EM RELAÇÃO À CRÍTICA – Irmão José

“Várias maneiras há de fazer-se a caridade, que muitos dentre vós confundem com a esmola.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIII – Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita.)

Quase sempre, a intenção da crítica não é a de construir, mas, sim, a de destruir.

Na maioria das vezes, ao criticar alguém, que a tanto deu oportunidade, o que se deseja não é corrigir o erro, mas, de maneira inapelável, desmoralizar aquele que errou.

Todavia, agindo assim, quem se põe a criticar sem intenção elevada faz muito pior do que a pessoa criticada – alvo de suas impiedosas observações.

A questão, não raro, é que, no fundo, sentimos naquele que criticamos um concorrente de nossas aspirações, que, de todas as maneiras, queremos alijar de nossos caminhos.

Quem se vale da invigilância de alguém para intentar destruí-lo em sua capacidade de trabalho e realização, torna público o escuso propósito com que age. E, naturalmente, passa a fazer jus a maior crítica do que àquela que, sob o respaldo de suposta razão, esteja a formular.

Procuremos, assim, não compactuar com falatórios e intrigas que muitos são hábeis em urdir contra quem, muitas vezes, sequer os conhece.

O crítico, quando verdadeiramente bem-intencionado, é um pai falando ao filho, e não um verdugo chicoteando a vítima imobilizada em um poste de tortura.

Quando o homem deixar de alimentar a fogueira de maledicência com as suas palavras levianas, a paz se fará bem mais próxima da Humanidade, porque da guerra de palavras em que, individualmente, ele se engalfinha no cotidiano é que explodem os mais graves conflitos no campo do relacionamento coletivo.

Evidentemente, no entanto, para que a referida fogueira, em definitivo, se transforme em cinzas, sem correr o risco de ser avivada, precisamos também contar com ouvidos cristãos que, em nenhuma hipótese, se mostrem acolhedores às palavras que soam nos lábios acostumados a tão somente denegrir.

Porque quando as palavras infelizes não mais contarem com ouvidos que a elas se façam receptivos, calar-se-ão por si mesmas.

Muitos são os que, a pretexto de defender a Verdade, sentem-se investidos da missão de combater o que lhes pareça impróprio, mas convenhamos que não há maior impropriedade que se tomar a defesa da Verdade em prejuízo do amor que devemos uns aos outros.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

ENTRE O JARDIM E O QUINTAL – Irmão José

“Quando deixa a Terra, o espírito leva consigo as paixões ou as virtudes inerentes à sua natureza e se aperfeiçoa no espaço, ou permanece estacionário, até que deseje receber a luz.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIV – Honrai a vosso pai e a vossa mãe.)

Em qualquer Sistema do Universo, entre um mundo e outro não existe descontinuidade – entre os orbes visíveis e os invisíveis o que há é apenas maior ou menor condensação da matéria que os constitui.

A Terra não passa de uma das infinitas Dimensões em que a Vida se manifesta.

O corpo físico é a expressão mais materializada do corpo espiritual – ou perispírito – como o próprio perispírito é o reflexo mais externo do corpo mental, e assim sucessivamente…

De acordo com a sua condição mental, no grau de lucidez que haja alcançado, o espírito se situa no Espaço que habita, e plasma a paisagem ao seu derredor.

Reencarnação e desencarnação são fenômenos que se restringem ao envoltório, e não ao espírito propriamente dito, que, em sua essência, é sempre o mesmo.

A Terra é como se fosse o portal de comunicação, entre o jardim e o quintal de uma casa que, quando fora do corpo, o espírito atravessa – alguns se dirigem ao quintal, e outros, ao jardim!

À medida que o ser inteligente evolui, ele vai transcendendo a forma que o limita, e, ao mesmo tempo, concorrendo para que, igualmente, a matéria se espiritualize.

Portanto, desencarnar não possui outro significado que não seja transferência de domicílio espiritual.

A mente do espírito sempre se adapta ao meio em que vive e, naturalmente, com ela, as suas percepções.

Quanto mais identificado com a matéria, mais o espírito se permite subjugar, porque, afinal, é com a matéria, e não consigo mesmo, que ele ainda mais se identifica.

Como um pássaro que emerge de seu ninho, a matéria é o berço em que o espírito se desenvolve.

A matéria tal qual a concha de uma ostra, e o espírito, a pérola, que se forma a partir de um grão de areia – mas, um dia, a própria concha da ostra será pérola também.

A Terra é Mundo Espiritual, e o Mundo Espiritual é Terra.

Na ilusão dos sentidos, vida e morte não têm outra conotação que não seja a de ordem terminológica.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

MOVIMENTO EM CONTRÁRIO – Irmão José

“Ai do ingrato: será punido com a ingratidão e o abandono; será ferido nas suas mais caras afeições, algumas vezes já na existência atual, mas com certeza noutra, em que sofrerá o que houver feito aos outros.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIV – Honrai a vosso pai e a vossa mãe.)

À primeira análise, as palavras acima, escritas pelo próprio Allan Kardec, nos parecem excessivamente severas; não obstante, elas refletem a justiça com que a Lei de Causa e Efeito age concedendo a cada qual segundo as suas obras.

Os Espíritos Superiores, evidentemente, não se investiriam no papel de magistrados, que, batendo invisível malhete, distribuíssem, a seu talante, penas e absolvições àqueles que as façam por merecer.

A verdade é que, em qualquer parte da Vida Universal, os agentes externos da Divina Justiça nada mais fazem do que expressar o que o tribunal da consciência determina em relação à culpabilidade, ou não, de quem, voluntariamente, escolhe se sentar no banco dos réus.

Nas infrações que comete, a não ser pela sua própria consciência, não há quem seja punido, porque é da Lei que, sempre que o espírito – encarnado ou desencarnado – venha a extrapolar em suas atitudes, ele comece a sofrer os resultados disto.

Assim como existem sementes que germinam logo que plantadas, outras, embora de germinação mais tardia, com os seus frutos específicos, não deixarão de florescer.

Nenhum deslize, portanto, permanecerá incólume diante da Lei, que não padece de amnésia, nem aceita suborno.

Quando nos recomenda a reconciliação com os adversários, enquanto com eles estamos a caminho, Jesus é incisivo ao nos advertir: “Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil.”

Este “sair daí” deve ser interpretado pela situação embaraçosa que criamos para nós mesmos, quando deliberamos nos opor à harmonia da Lei, que é de Amor.

O homem, por exemplo, que toma a decisão de nadar contra a correnteza de um rio caudaloso, afrontando a força das águas, em condições normais, não logrará o seu intento e, não raro, terminará por se afogar… É o que acontece com quem, ao desafiar as Leis da Criação, a elas se contrapõe, sofrendo as consequências pela ousadia do movimento em contrário.

Todos, portanto, em nossos menores desatinos cometidos em relação à Vida, podemos permanecer na expectativa de seu correspondente choque do retomo. Embora, pela tomada de consciência do mal praticado e a predisposição de repará-lo, seja possível amenizarmos o impacto desse retorno sobre nós, por certo nos será impossível evitá-lo completamente.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

DESCENDÊNCIA BIOLÓGICA E ESPIRITUAL – Irmão José

“O mandamento: ‘Honrai a vosso pai e a vossa mãe’ é um corolário da lei geral de caridade e de amor ao próximo, visto que não pode amar o seu próximo aquele que não ama a seu pai e a sua mãe…” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIV – Honrai a vosso pai e a vossa mãe.)

Numerosos são aqueles que reclamam de uma educação ineficiente que teriam recebido de seus genitores, determinando as limitações intelecto-morais que lhes caracterizam a existência no corpo.

Outros muitos chegam a culpá-los pela condição genética deficitária em que renasceram, sem que, através da reencarnação, ao terem assim retornado à Terra, nada possam fazer para alterar a própria condição.

Sem dúvida, em nova existência, quase todos os que retomam o corpo carnal se veem sujeitos às leis da matéria, quando, com as suas qualidades de espírito, ainda não disponham de recursos para a elas se sobreporem.

Igualmente, não se pode negar que a influência do meio é fator a pesar na formação do caráter, e mesmo no menor ou maior desenvolvimento da inteligência daquele que retorna à liça no mundo.

Não obstante, precisamos considerar que todos esses fatores, e outros mais, submetem o espírito destituído de mérito, ou de aquisições anteriores, para fazer com que as circunstâncias da reencarnação o favoreçam conforme ele desejaria ser favorecido.

Na esteira destas reflexões, porém, é-nos lícito formular duas indagações a nós mesmos, a respeito do que, na construção do destino, verdadeiramente, consideramos vantagem ou desvantagem para o espírito imortal.

– Até onde um corpo plenamente saudável – e portador de inegáveis atrativos físicos – seria capaz de nos auxiliar na vitória que pretendemos contra as tendências de ordem inferior?!

– O que haveríamos de fazer com um cérebro que nos predispusesse a maior agilidade de pensamento, sem que, sobre as nossas próprias faculdades intelectivas, tivéssemos qualquer ascensão de ordem moral?!

No entanto, se tais elucubrações não nos forem capazes de satisfazer, não olvidemos que corpo e meio sociocultural em que o homem vive no mundo, tanto quanto desenvolvimento intelecto-moral, na gleba da reencarnação, representam colheita de semeadura previamente efetuada por ele.

Isto porque, acima das leis cegas da matéria, vigem as Leis que, com base na Lei de Causa e Efeito, determinam a afinidade entre os espíritos que se buscam na experiência reencarnatória, mais que biologicamente, descendendo espiritualmente uns dos outros.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

AS PROVAS RUDES – Irmão José

“As provas rudes, ouvi-me bem, são quase sempre indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do espírito, quando aceitas com o pensamento em Deus.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIV – Honrai a vosso pai e a vossa mãe.)

A noite mais escura é o berço da alvorada.

Sob o calor do fogo, o barro se aprimora.

Na cova em que perece é que a semente germina.

Depois de forte canícula, desaba a tempestade.

O extremo de uma estrada é o começo de outra.

O abismo mais profundo termina em terra firme.

Atingindo o seu ápice, toda dor começa a decrescer.

Para o espírito, as provas mais rudes são as que lhe prenunciam o fim do sofrimento.

Está escrito: “Acaso tenho eu prazer na morte do perverso? diz o Senhor Deus; não desejo eu antes que ele se converta dos seus caminhos, e viva?”

Assim, se consideras que muito estejas sofrendo, não te desalentes.

Resigna-te e espera um pouco mais, que a extinção do mal que há muito te atormenta está prestes a se dar.

Forças invisíveis permanecem trabalhando o pensamento do teu algoz, e, logo, o ânimo com que ele te persegue haverá de arrefecer.

Os maiores obstáculos que te impedem seguir caminhada também estão sujeitos à lei do desgaste, e não resistirão à ação avassaladora do tempo.

Justo quando mais se agrava é que todo problema pede imediata solução.

É o quadro clínico do paciente que determina a conveniência, ou não, de uma intervenção cirúrgica.

Por sobre a Terra, onde até mesmo a alegria é transitória, não há ninguém que se esgote derramando lágrimas.

Carrega, pois, a tua cruz um pouco mais adiante.

Na véspera de vencer, não desistas de lutar.

Por mais intrincado seja, todo labirinto tem uma porta de saída.

Não há êxito algum que não tenha sido antecedido por alguma espécie de fracasso.

Confia que, entre um minuto e outro, Deus pode converter o universo de tua desdita em felicidade.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

NÃO SE SABE – Irmão José

“É na caridade que deveis procurar a paz do coração, o contentamento da alma, o remédio para as aflições da vida.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIII – Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita.)

Realmente, não se sabe de alguém que, devotando-se à prática do Bem aos semelhantes, veja-se acometido de qualquer estado de abatimento psicológico que com ele possa perdurar.

Não que o servidor do Cristo, no imenso campo das provações humanas, não experimente dificuldades íntimas para perseverar no cumprimento do dever que lhe cabe.

Quase todos os leais tarefeiros do Evangelho, quase todos os dias, padecem tentações, as mais variadas, que procuram fazê-los desanimar na luta em que se empenham pelo Mundo Melhor.

Muitos deles derramam, sim, solitárias lágrimas nos testemunhos de fé a que são chamados, diante da incompreensão ou da indiferença de quantos escarnecem de seus abençoados esforços.

Se o Cristo não se furtou às hostilidades do meio em que viveu, amargando traição e abandono, evidentemente que não passaria de ilusão a expectativa de completa paz em quem se dispusesse a Lhe seguir os exemplos.

Contudo, por outro lado, somos levados a considerar que, embora não consiga isentar-se dos naturais conflitos exteriores, portas adentro da alma, o homem que, verdadeiramente, se consagra ao Bem dos semelhantes, jamais se rende à tristeza.

A ocupação constante na caridade não permite que alguém desfrute de demasiado tempo para cultuar amarguras, que venham a lhe suscitar quadros patológicos de complexa reversão.

Na maioria das vezes, os que se queixam vítimas de indefinida melancolia e outros sintomas de perturbações emocionais, tendentes a se cronificarem, ganhando o rótulo de doenças de natureza psiquiátrica, como a depressão, motivados pela alegria de ser úteis, ainda não sabem o que seja servir.

O trabalho na caridade é remédio contra os males espirituais que já se instalaram, e vacina contra os que, possivelmente, possam vir a se instalar no espírito.

Por esse motivo, repetimos que, de fato, não se sabe de alguém que, estando, de corpo e alma, comprometido com a causa do Bem, mesmo, por vezes, chorando, não consiga sorrir muito mais que chora. E que a seus breves instantes de aflição não veja se seguirem duradouros momentos de uma paz que o mundo, por si só, não é capaz de proporcionar a pessoa alguma.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

BASTARIA ISTO – Irmão José

“O ponto sublimado da caridade, nesse caso, estaria em procurar ele no seu trabalho, pelo emprego de suas forças, de sua inteligência, de seus talentos, os recursos de que carece para realizar seus generosos propósitos.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIII – Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita.)

Muitos, infelizmente, são assim: preocupam-se em se entregarem à prática do Bem aos semelhantes, sem, contudo, oferecerem a eles o melhor de si mesmos em suas atividades profissionais.

Como se isto fosse possível, buscam cumprir com as suas obrigações espirituais, preconizadas pela crença religiosa que abraçam, mas, falhando pela base, não se esmeram no cumprimento de seus mais comezinhos deveres sociais.

Contudo, o mundo está repleto de pessoas assim, que, por detrás de uma mesa ou de um balcão de atendimento aos outros vivem a se contradizer no que pregam da tribuna, ou no que, superficialmente, demonstram nos cultos de fé que costumam frequentar.

Se cada qual apenas buscasse se desempenhar de suas responsabilidades nos encargos terrestres que lhe são confiados, tratando a quem lhe recorre aos préstimos profissionais, com a atenção que a simples educação formal nos recomenda tratar o próximo, no relacionamento comum, talvez a própria caridade pudesse ser dispensada de sua prática.

Porque, a rigor, a caridade é obrigada a entrar no vácuo das obrigações que o homem não consegue atender em relação aos semelhantes, não por um arroubo de generosidade de sua parte, mas simplesmente por uma questão de justiça e honestidade.

Não há como doar-se a Deus, negando-se ao próximo.

Se todos se deixassem possuir em seus gabinetes de trabalho pela mesma devoção que, comumente, possuem nos templos em que buscam proferir as suas orações, bastaria isso para que, sem maiores sacrifícios, o Reino de Deus começasse a se viabilizar para toda a Humanidade.

E se o homem não se despisse de sua consciência religiosa na vida diária, e, onde estivesse, procurasse ser para com o próximo o que busca ser para com Deus, todas as demais austeras disciplinas espirituais de evolução lhe seriam dispensadas, porque, então, somente cumprindo com o dever que lhe é óbvio, para o qual, quase sempre, é regiamente remunerado, ele estaria atendendo a todas elas.

No entanto, equivocadamente, o homem continua a achar que lhe é possível separar a sua vida espiritual de sua vida terrena na convivência com os semelhantes, na ilusão de que, na sua escalada para os céus, ele possa vir a se utilizar de uma escada destituída de degraus.

Foi isso que, em relação aos escribas e fariseus, homens arraigadamente religiosos de seu tempo, levou Jesus a advertir às multidões e aos discípulos: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem; porém não os imiteis nas suas obras, porque dizem e não fazem”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

INFORTÚNIOS DA ALMA – Irmão José

“Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que peçam assistência.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIII – Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita.)

Muitos são os que reparam os que encontram caídos nas estradas da Vida, denunciando na queda a sua flagrante necessidade de socorro imediato.

Poucos, no entanto, são os que conseguem enxergar aqueles que, embora estejam em pé, caminhando com relativo equilíbrio e, aparentemente, vivendo sem problemas, jazem profundamente caídos na intimidade de si mesmos.

O infortúnio oculto não possui endereço apenas e tão-somente no casebre onde a necessidade material se instalou de maneira inapelável.

Ele igualmente se encontra no domicílio espiritual de milhares de criaturas, que, a fim de que possam continuar enfrentando as dificuldades da existência, mendigam uma palavra de coragem dos lábios capazes de proferi-la.

Por detrás de uma pessoa socialmente bem posta e, por vezes, trajada com bom gosto, pode se esconder alguém que anseia por encontrar quem lhe estenda o óbolo de sua fraterna compreensão nas grandes lutas psicológicas que sustenta, praticamente a sós.

O caído da estrada, na Parábola do Bom Samaritano, não é apenas aquele que foi vítima de salteadores que lhe deixaram o corpo coberto de feridas…

Neste momento, ele pode estar ao teu lado, na roupagem de um familiar ou amigo mais próximo, à espera que venhas a ser para ele o que o Bom Samaritano foi para a vítima anônima que, desavisadamente, descia de Jerusalém para Jericó.

Recordemo-nos, por exemplo, de quantos que se entregam à depressão e não cedem a semelhante condição psíquica de uma hora para outra. As suas forças de resistência, sem que fossem amparadas, foram se esvaindo aos poucos, ante a falta de sensibilidade de quem não pôde ou não procurou enxergá-los na derrocada.

Muitas das vítimas de suicídio, se contassem, pelo menos, com quem pudesse lhes ouvir em desabafo, demonstrando algum interesse pela sua felicidade, não chegariam à prática do gesto extremo em que deliberaram fugir aos conflitos que não lograram dividir com ninguém.

Os infortúnios ocultos da alma são infinitamente mais numerosos que os infortúnios ocultos relativos à carência de ordem material. Neste sentido, no mundo atual, vive-se uma verdadeira calamidade.

Estende, sim, o pão ao faminto, o agasalho ao despido e o remédio ao doente. Mas, tanto quanto seja possível, aproxima-te do irmão entristecido, que, não raro, vive debaixo de teu mesmo teto, e, sem que ele tenha necessidade de algo pedir-te, toma a iniciativa de oferecer a ele migalhas do teu amor.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

ANTECIPADA COLHEITA – Irmão José

“A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material é caridade moral…” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIII – Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita.)

As qualidades negativas também carecem de cultivo para se desenvolverem.

A vaidade, por exemplo, desde que não sistematicamente cultivada, tende a se extinguir com naturalidade.

Felizmente, na gleba do espírito, não apenas as sementes das virtudes necessitam de adubo para germinar e crescer.

Quem se dedica, desinteressadamente, à prática do Bem aos semelhantes, não experimentando, no íntimo, outro sentimento que não seja o da alegria de ser útil, age como se estivesse no cumprimento de simples dever.

Ao contrário, quem se vangloria do Bem que possa fazer, não aufere deste mesmo Bem todas as benesses que ele pode proporcionar a si mesmo, porque, ao se exaltar por seus supostos gestos de bondade, permite que o personalismo lhe comprometa a espontânea manifestação de generosidade.

A existência de Deus é posta em dúvida pelos céticos porque Ele próprio se nega a assinar a autoria de sua Obra.

O Cristo, ao efetuar a cura de um leproso, conforme se pode ler no Evangelho de Mateus, capítulo 8, versículo 4, não se esqueceu de lhe recomendar: “Olha, não o digas a ninguém…”

Aquele que se preocupa em colocar em destaque o Bem que faça, em essência, não está preocupado com que o Bem se destaque, mas com a opinião que os outros possam ter dele; portanto, não está genuinamente a serviço do Bem, mas a serviço de si mesmo.

A questão em análise é de transcendente significado, porque, ao ostentar o Bem que pratica, o suposto benfeitor não deixa de causar constrangimentos ao beneficiado, e isto, sem dúvida, é uma maneira sutil de proclamar sobre ele a sua superioridade.

Para se engrandecer por dentro, ninguém carece de ser engrandecido por fora.

Basta uma pitada de vaidade para estragar a melhor receita de solidariedade.

A rigor, quem se dedica à prática do Bem aos semelhantes deve imitar o semeador, cuja obrigação precípua é a de lançar a semente à terra, sem se preocupar com quando e como ela haverá de lhe retribuir os esforços de semear.

A certeza do dever cumprido, antes que a semente venha a germinar, já lhe será antecipada e farta colheita de paz na consciência.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

EM OUTRAS PALAVRAS – Irmão José

“Se não houvesse homens maus na Terra, não haveria espíritos maus ao seu derredor.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XII – Amai os vossos inimigos.)

Em outras palavras, somente a maldade dos homens encarnados é que enseja a presença do mal sobre a Terra, e, consequentemente, a influência malévola que eles padecem da parte dos espíritos de sua mesma natureza.

A rigor, apenas o Bem, por Presença Divina, existe e existirá de todo o sempre, em toda parte.

O mal é criação transitória da criatura que ainda não se afeiçoou ao Bem completamente, porque, em essência, enquanto não nos afeiçoarmos completamente ao Bem, todos nós seremos capazes de praticar algum mal.

Assim, enquanto formos mais ou menos bons sobre a Terra, ou para além dela, o mal, através de nós mesmos, ainda que de maneira fugaz, encontrará oportunidade de continuar existindo.

E isto porque, perante a Sabedoria da Lei, que converte sombra em luz, o mal está destinado a se fazer instrumento de educação para aquele que se torna o seu causador.

O machado, de tanto se aplicar ao tronco das árvores, terminará por perder o corte da lâmina com que as decepa.

Atuando sobre a porção de argila, chamas da fornalha nada mais fazem do que, em assim se consumindo, transfigurar o barro em obra de arte.

Do veneno da serpente de picada mais mortífera é que, justamente, se fabrica o soro capaz de impedir a sua ação letal.

O mal, sendo contrário às Leis Divinas da Criação, não se sustenta a si mesmo.

Os espíritos ditos obsessores, atuando sobre as suas vítimas, expõem, de parte a parte, feridas morais que jazem ocultas, mas que, em se revelando, haverão de ser convenientemente tratadas.

Ter-se-ia um número muito maior de óbitos no mundo se os seus agentes causais não se traíssem pelos sintomas com que se apresentam aos médicos, que, então, podem diagnosticá-los e, muitas vezes, se anteciparem à sua gravidade.

A verdade é que, sem palavras, o mal pede para se despir de seu disfarce de mal; e, o Bem, para se mostrar em sua legítima identidade.

