NÃO SE SABE – Irmão José

“É na caridade que deveis procurar a paz do coração, o contentamento da alma, o remédio para as aflições da vida.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIII – Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita.)

Realmente, não se sabe de alguém que, devotando-se à prática do Bem aos semelhantes, veja-se acometido de qualquer estado de abatimento psicológico que com ele possa perdurar.

Não que o servidor do Cristo, no imenso campo das provações humanas, não experimente dificuldades íntimas para perseverar no cumprimento do dever que lhe cabe.

Quase todos os leais tarefeiros do Evangelho, quase todos os dias, padecem tentações, as mais variadas, que procuram fazê-los desanimar na luta em que se empenham pelo Mundo Melhor.

Muitos deles derramam, sim, solitárias lágrimas nos testemunhos de fé a que são chamados, diante da incompreensão ou da indiferença de quantos escarnecem de seus abençoados esforços.

Se o Cristo não se furtou às hostilidades do meio em que viveu, amargando traição e abandono, evidentemente que não passaria de ilusão a expectativa de completa paz em quem se dispusesse a Lhe seguir os exemplos.

Contudo, por outro lado, somos levados a considerar que, embora não consiga isentar-se dos naturais conflitos exteriores, portas adentro da alma, o homem que, verdadeiramente, se consagra ao Bem dos semelhantes, jamais se rende à tristeza.

A ocupação constante na caridade não permite que alguém desfrute de demasiado tempo para cultuar amarguras, que venham a lhe suscitar quadros patológicos de complexa reversão.

Na maioria das vezes, os que se queixam vítimas de indefinida melancolia e outros sintomas de perturbações emocionais, tendentes a se cronificarem, ganhando o rótulo de doenças de natureza psiquiátrica, como a depressão, motivados pela alegria de ser úteis, ainda não sabem o que seja servir.

O trabalho na caridade é remédio contra os males espirituais que já se instalaram, e vacina contra os que, possivelmente, possam vir a se instalar no espírito.

Por esse motivo, repetimos que, de fato, não se sabe de alguém que, estando, de corpo e alma, comprometido com a causa do Bem, mesmo, por vezes, chorando, não consiga sorrir muito mais que chora. E que a seus breves instantes de aflição não veja se seguirem duradouros momentos de uma paz que o mundo, por si só, não é capaz de proporcionar a pessoa alguma.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

ALEGRIA – Irmão José

A alegria real é aquela que nasce do dever cumprido com base na consciência tranquila.

A alegria, quando extrapola os seus limites, é fonte de muitas lágrimas.

Viver com alegria é viver com saúde e paz.

As vibrações alegres e otimistas têm o poder de regenerar as células enfermas, tanto quanto o de levantar as almas apáticas.

Quem compreende o sentido da vida sabe superar com alegria todas as provas com as quais se defronte.

Quem procura alegrar-se nos prazeres transitórios apenas encontra mágoa e desilusão ao fim de fugaz alegria.

O homem de fé, sobretudo, é um homem que traz a felicidade represada na alma, pela insuperável alegria de amar ao próximo como a si mesmo.

A alegria que nos falta, não raro, é a alegria que negamos aos outros.

Um sorriso de simpatia atrai incontáveis bênçãos de carinho.

Aprendamos a sorrir para a Vida para que a Vida continue a sorrir para nós.

O homem que vive contrariado e de tudo reclama, vendo obstáculos em toda parte, está em profunda desarmonia com a Vida, que é a Suprema Alegria de Deus!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)