a Terra jamais será a morada definitiva dos espíritos, porque se trata apenas de um orbe de transição, sobre o qual, em contato com a matéria grosseira, eles se encontram retemperando-se.

Tampouco, os mais diversos Planos Espirituais que a rodeiam podem ser considerados na condição de definitivo domicílio para os que, ao deixarem o corpo, venham a se transferir para qualquer deles.

O perispírito, ou corpo espiritual, portanto, ainda não é o corpo da imortalidade plena, porque ele mesmo – por se encontrar, igualmente, em fase de elaboração – ainda está sujeito a inevitáveis desgastes e transformações.

A maior longevidade sobre a Terra há de ser uma conquista árdua, que, basicamente, dependerá da evolução do espírito que nela estiver encarnado.

Nos mundos superiores, nos quais o espírito já consegue mais se impor sobre a matéria, a vida humana não se revela assim tão frágil quanto no orbe terrestre.

O próprio perispírito, embora sendo ainda envoltório externo do espírito, pela sua condição mais etérea, não se mostra tão suscetível quanto o corpo carnal aos achaques que lhe impõem limites à sua breve aparição no cenário do mundo.

Por esse motivo, em condições normais, o tempo de permanência dos espíritos no Mundo Espiritual costuma ser mais dilatado – praticamente o dobro – que o seu tempo de permanência na Dimensão Material.

Enquanto, porém, o espírito dispuser de corpo a ser alijado, como apêndice desnecessário, ele não estará envergando a “túnica nupcial” referida por Jesus na Parábola das Bodas, a fim de que possa participar do banquete de sua gloriosa imortalidade.

Há séculos, a vida média da criatura humana no planeta era pouco mais que trinta anos… Hoje, o seu tempo de vida média no corpo perecível se ampliou consideravelmente, com muitos pioneiros de semelhante fenômeno biológico logrando viver quase cem anos, ou mais.

Todavia, o avanço da Ciência e os novos hábitos alimentares adquiridos, tudo isso, porém, referendado pelo seu aperfeiçoamento espiritual, fará com que, no futuro, o homem atinja a idade da simbologia bíblica, que nos informa ter Matusalém chegado a viver novecentos e sessenta e nove anos.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)