Se o homem pretende se libertar das influências espirituais negativas que padece, que cesse de evocá-las e de lhes oferecer alimento em seu psiquismo; porque, do campo onde não encontra algo com que possa atender à fome, a ave de rapina, naturalmente, se distancia.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

AMAR OS INIMIGOS – Irmão José

“Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XII – Amai os vossos inimigos.)

Falando com sinceridade, muito dificilmente, os espíritos de mediana condição evolutiva, quais os que, presentemente, encontram-se encarnados na Terra, conseguirão seguir a recomendação de Jesus de amar os inimigos.

Esta reflexão, igualmente, atinge a grande maioria dos que, na condição de desencarnados, estão orbitando ao redor do planeta, habitando alguma de suas múltiplas Dimensões espirituais.

Quando o Cristo nos instrui a respeito de semelhante amor, Ele pretende nos falar do amor em sua excelsa grandeza, porque a verdade é que, para nós outros, a capacidade de amar está sujeita à nossa gradativa possibilidade de renunciar a nós mesmos.

Não obstante, conscientes de aonde, um dia – a exemplo do próprio Senhor – deveremos chegar com o nosso mais amplo sentimento de amor, precisamos, desde já, ir nos esforçando no referido tentame, que se constitui em exercício para muitas vidas.

Poderemos, assim, desde agora, começar o nosso ensaio de angelitude procurando, pelo menos, não consentir que o ódio por aqueles que consideramos como inimigos não nos possuam o coração.

Avançando um pouco mais, poderemos ainda cuidar em não vibrarmos negativamente contra eles, não idealizando situações infelizes que, em os acometendo, nos façam sentir vingados do que, porventura, nos tenham feito sofrer.

E, talvez, nos aproximando da fronteira em que, com um único passo, nos será possível ultrapassar a nossa própria humanidade, passando a viver nos domínios da transcendência, poderemos conseguir orar por eles, pedindo a Deus que lhes enseje a oportunidade de capitular nas atitudes negativas de que nos fizeram vítimas de seus desequilíbrios.

Por fim, em se nos apresentando qualquer ocasião de lhes retribuir o mal com o bem, sob qualquer hipótese, não deixaremos de aproveitá-la – não para lhes demonstrarmos uma superioridade que não possuímos, mas simplesmente para auxiliá-los a modificar os equivocados pensamentos que, até então, possam ter sustentado contra nós.

Se, em relação aos nossos desafetos, gratuitos ou não, que costumamos rotular de inimigos, assim lograrmos agir, é possível que, mais cedo que esperamos – superando, inclusive, todas as expectativas do Céu a nosso respeito – venhamos a alcançar o prodígio de amá-los, conquistando uma condição íntima tal que nada mais, verdadeiramente, se nos constituirá obstáculo nos caminhos da Evolução.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

REENCARNAÇÃO E EGOÍSMO – Irmão José

“Há pessoas a quem repugna a reencarnação, com a ideia de que outros venham a partilhar das afetuosas simpatias de que são ciosas. Pobres irmãos! O vosso afeto vos torna egoístas; o vosso amor se restringe a um círculo íntimo de parentes e de amigos, sendo-vos indiferentes os demais.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XI – Amar o próximo como a si mesmo.)

Muitos dentre os homens continuam querendo que a Vida seja como querem que ela seja, e não como Deus a fez.

Sob este ângulo de observação, muitos se recusam à crença na Reencarnação, porque a sua existência seria um golpe de morte em seus propósitos personalistas.

A ideia de que um espírito – que não se deseja ver nem à distância – possa vir habitar sob o mesmo teto, partilhando, inclusive, da mesma genética do grupo consanguíneo, para muitos, não deixa de ser absurda.

Contudo, a Reencarnação, que é a mais sábia de todas as Leis, não consulta a quem seja a respeito de suas preferências existenciais, e promove, à revelia dos preconceituosos, a miscigenação espiritual que, no Grande Futuro, há de tornar a todos verdadeiros irmãos.

Embora coexistindo com a própria realidade das Leis Universais, a Reencarnação ainda não logrou maior aproximação entre os homens, porque a tanto, inclusive, vêm se opondo as leis da matéria, que, de todas as maneiras, nos mundos inferiores, subjugam os espíritos.

Dos Dois Lados da Vida, os espíritos mais afins lutam para manter o clã, rejeitando a chegada de desconhecidos que repelem veementemente, como elementos estranhos ao meio. Isto, porém, é próprio da natureza daqueles que ainda não se distanciaram suficientemente de sua animalidade.

Daí o motivo de as Leis Divinas, periodicamente, suscitarem certos acontecimentos que, sob os auspícios das necessidades da carne, forçam a aproximação de grupos de espíritos que devem ampliar a sua capacidade de relacionamento afetivo, em vistas à maior fraternidade do porvir.

Atualmente, com o fenômeno da globalização, a Reencarnação vem se deparando com mais portas abertas, que, assim, haverão de lhe facilitar o trabalho de efetuar o congraçamento entre as criaturas.

Com o natural enfraquecimento dos preconceitos, notadamente os de raça e condição social, os espíritos, doravante, segundo cremos, aproveitarão mais o ensejo de seu regresso à Terra, e a experiência reencarnatória há de lhes ser muito mais produtiva.

A verdade é que a reencarnação, embora seja essencial à evolução dos espíritos, praticamente, até os dias atuais da Humanidade, acontecendo sem prejuízo quantitativo para o fenômeno em si, não vem se dando com a qualidade que, daqui para frente, esperamos que se dê.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

AMAR A SI OU AO PRÓXIMO? – Irmão José

“Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento!” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XI – Amar o próximo como a si mesmo.)

O Cristo veio à Terra para exortar o homem a dar um passo além de sua própria humanidade.

Nas páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, escreveu o espírito Lázaro: “A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais”.

Este, sem dúvida, é o maior desafio para que o espírito consiga se realizar em plenitude, derrotando, em si mesmo, as forças antagônicas do egocentrismo.

Neste sentido, observamos que o encerrar do espírito em um corpo, através da encarnação, não importando que este corpo seja mais ou menos material, conspira contra a “fusão dos seres”, que, evidentemente, sem que percam consciência de sua individualidade, por mais nada se sintam separados uns dos outros.

Para Deus, que nos ama, todos somos iguais, e não filhos que Ele possa ter gerado com código genético diferente.

Por isso, à medida que o espírito avança na senda do aperfeiçoamento espiritual, ele vai perdendo os sinais indicadores externos de sua personalidade, ultrapassando todos os limites humanos em que cada pessoa é capaz de se reconhecer e ser identificada.

O seu corpo vai se tornando tão diáfano que, de repente, desaparece, e, então, o espírito passa a existir em sua mais pura essência, e, a exemplo de Jesus, tornando-se “Um” com o Pai.

Não há diferença alguma entre as águas de um rio que se derrama nas águas de outro rio, aumentando-lhe o volume, para, irmanados, formarem o oceano.

O ar que se respira em qualquer parte do planeta, a rigor, sempre possui as mesmas características básicas, não se distinguindo pela sua cor nem pela sua densidade.

Enquanto não nos sentirmos parte de um todo, não compreenderemos que não nos preocuparmos com o todo significa não nos preocuparmos com a parte.

A recomendação do Cristo que, infelizmente, muitos vêm invertendo, não é a de amar a si mesmo para amar o próximo, mas sim a de amar o próximo para amar a si mesmo.

Pensando desta maneira equivocada, a grande maioria imagina que, ao se amar de maneira concreta, pode continuar amando o próximo de maneira abstrata.

E por enquanto, sobre a Terra, há muito mais gente precisando de mão compassiva que de olhar piedoso.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

EGOÍSMO COLETIVO – Irmão José

“Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, do que os temos para com eles?” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XI – Amar o próximo como a si mesmo.)

A exacerbação do “eu”, ou seja, o excessivo culto à personalidade – que, comumente, denomina-se de egoísmo – é dos maiores males da Humanidade, mormente quando ao se adicionar a outras individualidades, que cultuam os mesmos valores, converte-se em egoísmo de natureza coletiva.

O egoísmo, que existe isoladamente, desde que não combatido pelo devotamento, tende a se generalizar, criando perigosos quistos de natureza social.

É dele, por exemplo, que surgem questões ligadas ao racismo, ao preconceito, inclusive religioso, à opressão do fraco pelo mais forte, à ambição de conquista.

Os indivíduos acometidos por semelhante doença, de tratamento complexo, podem adoecer a coletividade e levá-la a cometer atos de extrema insanidade contra povos pertencentes a outros grupos étnicos e culturais.

Na atualidade, infelizmente, vemos a presença do egoísmo não apenas naquele que, se nega à necessidade do outro, mas também em determinados clãs que se unem em torno de um líder despótico, não medindo consequências para os que submetem através do uso da força.

Poderíamos, ainda, listar outras manifestações de egoísmo coletivo que imperam na Humanidade de agora:

– o egoísmo do valor convencional que se atribui ao dinheiro, que, em todos os países, deveria se equiparar;

– o egoísmo do idioma e, consequentemente cultural, que se deseja impor sobre as demais línguas faladas pelo homem;

– o egoísmo no campo das transações comerciais, em que, em benefício próprio, um país não hesita em levar o outro à bancarrota…

Enquanto, verdadeiramente, não se adotar como regra de convivência mútua a lição do “amai-vos uns aos outros”, os indivíduos e as coletividades permanecerão escravizados a esse sentimento rasteiro que, no Universo, continua a fazer a indignidade do ser humano e a desafiar a sua capacidade civilizatória.

O homem precisa compreender que a sua identidade somente existe em relação à identidade alheia que, a qualquer custo, deve ser respeitada, porque o seu grande desafio é o de se fazer igual na diversidade, e não o de se diversificar na igualdade.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

NÓS E OS OUTROS – Irmão José

“Caros amigos, sede severos convosco, indulgentes para as fraquezas dos outros.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. X – Bem-aventurados os que são misericordiosos.)

Concordamos que ninguém deve viver recriminando-se, mas, a pretexto disto, não deve também viver sem estar atento às imperfeições que carece de corrigir em si, fazendo de conta que tais imperfeições não existam.

Quem, espiritualmente, se amolenta no combate às suas tendências e inclinações infelizes, acaba por condescender a que elas surjam à tona de sua personalidade e se exteriorizem em forma de atitudes, que, então, por mais absurdas, passa a considerar muito naturais em si, mas não nos outros.

Qual é o critério que utilizamos para absolver em nós os erros que condenamos no próximo?!

Claro que, em nossas infrações, não devemos ser tão severos conosco, a ponto de tanto afetar a nossa chamada autoestima, que não nos sobre ânimo necessário para prosseguirmos vivendo e lutando em busca do melhor.

Todavia, precisamos não ignorar – e, quase sempre, fazemos isto de maneira deliberada – que os males que apontamos em nossos semelhantes, muitas vezes, não assomam em nós, unicamente, por falta de oportunidade.

Ou seja, porque ainda não nos deparamos com ocasião ideal para claudicar sem que venhamos a ser surpreendidos e, consequentemente, punidos.

O homem carece de se encorajar no gradativo confronto consigo; pois, por ser inevitável, mais cedo ou tarde, no corpo ou fora dele, tal confronto se dará. E, sendo assim, quanto mais cedo isto se der, menos tempo o homem viverá sob a hipnose de suas próprias ilusões.

Na Humanidade, como um todo, existe muito mais gente lutando contra a vontade que se tem de fazer o que não se deve do que gente cedendo, sem qualquer escrúpulo, à vontade de fazer o que não se deve.

Portanto, que esse pensamento nos encoraje a não extrapolar em nossas imperfeições, porque, se os nossos avós e pais fossem dar livre curso aos seus anseios mais íntimos, é possível que não encontrássemos neles nenhum exemplo edificante para nos pautarmos em nossas atitudes.

Se eles resistiram ao assédio da tentação em si, por que não poderíamos a ele resistir por nossa vez?!

Procuremos tomar mais plena consciência de nossas responsabilidades perante a Vida, porque essa tomada de consciência mais plena nos fortalecerá e nos levará a sopesar os possíveis lucros e prejuízos que haveremos de ter em qualquer escolha que viermos a fazer.

E, sob este aspecto, em consequência de nossos desmandos, todos os prejuízos somados, resultantes do prazer, não compensam o menor dos lucros, que, em favor de nossa paz, vale muito mais do que possa nos custar.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

INSENSATEZ – Irmão José

“Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. X – Bem-aventurados os que são misericordiosos.)

Embora sem consciência disso, torna-se extremamente ridículo quem se põe a apreciar a conduta alheia, com o intuito de efetuar julgamentos descaridosos.

Nem mesmo quem a isso se sentisse constrangido, inclusive por deveres profissionais, deveria se esmerar em colocar o mal de outrem a descoberto sem que tal atitude lhe aumentasse o constrangimento.

Podemos considerar cada criatura encarnada como célula integrante do corpo social, e não é possível que uma só dessas células se enferme sem comprometer a saúde de todo o organismo, que, então, em sua complexidade, carece de ser tratado por inteiro, porque ninguém envia um braço ao hospital para ser tratado, deixando o seu corpo em casa.

O delinquente que vive em confronto com a lei dos homens fala, sem palavras, da delinquência de toda a Humanidade que vive à margem da Lei Divina, mormente quando não envida esforços para impedir que a criminalidade continue a se propagar.

Um único gesto de desonestidade em alguém é reflexo das inclinações infelizes que, na condição de forças vivas, apoderam-se de quem se revela mais frágil, a fim de se concretizarem naquele que não teve condições de repeli-las.

Cada pessoa, em seus pensamentos, palavras e atitudes, é médium não apenas dos desencarnados, mas dos encarnados também, que incorporam em suas tendências.

Deus consente que, entre nós, vivam irmãos afeitos ao mal para que, neles, nós consigamos enxergar a pior parte existente em nós mesmos, e nos empenhemos em erradicá-la.

Por mais distante esteja, não há como alguém se isentar de responsabilidade por uma criança que morre de fome em qualquer parte do planeta.

Não nos esqueçamos de que em um edifício, que não se levanta, a partir da base até ao teto, de forma harmoniosa e segura, a fragilidade de um único pilar em que ele se alicerça pode colocar em risco toda a edificação que, com o tempo, tende a desabar.

Não seria, portanto, exagero concluirmos que o mal – de qualquer natureza – que enxergamos no próximo denuncia o grau de indiferença social e espiritual, que ainda persiste em nós; não obstante, em nossa insensatez, insistimos em achar que não nos diz respeito.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

DIFICULDADES DO PERDÃO – Irmão José

 

“Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. X – Bem-aventurados os que são misericordiosos.)

Faze de tudo para não te deixares magoar, porque a mágoa é uma nódoa muito difícil de ser lavada do coração.

Muito mais fácil, pois, que interpretes o ofensor por um amigo doente que, quando te ofendeu, agiu completamente sem lucidez, e, portanto, mais do que seu perdão, tornou-se digno de sua complacência.

Ao nos recomendar o perdão setenta vezes sete, Jesus sabia o quanto se nos faria extremamente penoso esquecer o mal que nos fosse feito, e que, a fim de que chegássemos a realmente esquecê-lo de todo, necessitaríamos, em uma única falta, de ofertar perdão sobre perdão ao agressor, infinito número de vezes.

Ele, o Cristo, jamais teve que perdoar, porque, em nenhuma oportunidade, se permitiu ser ofendido.

Com base nesses raciocínios, imaginemos, por nossa vez, o quanto nos será demasiado complexo obter o verdadeiro perdão da parte daquele que prejudicamos.

Sendo assim, o melhor, igualmente, é que redobremos vigilância para que, em benefício de nossa paz íntima, não venhamos a carecer do perdão de alguém.

Existem espíritos que choram por séculos, não propriamente no esforço de perdoar, mas no esforço de serem perdoados, com o intuito de que, em se sentindo livres de toda e qualquer culpa, consigam caminhar adiante sem sombra alguma a lhes tisnar o céu da felicidade que almejam.

Neste sentido, nunca será demais repetir que, sem o concurso do bem, o mal não se anulará.

Se, quando na condição de ofendidos, Jesus nos conclama a perdoar setenta vezes sete, quantas vezes, na condição de ofensores, Ele não nos conclamaria a pedir perdão a quem ofendemos?!

Perdoar ou pedir perdão setenta vezes sete será, pois, como trabalhar para se erradicar uma tumoração maligna do organismo, em todas as suas possibilidades de recidiva e de sequela, de modo que o tumor seja curado como se nunca sequer tivesse existido.

Ante tais dificuldades, oremos ao Senhor para que nunca nos encontremos na posição de vítima e, muito menos, de algoz, porque, perante as Leis Equânimes da Vida, nenhuma das duas condições é favorável à nossa paz.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

O FARDO – Irmão José

“O fardo parece menos pesado quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. IX – Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos.)

Vejamos que o texto acima, de autoria de um Espírito Amigo, não nos diz que o fardo não seja pesado, mas, sim, que, quando tomamos a iniciativa de olharmos para o Alto, ele nos parece menos pesado.

Não nos iludamos, portanto, imaginando que a Terra seja um oásis de paz, onde o espírito encarnado possa viver sem lutar.

Mesmo o reino vegetal e o animal estão constantemente empenhados em ferrenha batalha pela sobrevivência, que enseja ao princípio espiritual oportunidade de evoluir.

Contudo, quando verticalizamos a visão e deixamos de nos fixar nos horizontes estreitos do entendimento, adquirimos muito mais vasta compreensão do angustiante problema do sofrimento.

Quem não consegue levantar os olhos para tudo enxergar além das aparências e da transitoriedade em que os fenômenos de dor se manifestam, não consegue vislumbrar o objetivo superior com que, a fim de avançar, todas as coisas e todos os seres são fustigados.

Quando, porém, num golpe de visão, logramos contemplar a grandeza do futuro a que estamos destinados, todas as aflições que, no presente, nos preparam para alcançá-lo, assemelham-se a querelas que somente adquirem valor à exata medida em que as valorizamos com as nossas queixas e lamentos.

A questão é que, para quem sofre, sem atinar com a causa transcendente do sofrimento, o tempo parece se eternizar e, com ele, por menor que seja, o próprio sofrimento que nos acomete.

Agindo quase sempre equivocadamente, como é que haveríamos de querer não padecer as consequências de nossa falta de discernimento, se a essas mesmas consequências é que passamos a dever a possibilidade de reparar os erros que cometemos?!

Se a criança, ao cair, não experimentasse qualquer sintoma de dor decorrente de sua queda, é possível que ela não se esforçasse para adquirir o equilíbrio que a mantém em pé e que a faz aprender a caminhar.

É a dor que nos ensina a excelência do amor.

Fujamos, assim, de interpretar as provações como algo que, embora devamos evitar a todo custo, não nos convém maldizer quando chegam, porque a verdade é que, enquanto não soubermos abençoá-las, elas haverão de permanecer conosco cumprindo o seu papel.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

FALTA MAIOR – Irmão José

“É que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei do amor e da caridade que deve presidir às relações entre os homens e manter entre eles a concórdia e a união…” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. IX – Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos.)

Ainda na análise da falta cometida, precisamos levar em conta que pior falta que a intenção de se cometer a falta, é a intenção do homem em ludibriar as Leis Divinas a respeito da intenção que o levou a praticá-la.

O assunto é sutil e merece acuradas reflexões.

Muitos espíritos, por saberem que a intenção concorre para o agravamento da responsabilidade da falta, se apressam a sofismar com a própria consciência, apresentando argumentos que possam isentá-los de maiores culpas.

— Feri, mas foi sem querer, porque eu jamais saberia avaliar as consequências do que disse – afirmam uns.

— Matei, mas, embora de arma em punho, eu nunca tive o propósito de matar – defendem-se outros.

— Enganei, mas sei que, em meu lugar, muitos teriam feito o mesmo – alegam outros mais.

E assim, praticamente, atravessam a existência, convencidos de que explicações consideradas válidas para a justiça humana possam valer perante os tribunais da Divina Justiça.

Por tal motivo, milhares de casos de absolvição referendados pelas leis da Terra permanecem pendentes ante os alvitres da Lei de Causa e Efeito, a qual, certamente, o infrator, com as suas artimanhas, não consegue convencer de inculpabilidade.

Quem assim age, na tentativa de burlar as Leis da Vida, além de vir a responder pela falta menor que cometeu contra o próximo, será chamado a responder pela falta maior que, inescrupulosamente, teve a intenção de cometer.

Infelizmente, no mundo todo, não é pequeno o número de pessoas que, de maneira inútil, alimentam a esperança de escaparem à ação da Lei que se lhes expressa através da voz da consciência. Muitos, a fim de não escutarem seus pronunciamentos insubornáveis, procuram silenciar, inclusive, recorrendo ao auxílio de medicamentos que, parcialmente, lhes retirem a lucidez.

Não obstante, pelo tempo que for necessário, a culpa esperará pelo culpado, que dela não se livrará enquanto, face a face, não se confrontar consigo mesmo, assumindo todas as consequências de seus deslizes, inclusive aquelas que, como se isto fosse possível, tentou esconder de si mesmo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

FALTA E INTENÇÃO – Irmão José

“Evidente se torna aqui, como em todas as circunstâncias, que a intenção agrava ou atenua a falta…” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. IX – Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos.)

Embora, muitas vezes, não consigas evitar cometer essa ou aquela falta, que emerge de teu espírito por consequência natural de tuas imperfeições, procura não ter a intenção de cometê-la.

A intenção do mal é o mal praticado de maneira consciente, com inevitável agravamento de responsabilidade.

Porque ainda não dispõe de completo domínio sobre as próprias emoções e pensamentos, o homem pode, inadvertidamente, magoar o seu semelhante – todavia, quando tal acontece sem motivação de natureza íntima, para logo ele mesmo se predispõe à corrigenda.

E pode ainda ocorrer que aquele que foi magoado, não registrando em quem o agrediu a intenção de fazê-lo, sequer leve em consideração a atitude invigilante de quem o agrediu.

As Leis Divinas, na apreciação de nossos deslizes, age para conosco como qualquer pessoa de bom senso agiria diante de quem, assim que percebe o erro cometido, se apressa em lhe pedir desculpas e envidar esforços para lhe minimizar os prejuízos causados.

Há sempre grande distância entre o que experimenta certo grau de satisfação pelo mal praticado contra alguém, e aquele que, em um instante de insanidade, ao tomar consciência do que fez, desata a chorar e, voluntariamente, senta-se no banco dos réus.

Sem que seja sancionado pela intenção de quem se faz seu intérprete, o mal genuíno não existe.

O mal sem intenção é o mal que uma criança pratica contra a outra quando, ao se pôr a brincar com ela, por pura falta de habilidade, quebra-lhe o carro de brinquedo, e acabam ambas chorando.

Todavia, por assim dizer, o mal praticado com consciente propósito é ação envolvendo duas pessoas adultas, quando, por exemplo, de maneira ardilosa, com o intuito de lhe furtar o automóvel, uma delas sequer hesita em planejar a morte da outra.

