CAPÍTULO 33 – RECAPITULAÇÕES – EMMANUEL

“Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” – (JOÃO, capítulo 12, versículo 43.)

Os séculos parecem reviver com seus resplendores e decadências.

Fornece o mundo a impressão dum campo onde as cenas se repetem constantemente.

Tudo instável.

A força e o direito caminham com alternativas de domínio. Multidões esclarecidas regressam a novas alucinações. O espírito humano, a seu turno, considerado insuladamente, demonstra recapitular as más experiências, após alcançar o bom conhecimento.

Como esclarecer a anomalia? A situação é estranhável porque, no fundo, todo homem tem sede de paz e fome de estabilidade.

Importa reconhecer, porém, que, no curso dos milênios, as criaturas humanas, em múltiplas existências, têm amado mais a glória terrena que a glória de Deus.

Inúmeros homens se presumem redimidos com a meditação criteriosa do crepúsculo, mas… e o dia que já se foi? Na justiça misericordiosa de suas decisões, Jesus concede ao trabalhador hesitante uma oportunidade nova. O dia volta. Refunde-se a existência.

Todavia, que aproveita ao operário valer-se tão-somente dos bens eternos, no crepúsculo cheio de sombras? Alguém lhe perguntará: que fizeste da manhã clara, do Sol ardente, dos instrumentos que te dei?

Apenas a essa altura reconhece a necessidade de gloriar-se no Todo-Poderoso. E homens e povos continuarão desfazendo a obra falsa para recomeçar o esforço outra vez.

EMMANUEL

(psic. Chico Xavier – do livro: ‘Caminho, Verdade e Vida’)

DINHEIRO – Irmão José

“Se a riqueza é causa de muitos males, se exacerba tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos inculpar, mas ao homem, que dela abusa, como de todos os dons de Deus.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XVI – Não se pode servir a Deus e a Mamon.)

A riqueza é o símbolo das dificuldades materiais que o espírito, com o propósito de alcançar a plenitude, necessita superar na jornada evolutiva que empreende.

Se o dinheiro, pois, não se fizesse o centro das ambições mais rasteiras do homem, outro expediente, por certo, engendrando os mesmos dramas que o dinheiro engendra, haveria de substituí-lo.

O dinheiro, em si, não passa de valor convencional que lhe é atribuído pela mente humana, porque, a rigor, o que pode valer uma cédula ou uma moeda?!

Exceto o bem que seja capaz de promover, tudo o que o dinheiro possa adquirir é tão destituído de valor quanto ele.

Todavia, a ambição que o dinheiro ocasiona pode dar ensejo a muitos males decorrentes da própria ambição de sua posse.

Crimes são cometidos…

Guerras são declaradas…

Sob outro ângulo de visão, o dinheiro, sem dúvida, talvez seja o maior criador de carmas negativos para o espírito, porquanto mesmo o prazer exacerbado não lhe dispensa o patrocínio.

Ousaríamos dizer que, ao concentrar atenção e tempo em sua conquista, ele se faz o maior empecilho no caminho da libertação espiritual de quem o deseja amontoar.

Contudo, mesmo no âmbito dos valores fictícios que lhe são atribuídos no mundo, para quem saiba utilizá-lo, o que é motivo de queda para alguns pode se transformar em causa de subida para outros.

Toda força carece de direcionamento adequado.

O ar que espalha o perfume das flores é o mesmo que pode disseminar a fumaça de natureza tóxica.

As mãos que constroem são as mesmas que podem destruir.

A boca que maldiz é a mesma que pode abençoar.

Dinheiro a serviço do Bem é a sombra a serviço da luz.

Não nos esqueçamos de que – demonstrando que, a rigor, o Bem não depende exclusivamente de dinheiro para ser praticado – nas páginas do Evangelho, não existe uma referência sequer de que Jesus, algum dia, tenha manuseado diretamente uma única moeda.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

VALOR – Irmão José

Ninguém vale sobre a Terra pelos bens materiais que imagina possuir.

O homem de valor é o que se dignifica no cumprimento de seus deveres.

Nada vale quanto a nobreza de sentimentos de um homem de caráter.

Não raro, o brilho do ouro oculta os andrajos de uma alma carente de luz.

Diante dos outros, preocupemo-nos em valer pelo que somos e não pelo que possamos ter.

O valor do dinheiro não passa de um valor convencional, de vez que toda riqueza do mundo, em verdade, não vale uma só gota de suor da fronte do homem de bem.

O homem de valor, quanto mais se doa mais se valoriza diante de si.

Se o diamante vale pelo seu grau de pureza, porque conosco seria diferente?!

Por que haveríamos de valer pelo que as coisas valem, e não pelo que valemos intrinsecamente?!

Valorizemos as pessoas pelo que elas são e não pelos valores materiais que detenham por empréstimos da Divina Bondade.

Convençamo-nos de que o dinheiro só é bom quando, utilizando-o, podemos permutá-lo pela riqueza da alma!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)