VIGILÂNCIA – Irmão José

É imprescindível mantermos a vigilância a cada passo.

Todos somos passíveis de tropeçar nas próprias mazelas.

Somos sempre tentados, seja por encarnados ou desencarnados, no ponto em que a nossa fragilidade se revela maior.

A nossa vulnerabilidade moral à tentação é algo com que precisamos aprender a lidar, evitando sucessivas quedas.

Quem vigia deve estar sempre a postos, de sentinela, preparado para qualquer assalto dos adversários.

Em nosso caso, os inimigos que nos espreitam são as nossas próprias imperfeições, aguardando insignificante descuido para nos dominarem.

Por isto, repetimos, importante estarmos conscientes quanto às nossas fraquezas, a fim de que sobre elas a nossa vigilância seja redobrada.

Quem chega a cair nas armadilhas exteriores do mal é porque já havia caído, primeiro, nas ciladas interiores de suas ilusões.

Sustentemos a vigilância, não dando campo para o avanço das “forças” inimigas entrincheiradas em nós.

Ocupemos o pensamento com ideias nobres, materializando-as com as nossas mãos.

É pela fresta de nosso tempo ocioso e invigilante que a tentação se infiltra, rompendo as nossas guardas ao impor-nos fragorosa derrota.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)