Dificilmente, na condição de imaturidade espiritual em que se revela, o homem deixará de cometer faltas. Mas, pelo menos, diante da Lei de Causa e Efeito – que se debruça sobre a análise meticulosa das intenções que o induzem a agir dessa ou daquela maneira – a constatação da inexistência de intenção na falta cometida, praticamente, concluirá pela inexistência da própria falta.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

ESCÂNDALOS – Irmão José

“É necessário que o escândalo venha, porque, estando em expiação na Terra, os homens se punem a si mesmos pelo contacto de seus vícios, cujas primeiras vítimas são eles próprios e cujos inconvenientes acabam por compreender.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VIII – Bem-aventurados os que têm puro o coração.)

Infelizmente, em sua atual conjuntura evolutiva, o homem não dispensa o escândalo para corrigir a si mesmo de seus muitos desatinos.

A necessidade do escândalo sobre a Terra denota o quanto a Humanidae ainda carece de progredir espiritualmente, para que, então, passe a reger a si própria apenas e tão-somente pelos ditames do Bem.

É triste, pois, admitirmos que o mal, que, por afrontá-las, escandaliza as Leis Divinas, tenha se transformado em elemento pedagógico indispensável à Humanidade em geral.

Crimes e injustiças, acontecendo aqui e ali, através de suas repercussões negativas, que ganham os meios de comunicação, vão, gradativamente, criando no homem resistência contra semelhantes tendências que ele possa revelar consigo.

O escândalo, portanto, cumpre com duplo objetivo: punir aqueles que já se fizeram ou que se fazem seus instrumentos e evitar que outros venham a se converter em seus agentes.

Observemos que, de fato, no Universo, nada existe sem proveito, e o mal que os homens praticam encerra, para eles mesmos, a sua própria punição, em dolorosos processos educativos que, não raro, exigem o concurso de muitas existências.

Quando Jesus nos recomenda: “Se vossa mão é causa de escândalo, cortai-a”, extrapolando a interpretação literal destas suas palavras, precisamos compreender que Ele está nos concitando a anular em nós mesmos toda causa que, sendo motivo de sofrimento para os outros, termine, em essência, sendo motivo de maior sofrimento para nós.

Todo mal, embora esteja destinado a servir ao Bem, nem por isto, momentaneamente, deixa de ser o mal.

Assim sendo, não podemos considerar a prática do mal como uma necessidade evolutiva, de vez que, se assim fosse, sentindo-se constrangido à sua prática, o espírito não poderia se responsabilizar por ele.

Se uma árvore frutífera não adoece, não há necessidade de que ela seja abatida a golpes de machado… Mas, evidentemente, se ela se enferma, com o intuito de tentar recuperá-la e a fim de evitar que contamine outras árvores do pomar, semelhante providência pode se tornar necessária.

Em qualquer tempo, mesmo sabendo quantas lágrimas isto possa nos custar agora, é preferível sermos as vítimas a sermos os algozes, porque se as vítimas choram hoje as consequências do mal que sofrem, os seus algozes haverão de chorá-las amanhã, e muito mais dolorosamente.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

PENSAMENTO MAU – Irmão José

“Esse princípio suscita naturalmente a seguinte questão: Sofrem-se as consequências de um pensamento mau, embora nenhum efeito produza?” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VIII – Bem-aventurados os que têm puro o coração.)

Não nos esqueçamos de que a Vida, em todas as suas manifestações, rege-se pelos princípios da sintonia.

Claro que as consequências de um mau pensamento, para quem o concebe, quando esse pensamento não se concretiza em prejuízo de alguém, são muito menores, mas nunca inteiramente nulas.

E isto porque, pela Lei de Afinidade, um único pensamento mau, embora, inicialmente, não se exteriorize em ação, pode atrair pensamentos do mesmo teor, que, ao se somar a outros, ganha força de natureza imprevisível.

Às vezes, isoladamente, uma pessoa possuída por más inclinações não se encoraja a colocar em execução determinado projeto infeliz que chega a traçar com minúcias; porém, na companhia de quem lhe endossa os propósitos negativos, tal plano pode se viabilizar com rapidez.

Toda semente, lançada sobre qualquer tipo de terra, não dispensa o adubo que lhe secunda os esforços de germinação e, não raro, para eclodir com exuberância permanece apenas à espera disso.

Se a própria ideia do Bem carece de incentivo para ser levada adiante por braços que sejam capazes de materializá-la no mundo, o pensamento mau, que não procura se extinguir no nascedouro, é semelhante à singela faísca que dá ensejo a grande incêndio destruidor.

Porque não te animas a colocar em execução as sugestões enfermas que as trevas te inspiram, ou que, espontaneamente, emergem de tuas imperfeições, não deixes um só instante de lutar contra elas.

Combate-as, em ti mesmo, sem trégua, porque uma única célula doente que não se consegue erradicar pode vir a comprometer a saúde de todo o corpo.

Não contemporizes com os pensamentos maus, estabelecendo com eles silencioso pacto de ação imanifesta, porque, quando menos esperares, as tuas forças de resistência te trairão e te surpreenderás na condição de ativo agente das sombras.

Sempre que detectares em ti esse ou aquele pensamento inferior, não o deixes ir adiante, opondo-lhe, de imediato, superior força contrária capaz de anulá-lo.

A única força que, em qualidade e vigor, se mostra eficiente contra os maus pensamentos que te assaltam é a que se origina dos pensamentos bons que te colocam em sintonia com os pensamentos que vêm de Deus.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

EVANGELHO E CIÊNCIA – Irmão José

 

“Aliás, faz-se necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VIII – Bem-aventurados os que têm puro o coração.)

Nas páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, deparamo-nos com preceitos de natureza científica, que são aqueles que, naturalmente, nos instruem na ciência de bem viver.

Comentando a respeito da simplicidade e da pureza de coração, Kardec se refere à atividade do princípio inteligente e, consequentemente, do próprio espírito, que, ao longo dos milênios, se encontra na elaboração de seu corpo.

Porque não saberia se valer mais amplamente de seus recursos intelectivos, sem causar maiores prejuízos a si, o espírito encarnado jaz encerrado entre as paredes estreitas e invisíveis de um cérebro que ainda não lhe corresponde às aspirações de conhecimento.

Tentemos imaginar as consequências se o princípio inteligente de um símio, de repente, pudesse ocupar o corpo de um ser humano, ou mesmo se uma criatura humana lograsse, de uma hora para outra, se utilizar da capacidade mental de um anjo…

A mente humana em expansão, sob a tutela das Leis Divinas, somente continuará a se expandir de acordo com o senso de responsabilidade que o homem for adquirindo diante da Vida.

Portanto, existem limites neuronais que nunca serão ultrapassados antes que, do ponto de vista ético, o homem se mostre apto a utilizá-los, sem que coloque em risco a sua sanidade e segurança.

A inteligência, por si só, não pode conduzir a si mesma, sem que, mais cedo ou tarde, venha a ser a causa de grandes desastres que, diante das Leis de Causa e Efeito, muito a ela custarão.

Por esse motivo, Deus, em sua Infinita Sabedoria, a fim de preservar a criatura dos perigos que os seus excessivos conhecimentos poderiam lhe trazer, colocou nas mãos do amor a chave capaz de lhe descerrar a porta de acesso a inéditos domínios da Verdade.

Assim, não tenhamos dúvida de que a Ciência continuará avançando, mas não ilimitadamente, porque há de chegar o instante em que a inteligência sentirá necessidade de capitular na humildade, sem o que a própria Ciência terminará por cometer suicídio.

Quando Jesus ensinou que não se pode construir uma casa sobre a areia, certamente, Ele também estava querendo significar que, sem alicerce no amor que lhe garanta o equilíbrio, o edifício da inteligência humana, por alto venha a subir, antes que se reduza a escombros, mais alto não poderá continuar subindo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

VERDADEIRA GRANDEZA – Irmão José

“O Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos espíritos os que eram pequenos na Terra…” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VII – Bem-aventurados os pobres de espírito.)

Quanto mais se distancia de Deus, o Centro da Luz, mais mergulha o homem nas sombras de si mesmo, e delas permanece à mercê.

Em um mundo com as características de imperfeição do orbe terrestre, inegavelmente, os valores morais jazem quase em completa inversão, com o predomínio da matéria sobre o espírito.

A Terra é milenar campo de batalha, entre o ter e o ser, no qual, infelizmente, ao longo dos séculos, os interesses imediatistas vêm oprimindo os de natureza espiritual.

Não obstante, carecemos de considerar que, neste sentido, a Humanidade já viveu momentos mais sombrios, quando, então, o desrespeito pela vida humana era quase absoluto.

No entanto, rasgando a espessa cortina de treva que envolve o planeta, a pouco e pouco, foi sendo possível se avistarem alguns tímidos reflexos de luz se lhe insinuando, à semelhança dos raios solares, que, gradativamente, vencem a escuridão da noite.

Com o advento do Espiritismo, os espíritos dos considerados mortos, entrando em contato com os encarnados, vieram demonstrar que, nas Dimensões além da morte, vigem outros paradigmas existenciais.

É que, parcialmente livre das sombras da vida material, o espírito dá mais um passo na direção do Infinito e, assim, se aproxima da luz da Verdade, que, entre os homens na carne, jaz ofuscada por inúmeros interesses que a impedem de brilhar.

Evidentemente, estamos nos referindo aos círculos espirituais situados a certa distância da Esfera Terrestre, que não mais lhe estão tão sujeitos à influência perniciosa, porque, em seus círculos mais próximos, a vida não passa de mero reflexo da existência carnal.

Em a Natureza e, em particular, em seu universo moral, realmente, a Vida não dá saltos, e não existem prodígios de transformação.

Consideremos, no entanto, que, à exata medida em que se dá a subida – ou seja, maior distanciamento do espírito das ilusões que lhe obnubilam os sentidos e subtraem o discernimento – toda distorção começa a se corrigir, e ele, então, pode se apreciar, ou ser apreciado, em sua verdadeira estatura.

Sem dúvida, foi isso que levou Jesus a dizer, quando se banqueteava na casa de um dos principais fariseus: “… todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado”, levando-nos a inferir que a verdadeira grandeza está em se apequenar, e não em se engrandecer.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

HOMENS DE SABER?! – Irmão José

“Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecerem a atenção.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VII – Bem-aventurados os pobres de espírito.)

Com todo o respeito ao texto da Codificação que nos encima as reflexões abaixo, seriam mesmo homens de saber e de espírito os que “consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecerem a atenção”?! Ou estariam apenas e tão-somente atestando a sua falta de coragem para encarar a realidade da Vida, que transcende as suas concepções imediatistas e os seus rasteiros interesses?!

Por maior seja a prepotência humana ao negar a existência de Deus, vangloriando-se de seus conhecimentos científicos, entre os homens considerados de mais alto saber acadêmico, não há quem logre explicar a criação da asa de um simples inseto, sem atribuir semelhante prodígio à obra do acaso.

Em pouco menos de 100 anos de maiores avanços no campo da Ciência, com as suas teorias primárias em esboço, o homem imagina ter alcançado respostas definitivas para entender o Universo – que existe há cerca de 13,7 bilhões de anos!

Como poderia a Ciência – que ainda, por exemplo, não conseguiu descobrir a vacina contra o vírus do HIV, que continua a ceifar milhares de vidas promissoras em todo o mundo – atinar com os processos da Evolução em suas origens?!

E o que dizermos, então, do quase nada que os mais inteligentes pesquisadores sabem a respeito da psique humana, limitando-se a diagnósticos para os desarranjos psicológicos que acometem a criatura, alicerçados nos vislumbres de Sigmund Freud, aos quais, desde então, pouco se acrescentou?!

A arrogância humana, em torno da Criação, não passa de ser o maior atestado de sua mediocridade e a confissão enviesada de sua própria ignorância.

Os considerados maiores sábios da Humanidade – tais como Sócrates e Voltaire – por admitirem a existência de uma Ética por indispensável suporte da Vida, jazem quase esquecidos nos meios universitários, que, embora lhes rendam tributo à inteligência, colocam em xeque a sua capacidade de discernimento.

Dentre eles, contudo, o Cristo continua na condição de o maior dos convenientemente esquecidos, porque, depois de cerca de dois mil anos, os seus conceitos revolucionários continuam a desafiar a capacidade de o homem superar a si mesmo, pois, ao invés de preferir a Verdade que liberta, ele escolhe a mentira que o escraviza aos seus mesquinhos interesses.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

A PRECE DA ATITUDE – Irmão José

 

“Ele, então, vos enviará o seu Filho bem-amado, para vos instruir e dizer estas boas palavras: Eis-me aqui; venho até vós, porque me chamastes!” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VI – O Cristo Consolador.)

Não resta dúvida de que a prece proferida pelos lábios de quem crê sempre ecoa por justa reivindicação nos Planos Mais Altos, e não permanece sem resposta.

No momento em que se coloca em oração, o homem procura entrar em sintonia com as correntes da existência, que percorrem o oceano da Vida Universal com a serenidade das águas que se ofertam generosas aos que desejam aplacar a sua sede.

Porém, entre semelhante petição verbalizada, feita de maneira silenciosa ou eloquente, e o seu deferimento, decorre um tempo mais ou menos longo, que deixa o seu autor em natural expectativa.

A prece da atitude, contudo, que, em outras palavras, é a prece que se verbaliza através da ação de quem se consagra ao bem, é uma evocação direta e ininterrupta, de resultados imediatos.

E isto porque a prática do bem aos semelhantes estabelece estreita ligação com os inesgotáveis mananciais, de onde todo o Bem promana em favor do homem na Terra.

Assim como a chuva alimenta a fonte, e a fonte nutre o riacho, que, por sua vez, sustenta o rio que se despeja no mar, que, ao evaporar-se, forma as nuvens que, em ciclo incessante, fazem cair água sobre a Terra – o menor bem é parte do Bem maior, com o qual se encontra conectado numa única corrente de luz.

Não desconsideres, pois, o extraordinário poder da prece que se encerra em teu singelo gesto de bondade.

Sempre que possível, em vez de orar de mãos postas, em respeitosa atitude de reverência ao Criador, faze-as orar por ti através do trabalho na caridade, porque as tuas mãos estendidas, já espontaneamente espalmadas na entrega desse ou daquele óbolo a quem dele carece, estarão aptas e receptivas para receberem, de volta, a dádiva de que também necessitas.

Quem se coloca de joelhos e ora a Deus, quase sempre, alimenta a esperança de que o socorro divino venha até onde ele se encontra. Mas quem se levanta e, a fim de socorrê-los, caminha na direção dos mais carentes, está caminhando para o seu encontro mais rápido com o socorro de Deus.

Quando não recebe o aval da atitude nobre, a mais bela oração verbalizada pode simplesmente não passar de harmoniosa nota a integrar a Sinfonia da Criação, que, se é transcendente música para os ouvidos, não atende a quem tem fome de pão.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

O JARDINEIRO DIVINO – Irmão José

“Obreiros, traçai o vosso sulco; recomeçai no dia seguinte o afanoso labor da véspera; o trabalho das vossas mãos vos fornece aos corpos o pão terrestre; vossas almas, porém, não estão esquecidas; e eu, o jardineiro divino, as cultivo no silêncio dos vossos pensamentos- (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VI – O Cristo Consolador.)

De fato, o espírito em evolução pode ser comparado à minúscula semente que, na gleba da Vida, vem sendo laboriosamente cultivada pelo Senhor, o Jardineiro Divino.

Os pensamentos Dele, à maneira da claridade solar, incidem constantemente sobre os nossos pensamentos, fazendo com que germinem ideias e sentimentos de ordem superior.

Cuidadosamente, desde o princípio, Ele vem zelando por cada um de nós, impedindo que as circunstâncias adversas nos comprometam o florescimento espiritual.

Assim como o lavrador que, lançando o grão à terra, espera pela colheita promissora, o Cristo, com extremada paciência e carinho, aguarda que venhamos a corresponder às suas justas expectativas de diligente pomicultor.

O corpo físico pode ser comparado à leira onde o espírito jaz plantado, permanecendo em lento e exaustivo processo de maturação, ao longo dos séculos e milênios.

Evidentemente, todos ainda muito longe estamos de florescer e frutescer com a exuberância de uma árvore na plenitude de suas possibilidades intrínsecas.

O Senhor, porém, não desistirá de nenhuma das sementes que o Criador lhe confiou, para que, um dia, na perpetuação da espécie, elas mesmas consigam se multiplicar de maneira prodigiosa.

As suas Palavras de Vida Eterna prosseguirão, na medida certa, adubando-nos a vontade débil e ofertando-nos condições propícias para que, no tempo assinalado pelas Leis da Evolução, possamos imitar a humilde semente de trigo, que emerge da cova escura em que se acolhe e se transfigura em espiga madura para o milagre do pão.

E como a semente – que, de estação a estação, enfrenta, muitas vezes, as variações do clima, incubando-se sob a ação das intempéries – de vida em vida, ante o sol causticante das provas que suportarmos ou das tempestades de lágrimas que sobre nós desabarem, haveremos, um dia, de deixar de ser simples promessa para nos tornarmos realidade.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

FERMENTO DA EVOLUÇÃO – Irmão José

 

“O Espiritismo mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VI – O Cristo Consolador.)

Conforme escreveu Kardec, sob a inspiração dos Espíritos Superiores, o Espiritismo também mostra a causa dos sofrimentos na destinação da Terra, onde o espírito, além de expiar o seu passado, desenvolve as suas potencialidades.

O sofrimento, portanto, em seus extensos horizontes de lágrimas, que cobrem toda a Humanidade, não diz respeito apenas à reparação das infrações que o espírito comete contra as Leis Divinas.

A verdade é que a dor é o indispensável fermento da Evolução.

Sofre o carvão para se transfigurar em diamante…

Sofre a semente para germinar e florescer…

Sofre a ostra para produzir a pérola…

Sofre o animal para sobreviver e perpetuar a espécie…

Sofre a criança para se colocar em pé…

Sofre o homem para cumprir com o dever…

Nascendo das entranhas da própria Vida, a Vida mais ampla é sempre um parto difícil e complexo.

Todo e qualquer passo além do comodismo, em que o homem tende a se perpetuar, exige dele renúncia e sacrifício e, consequentemente, suor de mistura com muitas lágrimas.

Ninguém transpõe uma escada sem subir degraus, ou escala um monte sem se expor aos perigos do tentame.

Quando apenas sinônimo de resgate, a dor de alguém, raramente, se faz desbravadora de caminhos para aqueles que seguem na retaguarda.

As almas aflitas e inquietas pelo futuro, muitas vezes, vendo os seus sonhos se transformarem em pesadelos, são as que compelem a espécie humana a deixar o lugar comum.

Os que primeiro enxergam a luz não se furtam à ira dos que se demoram imersos na escuridão.

O Cristo, em sua passagem pelo orbe, não sofreu a crucificação em consequência de culpas que Ele não possuía, mas, sim, para a expansão cada vez maior de seu Espírito, ansiando talvez, sempre, por mais profunda identificação com Deus.

Saibamos que, além das consequências de sua própria ignorância, somente os espíritos medíocres não admitem sofrer nenhuma espécie de dor que seja capaz de resgatá-los à mediocridade em que se comprazem.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

SIMPLESMENTE, Alívio – Irmão José

SIMPLESMENTE, ALÍVIO

“Foi isso que levou Jesus a dizer: ‘Vinde a mim todos vós que estais fatigados, que eu vos aliviarei’ – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VI – O Cristo Consolador.)

“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo.”

Com tais palavras, Jesus não está a nos prometer o que Ele não pode cumprir, em substituição ao nosso esforço pessoal.

Nos campos evolutivos da Vida, por maior seja a sua capacidade de amar, nenhum espírito logra impedir que outro trave as suas próprias lutas a fim de ascender.

O Cristo nos aponta o caminho para os Cimos, de modo a que possamos caminhar sem equívocos na direção da luz; todavia, Ele não nos suprimirá da caminhada que nos compete efetuar sangrando os pés.

Eximir alguém da prova indispensável ao seu progresso seria o mesmo que negar ao aprendiz acesso aos bancos escolares, condenando-o à eterna ignorância.

Revivendo a Mensagem Cristã, o Espiritismo não nos acena com as teorias ilusórias que, com a finalidade de ganhar adeptos, outras crenças religiosas formulam a quem não possui suficiente maturidade para entender que o espírito é o construtor do próprio destino.

Prometendo-nos simplesmente alívio, o Cristo, que jamais nos engana, nos garante que, caso venhamos a Ele recorrer, Nele haveremos de encontrar o suplemento de força que não nos deixe esmorecer sob a cruz que ombreamos.

Mesmo o médico não consegue curar o paciente cujo organismo não responda à ação dos medicamentos prescritos por ele.

A solução definitiva para qualquer um de nossos problemas passa, necessariamente, pelo nosso empenho em solucioná-los, que tão mais depressa o serão quanto maior seja a nossa boa vontade em tê-los resolvidos.

Uma palavra de coragem que alguém nos dirija, evidentemente, não afasta de nossos caminhos os percalços que necessitamos enfrentar, mas pode nos aliviar em nossa carga de aflição e desespero, impedindo que a falta de serenidade concorra para o agravamento de nossas dificuldades.

Não esperemos, portanto, que o Senhor ou os seus Prepostos descruzem os braços por nós e nos poupem do trabalho intransferível que, a fim de obter o que desejamos, cada um de nós somos chamados a executar.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

EUTANÁSIA – OUTRA VISÃO – Irmão José

“Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. V – Bem-aventurados os aflitos.)

A Ciência, sob as bênçãos do Criador, tem evoluído no sentido de amenizar os sofrimentos humanos, abstraindo o primitivismo das provas que o homem faceia em sua evolução.

A inteligência, colocada a serviço do bem em prol dos semelhantes, a pouco e pouco, sitiará as doenças somáticas de maior gravidade, até que consiga derrotá-las, o que, evidentemente, não impedirá que o psiquismo continue a padecer as provas que lhe são indispensáveis ao desenvolvimento.

Sobre a Terra, ante o comportamento inadequado da criatura, necessitada de expiar faltas pretéritas, é natural que os quadros patológicos que lhe acometem o corpo perecível se mostrem, por vezes, tão chocantes, ensejando-lhe, e aos seus circunstantes, importantes reflexões quanto à nulidade das ilusões que fomentam ou fomentaram em si.

Quem se encontra no leito suportando dores de natureza irreversível, em dias e meses de grande agonia, com a perda total da consciência, está tendo oportunidade de considerar a própria caminhada que efetuou ao longo da existência prestes a se findar, quanto possibilitando aos que, com ele lidam, direta ou indiretamente, lições de inestimável valor para o futuro.

E não resta dúvida de que a própria Ciência, em seus avanços, se aproveita da situação da enfermidade que, indefinidamente, se arrasta em alguém, para melhor conhecê-la e aprimorar os processos terapêuticos que possam combatê-la com êxito.

Não obstante tais considerações, precisamos ponderar que, muitas vezes, ante o diagnóstico preciso de morte cerebral, que – mesmo para as Leis da Vida – se constitui em quadro de reversão impossível, não há justificativa lógica, humanitária ou espiritual, para que o corpo que, sobre o leito, praticamente se decompõe de modo gradativo, continue a ser mantido vivo por questões ligadas a uma ética convencional, ou por excesso de escrúpulo de natureza religiosa.

