TALVEZ – Irmão José

Embora tenhas sido o ofendido, talvez fosses tu quem provocaste a ofensa que outrem te dirigiu.

Quantas vezes, levando o teu agressor ao limiar da resistência, não terás dado a ele motivo para reagir?

Por quanto tempo não terá ele suportado calado as tuas insinuações humilhantes?

É possível, inclusive, que aquele a quem rotulas de agressor apenas tenha tomado a decisão de defender-se de tuas constantes pressões psicológicas…

Não reclames, assim, do amigo ou do familiar que, provavelmente, se tenha cansado de ouvir as tuas palavras de azedume e as tuas acusações injustas.

Não raro, quem permanece na expectativa de um pedido de perdão é quem deve tomar a iniciativa de solicitá-lo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)