CAPÍTULO 6 – ESFORÇO E ORAÇÃO – Emmanuel

“E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.” — (MATEUS, capítulo 14, versículo 23.)

De vez em quando, surgem grupos religiosos que preconizam o absoluto retiro das lutas humanas para os serviços da oração.

Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte dos ensinamentos vivos. O trabalho e a prece são duas características de sua atividade divina.

Jesus nunca se encerrou a distância das criaturas, com o fim de permanecer em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas também cultivou a prece em sua altura celestial.

Despedida a multidão, terminado o esforço diário, estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai, na oração solitária e sublime.

Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de alcançar um ponto mais alto, nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer.

E, pela oração, o homem recebe de Deus o auxílio indispensável à santificação da tarefa.

Esforço e prece completam-se no todo da atividade espiritual.

A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem descanso, acabaria desesperada, em horrível secura do coração; aquela que apenas se mantivesse genuflexa, estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade.

A oração ilumina o trabalho, e a ação é como um livro de luz na vida espiritualizada.

Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no mundo, mas nunca te esqueças desse monte, localizado em teus sentimentos mais nobres, a fim de orares “à parte”, recordando o Senhor.

EMMANUEL

(psic. Chico Xavier – do livro “Caminho, Verdade e Vida”)

CAPÍTULO 4 – TRABALHO – EMMANUEL

“E Jesus lhes respondeu: Meu Pai obra até agora, e eu trabalho também.” — (João, capítulo 5, versículo 17.)

Em todos os recantos, observamos criaturas queixosas e insatisfeitas.

Quase todas pedem socorro. Raras amam o esforço que lhes foi conferido.

A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho.

Os que varrem as ruas querem ser comerciantes; os trabalhadores do campo prefeririam a existência na cidade.

O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas o de compreensão da oportunidade recebida.

De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente. É o desejo ingênito de conservar o que é inútil e ruinoso, das quedas no pretérito obscuro.

Mas Jesus veio arrancar-nos da “morte no erro”.

Trouxe-nos a bênção do trabalho, que é o movimento incessante da vida.

Para que saibamos honrar nosso esforço, referiu-se ao Pai que não cessa de servir em sua obra eterna de amor e sabedoria e à sua tarefa própria, cheia de imperecível dedicação à Humanidade.

Quando te sentires cansado, lembra-te de que Jesus está trabalhando.

Começamos ontem nosso humilde labor e o Mestre se esforça por nós, desde quando?

EMMANUEL

(psic. Chico Xavier – do livro “Caminho, Verdade e Vida”)

SOZINHO – Irmão José

Nas tarefas do bem nunca contes com muitos.

A caridade vive do suor de alguns poucos.

Se pretendes ser útil, começa a trabalhar.

Faze o melhor que possas e espera os resultados.

Palavra sem exemplo é verdade sem voz.

Não te esqueças: Jesus também era sozinho.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pão da Alma”)

ESPERANÇA – Irmão José

A esperança é uma luz constantemente acesa no caminho.

No entanto, essa luz, para efetivamente clarear, há de se manter acesa com o óleo do serviço no bem.

A espera ociosa é uma promessa que se adia indefinidamente.

Quem vive com a esperança no coração nunca se entrega aos reveses da vida.

O homem que não precipita os acontecimentos, esperando que a vida siga o seu curso normal para obter o que deseja, jamais se decepciona.

A esperança que não cruza os braços na expectativa estéril é sempre um sonho que se realiza.

A árvore aguarda o fruto, trabalhando interiormente a sua formação.

O carvão que espera transfigurar-se em diamante não cessa de transformar-se na química do subsolo.

Para quem não persevera na conquista de seus objetivos, a esperança, invés de sonho possível, assemelha-se a um pesadelo.

A esperança de Deus na construção de seu Reino sobre a Terra repousa nas mãos dos homens.

Portanto, confiemos trabalhando e esperemos servindo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

TRABALHO – Irmão José

Quem não se envolve pessoalmente com alguma espécie de trabalho não progride.

A finalidade do trabalho que executamos é a de fazer-nos crescer interiormente, desenvolvendo as nossas potencialidades embrionárias.

Em quem trabalha por simples obrigação, em busca do pão de cada dia, o trabalho opera muito lentamente.

Quanto mais o espírito se conscientiza de sua necessidade de trabalhar, passando a servir aos semelhantes por livre iniciativa, mais ele avança na senda do aperfeiçoamento.

Quem já consegue dar de si mesmo aos outros encontra-se num estágio superior ao daquele que dá do que retém consigo, sem que, no entanto, nada lhe pertença.

O salário com que o trabalho enobrecedor nos remunera é muito maior do que o que recebemos em paga pelo suor que derramamos.

É no serviço do bem que o espírito se fortalece e aprende a conhecer-se com mais segurança, aceitando-se tal qual é, em transição para o que deve vir a ser.

Feliz de quem serve pela alegria de servir!

Toda tarefa em benefício dos semelhantes, por pequenina que seja, é de grande significado espiritual para quem a executa.

Nunca nos sintamos limitados para cooperar nas boas obras.

Com o discernimento presidindo todas as nossas ações, estejamos certos de que no trabalho do bem não existe excesso e nem cansaço.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)