Tais procedimentos, em essência, quase que correspondem aos processos de mumificação do passado, através dos quais se imaginava que o espírito, a qualquer momento, pudesse voltar a necessitar do corpo de que já se desligara completamente.

Cremos assim, de nossa parte, que, quando qualquer quadro patológico se instale na criatura encarnada, com evidentes características de irreversibilidade, e com a morte cerebral sendo decretada, não há razão para que, através de medicamentos ou aparelhos de alta tecnologia, o coração prossiga sendo mantido a pulsar, impedindo, não raro, que o espírito se liberte, em definitivo, do corpo, ao qual, simplesmente, então, se hesita em oferecer a dignidade do túmulo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

TODAS AS LÁGRIMAS – Irmão José

“Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. V – Bem-aventurados os aflitos.)

Talvez sobre a Terra, seja maior o contingente daqueles que sofrem como principais responsáveis pelo seu próprio sofrimento, do que o número daqueles que sofrem por conta das dores que outros lhes constrangem a padecer.

Não estamos nos referindo às consequências de ações remotamente perpetradas, em vidas passadas, e sim às resultantes das escolhas equivocadas efetuadas no tempo presente.

Incalculável a percentagem de quantos, não sabendo administrar as suas ambições, suportam amarguras que, noutras circunstâncias, absolutamente, não haveriam de afetá-los.

Ninguém, por exemplo, conseguiria enumerar numa lista os nomes daqueles que, movidos pela inveja do sucesso alheio, vivem sem conhecerem um instante sequer de paz.

Milhares os que, todos os dias, exacerbam terríveis complexos de inferioridade, unicamente porque não sabem se valorizar na condição em que se encontram renascidos, com a capacidade de se superarem na realização de verdadeiros prodígios.

Se todos os homens compreendessem que, em sua atual encarnação, foram aquinhoados pela Vida com o melhor – porque a mais, por enquanto, ainda não fizeram jus – não teríamos as multidões que passam a depender de medicamentos que possam fazer por elas o que, em verdade, nunca poderão fazer.

Nada mais prejudicial ao equilíbrio da criatura humana do que a falta de maior aceitação de sua realidade íntima e, consequentemente, das circunstâncias externas em que a sua existência se estrutura.

Não estamos fazendo a apologia do comodismo, mas destacando o valor da resignação consciente de quem, serenamente, se esforça na superação das dificuldades que, do ponto de vista evolutivo, o homem mesmo se impõe.

Antes de ter experienciado a condição de pedra humilde no alicerce de uma construção, não lhe adianta ambicionar ser o telhado.

O grande rio que corre na direção do mar teve por berço uma singela mina d’água, que emergiu das entranhas da terra.

Não soframos desnecessariamente por aquilo que ainda não somos, ou não possuímos, porquanto todas as lágrimas que vertermos motivadas por isso não lograrão mudar o panorama de nossa realidade interior, em um só de seus muitos e intrincados detalhes.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

TEMPO DE FELICIDADE – Irmão José

Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. V – Bem-aventurados os aflitos.)

A pouco e pouco, haverão de chegar os tempos em que o homem compreenderá que tudo, ou quase tudo, que, atualmente, se lhe constitui objeto de felicidade na Terra, não passa, em verdade, de enganosa ventura.

De maneira gradativa, com o auxílio de acuradas reflexões e muitos reveses, ele entenderá que o bem-estar espiritual duradouro que almeja alcançar não se concentra na posse efêmera dos transitórios valores da existência.

Quando este momento libertador soar para si, o homem se desprenderá de tudo o que lhe escraviza o espírito e lhe pesa sobre o coração; e nada mais lhe será capaz de embaraçar os passos na caminhada rumo à sua grandiosa destinação.

Consciente da transitoriedade da vida física, viverá, então, cada minuto, com senso de eternidade, sem que a própria passagem do tempo lhe venha a causar o menor receio.

Saberá que tudo, ainda, mais lhe pertence na exata medida em que nada desejar ter como sendo posse exclusivamente sua.

A doença e a morte não lhe serão motivo de tristeza alguma, porque, para ele, viver ou deixar de viver no corpo perecível não terá outro significado que não seja o de apenas cumprir determinado estágio de aprendizado dentro da Vida, que é eterna.

Assim, livre das inquietações que atormentam aquele que respira no mundo, sem qualquer perspectiva otimista em relação ao futuro, deixando de ser angustiante ponto de interrogação, o amanhã lhe descortinará sucessivas exclamações de reverência ante a indefinível grandeza e sabedoria da Criação.

Completamente despojado de ilusões, revelar-se-á infenso às sutis artimanhas das trevas, que fazem perturbar aqueles que terminam por se convencer de que lhes seja possível deter o curso incessante das horas que tudo modificam como quem, inutilmente, tenta aprisionar o vento na palma fechada de sua mão.

Sentindo-se cidadão do Universo, verá a todos como seus irmãos, e, portanto, seus iguais, pouco lhe importando renascer nesta ou naquela condição que ainda caracteriza o egoísmo humano com as suas inclinações e preferências.

Somente quando atingir este patamar superior, rumo ao qual – a passos mais lentos uns, a passos mais rápidos outros – todos empreendem irreversível jornada, é que, por fim, o homem poderá dizer que lhe foi dado tocar as franjas da túnica inconsútil da verdadeira felicidade.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

CORAGEM DE ACEITAÇÃO – Irmão José

“O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. V – Bem- -aventurados os aflitos.)

Não interpretemos o texto acima de maneira literal, de vez que, evidentemente, em tempo algum, Deus recusa consolações a qualquer um de seus filhos.

As consolações divinas estão sempre à disposição de quem delas quiser, e souber, se apropriar.

Se, diante das provas que faceia, falta ao homem coragem de aceitação, claro que, desconsolado em si mesmo, lhe faltará a força de que necessita para vencê-las.

Não raro, quase todos esperam que o Consolo Divino lhes alcance o coração, à semelhança do orvalho da noite que, prodigiosamente, cai sobre a corola da flor ressequida.

Precisamos, no entanto, considerar que o conforto de que necessitamos em nossas lutas e provas, quase sempre, chega até nós pela presença daquele que nos socorre com a sua palavra amiga ou com o seu gesto de bondade.

A questão do recebimento da bênção do Mais Alto é também uma questão de receptividade da parte de quem espera por ela.

Sobre a gleba que não se lhe abre em cova acolhedora, a semente não germina.

Todas as criaturas, o tempo todo, vivem cercadas pelo Amor de Deus, porque esse Amor é semelhante ao ar puro que nos inunda os pulmões e nos faz respirar.

O fenômeno da chamada morte acontece não por falta, em suas fontes inesgotáveis, do oxigênio indispensável à manutenção da vida no corpo, mas justamente porque o próprio corpo se nega a continuar inalando o elemento que lhe é essencial à existência.

Portanto, Deus não recusa consolações àquele que deseja e procura ser consolado; mas, por outro lado, nada pode fazer em benefício daquele que não o procura e não o deseja.

O Criador não se tornaria infrator de suas próprias Leis.

Assim, se te encontras em estado de desânimo e abatimento, busca te predispores ao amparo de que necessitas e que, em verdade, encontra-se onde sempre esteve – rente a ti!

Aguça as tuas percepções e ouvirás justamente as palavras que mais careces escutar para não te renderes à mais completa apatia; assim fazendo, perceberás o apoio de mão invisível que te sustenta sob o peso da cruz que te cabe carregar.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

PROPAGANDISTAS DA DESCRENÇA – Irmão José

“A propagação das doutrinas materialistas é, pois, o veneno que inocula a ideia do suicídio na maioria dos que se suicidam, e os que se constituem apóstolos de semelhantes doutrinas assumem tremenda responsabilidade.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. V – Bem- -aventurados os aflitos.)

Infelizmente, os propagandistas da descrença não se encontram apenas em meio aos descrentes confessos, que vivem apregoando a inexistência de Deus e, consequentemente, que a vida humana não passa de simples fenômeno biológico aleatório.

Os piores céticos poderão ser encontrados entre os que, dizendo-se a serviço da fé, adotam atitudes tão contraditórias à mensagem que pregam que terminam por inocular o veneno do ceticismo nas almas.

Nesse sentido, por incrível que pareça, será possível depararmo-nos com incrédulos que se pautam por melhor ética do que muitos religiosos, que, de tanto se corromperem nos princípios que abraçaram, perderam a fé em si mesmos.

Estamos nos referindo aos que, falando do que não creem, transformam o púlpito em palanque de interesses particulares que se amesquinham cada vez mais…

Aos que decepcionam quantos os surpreendem em seus atavismos de ordem moral, cedendo à tentação do prazer ou do dinheiro fácil, em que extorquem os menos avisados…

Aos que, de tanto enganarem aos outros, se debilitaram espiritualmente, a ponto de continuarem a persistir no que fazem simplesmente porque se habituaram a fazer o que fazem…

Aos que, em se degradando em seus dons mediúnicos, que inúmeras vezes utilizaram desonestamente, insistem em se dizer na condição de emissários dos Bons Espíritos, que, desde muito, deixaram de lhes prestar assistência…

Esses e outros, sem dúvida, sequer acreditam mais que, um dia, possam vir a responder pelas suas leviandades, de vez que passaram a descrer totalmente de que a Vida prossegue além da morte.

Exteriormente, quando em público, através de movimentos estudados e palavras bem postadas, desdobram-se para mostrar sinceridade de convicções; porém, tivesse alguém oportunidade de lhes sondar os mais íntimos pensamentos, com certeza, se estarreceria.

Com personalidade dúplice, embora muitos deles se façam aclamados pela multidão que os incensa e idolatra, a pouco e pouco vão inoculando nos espíritos incapazes de discerni-los o veneno que as doutrinas reconhecidamente materialistas inoculam, sem que necessitem recorrer ao aval de enganosa propaganda.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

PUNIÇÃO DAS FALTAS – Irmão José

“O homem, pois, nem sempre é punido, ou punido completamente, na sua existência atual; mas não escapa nunca às consequências de suas faltas.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. V – Bem-aventurados os aflitos.)

Deus, que se manifesta ao homem através de Suas Leis, jamais é tendencioso, não se inclinando a favorecer de maneira ilícita seja a quem for.

O Amor verdadeiro é sempre imparcial, igualmente sensível para com todos, não estando sujeito a simpatias ou antipatias pessoais.

Não se pode, portanto, atribuir ao Criador qualquer das paixões que, no relacionamento com as pessoas, caracterizam as criaturas, presas aos estreitos limites de sua própria humanidade.

As Leis Divinas nunca agem para punir, mas sim para educar.

A questão da reparação dessa ou daquela falta cometida pelo homem deve ser entendida de maneira mais profunda, porque, infelizmente, a ideia que muitos continuam fazendo de Deus é a de um Juiz implacável, que vive de absolver ou condenar os filhos que criou.

Sem dúvida, perante o tribunal da consciência, é o homem que, toda vez que infringe uma das menores Leis da Criação, lavra sentenças condenatórias contra si.

Assim como, pela justiça humana, é considerado delinquente aquele que afronta os princípios ético-sociais, quem se opõe ao Bem indefectível, passando, voluntariamente, a ser uma peça em desarmonia, coloca-se à margem desse mesmo Bem em que a Vida se estrutura.

Por mais insignificante, a prática do mal, em essência, é um gesto conspiratório da criatura contra o Criador.

Se o homem não dispusesse de certo “dispositivo consciencial”, que o adverte quanto aos equívocos cometidos, ele não se sentiria naturalmente compelido a repará-los e se eternizaria na condição de infrator, ou de adversário da Vida.

Todavia, ao extrapolar na utilização de seu livre-arbítrio, o referido “dispositivo consciencial” o alerta quanto à sua condição de réprobo, na qual escolheu se colocar em oposição às normas ético-existenciais que vigem no Universo, exigindo que ele torne ao ponto de equilíbrio.

Tais alvitres conscienciais lhe soam no íntimo como, por exemplo, perda da paz, sentimento de culpa, aflição interior, tormentos psicológicos, falta de lucidez intelectual e, inclusive, doenças que se lhe expressam no corpo somático.

Evidentemente, estando os espíritos em diferentes níveis de despertar, somente ao longo do tempo – podendo variar entre a marca de alguns dias ou de alguns séculos – é que cada um deles será chamado a esse inevitável ajuste de contas consigo mesmo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

INEVITÁVEIS E EVITÁVEIS – Irmão José

“Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. V – Bem-aventurados os aflitos.)

Dos males que o espírito enfrenta na reencarnação, nem todos, evidentemente, dizem respeito às suas pregressas existências.

Muito embora o sofrimento seja consequência da necessidade de o espírito evoluir, forçoso é admitir que, na maioria das vezes, as dores com as quais ele se defronta na existência terrestre se originam de sua voluntária infração às Leis da Vida.

Portanto, em síntese, pode-se dizer que existem sofrimentos evitáveis e inevitáveis.

Os inevitáveis são as provas naturais do caminho evolutivo, oriundos dos obstáculos que se enfrentam para desenvolver faculdades latentes – digamos que sejam sofrimentos não determinados pelo carma individual.

Os evitáveis são os que o próprio espírito, no uso de seu livre-arbítrio, engendra para si mesmo, com as decisões equivocadas que delibera tomar.

Talvez, assim, sofrer essa ou aquela agressão se faça inevitável, mas a iniciativa de agredir, ou de revidar, é perfeitamente evitável.

Muitas vezes, não há como escapar às circunstâncias adversas do meio evolutivo em que se vive, sofrendo-lhe as influências, contudo, evidentemente, o espírito não está obrigado a ceder a elas.

Para quem se dispõe a caminhar, tropeçar e cair pode ser inevitável; todavia, render-se à revolta por isso, recusando-se a continuar seguindo, é opção pessoal.

O que se encontra na alçada do espírito em evolução é evitar praticar o mal a quem quer que seja, mas não evitar que o mal lhe seja praticado.

A quem se embrenha na mata, o risco de ser picado por uma víbora é sempre iminente, no entanto, sabendo disso, além dos cuidados de praxe a serem tomados para que tal não suceda, pode-se ainda levar na mochila uma dose de soro antiofídico.

Os espíritos que se permitem afetar pelo mal que lhes é cometido, aceitando a provocação que lhes é feita, estabelecem com ele vínculos de natureza cármica que os retardam na marcha.

Portanto, chega-se à conclusão de que evoluir sem luta é inevitável, mas evoluir sem tantos problemas decorrentes dela é algo que se pode claramente evitar.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

DEVERES QUE CUSTAM – Irmão José

“Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. V – Bem-aventurados os aflitos.)

Existem deveres impostos pela consciência que sempre muito custam daqueles que são chamados a cumpri-los, sobretudo num orbe onde, infelizmente, as conveniências humanas ainda prevalecem sobre a Verdade.

Não resta dúvida de que, na Terra, mesmo entre os mais ardorosos defensores do Bem, existe muita contemporização em torno do mal.

E, não raro, por estranho pareça, essa contemporização com o mal se dá justamente sob o falso preceito de se praticar o Bem.

Trata-se este de um dos piores sofismas para que o erro e a mentira continuem se perpetuando e confundindo os que, por si, ainda não sabem distinguir o joio do trigo.

Por esta razão, quase sempre, os mais fiéis discípulos do Bem haverão de se sentir sozinhos, sem poder contar com a solidariedade nem mesmo daqueles que, embora sendo bons, não dispõem de suficiente coragem para, de peito aberto, terçar armas contra as escaramuças do mal.

Saibamos, porém, que existem deveres espirituais de natureza mais profunda. Sendo assim, os que são chamados a desempenhá-los haverão de ser francamente hostilizados por quem, noutras circunstâncias, os aplaudiriam.

Enquanto a luz contiver um resquício de sombra, ela não será claridade plena.

Somente quando se lhe oferecer leito completamente despoluído, é que a fonte deslizará por ele sem graves riscos de contaminação no percurso.

Na existência humana, existem deveres que, por se fazerem tão óbvios, são dignos de elogio àqueles que se esmeram em executá-los com denodo.

Outros deveres, porém, muito mais complexos, embora não agradando a quem os vê executados, e muito menos a quem os executa, devem ser executados, custe o que custar.

Não imaginem que o Bem possa se alegrar na tarefa que lhe cabe de denunciar o mal, onde o mal se faça presente com os seus inúmeros disfarces.

Em sã consciência, qual o magistrado que se rejubila por ser induzido a lavrar extrema sentença contra aquele que, muitas vezes, ante a indiferença da sociedade, extrapolou em suas atitudes?!

Qual o médico que, mesmo a pretexto de salvar a vida, sente-se feliz por amputar um membro do corpo de quem há de permanecer na condição de invalidez?!

Certamente, deve ter sido com muita dor na alma que o Cristo, que desceu à Terra com a missão precípua de confortar os humildes e oprimidos, empunhou a vergasta com que, certa vez, viu-se compelido a cumprir o pesado dever de expulsar os vendilhões do templo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

EVOLUÇÃO DO CORPO ESPIRITUAL – Irmão José

“O próprio perispírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo, até à depuração completa, que é a condição dos puros espíritos.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. IV – Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo.)

Neste texto de Kardec, inspirado pelos Espíritos Superiores, fica claro que, tanto quanto o corpo físico, o perispírito está sujeito a transformações.

A rigor, todo envoltório do espírito, mais ou menos grosseiro, é “peri”, ou seja, delimita-lhe a forma – neste sentido, pode-se dizer que o corpo carnal também é perispírito…

Perispírito, portanto, é um termo genérico, que designa todo e qualquer corpo do espírito – o corpo físico seria perispírito “carnal”, quanto o corpo mental seria perispírito “mental”, e, assim, consequentemente.

Não existe descontinuidade entre os vários corpos espirituais, que, em essência, são um só. O que existe é a maior ou menor desmaterialização dos elementos que entram em sua constituição, tornando-o mais denso ou diáfano.

Ao desencarnar, o espírito não “perde” o seu perispírito, mas apenas se despoja de seu envoltório mais externo, que lhe era apropriado ao meio material em que vivia.

Todo corpo é reflexo do espírito, exteriorizando-lhe a sua condição mais íntima.

Imaginemos alguém trajando inúmeras peças de roupa, umas sobre as outras… Enquanto, evidentemente, não se desvestir da última delas, esse alguém não se revelará em sua mais completa nudez, ou em sua natural condição existencial.

A capacidade de volitação dos espíritos, em geral, diz respeito à menor densidade de seus corpos, que lhes permite, por ação da vontade, vencer a Iei da Gravidade – ou Lei da Gravitação Universal – que, inclusive, vige nas Dimensões Espirituais.

Para os espíritos de considerável elevação, o corpo mental é seu perispírito.

A evolução do corpo espiritual, que é uma construção do espírito, depende do aperfeiçoamento daquele que o enverga, que, não raro, dependendo da Dimensão em que esteja, possui o poder de adensá-lo quando necessário, ou de sutilizá-lo quando conveniente.

Para participar do Banquete da Imortalidade, conforme nos ensina Jesus na Parábola das Bodas, torna-se imprescindível que o espírito envergue a “túnica nupcial”, que, por assim dizer, não se caracteriza por diferença substancial entre si e quem esteja com ela a se recobrir tão somente de luz.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

QUASE ANJOS – Irmão José

“Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. IV – Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo.)

Para que alcance a Perfeição, o espírito carece de harmonizar-se com toda a Criação e considerar como sua a Grande Família Universal.

Trata-se de um equívoco imaginar que o espírito possa redimir-se por completo, mergulhando na plena claridade das Alturas, deixando problemas esquecidos nos vales ensombrados da existência.

Chegado a determinado ponto evolutivo, o espírito, sem que retroceda para o resgate de débitos que ficaram pendentes no pretérito, não mais logrará avançar.

Por este motivo, vemos muitos espíritos de considerável hierarquia escondendo as suas asas de quase anjos, e, outra vez, envergar a escura libré da carne, sobraçando a cruz de ingentes sacrifícios, a fim de que possam dar libertador e decisivo passo na direção do porvir iluminado.

Não retornam eles apenas por devotamento àqueles que, sobre a Terra, se arrastam nas retaguardas evolutivas, mas também porque ainda lhes faltam mais profundos ajustes com a própria consciência, que ainda não os liberou de todo no que diz respeito à sua dívida para com a Humanidade.

Sem a bênção, pois, do renascimento físico, o espírito não daria continuidade ao seu crescimento interior, expandindo a sua capacidade de amar os semelhantes, já que nem aos familiares mais próximos ele conseguiria amar como deve amar a si mesmo.

A Reencarnação é a Escola do Amor, porque a capacidade de amar é a conquista última a ser realizada pelo espírito, que não ascenderá apenas sob o aval de seus conhecimentos em transcendência.

Somente após o seu aprendizado de amor no clã familiar, o espírito estará habilitado para amar os que lhe integram a família humana na Terra, para, em seguida, exercer o seu amor em relação às humanidades pertencentes a outros orbes.

Portanto, com a Reencarnação, os laços de família, além de se fortalecerem na Terra e para lá dela, ampliam-se consideravelmente, fazendo com que o Universo se transforme num grande lar, dentro do qual todos, efetivamente, sejam irmãos.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO – Irmão José

“Designavam (os judeus) pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. IV – Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo.)

A ressurreição, tal qual creem os judeus para o Dia do Juízo Final, evidentemente, não pode ser de ordem física, posto que, caso assim viesse a acontecer, tal fenômeno seria completamente antagônico à razão e ao bom senso.

Todavia, não podemos negar que a Reencarnação, ou seja, a volta do espírito sucessivas vezes a um novo corpo, “especialmente formado para ele”, seja veículo para a sua ressurreição moral.

A questão apenas não está filosoficamente bem posta, visto que ressurreição e reencarnação não são condições doutrinárias inconciliáveis quanto se imagina.

O espírito, segundo o Espiritismo, reencarna para ressurgir – retoma o corpo carnal, quantas vezes necessárias, para que, um dia, possa espiritualmente renascer.

Sem renascimento físico, o renascimento espiritual se faz impossível.

A doutrina do Juízo Final, que afirma que todos os espíritos permanecem adormecidos, até que sejam submetidos a julgamento, não se sustenta nem mesmo no Antigo Testamento, visto que, em suas páginas, sendo constantes as aparições dos espíritos dos “mortos”, claro fica que eles não dormiram…

O profeta Samuel, por exemplo, que a pitonisa de Endor “fez subir” para encontrar-se com o rei Saul, que o evocava, não estava adormecido.

Como não estavam adormecidos Moisés e Elias quando, ao lado de Jesus, materializaram-se no Monte Tabor.

Igualmente, não estava adormecido o espírito que lutou com José, filho de Isaque, e o feriu em seu calcanhar.

Não obstante, forçoso é admitirmos que não acontece, sem a reencarnação, o despertar espiritual do espírito – que podemos perfeitamente designar por ressurreição – que, justamente, o habilite a deixar de viver no corpo carnal perecível.

