CAPÍTULO 29 – CONTENTAR-SE – EMMANUEL

“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.” — Paulo. (FILIPENSES, capítulo 4, versículo 11.)

A vertigem da posse avassala a maioria das criaturas na Terra.

A vida simples, condição da felicidade relativa que o planeta pode oferecer, foi esquecida pela generalidade dos homens. Esmagadora percentagem das súplicas terrestres não consegue avançar além do seu acanhado âmbito de origem.

Pedem-se a Deus absurdos estranhos. Raras pessoas se contentam com o material recebido para a solução de suas necessidades, raríssimas pedem apenas o “pão de cada dia”, como símbolo das aquisições indispensáveis.

O homem incoerente não procura saber se possui o menos para a vida eterna, porque está sempre ansioso pelo mais nas possibilidades transitórias.

Geralmente, permanece absorvido pelos interesses perecíveis, insaciado, inquieto, sob o tormento angustioso da desmedida ambição. Na corrida louca para o imediatismo, esquece a oportunidade que lhe pertence, abandona o material que lhe foi concedido para a evolução própria e atira-se a aventuras de consequências imprevisíveis, em face do seu futuro infinito.

Se já compreendes tuas responsabilidades com o Cristo, examina a essência de teus desejos mais íntimos. Lembra-te de que Paulo de Tarso, o apóstolo chamado por Jesus para a disseminação da verdade divina, entre os homens, foi obrigado a aprender a contentar-se com o que possuía, penetrando o caminho de disciplinas acerbas.

Estarás, acaso, esperando que alguém realize semelhante aprendizado por ti?

EMMANUEL

(psic. Chico Xavier – do livro: ‘Caminho, Verdade e Vida’)

NOS PARÂMETROS DA LEI – Irmão José

A rigor, todo homem tem muito mais o que agradecer do que pedir.
Nos parâmetros da Lei, a aplicação da Justiça Divina se submete à ação da Divina Misericórdia.
O Criador, de certa maneira, é como os pais humanos que, em troca de um sorriso do filho, são capazes de lhe proporcionar o Céu.
Muitas vezes, um único gesto de caridade é suficiente para promover substancial alteração no destino de quem o pratica.
Ao mais leve sinal de arrependimento de qualquer pessoa, Deus lhe escancara a porta de infinitas oportunidades para redimir-se.
Não te iludas; sobre a Terra, todas as pessoas, por mais sofram, são sempre mais felizes do que realmente merecem.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)