QUAL A TUA INTENÇÃO? – Irmão José

Em quanto fazes,não deixes de perscrutar a intenção que te move.

O que é que o teu espírito está a preparar ardilosamente?

Conhece-te o bastante para te defenderes de ti mesmo?

O que é que se esconde por detrás de tuas palavras amáveis e de tuas atitudes de aparente desinteresse?

Aonde pretendes chegar no relacionamento que estreitas?

Tens agido com transparência e sinceridade?

Qual é o propósito do elogio ou da crítica que efetuas?

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Senhor e Mestre”)

EM RELAÇÃO À CRÍTICA – Irmão José

“Várias maneiras há de fazer-se a caridade, que muitos dentre vós confundem com a esmola.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIII – Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita.)

Quase sempre, a intenção da crítica não é a de construir, mas, sim, a de destruir.

Na maioria das vezes, ao criticar alguém, que a tanto deu oportunidade, o que se deseja não é corrigir o erro, mas, de maneira inapelável, desmoralizar aquele que errou.

Todavia, agindo assim, quem se põe a criticar sem intenção elevada faz muito pior do que a pessoa criticada – alvo de suas impiedosas observações.

A questão, não raro, é que, no fundo, sentimos naquele que criticamos um concorrente de nossas aspirações, que, de todas as maneiras, queremos alijar de nossos caminhos.

Quem se vale da invigilância de alguém para intentar destruí-lo em sua capacidade de trabalho e realização, torna público o escuso propósito com que age. E, naturalmente, passa a fazer jus a maior crítica do que àquela que, sob o respaldo de suposta razão, esteja a formular.

Procuremos, assim, não compactuar com falatórios e intrigas que muitos são hábeis em urdir contra quem, muitas vezes, sequer os conhece.

O crítico, quando verdadeiramente bem-intencionado, é um pai falando ao filho, e não um verdugo chicoteando a vítima imobilizada em um poste de tortura.

Quando o homem deixar de alimentar a fogueira de maledicência com as suas palavras levianas, a paz se fará bem mais próxima da Humanidade, porque da guerra de palavras em que, individualmente, ele se engalfinha no cotidiano é que explodem os mais graves conflitos no campo do relacionamento coletivo.

Evidentemente, no entanto, para que a referida fogueira, em definitivo, se transforme em cinzas, sem correr o risco de ser avivada, precisamos também contar com ouvidos cristãos que, em nenhuma hipótese, se mostrem acolhedores às palavras que soam nos lábios acostumados a tão somente denegrir.

Porque quando as palavras infelizes não mais contarem com ouvidos que a elas se façam receptivos, calar-se-ão por si mesmas.

Muitos são os que, a pretexto de defender a Verdade, sentem-se investidos da missão de combater o que lhes pareça impróprio, mas convenhamos que não há maior impropriedade que se tomar a defesa da Verdade em prejuízo do amor que devemos uns aos outros.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

CULPA E CONSCIÊNCIA – Irmão José

Os que mais reclamam são os que menos fazem para melhorar a situação.

Incriminam os outros.

Relacionam culpados.

Responsabilizam os homens qual se não pertencessem à espécie humana.

Profetizam catástrofes e continuam de braços cruzados.

Imaginam, assim, ludibriar a Sabedoria Divina, que os espreita em seus movimentos e intenções.

Falam com propriedade, mas não exemplificam.

Identificam o mal, mas não se dispõem a tratá-lo.

Na expectativa de agradarem a Deus, censuram a Humanidade e a condenam.

Prosseguem lavando as mãos na bacia de Pilatos…

Adormecem todas as noites, esperando que, no outro dia, alguém tome providências.

Responderão pela falta grave da omissão e, talvez, a sua culpa lhes venha a pesar mais na consciência do que na consciência daqueles que, por completa ignorância, vivem em função do mal.

Irmão José (do livro “De animo firme”)