O espírito, do ponto de vista literal, à espera da Vida Eterna, não permanece adormecido. Mas a verdade é que, sob o aspecto da lucidez que, nas sendas da Evolução, a ele compete alcançar, a maioria, seja de olhos abertos ou fechados, continua dormindo.

A ressurreição, pois, dá-se através de corpos espirituais cada vez mais sutis, até que, ressurgindo plenamente de si mesmo, o espírito, por fim, se identifique com o Cristo, o Divino Ressuscitado.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

MUNDO REGENERADO?! – Irmão José

“Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. III – Há muitas moradas na casa de meu Pai.)

Sendo mundo de provas e expiações, a Terra ainda há de levar bom tempo até que a Humanidade faça com que ela se eleve na hierarquia dos mundos, passando a mundo de regeneração.

Isso não significa dizer que, entre os homens, já não se encontrem espíritos que, individualmente, adentraram em sua fase de regeneração, não estando, porém, completamente regenerados.

Ao deixar a sua condição inferior, a Terra que, não faz muito tempo, foi um planeta primitivo, haverá de ser um orbe em regeneração, mas não regenerado, pois para que, coletivamente, se coloque em tal posição, os seus habitantes, em maioria, devem estar livres de características expiatórias.

Porque tenha se arrependido de determinado deslize cometido, o homem, sem quitar o débito que contraiu, e, sobretudo, vencer as inclinações inferiores que o induziram ao erro, não pode dizer-se livre de tornar a errar.

Assim, enquanto se encontrar em estado de regeneração, sem que, no entanto, tenha efetivamente se regenerado, o homem poderá claudicar, permanecendo, indefinidamente, na condição do aluno que não consegue aproveitar as lições que o promovam em seu estágio educativo.

O espírito em regeneração não é um espírito regenerado, mas apenas um espírito imbuído do propósito de regenerar-se.

A Humanidade regenerada do futuro será uma Humanidade sem faltas a serem expiadas, mas não isenta de provas a sofrer, por testes indispensáveis a maiores conquistas que, um dia, culminem na sua perfeição.

Se, portanto, o homem da Terra não pode habitar um mundo em regeneração, ou regenerado, nada há que o impeça de que, mesmo vivendo num orbe com características ainda marcadamente expiatórias, ele trabalhe pela sua regeneração individual, procurando não desencadear novos carmas negativos para o seu destino.

Para o espírito regenerado, que não mais pratica o mal de maneira consciente, a Lei de Causa e Efeito deixa de funcionar em seu aspecto de resgate, muitas vezes compulsório, para somente lhe acrescentar bênçãos sobre bênçãos, na aquisição de méritos cada vez maiores.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

LONGEVIDADE – Irmão José

“A pouca resistência que a matéria oferece a espíritos já muito adiantados torna rápido o desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância. Isenta de cuidados e angústias, a vida é proporcionalmente muito mais longa do que na Terra. Em princípio, a longevidade guarda proporção com o grau de adiantamento dos mundos.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. III – Há muitas moradas na casa de meu Pai.)

Evidentemente, a Terra jamais será a morada definitiva dos espíritos, porque se trata apenas de um orbe de transição, sobre o qual, em contato com a matéria grosseira, eles se encontram retemperando-se.

Tampouco, os mais diversos Planos Espirituais que a rodeiam podem ser considerados na condição de definitivo domicílio para os que, ao deixarem o corpo, venham a se transferir para qualquer deles.

O perispírito, ou corpo espiritual, portanto, ainda não é o corpo da imortalidade plena, porque ele mesmo – por se encontrar, igualmente, em fase de elaboração – ainda está sujeito a inevitáveis desgastes e transformações.

A maior longevidade sobre a Terra há de ser uma conquista árdua, que, basicamente, dependerá da evolução do espírito que nela estiver encarnado.

Nos mundos superiores, nos quais o espírito já consegue mais se impor sobre a matéria, a vida humana não se revela assim tão frágil quanto no orbe terrestre.

O próprio perispírito, embora sendo ainda envoltório externo do espírito, pela sua condição mais etérea, não se mostra tão suscetível quanto o corpo carnal aos achaques que lhe impõem limites à sua breve aparição no cenário do mundo.

Por esse motivo, em condições normais, o tempo de permanência dos espíritos no Mundo Espiritual costuma ser mais dilatado – praticamente o dobro – que o seu tempo de permanência na Dimensão Material.

Enquanto, porém, o espírito dispuser de corpo a ser alijado, como apêndice desnecessário, ele não estará envergando a “túnica nupcial” referida por Jesus na Parábola das Bodas, a fim de que possa participar do banquete de sua gloriosa imortalidade.

Há séculos, a vida média da criatura humana no planeta era pouco mais que trinta anos… Hoje, o seu tempo de vida média no corpo perecível se ampliou consideravelmente, com muitos pioneiros de semelhante fenômeno biológico logrando viver quase cem anos, ou mais.

Todavia, o avanço da Ciência e os novos hábitos alimentares adquiridos, tudo isso, porém, referendado pelo seu aperfeiçoamento espiritual, fará com que, no futuro, o homem atinja a idade da simbologia bíblica, que nos informa ter Matusalém chegado a viver novecentos e sessenta e nove anos.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

MUITAS MORADAS – Irmão José

“A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem aos espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos espíritos.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. III – Há muitas moradas na casa de meu Pai.)

As muitas moradas da Casa do Pai, que é o Universo, correspondem à situação espiritual dos espíritos que nelas têm necessidade de habitar.

Existem, pois, tantas moradas exteriores quanto as moradas íntimas existentes.

O próprio Universo físico, onde a criatura encarnada se encontra domiciliada, pode ser comparado a uma das mais singelas casas existentes em magnífica metrópole.

Além dos limites da matéria densa, têm início os domínios da matéria rarefeita de que outros Universos, e mais outros em número infinito, estruturam-se.

O espírito em evolução carece de se colocar em sintonia com o meio em que vive, de vez que, sem possibilidades de trabalhar externamente, manipulando os elementos que lhe constituem o cenário, ele não encontra condições de aprimorar-se intelectual e moralmente.

A Terra, por exemplo, é um mundo consentâneo à situação espiritual dos espíritos que a povoam, porque eles não teriam correspondência psíquica para atuarem em meio onde a Vida lhes transcendesse os sentidos.

Assim, é forçoso concluir-se que a própria região em que o espírito é chamado a viver além da morte do corpo não destoa muito do ambiente que, pela desencarnação, ele acabou de deixar.

Porque os limites que o corpo carnal impõe ao espírito são os limites que ele estabelece para si mesmo.

À exata medida em que o espírito evolui, expandindo-se em suas faculdades, o seu envoltório se sutiliza, e lhe passa a ser instrumento mais dócil à manifestação.

Todo espírito que, das Altas Paragens, volta à Terra, a fim de cumprir determinada missão entre os homens, por inevitável influência do meio em que é chamado a viver, experimenta as naturais limitações que o corpo lhe impõe.

E, por determinação das sábias Leis de Deus, assim deve ser, pois, caso contrário, pairando excessivamente acima da condição humana, o seu regresso redundaria quase infrutífero para os que pretendesse incentivar nas sendas do progresso espiritual.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

NÃO É DESTE MUNDO – Irmão José

“Que não é deste mundo o reino de Jesus todos compreendem, mas também na Terra não terá ele uma realeza?” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. II – Meu reino não é deste mundo.)

A Casa do Pai é o Universo, não podendo habitar Ele, preferencialmente, nenhum de seus simbólicos compartimentos.

Deus, em porções absolutamente iguais de seu Espírito, está em toda a parte da Criação, que Ele sustém.

O Reino de Deus, que o Cristo, pela sua identificação com o Criador, igualmente, chama de seu, se não é deste mundo é porque as criaturas que o povoam ainda não o realizaram em si.

Portanto, quando Jesus afirma “Meu reino não é deste mundo”, Ele não está se referindo ao seu reinado sobre a extensão do mundo material que se faz, presentemente, a morada dos homens, mas, sim, ao mundo mental das criaturas encarnadas, que, de fato, por agora, não Lhe pertence.

A intenção do Senhor não é a de reinar sobre impérios perecíveis, mas sim sobre espíritos imortais.

Assim, a construção do Reino Divino que se almeja para a Terra será, antes, uma edificação a se levantar no mundo moral de todos os homens.

Sem que as criaturas encarnadas se identifiquem com o espírito do Cristo, o seu Reino não se estabelecerá no orbe terrestre, que, milenarmente, Lhe permanece resistindo à conquista.

Raros os que, em seu mundo mental, já O aceitaram na condição de soberano, e não mais se Lhe opõem aos sábios desígnios.

Pouquíssimos os que se Lhe submetem à vontade, que é a máxima expressão da Vontade Divina.

Por esse motivo, interrogado pelos fariseus, que O rejeitavam, a respeito de quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: “Não vem o reino de Deus com visível aparência”.

Logo em seguida, acrescentou: “Nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro de vós”.

Sem dúvida que, potencialmente, o reino de Deus se encontra dentro de nós, mas, enquanto disso não tomarmos consciência, ele continuará apenas na condição de semente que não dispõe de terreno propício para germinar e florescer.

Procuremos, pois, revolver a terra árida de nossos corações, fertilizando-a com o suor do trabalho e, por vezes, com as lágrimas do sacrifício, para que, um dia, a promissora semente aí plantada se nos transfigure em abençoada árvore que, carregada de frutos, ocupe todos os nossos espaços internos.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

Ano novo = Vida nova?

Deixo com vocês a dura mensagem de nossa irmã Maria Máximo, desejando sinceramente que possamos mostrar a ela que está enganada sobre nós em 2018!

Que Deus nos abençoe a todos! A todos um Excelente 2018!

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CONVERSA FRANCA

Você não irá fazer o que, uma vez mais, tomou a decisão de adiar.

Não lerá o livro que, repetidas vezes, já teve em suas mãos e recolocou na prateleira.

Não efetuará o curso no qual, de novo, prometeu se matricular, mas, para tanto, nem providenciou documentos.

Não começará o regime indispensável à saúde no próximo mês, como não se encorajou a começá-lo no mês anterior.

Não abandonará determinado hábito nocivo que já prometeu abandonar, sem, neste sentido, nunca ter esboçado o menor esforço.

Não reatará os laços de amizade com quem vive evitando se encontrar.

Não se disciplinará na tarefa doutrinária, continuando tão indisciplinado em suas atividades pessoais.

Não materializará hoje os planos de vinte anos atrás, quando, inclusive, chegou a colocar no papel tudo o que pretendia realizar no bem e, simplesmente, os engavetou.

Não concretizará o propósito de melhor aproveitar o tempo, se, ao mais leve aceno dos companheiros, não hesita em trocar o compromisso pela diversão.

Enfim, não colocará ponto final nas mentiras que diz à vida, prosseguindo, sem escrúpulo algum, a mentir para si e para os outros.

Maria Máximo/ psic. Carlos Baccelli

(Livro: A Fé Transporta Montanhas)

CRIAÇÃO E PRIVILÉGIO – Irmão José

CRIAÇÃO E PRIVILÉGIO

“Apenas ideias muito imprecisas tinham os judeus acerca da vida futura. Acreditavam nos anjos, considerando-os seres privilegiados da Criação; não sabiam, porém, que os homens podem um dia tornar-se anjos e partilhar da felicidade destes.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. II – Meu reino não é deste mundo.)

A Revelação Espírita surgiu para, também, desmistificar as crenças que não correspondem à ideia de um Deus justo e sábio.

Não existem privilégios na Criação Divina.

Os Espíritos que todos reverenciamos na condição de numes tutelares da Humanidade não são seres criados à parte, quais se fossem eles portadores de elemento genético diferenciado.

O próprio Cristo não se isentou das Leis da Evolução, que, no curso dos milênios, faz com que o espírito, criado simples e ignorante, se transfigure em anjo.

A matéria não passa de veículo para que o espírito, em nela se aperfeiçoando, também a espiritualize, porque tudo o que existe está em trânsito para a sua plena identificação com o Criador.

Os seres considerados mais primitivos, um dia, haverão de surgir transcendentalizados.

É como se, nas criaturas, o Criador estivesse efetuando o resgate de Si mesmo, para que, por fim, todas possam dizer como disse o Cristo: “Eu e o Pai somos um “.

Portanto, ninguém há de ficar, indefinidamente para trás, qual elemento frustrante das expectativas da própria Vida, que a tudo e a todos atrai para o seu Centro de Luz.

Os retardatários não passam apenas de retardatários, que, amanhã ou depois, ao despertarem, haverão de envidar esforços no sentido de se nivelarem aos que lhes tomaram a dianteira.

No Educandário da Vida Universal, existem currículos apropriados e mestres adequados às necessidades pedagógicas dos aprendizes mais recalcitrantes.

Se Deus, nosso Pai, em sua tarefa de educar, viesse a se frustrar em um só de seus filhos, isto haveria de representar o seu próprio fracasso como Educador – o que, convenhamos, sem que se estabeleça o caos no Universo, não é admissível.

Para alguns, a caminhada pode se fazer efetivamente muito mais longa, mas é da Lei que, a quedas e tropeços, todos venham a avançar e, por si mesmos, fazer jus à felicidade que aspiram desfrutar.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

MEDIUNIDADE GENERALIZADA – Irmão José

“Então, semelhantemente aos profetas do Antigo Testamento, os espíritos se puseram a falar e a vos advertir.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. I – Não vim destruir a lei.)

Embora o Espiritismo seja a doutrina que se propõe a estudar e esclarecer os fenômenos de ordem mediúnica, a manifestação dos desencarnados, sendo de todos os tempos, é uma das Leis da Criação Divina.

A mediunidade pode ser comparada a uma semente que, plantada no psiquismo humano, ao longo dos séculos, germinou e floresceu, mas somente agora, após o advento da Doutrina Espírita, vem dando frutos sazonados.

Os espíritos, habitantes das Esferas invisíveis ao redor do orbe terrestre, sempre mantiveram contato com os homens, porque, assim como os mundos existentes continuam-se aos outros, não havendo, a rigor, entre eles, fronteiras que os delimitem, não há abismo que seja intransponível ao pensamento.

Os próprios encarnados que, aparentemente, jazem separados pelos corpos que ocupam por habitações individuais, psiquicamente estão em permanente interação, exercendo influência recíproca uns sobre os outros.

Todo espírito, quer esteja no corpo carnal ou não, faz-se, ao mesmo tempo, emissor e receptor de ideias e emoções, que vibram no éter, e nele se propagam como a luz que viaja pelo Espaço, percorrendo as mais longas distâncias.

Não se pode, pois, dizer que a mediunidade seja espírita, porque ela se encontra na raiz da manifestação de religiosidade de todos os povos.

Na Índia e no Egito, na Pérsia e na Grécia, desde épocas imemoriais, os supostos mortos estabelecem contato com os considerados vivos, e, não raro, graças a eles é que os homens vêm-se guiando nas sendas de sua lenta jornada das trevas para a luz.

De Abraão a João Batista, os profetas do Antigo Testamento eram todos portadores de notáveis faculdades medianímicas, que ensejavam permanente diálogo entre os Mundos Físico e Espiritual.

Durante a realização da festa de Pentecostes, as “línguas como de fogo” fizeram com que os Apóstolos, caindo em transe, ficassem “cheios do Espírito Santo”, e passassem, inclusive, a falar em outros idiomas.

Pode-se dizer que, na atualidade, para além dos limites doutrinários das mais diversas religiões, inclusive do Espiritismo, a mediunidade, em novo fenômeno de Pentecostes, se generaliza, e tende ainda mais a se generalizar.

E isto porque, como disse Jesus a Nicodemos, “o vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

CONSEQUÊNCIAS DA FÉ ESPÍRITA – Irmão José

“Fáceis são de prever as consequências: acarretará para as relações sociais inevitáveis modificações, às quais ninguém terá força para se opor, porque elas estão nos desígnios de Deus e derivam da lei do progresso, que é lei de Deus.” – (Cap. I – Não vim destruir a lei.)

Sem dúvida, a Fé Raciocinada, na qual o Espiritismo se fundamenta, há de gerar uma nova ordem social para toda a Humanidade.

Embora vivendo sob a aparente tutela espiritual das religiões dominantes, a verdade é que o homem não tem conseguido escapar às consequências do imediatismo que o escraviza.

Um materialismo inconsciente lhe domina quase todas as ações e lhe rege o comportamento psicológico.

Cresse, de fato, na essência dos postulados dessa ou daquela crença religiosa que abraça, o homem teria sobejas motivações para que a fraternidade lhe frequentasse mais as mãos do que os lábios, e para que o amor ao próximo não passasse de uma bela legenda no estandarte que faz tremular.

A questão, contudo, é que a religião entrou na lista das conveniências humanas, com que o homem que diz ter fé apenas procura minimizar as suas incertezas em relação à Vida além da morte, temendo o implacável tribunal que, talvez, o espere alhures.

O Espiritismo, demonstrando que o homem nada mais é que um espírito em evolução e senhor de seu destino, através das vidas que se sucedem, responsabiliza-o por si mesmo como nenhuma doutrina de caráter religioso ou filosófico logrou fazê-lo antes.

Evidentemente, neste ângulo de visão – porque coloca a criatura em confronto com a sua própria consciência, de modo a prestar contas a si pela menor de suas infrações cometidas contra a Lei Divina – a Verdade que o Espiritismo representa se faz extremamente temida.

Por este motivo, principalmente, é que levará ainda algum tempo para que os Princípios Espíritas – que são a expressão das Leis Universais – sejam aceitos de maneira generalizada, porque a sua aceitação induzirá a Humanidade a rever todos os seus valores.

No fundo, o embate continuará se desdobrando no campo do ter e do ser, até que, vencido em seus fanatismos e preconceitos, interesses e ambições, o homem se renda à lógica insofismável da Verdade.

Mas, porque a violência não consta das Leis de Deus, não será senão de maneira gradativa que, sobre os escombros do mundo velho, se levantará na Terra o mundo novo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

SÃO CHEGADOS OS TEMPOS – Irmão José

“Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.” – (Do Prefácio de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.)

Para quem procura a Verdade com sincero interesse em conhecê-la, os tempos sempre são chegados.

Todavia, para aquele que prefere permanecer imerso nas sombras da ignorância, os tempos que anunciam a luz da Verdade estão sempre se adiando.

Na revivescência do Evangelho, o conhecimento espírita enseja a quem dele busca se apropriar inédita possibilidade de ampliar a compreensão de si mesmo e da Vida.

Poucos, no entanto, os que se esforçam em avançar além do sentido literal de suas palavras reveladoras.

Contentam-se em continuar na superfície da lição, como quem que, por falta de iniciativa e coragem de mergulhar no oceano, desconhece as realidades do mundo marinho.

Para o homem que o deseja, o momento decisivo para dar início à sua redenção espiritual é agora, e não depois.

Esse momento simbólico de que, em geral, a Humanidade vive à espera, jamais há de chegar de maneira coletiva, ao toque de trombetas no Céu.

A Terra, efetivamente, não há de se transformar à custa de um decreto de ordem superior, que não seja lavrado como referendo à vontade dos que dela pretendam fazer um mundo melhor, a partir da renovação de seu mundo interior.

Nem mesmo para muitos dos espíritos desencarnados, os tempos ansiosamente aguardados ainda não soaram no relógio da Eternidade, porque, infelizmente, a maioria prossegue acomodada na situação que a impede de caminhar na direção do porvir.

Os tempos estão sempre chegados, mas, para quantos não se dispõem a sair do lugar comum, efetivamente, os tempos que, desde muito, se anunciam, ainda podem requisitar o concurso dos séculos e dos milênios para que não continuem passando de simples promessa.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

VINDE A MIM – Irmão José

Nas luminosas páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo ” – onde o Codificador deixou pulsando o coração da Terceira Revelação – o convite que o Cristo nos formulou há dois mil anos renova-se a toda Humanidade: ” Vinde a Mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei”.

Através das reflexões que alinhávamos neste volume que ora surge a lume, intentamos, unicamente, prestar a nossa singela homenagem aos 150 Anos da publicação desta Obra, que, sem dúvida, no Espiritismo, revelou a face do Consolador que, no momento oportuno, o Cristo prometera enviar à Terra, a fim de ensinar-nos todas as coisas e fazer-nos recordar tudo do que Ele nos houvera dito.

Temos, pois, absoluta certeza de que compulsando conosco as páginas que escrevemos sob a inspiração de “O Evangelho”, todos haverão de encontrar nelas não somente consolo para as suas dores mas igualmente esclarecimentos para o seus anseios de mais amplo conhecimento da Verdade que liberta.

Que o Cristo nos abençoe e nos auxilie, agora, a vivenciar, na Doutrina da Fé Racionada que abraçamos, os seus postulados de Amor e Luz, que, em vão, os homens vêm tentando macular ao longo dos séculos.

Irmão José
Uberaba – MG, 1º de Abril de 2014.
(Introdução do livro “Vinde a Mim” – psic. Carlos Baccelli)

NATAL – Irmão José

Recordando Jesus, divide o teu pão.

Acende luminárias de esperança e de paz.

No entanto, não te esqueças da bondade constante…

Socorre a quem precisa, sem ter dia nem hora.

Deixar para mais tarde é prolongar a dor.

Faze de tua vida Natal a todo instante.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pão da Alma”)

REFLEXÃO – Irmão José

A Terra é abençoada escola para o espírito em evolução.

Cada existência no corpo é um estágio imprescindível ao seu aprendizado.

As dificuldades são lições valiosas.

As provações são testes necessários.

A dor é a educadora por excelência.

Os obstáculos são convites à superação.

O aproveitamento curricular depende do esforço individual.

Não há privilégios e favorecimentos ilícitos.

Toda promoção se baseia nos méritos pessoais.

O próximo é a cartilha viva.

Jesus é o Mestre.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

SEMEADURA – Irmão José

Selecionemos a semente que haveremos de lançar no solo da Vida.

O homem é sempre escravo de sua própria semeadura.

Ninguém colherá flores plantando espinhos.

Toda semente germinará no momento que lhe for propício.

A boa semente, embora solitária na gleba em que germina, haverá de se multiplicar nos frutos que produz.

A sementeira do bem sobre a Terra reclama cultivadores de boa vontade.

A rigor, a existência do homem no mundo é a semente que ele deixa plantada para a posteridade…

Seja no bem ou no mal, os espíritos reencarnam para colher, no tempo, o resultado da própria semeadura.

Diante da Lei Divina, ninguém se apropria da sementeira alheia.

Existem homens que, infelizmente, não passam de figueiras sem frutos, qual aquela com que o Mestre exemplificou aos apóstolos a necessidade de uma vida útil.

Semeemos sempre, não nos esquecendo de que o crescimento da semente será dado por Deus.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

COERÊNCIA – Irmão José

COERÊNCIA

O homem sem coerência é um homem sem rumo.

A coerência entre o que pensa, fala e faz revela o grau de equilíbrio da alma.

A luta do cristão no mundo é uma luta por coerência, harmonizando o seu modo de ser com a fé que abraçou.

Entre o que se pensa e o que se faz, o fazer é o mais importante, porque a ação correta acaba por educar o pensamento.

