CAPÍTULO 34 – COMER E BEBER – EMMANUEL

“Então, começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença e tens ensinado nas nossas ruas.” — Jesus. (LUCAS, capítulo 13, versículo 26.)

O versículo de Lucas, aqui anotado, refere-se ao pai de família que cerrou a porta aos filhos ingratos.

O quadro reflete a situação dos religiosos de todos os matizes que apenas falaram, em demasia, reportando-se ao nome de Jesus. No dia da análise minuciosa, quando a morte abre, de novo, a porta espiritual, eis que dirão haver “comido e bebido” na presença do Mestre, cujos ensinamentos conheceram e disseminaram nas ruas.

Comeram e beberam apenas. Aproveitaram-se dos recursos egoisticamente. Comeram e acreditaram com a fé intelectual. Beberam e transmitiram o que haviam aprendido de outrem.

Assimilar a lição na existência própria não lhes interessava a mente inconstante.

Conheceram o Mestre, é verdade, mas não o revelaram em seus corações. Também Jesus conhecia Deus; no entanto, não se limitou a afirmar a realidade dessas relações. Viveu o amor ao Pai, junto dos homens. Ensinando a verdade, entregou-se à redenção humana, sem cogitar de recompensa.

Entendeu as criaturas antes que essas o entendessem, concedeu-nos supremo favor com a sua vinda, deu-se em holocausto para que aprendêssemos a ciência do bem.

Não bastará crer intelectualmente em Jesus. É necessário aplicá-lo a nós próprios.

O homem deve cultivar a meditação no círculo dos problemas que o preocupam cada dia. Os irracionais também comem e bebem. Contudo, os filhos das nações nascem na Terra para uma vida mais alta.

EMMANUEL

(psic. Chico Xavier – do livro: ‘Caminho, Verdade e Vida’)

CAPÍTULO 19 – NA PROPAGANDA – EMMANUEL

“E dir-vos-ão: Ei-lo aqui, ou, ei-lo ali; não vades, nem os sigais.” — Jesus. (LUCAS, capítulo 17, versículo 23.)

As exortações do Mestre aos discípulos são muito precisas para provocarem qualquer incerteza ou indecisão.

Quando tantas expressões sectárias requisitam o Cristo para os seus desmandos intelectuais, é justo que os aprendizes novos, na luz do Consolador, meditem a elevada significação deste versículo de Lucas.

Na propaganda genuinamente cristã não basta dizer onde está o Senhor.

Indispensável é mostrá-lo na própria exemplificação.

Muitos percorrem templos e altares, procurando Jesus.

Mudar de crença religiosa pode ser modificação de caminho, mas pode ser também continuidade de perturbação.

Torna-se necessário encontrar o Cristo no santuário interior.

Cristianizar a vida não é imprimir-lhe novas feições exteriores. É reformá-la para o bem no âmbito particular.

Os que afirmam apenas na forma verbal que o Mestre se encontra aqui ou ali, arcam com profundas responsabilidades. A preocupação de proselitismo é sempre perigosa para os que se seduzem com as belezas sonoras da palavra sem exemplos edificantes.

O discípulo sincero sabe que dizer é fácil, mas que é difícil revelar os propósitos do Senhor na existência própria. É imprescindível fazer o bem, antes de ensiná-lo a outrem, porque Jesus recomendou ninguém seguisse os pregoeiros que somente dissessem onde se poderia encontrar o Filho de Deus.

EMMANUEL

(psic. Chico Xavier – do livro: ‘Caminho, Verdade e Vida’)

LIÇÕES – Irmão José

Atenta às lições que a Vida te transmite no cotidiano.

Não evites o confronto com elas.

Assimila a experiência que os reveses te ensejam.

Coloca-te na condição de aprendiz e não de mestre.

Sê humilde e admite o próprio erro.

Não te compares aos outros para te julgares melhor.

Quem mais ensina, ensina pela força do exemplo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Senhor e Mestre”)

EM TORNO DE TI – Irmão José

“A riqueza da inteligência deves utilizá-la como a do ouro. Derrama em torno de ti os tesouros da instrução; derrama sobre teus irmãos os tesouros do teu amor e eles frutificarão.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XVI – Não se pode servir a Deus e a Mamon.)

Não olvides que, por onde caminhas, como emanação de tua personalidade, deixas a tua influência nociva ou benéfica ao redor de teus passos.

As tuas marcas espirituais, fornecendo notícias de tua verdadeira identidade, vão ficando impressas em tudo o que, direta ou indiretamente, estejas a tocar.

Pensamentos, palavras e atitudes, em essência, para muito além de teus traços fisionômicos, constituem a face real com que nem sempre o mundo te consegue ver.

Repara, pois, o que a tua simples presença na Terra vem sugerindo, em matéria de comportamento, àqueles que contigo convivem.

A quantos tens inspirado positivamente na superação de si mesmos, auxiliando-os com os teus exemplos de devotamento a um ideal de natureza superior?!

Quantos são os que tens encorajado a resistirem ao assédio do mal que, inutilmente, tem tramado a tua queda, através da qual espera arrastar ao abismo os que te elegeram por ponto de referência moral na existência?!

A quantos incentivas no esforço de caminhar com as próprias pernas, desenvolvendo a capacidade intelectual que lhes diz respeito, sem jamais cogitar de submetê-los ao teu modo de ser?!

Quantos são os que, de tuas mãos, recebem o pão do espírito, que, mais tarde, por sua vez, haverão de multiplicar em favor de outros famintos de luz?!

Assim como, ao derredor de determinadas pessoas, formam-se torvelinhos que, ao se afunilarem para baixo, fazem precipitar milhares de almas nas profundezas ensombradas, outros, ao se afunilarem para cima, impulsionam milhares de outras para o mais alto.

Por onde se movimentava, de maneira sempre ascendente, o Cristo arrebatava almas para o Reino de Deus.

Sobre os seus ombros, a cruz era o peso da Humanidade ignara que com Ele subiu ao Calvário, e, a contragosto, abandonando a planície pelo topo do monte, ficou mais perto do Céu.

Na trajetória que cumpres em tua atual encarnação, entre ser ombros para a cruz e ser cruz para os ombros, o que vens escolhendo?!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)