VERSOS DA MEDIUNIDADE – Eurícledes Formiga

VERSOS DA MEDIUNIDADE

Se queres, de fato, ser
Médium da Vida Imortal,
Que em tudo quanto fizeres
O bem sobrepuje o mal.
*
Médium que não se preocupa
Em vivenciar a fé,
Não é bom propagandista
Do próprio médium que é.
*
Eis o que li não sei onde,
Por expressão da Verdade:
O médium que brilha muito
Ofusca a mediunidade …
*
O médium que nada sofre,
Por melhor médium que seja,
Nunca há de ser, sobre a Terra,
O médium que se deseja.
*
A flor da mediunidade,
Que desabrocha e perscruto,
No médium que não trabalha
É flor que não vira fruto.
*
Muito médium se compara
A um ator em movimento;
Conhece o texto de cor,
Porém lhe falta talento.
*
Tem médium que, infelizmente
A Narciso se assemelha,
Vive enxergando a si mesmo
Na tarefa em que se espelha.
*
Mediunidade, por vezes,
Em semente se traduz…
O médium é o solo fecundo
Em que a semente produz.
*
Todo médium vaidoso
– Desta receita não zombo –
O remédio que precisa
É de chicote no lombo…
*
Todo médium sobre a Terra,
Na senda que se lhe traça,
É um paladino da fé
Onde esteja e no que faça!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)