RENÚNCIA – Irmão José

O preço que o homem paga por renunciar aos seus desejos não é maior do que o que lhe é cobrado por satisfazê-los.

Se nega ao homem a obtenção do prazer imediato, a renúncia lhe proporciona felicidade mais duradoura.

Renunciar ao que se quer é a maneira de obter o que se deseja, sem violência ou precipitação.

A renúncia voluntária é apanágio dos santos e heróis que lograram superar a sua própria humanidade.

Sobre a fronte de quem renuncia, reluz a tiara espiritual de indiscutíveis méritos.

Quando se pronunciar a palavra “renúncia”, não nos esqueçamos de que, no Dicionário da Vida, a única que lhe é sinônimo é a palavra “mãe”!

Quem mais teria renunciado no instante do Calvário: Jesus, que renunciava a ficar com sua Mãe na Terra, ou Maria que renunciava acompanhar o seu Filho ao Céu?!

Somente consegue abrir mão de si quem já adentrou na posse de si mesmo.

A dificuldade que o homem tem de renunciar é que o impede de ser feliz.

Renunciar a qualquer tipo de posse é igualmente renunciar à dor.

O que a Lei Divina concede ao homem que renuncia à satisfação pessoal excede em valor e grandeza o objeto de sua renúncia, seja ele qual for.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)