Mil vezes preferível pensar, falar e não fazer, do que não pensar, não falar e fazer o mal.

A pretexto de coerência, nem sempre podemos dizer o que pensamos ou nos mostrar como somos.

Para ser coerente, ninguém necessita ser inflexível em seu ponto de vista.

A coerência no bem permite uma maleabilidade de opinião em favor desse mesmo bem.

Antes de ser coerente consigo, o homem carece de ser coerente com a Verdade.

O mundo sempre impõe ao homem um testemunho coerente com a sua elevação moral.

A fim de ser coerente com Deus, Jesus não hesitou em ser incoerente com os homens.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

DISCIPLINA – Irmão José

DISCIPLINA

Todo êxito alicerça-se na disciplina.

Sem disciplinar-se ao próprio leito, o grande rio não alcançaria o mar.

Sem ajustar-se à órbita que lhe diz respeito, em torno do Sol, a Terra não sairia do caos do princípio.

O atleta que não se submete à disciplina não conquista a palma da vitória, na superação dos próprios limites.

O homem que vive sem disciplina assemelha-se a uma locomotiva correndo fora dos trilhos.

A disciplina é imprescindível para que o espírito triunfe na ascese espiritual que lhe diz respeito.

Sem autocontrole, o homem não se liberta dos antigos hábitos que insistem em mantê-lo prisioneiro dos vícios.

A disciplina sempre custa muito esforço a quantos se lhe submetem de livre vontade.

Se a disciplina é um caminho íngreme, a indisciplina é uma ladeira escorregadia.

Quem não sabe disciplinar o seu tempo dificilmente saberá disciplinar a sua vida.

Ao contrário do que se pensa, a disciplina confere ao espírito a liberdade de ser ele mesmo, na plenitude de suas ideias e emoções.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

RECOMEÇO – Irmão José

Agradeçamos a Deus pela oportunidade do recomeço.

O que seria do homem se ele não pudesse recomeçar, a cada dia, o aprendizado da véspera?!

Sem a bênção do recomeço, como poderíamos reparar o erro, reiniciar a tarefa, retomar o caminho?!

Se caímos, reergamo-nos do chão quantas vezes se fizerem necessárias.

Não neguemos a ninguém a chance de recomeçar a sonhar, a sorrir, a ser feliz.

Todos estamos sempre a carecer de uma nova porta que se nos descerre à esperança.

Se preciso for, recomecemos todos os dias no exercício de sermos melhores do que somos, refazendo as promessas que ainda não logramos cumprir.

A cada vinte e quatro horas, o dia se renova na Terra em busca do clima perfeito.

Tenhamos a humildade de recomeçar sempre que necessário, mas, sobretudo, tenhamos a grandeza de estender aos outros a dádiva do recomeço.

A reencarnação é a bênção do recomeço para o espírito culpado!

Renovemos os nossos votos de confiança na Vida e recomecemos na construção da própria felicidade.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

ASCENSÃO – Irmão José

Para ascender aos Céus, o homem necessita “perder peso” sobre a Terra.

Como subir às regiões etéreas sem despojar-se da carga de suas aflições humanas?!

Em sua ascensão aos Cimos, o homem carece de atingir as cumeadas da Consciência, como quem escala o “monte” redentor do próprio corpo, dos pés à cabeça…

Em sua trajetória ascensional, existem almas que estão simbolicamente localizadas na região do sexo, outras na do estômago, raras já alcançaram os domínios do coração…

O Cristo, a Consciência Cósmica do mundo, esplende no ápice do “monte” em que nos aguarda…

Ascensão, em essência, é crescimento interior, expansão do psiquismo na gestação do Anjo!

Toda subida é penosa.

O Cristo desceu à Terra para que, com Ele, aprendêssemos a subir aos Céus.

Ninguém subirá a Deus sem descer às profundezas do Ser.

Depois de conquistarem as cumeadas da Evolução, os Anjos poderão ser encontrados nos abismos do sofrimento humano, estendendo as mãos aos que jazem presos ao visco das paixões.

Quanto mais descer para auxiliar, mais subirá o homem em sua ascensão divina.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

TESTEMUNHO – Irmão José

Todo testemunho é pessoal e intransferível.

No testemunho da fé, não existem plateias para o aplauso.

No instante decisivo da vitória sobre si, o homem estará sempre a sós com a própria consciência.

A solidão do Senhor no dia do Calvário é acontecimento que encerra as mais preciosas lições…

Se a manjedoura foi a porta de acesso ao mundo, o Calvário foi a porta de entrada para o Céu.

A cruz que o homem transporta aos ombros é o instrumento de sua elevação.

Ninguém ascenderá aos Páramos Superiores sem transfigurar em asas os braços de sua própria cruz.

O testemunho, por si só, é uma bênção a quem a ele seja convocado.

Os primeiros seguidores do Senhor regozijavam-se por terem sido considerados dignos de sofrer pelo seu Nome.

Quem foge ao testemunho necessitará de recomeçar o seu aprendizado espiritual pelas lições mais rudimentares.

À espera do Grande Testemunho perante Deus, não olvidemos os testemunhos menores a que somos chamados em contato com os semelhantes.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

INICIATIVA – Irmão José

Quem toma a iniciativa de servir ao próximo revela a sua predisposição íntima.

Ao contrário, quem carece de ser sempre lembrado de suas tarefas e horários ainda não atingiu o amadurecimento espiritual desejado.

No serviço do bem, somos nós, os que a ele nos entregamos, os maiores beneficiados.

A caridade é sacrifício apenas para aquele que ainda pensa muito em si mesmo.

A ideia do bem, posta em prática, é semente que germina entre os acúleos mais agressivos.

A iniciativa do bem atrai a cooperação espontânea das almas que lhe são afins.

Tomemos a iniciativa de ser melhores do que somos, renovando hábitos no combate às nossas tendências infelizes.

A iniciativa do primeiro passo na mais longa caminhada é mais importante do que o último.

Estimular as pessoas à iniciativa do bem com Jesus é formar adeptos conscientes à causa do Evangelho.

Toda tarefa que se inicia com boa vontade supera todos os obstáculos e ultrapassa as expectativas mais otimistas.

O Cristo iniciou sozinho o seu apostolado no mundo, depois convidou doze companheiros que cooperassem com Ele no serviço da Boa Nova, mas hoje contam-se aos milhares os que se decidiram acompanhá-Lo!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

RENÚNCIA – Irmão José

O preço que o homem paga por renunciar aos seus desejos não é maior do que o que lhe é cobrado por satisfazê-los.

Se nega ao homem a obtenção do prazer imediato, a renúncia lhe proporciona felicidade mais duradoura.

Renunciar ao que se quer é a maneira de obter o que se deseja, sem violência ou precipitação.

A renúncia voluntária é apanágio dos santos e heróis que lograram superar a sua própria humanidade.

Sobre a fronte de quem renuncia, reluz a tiara espiritual de indiscutíveis méritos.

Quando se pronunciar a palavra “renúncia”, não nos esqueçamos de que, no Dicionário da Vida, a única que lhe é sinônimo é a palavra “mãe”!

Quem mais teria renunciado no instante do Calvário: Jesus, que renunciava a ficar com sua Mãe na Terra, ou Maria que renunciava acompanhar o seu Filho ao Céu?!

Somente consegue abrir mão de si quem já adentrou na posse de si mesmo.

A dificuldade que o homem tem de renunciar é que o impede de ser feliz.

Renunciar a qualquer tipo de posse é igualmente renunciar à dor.

O que a Lei Divina concede ao homem que renuncia à satisfação pessoal excede em valor e grandeza o objeto de sua renúncia, seja ele qual for.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

VALOR – Irmão José

Ninguém vale sobre a Terra pelos bens materiais que imagina possuir.

O homem de valor é o que se dignifica no cumprimento de seus deveres.

Nada vale quanto a nobreza de sentimentos de um homem de caráter.

Não raro, o brilho do ouro oculta os andrajos de uma alma carente de luz.

Diante dos outros, preocupemo-nos em valer pelo que somos e não pelo que possamos ter.

O valor do dinheiro não passa de um valor convencional, de vez que toda riqueza do mundo, em verdade, não vale uma só gota de suor da fronte do homem de bem.

O homem de valor, quanto mais se doa mais se valoriza diante de si.

Se o diamante vale pelo seu grau de pureza, porque conosco seria diferente?!

Por que haveríamos de valer pelo que as coisas valem, e não pelo que valemos intrinsecamente?!

Valorizemos as pessoas pelo que elas são e não pelos valores materiais que detenham por empréstimos da Divina Bondade.

Convençamo-nos de que o dinheiro só é bom quando, utilizando-o, podemos permutá-lo pela riqueza da alma!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

ESPERANÇA – Irmão José

A esperança é uma luz constantemente acesa no caminho.

No entanto, essa luz, para efetivamente clarear, há de se manter acesa com o óleo do serviço no bem.

A espera ociosa é uma promessa que se adia indefinidamente.

Quem vive com a esperança no coração nunca se entrega aos reveses da vida.

O homem que não precipita os acontecimentos, esperando que a vida siga o seu curso normal para obter o que deseja, jamais se decepciona.

A esperança que não cruza os braços na expectativa estéril é sempre um sonho que se realiza.

A árvore aguarda o fruto, trabalhando interiormente a sua formação.

O carvão que espera transfigurar-se em diamante não cessa de transformar-se na química do subsolo.

Para quem não persevera na conquista de seus objetivos, a esperança, invés de sonho possível, assemelha-se a um pesadelo.

A esperança de Deus na construção de seu Reino sobre a Terra repousa nas mãos dos homens.

Portanto, confiemos trabalhando e esperemos servindo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

HUMILDADE – Irmão José

Jamais nos acreditemos maiores ou melhores do que os outros.

Não existem privilégios na Criação Divina.

Cada espírito encontra-se vivenciando a experiência que lhe diz respeito, com vistas à Perfeição.

As posições que os homens ocupam na Terra, consoante a Lei da Reencarnação, alteram-se de vida em vida.

Todos os implementos materiais não passam de recursos descartáveis para que o espírito efetue o seu aprendizado.

O espírito, onde estiver, vale pelo que é, na intimidade de si mesmo.

Existem grandes almas corporificadas no mundo, iluminando-se ainda mais no anonimato social em que se ocultam.

Enquanto os espíritos dominados pela matéria disputam sobre a Terra o status dos cargos, os espíritos conscientes da necessidade de se espiritualizarem disputam o privilégio dos encargos.

Não confundamos humildade com subserviência.

A virtude da humildade há de ser tão espontânea e tão genuína quanto o perfume das flores que desabrocham nos campos.

Não nos esqueçamos de que Jesus, o Senhor da Vida, escolheu vir ao mundo numa manjedoura, nasceu escravo na descendência da menor entre as tribos de Israel, pregou o Evangelho aos filhos enjeitados da raça e concluiu a sua luminosa missão dependurado num madeiro ignominioso, rodeado pela companhia de dois malfeitores.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

ALEGRIA – Irmão José

A alegria real é aquela que nasce do dever cumprido com base na consciência tranquila.

A alegria, quando extrapola os seus limites, é fonte de muitas lágrimas.

Viver com alegria é viver com saúde e paz.

As vibrações alegres e otimistas têm o poder de regenerar as células enfermas, tanto quanto o de levantar as almas apáticas.

Quem compreende o sentido da vida sabe superar com alegria todas as provas com as quais se defronte.

Quem procura alegrar-se nos prazeres transitórios apenas encontra mágoa e desilusão ao fim de fugaz alegria.

O homem de fé, sobretudo, é um homem que traz a felicidade represada na alma, pela insuperável alegria de amar ao próximo como a si mesmo.

A alegria que nos falta, não raro, é a alegria que negamos aos outros.

Um sorriso de simpatia atrai incontáveis bênçãos de carinho.

Aprendamos a sorrir para a Vida para que a Vida continue a sorrir para nós.

O homem que vive contrariado e de tudo reclama, vendo obstáculos em toda parte, está em profunda desarmonia com a Vida, que é a Suprema Alegria de Deus!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

FARDO – Irmão José

Não há ninguém sem um fardo para carregar.

O parente difícil, o filho-problema, o amigo inconstante, o cônjuge irresponsável…

Se há quem nos seja um fardo, é possível que igualmente sejamos um fardo para alguém.

Em todo grupo familiar há sempre um ou outro espírito recalcitrante, ali colocado pelas Leis da Vida para a imprescindível permuta de experiências.

Quem tem mais é chamado a dar a quem tem menos.

A pessoa difícil com a qual convivemos é sempre um examinador às avessas, na aferição de nossos reais valores.

Todo fardo carregado com amor pode se transformar em escora, impedindo a queda de quem o sustenta.

Não maldigamos o fardo de nossas penosas obrigações cotidianas, convictos de que é justamente ele o instrumento de nosso aperfeiçoamento.

Ninguém irá a parte alguma abandonando o seu fardo à margem da estrada.

Todo débito, cuja quitação se adia, deverá, mais tarde, ser saldado com juros.

Meditemos nestas palavras inseridas em ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’: “Todos aqueles que carregam o seu fardo e assistem seus irmãos são os meus bem-amados”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

VIDA – Irmão José

A Vida é uma aventura extraordinária e bela.

Viver é o supremo dom do Criador a todas as criaturas.

Cada Ser é uma criação originalíssima de Deus.

Cada dia está repleto de lições maravilhosas.

Vivamo-lo com o interesse do aprendiz atento às lições do mestre.

Bem-aventurado aquele que vive aspirando o perfume da Vida no jardim de suas experiências cotidianas.

A vida do homem sobre a Terra é, de fato, um livro que ele está escrevendo com os caracteres indeléveis de suas atitudes.

Ninguém tem o direito de tirar de ninguém o direito de viver, mesmo dos animais, nossos irmãos menores.

A Vida é como se fosse um Eterno Dia banhado de Sol!

Entoemos a Excelsa Canção do Amor na alegria de viver cada momento.

Por vezes, na Sublime Sinfonia da Vida, o único acorde dissonante é o próprio homem.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

PALAVRA – Irmão José

Atentemos para o valor da palavra como força plasmadora de ideias em nossos interlocutores.

Selecionemos os temas de nossa conversação, filtrando o que nos seja conveniente dizer, ou não.

A palavra inútil vicia a alma na ociosidade.

Não nos esqueçamos de que cada palavra que pronunciamos é como uma semente lançada no solo da vida.

O que dizemos quase sempre dá notícias do que somos.

O modo com que dizemos as coisas, não raro, fornece uma fotografia de nossas intenções mais íntimas.

Quem necessita recorrer à violência verbal para ser ouvido é frágil em suas argumentações.

A palavra da verdade é branda e convincente.

Vigiar a palavra é um dos métodos mais eficientes para se disciplinar o pensamento.

Todos também responderemos pelas consequências da palavra insensata.

A palavra bem conduzida é caminho de rápida ascensão para a alma.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

VISÃO – Irmão José

Busquemos ver as coisas além das aparências.

Analisemos os acontecimentos em profundidade.

Por detrás das atitudes de uma pessoa está o móvel de suas ações.

O rótulo nem sempre revela o conteúdo.

Embora ocultas, as raízes da árvore é que lhe garantem a vitalidade.

De todos os sentidos humanos, o sentido da visão é o mais suscetível de enganos.

Os grandes gênios são, antes de tudo, grandes clarividentes.

Escreveu um grande poeta que “o essencial é invisível para os olhos”.

Tomando por base nós mesmos, saberemos o que leva uma pessoa a agir dessa ou daquela maneira.

Tentemos enxergar os homens com os olhos com que Cristo os enxergava.

Sobretudo, não nos esqueçamos da sábia advertência evangélica: “A candeia do corpo são os olhos. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

CONSCIÊNCIA – Irmão José

Façamos bastante silêncio interior para ouvirmos a voz da consciência.

Não provoquemos “ruídos” deliberados, a fim de não escutarmos os seus apelos.

Sendo a presença de Deus em nós, a consciência sempre nos adverte para o que é certo e o que é errado.

Ninguém, portanto, pode dizer- se sem orientação pessoal para o caminho.

Algumas pessoas ignoram a voz da consciência por estimarem se comprazer no mal.

Não querem ouvi-la para terem, depois, como se justificar, quando chamados pela Vida ao inevitável ajuste de contas.

Quanto mais o homem se espiritualiza, mais se lhe torna audível e clara essa voz interior.

O remorso é a voz da consciência ouvida tardiamente.

Quando consultada, a voz da consciência não se faz esperar e nem dá margem a dúbias interpretações.

Quem passa por cima de sua consciência, compromete-se ainda mais perante as Leis que regem a Vida.

Não nos esqueçamos de que, quando procuramos conversar com Deus através da oração, é pela voz da consciência que Deus nos responde.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

MENTIRA – Irmão José

Ninguém mente aos outros sem que esteja mentindo a si mesmo.

A mentira é dos vícios mais difíceis de serem extirpados da alma.

Edificar algo sobre a mentira é como construir-se uma casa sobre a areia movediça…

Quando a verdade não possa ser dita, esperemos o momento propício para dizê-la de modo a não ferir ninguém.

Para reparar o que disse em falso testemunho, o espírito derramará muitas lágrimas.

Reconquistar a confiança dos outros é tarefa mais difícil do que foi conquistá-la.

Que a nossa vida seja transparente de tal modo que não necessitemos recorrer à mentira para ocultar-nos.

A mentira, mesmo insignificante, é um vício que desorna e compromete as demais qualidades da alma.

A pretexto de somente dizermos a verdade, não nos transformemos, no entanto, em verdugos da vida alheia.

Segundo as Escrituras, a verdade dita a seu tempo é maçã de ouro servida em cesto de prata.

Disse-nos o Cristo: “Seja o vosso falar sim, sim; não, não”, porém não se esqueceu de esclarecer-nos também de que a boca fala do que está cheio o coração…

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

SUPÉRFLUO – Irmão José

Cultivemos o hábito da vida simples.

O supérfluo é sempre um peso desnecessário sobre os ombros.

Quanto mais tiver a que se apegar mais o espírito se sentirá embaraçado.

Para que o homem acumula o que não desfruta?!

Quantos passam a vida vigiando o que imaginam ter para, depois, entregarem a mãos de pessoas levianas e irresponsáveis ?!

O que excede às nossas necessidades está fazendo falta a alguém.

Muitos dão, mas apenas as migalhas do que lhes sobra.

Na oração, Jesus não nos ensinou a pedir mais do que “o pão nosso de cada dia”.

A vida simples é sabedoria de quem consegue passar sobre a Terra incólume às tentações de ordem material.

Viver com simplicidade é viver usufruindo a melhor parte da vida, degustando-lhe o sabor e sentindo o seu perfume.

Ao contrário, quem corre atrás do supérfluo contraditoriamente passa pela vida contentando-se com bem pouco, porque não tem olhos para enxergar o tesouro que “os ladrões não roubam, a traça não destrói e a ferrugem não consome”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

ORAÇÃO – Irmão José

Segundo Gandhi, o apóstolo da não-violência, “a oração é a respiração da alma”.

Os Espíritos da Codificação afirmaram a Allan Kardec que a oração deve ser “um estudo de nós mesmos”.

O homem que não ora vive desvinculado da sintonia com o Mais Alto, à mercê das circunstâncias rasteiras que o envolvem.

Toda pessoa carece de recolher-se na intimidade de si mesma para uma conversa com Deus.

A oração nos confere força, inspiração, coragem para a luta.

Oremos com os lábios, colocando o sentimento nas palavras, mas não nos esqueçamos, principalmente, de orarmos com as nossas próprias mãos…

O gesto de benevolência é a mais eloquente das preces que endereçamos a Deus.

A caridade é o passaporte de luz de nossos rogos ao Supremo Senhor da Vida.

Não há nenhuma prece que não seja ouvida por Aqueles que nos tutelam sobre a Terra.

Toda resposta dos Céus às orações dos homens passa pelo crivo do merecimento, da necessidade e da conveniência.

O hábito da oração, por si só, a pouco e pouco modifica o tônus mental da criatura que se afervora, predispondo-a a uma vida mais espiritualizada.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

VIGILÂNCIA – Irmão José

É imprescindível mantermos a vigilância a cada passo.

Todos somos passíveis de tropeçar nas próprias mazelas.

Somos sempre tentados, seja por encarnados ou desencarnados, no ponto em que a nossa fragilidade se revela maior.

A nossa vulnerabilidade moral à tentação é algo com que precisamos aprender a lidar, evitando sucessivas quedas.

Quem vigia deve estar sempre a postos, de sentinela, preparado para qualquer assalto dos adversários.

Em nosso caso, os inimigos que nos espreitam são as nossas próprias imperfeições, aguardando insignificante descuido para nos dominarem.

Por isto, repetimos, importante estarmos conscientes quanto às nossas fraquezas, a fim de que sobre elas a nossa vigilância seja redobrada.

Quem chega a cair nas armadilhas exteriores do mal é porque já havia caído, primeiro, nas ciladas interiores de suas ilusões.

Sustentemos a vigilância, não dando campo para o avanço das “forças” inimigas entrincheiradas em nós.

Ocupemos o pensamento com ideias nobres, materializando-as com as nossas mãos.

É pela fresta de nosso tempo ocioso e invigilante que a tentação se infiltra, rompendo as nossas guardas ao impor-nos fragorosa derrota.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

SAUDADE – Irmão José

É natural a saudade pelos entes queridos que demandaram outros caminhos além da morte.

No entanto, essa saudade não pode ser convertida em doença, em inanição espiritual diante da luta que prossegue.

Converter a saudade em esperança no trabalho enobrecedor é a melhor maneira de se aprender a conviver com ela.

Quando não se transforma em desespero, saudade é manifestação de amor na constante lembrança daqueles que nos são incentivo à vida.

As lágrimas da saudade nunca devem ser as do desespero.

A saudade dos que amamos deve ser o nosso pão de cada dia no anseio de reencontrá-los…

Porém, para que nos seja alimento à esperança, a saudade carece de assemelhar-se em nós às rosas que desabrocham entre espinhos.

Invés de amargura no coração, que a saudade daqueles que partiram nos conduza ao serviço do bem, com base nos exemplos dignificantes que eles nos legaram.

Muitos espíritos se submetem ao sacrifício da desencarnação prematura no intuito de despertar os que amam no mundo para as realidades da Vida Imperecível.

A saudade excessiva é egoísmo enceguecedor, impedindo que o homem enxergue os que, à sua volta, permanecem na expectativa do seu carinho.

A saudade no coração que confia é feito o orvalho na corola da flor recendendo a perfume nas manhãs banhadas de Sol.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

MORTE – Irmão José

A morte é simples mudança de plano existencial.

Em a Natureza, nada desaparece para sempre.

A semente volta a ser árvore, a noite volta a ser dia, o velho volta a ser jovem…

Vida e morte são apenas estados que se alternam e se sucedem no caminho da evolução.

É necessário que os homens se conscientizem de que estão na Terra para breve tempo e que todos, sem distinção, mais cedo ou mais tarde serão chamados à Grande Mudança.

