MUNDO REGENERADO?! – Irmão José

“Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. III – Há muitas moradas na casa de meu Pai.)

Sendo mundo de provas e expiações, a Terra ainda há de levar bom tempo até que a Humanidade faça com que ela se eleve na hierarquia dos mundos, passando a mundo de regeneração.

Isso não significa dizer que, entre os homens, já não se encontrem espíritos que, individualmente, adentraram em sua fase de regeneração, não estando, porém, completamente regenerados.

Ao deixar a sua condição inferior, a Terra que, não faz muito tempo, foi um planeta primitivo, haverá de ser um orbe em regeneração, mas não regenerado, pois para que, coletivamente, se coloque em tal posição, os seus habitantes, em maioria, devem estar livres de características expiatórias.

Porque tenha se arrependido de determinado deslize cometido, o homem, sem quitar o débito que contraiu, e, sobretudo, vencer as inclinações inferiores que o induziram ao erro, não pode dizer-se livre de tornar a errar.

Assim, enquanto se encontrar em estado de regeneração, sem que, no entanto, tenha efetivamente se regenerado, o homem poderá claudicar, permanecendo, indefinidamente, na condição do aluno que não consegue aproveitar as lições que o promovam em seu estágio educativo.

O espírito em regeneração não é um espírito regenerado, mas apenas um espírito imbuído do propósito de regenerar-se.

A Humanidade regenerada do futuro será uma Humanidade sem faltas a serem expiadas, mas não isenta de provas a sofrer, por testes indispensáveis a maiores conquistas que, um dia, culminem na sua perfeição.

Se, portanto, o homem da Terra não pode habitar um mundo em regeneração, ou regenerado, nada há que o impeça de que, mesmo vivendo num orbe com características ainda marcadamente expiatórias, ele trabalhe pela sua regeneração individual, procurando não desencadear novos carmas negativos para o seu destino.

Para o espírito regenerado, que não mais pratica o mal de maneira consciente, a Lei de Causa e Efeito deixa de funcionar em seu aspecto de resgate, muitas vezes compulsório, para somente lhe acrescentar bênçãos sobre bênçãos, na aquisição de méritos cada vez maiores.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)