CAPÍTULO 31 – COISAS MÍNIMAS – EMMANUEL

“Pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?” — Jesus. (LUCAS, capítulo 12, versículo 26.)

Pouca gente conhece a importância da boa execução das coisas mínimas.

Há homens que, com falsa superioridade, zombam das tarefas humildes, como se não fossem imprescindíveis ao êxito dos trabalhos de maior envergadura. Um sábio não pode esquecer-se de que, um dia, necessitou aprender com as letras simples do alfabeto.

Além disso, nenhuma obra é perfeita se as particularidades não foram devidamente consideradas e compreendidas.

De modo geral, o homem está sempre fascinado pelas situações de grande evidência, pelos destinos dramáticos e empolgantes.

Destacar-se, entretanto, exige muitos cuidados. Os espinhos também se destacam, as pedras salientam-se na estrada comum.

Convém, desse modo, atender às coisas mínimas da senda que Deus nos reservou, para que a nossa ação se fixe com real proveito à vida.

A sinfonia estará perturbada se faltou uma nota, o poema é obscuro quando se omite um verso.

Estejamos zelosos pelas coisas pequeninas. São parte integrante e inalienável dos grandes feitos. Compreendendo a importância disso, o Mestre nos interroga no Evangelho de Lucas: “Pois se nem podeis ainda fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?”

EMMANUEL

(psic. Chico Xavier – do livro: ‘Caminho, Verdade e Vida’)

SOFRE E REALIZA – Irmão José

Não te digas cansado nas tarefas do bem.

Esquece ingratidão e prossegue servindo.

Humildade é uma luz que se acende na dor.

Não deixes que ninguém te subtraia a paz.

A verdadeira fé é ação que não recua.

Quem sofre e realiza é fiel a Jesus.

Irmão José (no livro “Pão da Alma”, psic. Carlos Baccelli)

NÃO TE DIGAS – Irmão José

Não te digas incapaz de cair.

Não te creias já forte o bastante para não tropeçar.

Não te admitas completamente imune às dificuldades que julgas ter superado.

Não te consideres dispensado de continuar exercendo cuidadosa vigilância sobre ti mesmo.

Não te exponhas, desnecessariamente, a esta ou àquela situação que se construa em ameaça ao teu equilíbrio.

Não sigas sem a indispensável prudência, em qualquer trecho de caminho.

Não te proclames em situação de vantagem sobre ninguém.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Senhor e Mestre”)

VERDADEIRA GRANDEZA – Irmão José

“O Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos espíritos os que eram pequenos na Terra…” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VII – Bem-aventurados os pobres de espírito.)

Quanto mais se distancia de Deus, o Centro da Luz, mais mergulha o homem nas sombras de si mesmo, e delas permanece à mercê.

Em um mundo com as características de imperfeição do orbe terrestre, inegavelmente, os valores morais jazem quase em completa inversão, com o predomínio da matéria sobre o espírito.

A Terra é milenar campo de batalha, entre o ter e o ser, no qual, infelizmente, ao longo dos séculos, os interesses imediatistas vêm oprimindo os de natureza espiritual.

Não obstante, carecemos de considerar que, neste sentido, a Humanidade já viveu momentos mais sombrios, quando, então, o desrespeito pela vida humana era quase absoluto.

No entanto, rasgando a espessa cortina de treva que envolve o planeta, a pouco e pouco, foi sendo possível se avistarem alguns tímidos reflexos de luz se lhe insinuando, à semelhança dos raios solares, que, gradativamente, vencem a escuridão da noite.

Com o advento do Espiritismo, os espíritos dos considerados mortos, entrando em contato com os encarnados, vieram demonstrar que, nas Dimensões além da morte, vigem outros paradigmas existenciais.

É que, parcialmente livre das sombras da vida material, o espírito dá mais um passo na direção do Infinito e, assim, se aproxima da luz da Verdade, que, entre os homens na carne, jaz ofuscada por inúmeros interesses que a impedem de brilhar.

Evidentemente, estamos nos referindo aos círculos espirituais situados a certa distância da Esfera Terrestre, que não mais lhe estão tão sujeitos à influência perniciosa, porque, em seus círculos mais próximos, a vida não passa de mero reflexo da existência carnal.

Em a Natureza e, em particular, em seu universo moral, realmente, a Vida não dá saltos, e não existem prodígios de transformação.

Consideremos, no entanto, que, à exata medida em que se dá a subida – ou seja, maior distanciamento do espírito das ilusões que lhe obnubilam os sentidos e subtraem o discernimento – toda distorção começa a se corrigir, e ele, então, pode se apreciar, ou ser apreciado, em sua verdadeira estatura.

Sem dúvida, foi isso que levou Jesus a dizer, quando se banqueteava na casa de um dos principais fariseus: “… todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado”, levando-nos a inferir que a verdadeira grandeza está em se apequenar, e não em se engrandecer.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

HUMILDADE – Irmão José

Jamais nos acreditemos maiores ou melhores do que os outros.

Não existem privilégios na Criação Divina.

Cada espírito encontra-se vivenciando a experiência que lhe diz respeito, com vistas à Perfeição.

As posições que os homens ocupam na Terra, consoante a Lei da Reencarnação, alteram-se de vida em vida.

Todos os implementos materiais não passam de recursos descartáveis para que o espírito efetue o seu aprendizado.

O espírito, onde estiver, vale pelo que é, na intimidade de si mesmo.

Existem grandes almas corporificadas no mundo, iluminando-se ainda mais no anonimato social em que se ocultam.

Enquanto os espíritos dominados pela matéria disputam sobre a Terra o status dos cargos, os espíritos conscientes da necessidade de se espiritualizarem disputam o privilégio dos encargos.

Não confundamos humildade com subserviência.

A virtude da humildade há de ser tão espontânea e tão genuína quanto o perfume das flores que desabrocham nos campos.

Não nos esqueçamos de que Jesus, o Senhor da Vida, escolheu vir ao mundo numa manjedoura, nasceu escravo na descendência da menor entre as tribos de Israel, pregou o Evangelho aos filhos enjeitados da raça e concluiu a sua luminosa missão dependurado num madeiro ignominioso, rodeado pela companhia de dois malfeitores.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)