A vida na matéria é ilusão, porque tudo o que é material é transitório, sujeito a inevitáveis transformações.

Ninguém tenha receio de morrer; antes, tenha receio de viver iludido quanto à Verdade.

Ninguém se desespere pelos entes queridos que partiram; em obediência às suas necessidades cármicas, eles simplesmente viajaram mais cedo.

Apenas tem medo da morte quem desconhece a Vida.

Além do túmulo, continuamos a ser nós mesmos, porque se a morte nos despoja do corpo, não nos altera a individualidade.

Portanto, ninguém espere alcançar na morte a auréola de santidade que não logrou alcançar na vida…

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

TEMPO – Irmão José

Ninguém despreze a bênção do tempo que Deus lhe concede no mundo.

Malbaratar o tempo é adiar a felicidade.

Quantos minutos, horas e dias são inutilmente consumidos pelos homens, sem que atentem para o seu aproveitamento com vistas ao progresso espiritual?!

Quantos gastam largas faixas de tempo em conversas inúteis, repouso excessivo, ociosidade, lazer irresponsável?!

O espírito não vai à Terra para uma excursão de férias, mas sim para efetuar o aprendizado que lhe compete.

Se cada dia é importante para quem se dedica às aplicações financeiras nas casas bancárias, porque não o seria para a economia da alma, no que tange aos lucros de ordem moral?!

Valorizemos o tempo, valorizando a nós mesmos.

Aproveitemos os minutos à nossa disposição para a leitura edificante, as tarefas de beneficência, a visita ao enfermo, a correspondência ao amigo carente de uma palavra confortadora.

Quem cede a sua mente ao bem, encontra mil maneiras de cooperar na construção do mundo melhor.

O tempo é talento que quem não se preocupa em multiplicar acaba ficando sem…

Enquanto pode, o homem deve aproveitar o seu tempo, porque chegará o momento em que o tempo o convocará para efetuar meticuloso balanço de todos os seus atos.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

TRISTEZA – Irmão José

Não permitamos que a tristeza nos envolva e nos mergulhe na depressão.

A apatia é abismo profundo do qual sairemos apenas à custa de muito esforço.

Não nos entreguemos, inermes, aos problemas que nos rodeiam, ensimesmados na tristeza.

Os que se rendem ao desânimo transformam-se em pacientes psiquiátricos, vitimados por estranha anemia de ordem moral.

Quando sentirmos que a tristeza insiste em se demorar conosco, ocupemos as nossas mãos e a nossa mente no serviço do bem.

Deixemos a poltrona do comodismo e desintoxiquemo-nos no suor da caridade.

Se abatidos espiritualmente no reconhecimento das próprias imperfeições, sintamo-nos incentivados à luta, ao invés de admitirmos a derrota.

Reajamos contra a melancolia, sacudindo o seu jugo de nossos ombros.

Reparemos que em nossos caminhos, de fato, “as bênçãos são muito mais numerosas do que as dores”.

Observemos os exemplos de quantos se encontram lutando com limitações maiores que as nossas, sem que lhes escutemos uma reclamação sequer.

No livro dos Provérbios, cap. 17, v. 22, está escrito: “O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

QUEDA – Irmão José

Só verdadeiramente caem aqueles que se acomodam no chão.

Em nossa trajetória evolutiva, a queda, por vezes, faz-se inevitável, mas, a pretexto disto, não devemos aceitá-la passivamente.

Ninguém cai para cair repetidas vezes; ao contrário, quem cai, cai para manter-se vigilante no equilíbrio necessário.

Sejamos condescendentes com as quedas alheias, mas não sejamos tolerantes em excesso com as nossas.

Quem tropeça e vai ao chão não deve ficar à espera de quem apareça para levantá-lo; reúna as energias que lhe sobraram e ponha-se de pé por seu próprio esforço e vontade.

Apenas caem os que estão, de alguma forma, tentando caminhar.

Aproveitemos as experiências da queda para avançarmos com segurança, evitando repetir os erros que cometemos, na certeza de que nos erguermos da queda consciente será sempre muito mais difícil.

A queda pela inteligência é mais penosa do que a queda pelo sentimento.

Quem tropeça no seu orgulho e cai, porque não admite que caiu, demorará longo tempo para levantar- se.

Paulo, o inesquecível apóstolo da Boa Nova, nos concita a caminhar à frente mesmo de joelhos desconjuntados.

Sejamos o bom samaritano de nós mesmos e nos levantemos, porque o mundo está repleto de sacerdotes e levitas que, vendo-nos estirados ao chão, seguirão adiante, indiferentes…

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

POSSE – Irmão José

Aquilo de que abrimos mão é o que verdadeiramente nos pertence.

Quem se nega aos outros não tem a posse de si mesmo.

Jesus, sobre a Terra, não tinha uma pedra onde repousar a cabeça, no entanto tudo lhe pertencia.

A pessoa que se sacrifica em benefício de alguém é sempre a maior beneficiada.

O que tentamos reter conosco nos escapa por entre os dedos.

Nada engrandece mais uma pessoa do que a humildade.

Vejamos como, perante a Lei Divina, os valores dos homens se contradizem: “Quem quiser ser o maior, seja o servidor de todos”.

Preso à matéria, o espírito deve despojar-se dela para, cada vez mais livre, ascender aos Páramos da Luz.

O espírito corporificado na Terra é feito um pássaro se debatendo no visco que o impede de voar.

Dentro de cofres abarrotados, existem aqueles que trancam a própria alma, voluntariamente asfixiando-se ao peso de suas ambições.

A suprema doação é a suprema conquista do espírito.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

FELICIDADE – Irmão José

Não olvidemos que, neste exato momento, muitos estão à espera da felicidade que lhes devemos.

Não pensemos tanto em nossas necessidades, a ponto de esquecermos as dos outros.

Aprendamos a promover a felicidade alheia, valorizando as pessoas às quais nos vinculemos afetivamente.

Ninguém tem o direito de anular alguém para ser feliz.

A felicidade construída à custa do sofrimento do próximo não é felicidade.

Quantos adoecem porque não sabemos dividir com eles o coração?!

Não utilizemos os outros como trampolim para os nossos sonhos e ambições.

Ensina-nos o Evangelho que a alegria de dar é muito maior que a alegria de receber.

Não há felicidade maior que a de fazer alguém feliz, porque, à sombra de uma pessoa feliz, o felizardo maior permanece no anonimato.

Não queiramos outro aplauso que não seja o da consciência tranquila.

No mundo, contam-se aos milhares os famintos de pão, mas é incalculável o número dos mendigos de felicidade que nos estendem as suas mãos vazias.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

TRAUMA – Irmão José

Não há quem não lute com alguma espécie de trauma na intimidade de si mesmo.

Medo, timidez, insegurança, fragilidade.

O trauma é um problema cármico, uma lesão mais profunda nos tecidos sutis da alma, reclamando tempo para cicatrizar.

Aprendamos a lidar com as nossas limitações e dificuldades.

Identifiquemos em nós o ponto vulnerável de nosso psiquismo e procuremos fortalecê-lo.

Quem se conscientiza de seus traumas, aceitando-se como é, está dando um importante passo para saná-los.

Ninguém carece de tornar-se dependente desse ou daquele tipo de medicamento para enfrentar-se.

Os nossos problemas se avolumam, quando nós nos debruçamos sobre eles, lamentando-nos.

Saibamos que existem questões psicológicas tão complexas e intrincadas que, às vezes, não se solucionarão numa única existência.

Esqueçamos um pouco de nós, trabalhemos no bem dos semelhantes e deixemos o bálsamo do tempo agir sobre as nossas chagas que sangram.

Assumamos as nossas culpas e procuremos retificá-las, não nos esquecendo de que “o amor cobre a multidão dos pecados”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

SEXO – Irmão José

Talvez que o sexo seja o maior problema do homem sobre a face da Terra.

Na ânsia de satisfazer-se, o homem tem se comprometido emocionalmente ao longo de sucessivas existências.

Porque ainda não aprendeu a controlar as suas forças sexuais, utilizando-as com responsabilidade no respeito aos sentimentos alheios, ele tem lesado a si mesmo.

As cicatrizes afetivas do sexo praticamente assinalam todas as almas.

Traumas, inibições variadas, inversões lamentáveis, dificuldades no relacionamento afetivo têm ensandecido o homem no mundo.

O sexo pode ser um complemento do amor, mas não é amor.

Sexo é ter prazer; amor é dar felicidade.

Na base de quase todos os conflitos psicológicos do homem está o ciúme, a ambição afetiva, a paixão desenfreada, o desejo insatisfeito, a liberdade exacerbada…

Sublimar o sexo pelo amor – eis o grande desafio para a Humanidade.

Compreendamos as lutas sexuais dos outros, refletindo na fragilidade de nossos próprios sentimentos.

Recordemos as palavras do Mestre e, também em matéria de sexo, “atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado…”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

AMOR – Irmão José

Quem verdadeiramente ama nunca se preocupa em ser amado.

O amor não faz exigência de nenhuma espécie, não impõe condições, não traça normas, não cobra retorno.

Aquele que reclama de sacrifício e renúncia desconhece o que é amor.

O amor é devotamento extremo, entrega absoluta, abnegação completa, doação desinteressada.

Por enquanto, amamos muito mais a nós mesmos do que amamos a Deus e ao próximo. Isto é egoísmo.

A distância que existe entre nós e o próximo, em essência, é a mesma que existe entre nós e Deus.

Aprendamos a ceder de nós mesmos renunciando aos nossos interesses pessoais.

Exercitemos o desprendimento.

Busquemos dar alegria, invés de nos colocarmos na expectativa de recebê-la.

Não esperemos que os outros girem na órbita de nossos caprichos, à feição de satélites em torno do Sol.

Não nos esqueçamos de que o amor não é uma algema que escraviza, mas sim um laço consentido parte a parte.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

PERSEVERANÇA – Irmão José

Jamais desistamos de perseguir os nossos objetivos no bem.

A Natureza é uma prova evidente do que pode a perseverança. Milênios foram gastos para que a vida na Terra se mostrasse tal qual é hoje.

Quem desiste de caminhar nunca chegará ao ponto que se propõe alcançar.

Muitos desertaram da luta quando estavam prestes a vencê-la.

Perseveremos no cumprimento de nossas obrigações, mesmo que isto nos custe muitas lágrimas.

Não sejamos nós os responsáveis pelo fracasso dos empreendimentos nos quais participamos.

Não esperemos resultados positivos com base na lei do menor esforço, mormente no que se refere à nossa própria renovação.

Ainda que somente seja um passo a cada dia, avancemos para diante.

As diminutas vitórias morais no campo íntimo antecedem as grandes conquistas da alma.

Mesmo que estejamos lavrando em solo considerado ingrato, perseveremos na semeadura que nos compete, convictos de que a boa semente jamais se perderá.

Perseverança significa determinação, e só o espírito determinado consegue transformar o sonho em realidade.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

DESEJO – Irmão José

De fato, nada nos faz sofrer tanto quanto o desejo.

O desejo de ter o que não temos é a causa de quase todas as nossas dores.

Na imagem bíblica, foi o desejo do ilícito que originou o sofrimento humano.

O homem sofre mais pelo que os outros têm do que propriamente pelo que não tem.

Contentemo-nos com o que a vida nos oferece, sem ambicionarmos o que não nos pertence.

Desejo ilimitado, sofrimento desmedido.

Na realidade, aquilo a que renunciamos é o que possuímos.

Tudo o que desejamos excessivamente é apropriação indébita, e esta intromissão no direito alheio é que desencadeia o nosso sofrimento.

O desejo de crescimento e progresso é natural no espírito, mas para ter o que lhe está destinado ninguém precisa usurpar o que aos outros foi reservado.

Feliz daquele que carrega dentro de si tudo o que tem!

Despojemo-nos de nossos desejos para que a ilusão da posse não nos obstrua a visão dos reais valores da Vida.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

PAZ – Irmão José

PAZ

Não perguntemos quantas guerras teremos que vencer por um pouco de paz.

A paz não é uma situação exterior, mas sim uma condição íntima. Às vezes, apesar do conflito em derredor, encontraremos a paz que não existe na quietude em torno de nós.

A paz do mundo está sempre sujeita à transitoriedade das coisas em que se fundamenta.

A invariável paz, que é fruto da consciência tranquila pelo dever retamente cumprido, eis a que devemos aspirar!

Jesus passou sobre a Terra, imperturbável em sua trajetória, embora à volta de si a agitação fosse imensa.

Se nos encontramos no clima de grandes lutas, pacifiquemo-nos para que o desequilíbrio de fora não nos desestruture por dentro.

Assim como o peixe sobe à tona para respirar, elevemos o pensamento na prece, haurindo energias nas fontes inesgotáveis do Mais Alto.

Tenhamos sempre uma palavra de conciliação, um gesto de serenidade e um sorriso amigo para oferecer aos que se exaltam, perdendo o controle sobre as próprias emoções.

A paz verdadeira também é uma força que se propaga de maneira contagiosa, envolvendo em seu suave magnetismo os corações que se afligem.

Não façamos a nossa paz depender incondicionalmente da paz daqueles que convivem conosco.

Compreendamos as lutas dos companheiros e os auxiliemos quanto esteja ao nosso alcance sem, no entanto, permitir que nos invadam o santuário íntimo em que necessitamos nos resguardar em paz.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

FAMÍLIA – Irmão José

O instituto da família é uma escola em que todos os que o constituem são, ao mesmo tempo, mestres e aprendizes uns dos outros.

Se o homem não sabe amar os que integram o seu pequeno universo familiar, como haverá de amar a Humanidade?!

Dentro do lar quase sempre encontramos os nossos maiores desafios.

Ninguém conseguirá avançar deixando para trás problemas que não resolveu.

Sem saldar os nossos compromissos cármicos na Terra não nos sentiremos livres para os nossos anseios de expansão espiritual, em demanda a outros páramos da Vida.

A nossa responsabilidade primeira é para com aqueles que nos integram a parentela.

Não aleguemos falta de afinidade para justificarmos nossa deserção aos compromissos afetivos.

Nos múltiplos desencontros familiares em que se vê envolvido, o espírito é chamado a um acerto de contas consigo mesmo.

O familiar-problema é um instrumento de aprendizado para os que o rodeiam, um credor que nos bate à porta, reclamando com justiça o que lhe devemos.

Desarmemos o coração em casa e sejamos gentis com todos os que convivem conosco, se almejamos aprender a viver.

A oração e a alegria, o respeito e a indulgência são flores que deveremos cultivar todos os dias no jardim de nossas afeições familiares.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

NÃO DESANIMES – Irmão José

Não desanimes!
Ninguém nasce para se render aos fracassos.
Deus permanece contigo em todos os caminhos.
O obstáculo é exercício de auto-superação.
Existe luz dentro de ti.
Não menosprezes a tua capacidade de ser mais do que és.
Ainda que com dificuldade, avança de ânimo firme.
Com determinação, alcançarás o que almejas.
Não te creias esquecido pela Providência Divina.
Se o desejas, ainda agora poderás tornar-te em instrumento do bem para milhares de criaturas.
Que a descrença à tua volta não te induza à apatia.
Consagra-te ao cumprimento do dever e vencerás.
Irmão José (do livro “De ânimo firme”, psic. Carlos Baccelli)

SERENIDADE – Irmão José

Se não te asserenares interiormente, não viverás em paz.

Compreende a tua fragilidade e não te conflites desnecessariamente.

Aceita-te como és, trabalhando para que venhas a ser melhor.

Busca errar o menos possível , porém, se errares, não te cobres além da justa medida.

Não ocasiones prejuízo a quem quer que seja.

Nem te faça instrumento deliberado do sofrimento alheio.

Ninguém transpõe a própria humanidade, sem vivenciar as experiências pertinentes à sua imperfeição.

Irmão José ( do livro: “Senhor e Mestre”)

IMEDIATISMO – Irmão José

O imediatismo é um dos maiores entraves ao progresso espiritual.

Quem se envolve em demasia com as questões materiais da existência é possuído, ao invés de possuir.

Cedendo o seu pensamento aos negócios do mundo, nos quais concentra todos os seus interesses, o homem não consegue cultivar-se.

É indispensável que o homem faça uma pausa no corre-corre da vida diária, buscando amealhar os recursos imperecíveis da alma.

O prazer-agora é materialismo disfarçado.

Da maneira como investe na aquisição dos bens materiais, o homem de bom senso não pode deixar de investir no seu futuro espiritual.

Romper com o círculo vicioso da ambição em que se encarcera é de suma importância para o espírito.

O mancebo rico que procurou Jesus, perguntando-lhe o que fazer para conquistar a vida eterna, não conseguiu libertar-se de sua escravização ao status social.

Ninguém pense que terá pela frente todo tempo que deseje a fim de mudar de vida.

Sobre o mundo, todas as coisas são transitórias e o homem não detém sequer a posse definitiva de seu corpo.

Ainda hoje, comece o homem a desapegar-se dos bens materiais que lhe foram concedidos por empréstimo, em benefício de sua espiritualização.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

PERDÃO – Irmão José

Quem não perdoa o ofensor está mais vinculado a ele do que imagina.

Ao invés de afastar-nos, o ressentimento ainda mais nos aproxima daqueles que nos ferem.

Somente quem perdoa libera o pensamento das algemas de ódio que forjou para si.

No estágio evolutivo em que nos encontramos, todos ferimos ou somos feridos por alguém, necessitando, por isto mesmo, de exercermos o perdão recíproco.

Consciente ou inconscientemente, estamos magoando as pessoas todos os dias.

Coloquemo-nos no lugar do outro, para compreendermos melhor as suas atitudes conosco.

O ofensor quase sempre é alguém agindo pressionado por problemas que nos escapam à percepção imediata.

Ninguém agride pelo simples prazer de agredir.

Não guardemos mágoa no coração, como quem armazena ressentimento para consumo diário.

Quem tenha algo contra alguém não conseguirá ser plenamente feliz.

Estejamos sempre dispostos a perdoar, mas sobretudo humildes no reconhecimento dos erros que cometemos.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

DÚVIDA – Irmão José

É compreensível que o homem alimente dúvidas acerca de seu destino depois da morte, mas é incompreensível que ele duvide da força do bem sobre a Terra.

O bem não admite questionamentos, porquanto os seus resultados apresentam-se de imediato aos olhos de quem o pratica.

Assim, mesmo que o homem vacile na fé que abraçou, padecendo o assédio das incertezas que o envolvem, ele deve perseverar na vivência da moral religiosa em que se pauta.

A dúvida é sempre uma vitória contra a descrença.

Se há quem cruze os braços porque duvide, há quem descreia justamente porque traga os seus braços cruzados…

Quem acredita no bem e o põe em prática não carece de nenhuma outra afirmação de fé.

Ensina-nos o Evangelho que “a fé sem obras é morta”; isto significa que a caridade é a fé vivificada.

Não duvidemos do que sejamos capazes de realizar em favor do mundo melhor.

Deixemos fluir a bondade inata em nossas almas, na espontaneidade do gesto que socorre e levanta.

Não façamos da fé uma condição indispensável ao exercício da solidariedade que os próprios animais exercem entre si movidos apenas pelo instinto.

A fé inabalável, que se alicerça na razão, é fruto do estudo e da meditação, do trabalho e do tempo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

PLENA ACEITAÇÃO – Irmão José

Se disseres, ante um problema que surge: “Isto não é nada”, de fato, o problema será nada. Pode até que seja alguma coisa, mas, gradativamente, se reduzirá de tamanho e complexidade.

Se disseres, perante uma contrariedade inesperada: “Há de passar”, no exato momento em que repetires, convicto, tais palavras, o impacto da provação começará a diminuir sobre ti.

Se disseres, quando receberes um golpe que te magoe: “Superarei, com o amparo de Deus, superarei”, de imediato te sobreporás à dificuldade que, em outras circunstâncias, te arrasaria.

Se disseres, resignado, à face da notícia infeliz relativa à própria saúde: “Seja feita a vontade do Senhor”, crê que, assim, estarás dando início ao mais eficiente tratamento capaz de te restituir as forças.

Se, em tudo quanto sempre te ocorrer, te submeteres, sem reclamar, aos Desígnios Superiores, a tua atitude de plena aceitação te cumulará de forças para que continues a exaltar, em ti mesmo, a supremacia do bem sobre o mal!

Irmão José (do livro “De ânimo firme”, Psic. Carlos Baccelli)

CONVITES À PERSEVERANÇA – Irmão José

A rigor:

– toda pedra de tropeço em teu caminho;

– todo adversário gratuito de tuas ideias;

– toda ingratidão com que te defrontas;

– todas as tramas urdidas contra os objetivos que te propões alcançar;

– todos dissabores que intentam desalentar-te…

…são convites à perseverança, para que te mostres digno de mais ampla cota de responsabilidade que a vida pretende conferir-te.

Irmão José (do livro “Senhor e Mestre”, psic. Carlos Baccelli)

ACENDE A TUA LUZ – Irmão José

Se caminhas nas trevas, acende a tua luz.

Não reclames da sombra ao redor.

O que depende da boa vontade alheia será sempre inconstante.

Não permaneças na expectativa do que os outros possam fazer por ti.

Faze por ti mesmo agora, e pelos outros, tudo o que puderes.

Ilumina-te e não te faltará claridade no caminho.

Reflete a luz que outros souberam refletir.

O problema maior não é o da sombra à tua volta – é o da falta de luz em ti mesmo!

Qual é a tua mensagem?

Fala, que o mundo está esperando ouvir-te!

(Irmão José – do livro “Vigiai e Orai”)

SOLIDÃO – Irmão José

A rigor, apenas o egoísta vive só.

O altruísta jamais se sente abandonado, mesmo quando não tenha encontrado ainda uma companhia.

Quem é solidário desconhece a melancolia, a depressão, a angústia, a falta de alegria de viver.

Muitos se queixam de solidão, apesar de estarem rodeados por dezenas de pessoas; estes são os que ainda não aprenderam a sair de si mesmos.

Os solitários, quase sempre, são os que desejam a felicidade exclusivamente para si.

Aqueles que tomam a iniciativa de amar nunca se sentem desamados.

A Vida é uma permuta constante: quem espere receber algo deve doar aos outros o que deseja ter de volta!

Quem não semeia desconhece as alegrias da colheita.

É claro que a solidão pode ser uma prova para o espírito, mas toda prova existe para ser superada.

Quando a solidão nos martirize, busquemos nos tornar úteis aos nossos semelhantes. E se, porventura, servindo o próximo em alguma tarefa de beneficência, ainda nos sentirmos sós, isto significará que precisaremos aumentar a nossa cota de tempo no trabalho desinteressado aos que sofrem.

Solidão é sinônimo de mãos desocupadas e alma vazia de ideal.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

CAMINHO – Irmão José

Mostremos o caminho, ensinemos a caminhar, mas não obriguemos ninguém a seguir sobre os nossos passos.

Cada espírito tem a sua própria trajetória na conquista das experiências que lhe dizem respeito.

Não nos aflijamos porque observemos aqueles que mais amamos se distanciando de nós, ao enveredarem por perigosos atalhos.

