EVOLUÇÃO DO CORPO ESPIRITUAL – Irmão José

“O próprio perispírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo, até à depuração completa, que é a condição dos puros espíritos.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. IV – Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo.)

Neste texto de Kardec, inspirado pelos Espíritos Superiores, fica claro que, tanto quanto o corpo físico, o perispírito está sujeito a transformações.

A rigor, todo envoltório do espírito, mais ou menos grosseiro, é “peri”, ou seja, delimita-lhe a forma – neste sentido, pode-se dizer que o corpo carnal também é perispírito…

Perispírito, portanto, é um termo genérico, que designa todo e qualquer corpo do espírito – o corpo físico seria perispírito “carnal”, quanto o corpo mental seria perispírito “mental”, e, assim, consequentemente.

Não existe descontinuidade entre os vários corpos espirituais, que, em essência, são um só. O que existe é a maior ou menor desmaterialização dos elementos que entram em sua constituição, tornando-o mais denso ou diáfano.

Ao desencarnar, o espírito não “perde” o seu perispírito, mas apenas se despoja de seu envoltório mais externo, que lhe era apropriado ao meio material em que vivia.

Todo corpo é reflexo do espírito, exteriorizando-lhe a sua condição mais íntima.

Imaginemos alguém trajando inúmeras peças de roupa, umas sobre as outras… Enquanto, evidentemente, não se desvestir da última delas, esse alguém não se revelará em sua mais completa nudez, ou em sua natural condição existencial.

A capacidade de volitação dos espíritos, em geral, diz respeito à menor densidade de seus corpos, que lhes permite, por ação da vontade, vencer a Iei da Gravidade – ou Lei da Gravitação Universal – que, inclusive, vige nas Dimensões Espirituais.

Para os espíritos de considerável elevação, o corpo mental é seu perispírito.

A evolução do corpo espiritual, que é uma construção do espírito, depende do aperfeiçoamento daquele que o enverga, que, não raro, dependendo da Dimensão em que esteja, possui o poder de adensá-lo quando necessário, ou de sutilizá-lo quando conveniente.

Para participar do Banquete da Imortalidade, conforme nos ensina Jesus na Parábola das Bodas, torna-se imprescindível que o espírito envergue a “túnica nupcial”, que, por assim dizer, não se caracteriza por diferença substancial entre si e quem esteja com ela a se recobrir tão somente de luz.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)