QUEDA – Irmão José

Só verdadeiramente caem aqueles que se acomodam no chão.

Em nossa trajetória evolutiva, a queda, por vezes, faz-se inevitável, mas, a pretexto disto, não devemos aceitá-la passivamente.

Ninguém cai para cair repetidas vezes; ao contrário, quem cai, cai para manter-se vigilante no equilíbrio necessário.

Sejamos condescendentes com as quedas alheias, mas não sejamos tolerantes em excesso com as nossas.

Quem tropeça e vai ao chão não deve ficar à espera de quem apareça para levantá-lo; reúna as energias que lhe sobraram e ponha-se de pé por seu próprio esforço e vontade.

Apenas caem os que estão, de alguma forma, tentando caminhar.

Aproveitemos as experiências da queda para avançarmos com segurança, evitando repetir os erros que cometemos, na certeza de que nos erguermos da queda consciente será sempre muito mais difícil.

A queda pela inteligência é mais penosa do que a queda pelo sentimento.

Quem tropeça no seu orgulho e cai, porque não admite que caiu, demorará longo tempo para levantar- se.

Paulo, o inesquecível apóstolo da Boa Nova, nos concita a caminhar à frente mesmo de joelhos desconjuntados.

Sejamos o bom samaritano de nós mesmos e nos levantemos, porque o mundo está repleto de sacerdotes e levitas que, vendo-nos estirados ao chão, seguirão adiante, indiferentes…

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)