Em essência, esteja onde estiver, cada qual estará buscando a sua realização pessoal.

O anseio da descoberta é apanágio de todos os espíritos.

As palavras, por mais fiéis, nunca transmitem as lições que somente a experiência conseguirá, na linguagem inarticulada da dor.

Para seguirmos juntos não teremos necessariamente que caminhar lado a lado; os caminhos paralelos acabam por se convergirem adiante…

Palmilhemos a senda que nos diz respeito, estendendo, além de seus limites, as nossas mãos em auxílio aos que avançam pelas veredas que elegeram para si.

Afirmando ser o Caminho, Jesus não exigiu que ninguém o seguisse!

Compreendamos, assim, os companheiros que se afastam de nós e oremos a Deus pela sua felicidade, renunciando à alegria de tê-los conosco na jornada que empreendemos.

Quanto a nós, perseveremos no cumprimento do dever que abraçamos, longe do qual estaremos sempre desnorteados em nós mesmos, em completo desencontro com a Vida.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

DEPENDÊNCIA – Irmão José

Não dependamos emocionalmente de ninguém.

Todos somos interdependentes, no entanto cada qual tem o direito de efetuar as suas próprias escolhas.

Quem depende psiquicamente de uma outra pessoa para viver está doente, reclamando, por isto mesmo, inadiável tratamento.

Não escravizemos ninguém às nossas ideias e ao nosso modo de ser, tanto quanto não nos permitamos nos escravizar, a ponto de nos anularmos em nossa própria vontade.

Todo excesso no campo afetivo, a pretexto de amor, é simples posse, paixão disfarçada gerando desequilíbrio.

O pensamento fixo que nos ocupa a cabeça é sinal evidente de que algo não está bem conosco e carecemos de reconhecer isto, se não quisermos nos precipitar em abismos de maiores sofrimentos.

Ninguém deve entregar-se totalmente a alguém, a não ser a Deus!

Todos somos afetivamente carentes, mas não nos prevaleçamos disto para inspirar piedade a nosso respeito ou realizar chantagens emocionais.

Quem se doa aos outros, sem pensar em si, receberá de volta o que necessita na medida exata do que houver cedido.

Embora as nossas ligações cármicas, saibamos que não somos de todo insubstituíveis no carinho de quem quer que seja.

Sempre ser-nos-á possível encontrar alguém na estrada do destino que, não sendo necessariamente quem imaginamos, poderá nos surpreender como o agente da felicidade que esperamos.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

INSATISFAÇÃO – Irmão José

Ninguém se sinta deslocado em seu próprio lugar.

Cada pessoa vive com as pessoas com que necessita viver para ajustar-se consigo.

A insatisfação que experimentamos com os outros quase sempre é insatisfação com nós mesmos.

As Leis que regem a Vida nunca se enganam.

Somos o que fizemos de nós e temos exatamente aquilo que merecemos.

Não culpemos ninguém pelas frustrações que nos impedem de ser o que desejamos.

Para que as coisas fossem diferentes, precisaríamos tê-las feito diferentes.

Ajustemo-nos, pois, e, com os recursos morais que nos sejam disponíveis, procuremos realizar o melhor.

Quem se conscientiza de suas limitações já começa a superar-se.

Estamos hoje no justo lugar a que os nossos pés nos conduziram, vinculados a situações e pessoas que buscamos pela nossa liberdade de escolha.

Se a vida que vivemos nos aborrece, lutemos adquirindo os méritos que ainda não possuímos para que os nossos dias se façam plenos de alegria e paz.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

DISCERNIMENTO – Irmão José

O discernimento é luz no espírito.

Quem possui semelhante bússola interior não se desnorteia nos caminhos da existência.

Discernimento é sinônimo de bom senso, na visão mais profunda e abrangente de todos os acontecimentos que se protagonizam.

Mais que conhecimento teórico, o discernimento é uma percepção espiritual que se alicerça no já vivenciado.

Quem deseja aprender a discernir nunca deve precipitar-se nas ideias que forma acerca das coisas; ao contrário, deve procurar examiná-las de todos os ângulos possíveis antes de chegar a qualquer conclusão.

Diz-se que a Verdade pode ser comparada a um grande espelho que caiu do céu e partiu-se em mil pedaços… Cada homem está de posse de apenas um pedaço desse espelho que, um dia, novamente inteiro, haverá de refletir a Verdade Integral.

Não nos esqueçamos de que aquele que julga os outros o faz sempre através de sua própria óptica.

A realidade substancial das coisas, não raro, está por detrás daquilo que vemos.

Para a conquista do discernimento, a prudência é indispensável.

Meditemos mais e falemos menos, procurando compreender sem aguardar compreensão, porquanto sobre o mundo o único valor que não se altera é o do bem.

Grande sinal de progresso para o homem, no que se refere ao discernimento, é a honesta identificação de suas próprias mazelas.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

TRABALHO – Irmão José

Quem não se envolve pessoalmente com alguma espécie de trabalho não progride.

A finalidade do trabalho que executamos é a de fazer-nos crescer interiormente, desenvolvendo as nossas potencialidades embrionárias.

Em quem trabalha por simples obrigação, em busca do pão de cada dia, o trabalho opera muito lentamente.

Quanto mais o espírito se conscientiza de sua necessidade de trabalhar, passando a servir aos semelhantes por livre iniciativa, mais ele avança na senda do aperfeiçoamento.

Quem já consegue dar de si mesmo aos outros encontra-se num estágio superior ao daquele que dá do que retém consigo, sem que, no entanto, nada lhe pertença.

O salário com que o trabalho enobrecedor nos remunera é muito maior do que o que recebemos em paga pelo suor que derramamos.

É no serviço do bem que o espírito se fortalece e aprende a conhecer-se com mais segurança, aceitando-se tal qual é, em transição para o que deve vir a ser.

Feliz de quem serve pela alegria de servir!

Toda tarefa em benefício dos semelhantes, por pequenina que seja, é de grande significado espiritual para quem a executa.

Nunca nos sintamos limitados para cooperar nas boas obras.

Com o discernimento presidindo todas as nossas ações, estejamos certos de que no trabalho do bem não existe excesso e nem cansaço.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

PACIÊNCIA – Irmão José

Podemos dizer que a paciência é a virtude sobre a qual se alicerçam as demais.

Para nos convencermos do valor da paciência, bastar-nos-á refletir sobre os efeitos da impaciência.

A paciência é a força que, por si só, remove muitos obstáculos no caminho.

Quem se controla emocionalmente evita problemas que, às vezes causados num minuto de cólera, exigem anos para serem solucionados.

O espírito paciente, acima de tudo, é um sábio, porque conhece o poder transformador que somente o Tempo possui sobre todas as coisas e todos os seres.

A paciência é antídoto contra o desequilíbrio.

Tudo é obra silenciosa e paciente do Tempo. Quantos séculos a imensa floresta levou para se formar?! Quantos milênios as Leis da Vida gastaram para elaborar o corpo humano?!…

Não nos atrasemos na marcha que empreendemos à procura da felicidade, mas também não nos apressemos em excesso.

Saibamos dimensionar os próprios passos, para que não tropecemos nas pedras de nossas limitações.

Há dois mil anos Jesus espera que o homem aceite o Evangelho no coração, mas nem no momento da cruz esteve Ele de braços cruzados!

Não nos esqueçamos de que ao poder transformador do Tempo apenas se iguala o poder transformador do Trabalho.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

LUTA – Irmão José

Dentro da Vida, todas as coisas e todos os seres lutam para progredir.

Luta a semente que germina, o verme que se arrasta, o pássaro que voa, o homem que caminha.

A semente luta para exteriorizar as suas potencialidades íntimas; o animal luta exteriormente para sobreviver.

Dentro do homem, um Anjo encontra-se em gestação; por isto, atualmente, a sua luta maior é na intimidade de si mesmo.

No princípio da evolução, o homem lutava para sobreviver aos perigos e às intempéries; agora deve lutar para espiritualizar-se, construindo em si o Reino Divino.

Disse-nos Jesus: – “Vós sois deuses!”.

O homem só deixará de lutar quando houver alcançado as culminâncias do seu progresso espiritual.

Abençoemos, portanto, as nossas lutas e não nos furtemos a elas, candidatando-nos a lutas maiores ainda…

Assim como a mulher sofre as dores do parto para “dar a luz”, o espírito sofre para iluminar-se em suas próprias entranhas.

Enfrentemos as nossas provas com coragem e aplicação, qual o aluno que se debruça sobre o livro que lhe conferirá acesso a estágios superiores do conhecimento.

Seja qual for o tamanho de nossa luta, convençamo-nos de que ela é do tamanho exato de nossas necessidades.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

EVOLUÇÃO – Irmão José

A evolução espiritual, que se processa através das múltiplas existências, é lenta, mas sempre progressiva.

Nenhum espírito adquirirá asas de improviso.

A conquista de uma única só virtude exige do espírito repetidas lições a fim de que possa incorporá-la integralmente ao seu patrimônio moral.

Ninguém muda ninguém, sem mudar-se primeiro.

Jesus ensinou o caminho que deveremos percorrer com os nossos próprios pés.

A conscientização é um estágio que cada espírito deve alcançar por si mesmo.

Podemos contar aos outros as experiências vivenciadas por nós, mas não temos como transferi-las àqueles que nos ouvem.

Ninguém se furtará aos embates da Vida e à sua entrevista pessoal com a Verdade.

Embora seja chamado a viver em sociedade, o homem deverá escalar sozinho o monte de sua própria redenção espiritual.

Por isto, em meio à massa humana, observamos as virtudes isoladas de alguns sobressaindo-se aos vícios da maioria, à feição do lírio que desponta no charco.

Caminhemos adiante, passo a passo, convictos de que a distância que nos separa dos Anjos ainda é a mesma que separa o verme do Sol!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

DECEPÇÃO – Irmão José

A decepção com alguém é fruto da incompreensão de nossa parte.

Todos somos falíveis, enquanto não atingimos a perfeição absoluta.

A decepção pode perturbar-nos a marcha ascensional, quando nos permitimos esmorecer pelo desapontamento que alguém nos causa.

Por isto, devemos escorar-nos única e tão somente em Jesus Cristo que nunca nos decepcionará!

Aprendamos a não exigir dos outros aquilo que nós mesmos não lhes damos.

Prossigamos, imperturbáveis, na tarefa do bem, conscientes de que todas as experiências são importantes para o espírito em aprendizado.

Não nos deixemos contagiar pelo desânimo.

Os nossos companheiros de jornada são espíritos tão necessitados quanto nós mesmos, com limitações, que lutam, anonimamente, para superá-las.

Porque se decepcionam com os outros e se retraem, muitos perdem valiosas oportunidades na encarnação.

Esforcemo-nos, pois, para não nos decepcionarmos com ninguém, mas nos esforcemos de forma redobrada para não decepcionarmos a quem quer que seja.

Não permitamos que as pessoas alimentem ilusões a nosso respeito, no entanto não idolatremos criaturas tão falíveis quanto nós mesmos, colocando-lhes nos ombros uma carga superior às suas próprias forças.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

PERDÃO – NECESSIDADE HUMANA – Irmão José

Perdoar não é apenas esquecer a ofensa, mas lembrar que o ofensor é um irmão doente e precisa ser amado.

Quem permanece em seu juízo perfeito jamais magoa alguém.

Quanto mais ilimitada a tua capacidade de compreender e amar, menos te sentirás exigido em matéria de perdão.

Agredido a cada instante, porque não assimilava os golpes que lhe eram desferidos, Jesus não experimentava a necessidade humana de perdoar.

Se a ofensa coloca à mostra as limitações de quem a pratica e o perdão, o grau de consciência de quem luta para superar-se, quem nada tem a perdoar revela que já se encontra um passo além no caminho do verdadeiro amor.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

PERDOAR E SER PERDOADO – Irmão José

Quem perdoa se isenta da Lei do Carma.

Quem é perdoado fica devendo a ela.
*
Quem perdoa ensina o que já sabe.

Quem é perdoado aprende o que desconhece.
*
Quem perdoa caminha adiante.

Quem é perdoado não sai do lugar.
*
Quem perdoa se faz luz.

Quem é perdoado vê o clarão.
*
Quem perdoa vence.

Quem é perdoado lutará ainda.
*
Quem perdoa se põe de pé.

Quem é perdoado precisa se levantar.
*
Quem perdoa semeia.

Quem é perdoado apenas colhe.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

EFEITOS IMEDIATOS DO PERDÃO – Irmão José

Enumeremos alguns dos efeitos imediatos do perdão, mormente para quem experimenta a felicidade de concedê-lo:
– paz íntima indescritível,
– alegria desde muito não-sentida,
– sensação de leveza no espírito,
– harmonização com a vida ao redor,
– equilíbrio no ambiente familiar,
– melhor rendimento no trabalho,
– sono mais tranquilo,
– bem-estar físico acentuado,
– lucidez no raciocínio,
– exitosos empreendimentos comerciais,
– e, sobretudo, a definitiva certeza de que, sob qualquer pretexto, não vale a pena guardar ressentimento contra quem quer seja; de que, por ser oriunda do ato de perdoar, quem não perdoa a desconhece por completo.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

CAPACIDADE DE DESAPEGO – Irmão José

O que verdadeiramente revela a tua capacidade de desprendimento não é doação material que faças aos mais necessitados…
Tampouco o que fores capaz de deixar em testamento a obras de benemerência social…
Nem a generosidade espontânea em auxiliar a quem te estender a mão na via pública…
Ou, ainda, o montante de tuas doações ao longo de toda a existência…
Além de todas as tuas importantes demonstrações de renúncia aos bens transitórios da vida, o que haverá de mostrar a tua real inclinação à difícil virtude do desapego sobre o que tens e o que és será a tua capacidade de perdoar.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

REDENÇÃO – Irmão José

Calar a mágoa de injusta condenação…

Ombrear a pesada cruz do testemunho…

Escutar escárnios e injúrias…

Conhecer o abandono dos amigos…

Subir o calvário, sob rudes tormentos…

Suportar o açoite da calúnia e da maledicência…

Provar o fel da mais amarga ingratidão…

Abrir os braços na mais completa renúncia…

E, por fim, perdoar!…

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

METAS A CUMPRIR – Irmão José

Em termos profissionais, o homem sempre se traça metas a serem alcançadas.
Agenda-se, com o intuito de mais bem aproveitar o tempo disponível.
Disciplina-se, buscando não dispersar energias no que pretende realizar.
Recicla-se, adequando-se às exigências de atualização do conhecimento.
Esmera-se, em todos os sentidos, para não se ver fora de contexto no mercado de trabalho.
Do entanto, no que tange às conquistas de natureza espiritual, o homem não se empenha com a mesma determinação com que se lança às coisas do mundo material.
Não se impõe metas a cumprir, qual se dons do espírito pudessem lhe ser outorgados graciosamente, sem nenhum dispêndio de esforço e sem o menor interesse de sua parte.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

POR QUÊ? – Irmão José

Por que não buscas os bens espirituais com a mesma determinação com que buscas os bens materiais?

Impaciente, proferes uma única oração e já queres obter o que pedes.

Semeias com parcimônia e esperas colher abundantemente.

Sequer concedes tempo às Leis Divinas para que as Leis Divinas ajam em teu favor.

Quase tudo te habituaste a querer precipitadamente.

Se não tens, de imediato, os teus caprichos atendidos, descambas para a descrença.

Endereças ultimatos ao Criador, como se Ele existisse apenas para te servir.

Indiferente à fé, reivindicas prodígios de que te julgas merecedor.

Habituado a corromper a justiça dos homens, intentas corromper a ordem que impera no Universo.

Toda bênção espiritual sempre se faz antecipar pelo suor de quem lhe permanece na expectativa.

Não batas às portas do Céu, sem humildade.

Insistir na dádiva não é ser impertinente com Deus.

Irmão José (do livro “Dias Melhores” – psic. Carlos Baccelli)

SE NÃO CONSEGUES – Irmão José

   Se não consegues libertar-te, de imediato, deste ou daquele problema que te acabrunha, procura administrá-lo.

Que as tuas dificuldades íntimas não sejam embaraço para os outros.

Que as tuas mazelas pessoais não comprometam a felicidade de ninguém.

Que as tuas lutas por melhorar não afetem a vida dos teus semelhantes.

Não sejas condescendente em excesso com os teus erros!

Não toleres em demasia as tuas constantes reincidências no mal.

Administra os teus conflitos psicológicos, pugnando por tua independência, em tuas inclinações infelizes.

Corrige-te a cada dia e, de tuas pequeninas vitórias no cotidiano, alcançarás o triunfo definitivo.

METAS A CUMPRIR – Irmão José

Em termos profissionais, o homem sempre se traça metas a serem alcançadas.
Agenda-se, com o intuito de mais bem aproveitar o tempo disponível.
Disciplina-se, buscando não dispersar energias no que pretende realizar.
Recicla-se, adequando-se às exigências de atualização do conhecimento.
Esmera-se, em todos os sentidos, para não se ver fora de contexto no mercado de trabalho.
Do entanto, no que tange às conquistas de natureza espiritual, o homem não se empenha com a mesma determinação com que se lança às coisas do mundo material.
Não se impõe metas a cumprir, qual se dons do espírito pudessem lhe ser outorgados graciosamente, sem nenhum dispêndio de esforço e sem o menor interesse de sua parte.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

DESCANSO – Irmão José

Cumpre com o dever que te cabe, mas não com o pensamento de, em seguida, te entregares a improdutivo descanso.
Se almejares, no reino do espírito, a conquista de maiores prerrogativas, não penses em cruzar os braços.
Fielmente executada, a tarefa menor te habilita à execução de tarefas de maior envergadura e responsabilidade.
Ninguém segue à frente para esquecer quem se movimenta na retaguarda.
Enquanto houver o menor traço de sombra, a luz não deixará de expandir-se em claridade.
Disse-nos Jesus que muito se pedirá a quem muito recebeu. Isto significa dizer que, do espírito mais consciente, sempre se esperará cada vez mais efetiva participação na obra da Criação Divina.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

CORAGEM RARA – Irmão José

Muitos são os que se dispõem a desafiar perigos, arriscando a vida de maneira espetacular.
Outros se dão à prática de esportes radicais, revelando o seu descaso perante a morte.
Quase sempre, o mundo saúda por heróis aqueles que realizaram feitos extraordinários no campo de batalha ou nas arenas em que os limites humanos são postos à prova.
Condecorações e medalhas são reservadas aos que se colocam em evidência intelectual, colaborando para o avanço da Ciência.
Todavia, uma espécie de coragem existe que, infelizmente, a maioria dos homens desconhece ou não sabe valorizar – referimo-nos à coragem rara de empreender, sob a inspiração do Evangelho do Cristo, indispensáveis mudanças em seu mundo íntimo.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

TÓPICOS DA ANSIEDADE (Bezerra de Menezes)

Reergamos o ânimo abatido.

Reajustemo-nos, para corresponder à proteção que o Senhor nos tem dispensado.

A dificuldade é nosso degrau de ascensão.

Não nos faltará o amparo Divino.

(Do livro ‘Apelos Cristãos’, ditado por Bezerra de Menezes, psic. Chico Xavier)

CULPA E CONSCIÊNCIA – Irmão José

Os que mais reclamam são os que menos fazem para melhorar a situação.

Incriminam os outros.

Relacionam culpados.

Responsabilizam os homens qual se não pertencessem à espécie humana.

Profetizam catástrofes e continuam de braços cruzados.

Imaginam, assim, ludibriar a Sabedoria Divina, que os espreita em seus movimentos e intenções.

Falam com propriedade, mas não exemplificam.

Identificam o mal, mas não se dispõem a tratá-lo.

Na expectativa de agradarem a Deus, censuram a Humanidade e a condenam.

Prosseguem lavando as mãos na bacia de Pilatos…

Adormecem todas as noites, esperando que, no outro dia, alguém tome providências.

Responderão pela falta grave da omissão e, talvez, a sua culpa lhes venha a pesar mais na consciência do que na consciência daqueles que, por completa ignorância, vivem em função do mal.

Irmão José (do livro “De animo firme”)

VELHAS FERIDAS – Irmão José

Quando te dispuseres ao diálogo com alguém, não lhe remexas em velhas feridas, recordando episódios desagradáveis de que ele foi protagonista.
Evita causar-lhe constrangimentos, rememorando acontecimentos infelizes que, de maneira direta ou indireta, o envolveram.
A caridade do esquecimento, em relação às faltas alheias, é virtude em que mais devemos nos empenhar para colocar em prática.
Se a própria Lei Divina, a fim de que possamos reerguer-nos para a Vida, nos concede a bênção do olvido, em relação aos erros cometidos no passado, por que haveríamos de negar a mesma oportunidade aos nossos irmãos que caíram?
Em qualquer circunstância, nos valermos das mazelas alheias como trunfo ou objeto de chantagem, para nos colocarmos em situação de superioridade e privilégio, é pôr à mostra uma das piores características de nossa personalidade.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NOS PARÂMETROS DA LEI – Irmão José

A rigor, todo homem tem muito mais o que agradecer do que pedir.
Nos parâmetros da Lei, a aplicação da Justiça Divina se submete à ação da Divina Misericórdia.
O Criador, de certa maneira, é como os pais humanos que, em troca de um sorriso do filho, são capazes de lhe proporcionar o Céu.
Muitas vezes, um único gesto de caridade é suficiente para promover substancial alteração no destino de quem o pratica.
Ao mais leve sinal de arrependimento de qualquer pessoa, Deus lhe escancara a porta de infinitas oportunidades para redimir-se.
Não te iludas; sobre a Terra, todas as pessoas, por mais sofram, são sempre mais felizes do que realmente merecem.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

MEDO INÚTIL – Irmão José

Medo que, porventura, manifestes à respeito da chamada morte é completamente inútil.

Tudo o que existe experimenta a necessidade de contínua mudança.

Cada elemento da Criação cumpre com determinado ciclo de vida e, depois, desaparece, para, em seguida, reaparecer, transfigurado.

Os próprios corpos inertes estão à procura da forma ideal.

O átomo anseia por ser Sol, o verme aspira a ser homem e o homem, por sua vez, sonha ser anjo!

Portanto, não temas o que te é inevitável e, mesmo, indispensável!

Sem que nunca tenhas deixado de viver, sem-número de vezes já morreste e sem-número de vezes ainda morrerás.

Espírito em trânsito pelo Universo, vive, pois, sempre com alegria, na expectativa de que, um dia, te seja dado viver em plenitude, em perfeita comunhão com o Criador.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NÃO ACREDITES MESMO – Irmão José

Não acredites, mas não acredites mesmo, que já estejas na condição espiritual que, um dia, atingirás.Jamais admitas que nada mais tenhas que aprender e melhorar.

Repudia todo e qualquer pensamento que te subtraia a realidade a teu próprio respeito, no que tange a mazelas e limitações que ainda te caracterizam.

Luta contra a ideia de tua superioridade em relação ao próximo.

A única situação de privilégio que deves admitir contigo é a de servir.

Quando te sentires em delírio de grandeza, sobe ao prédio mais alto de tua cidade e olha, atentamente, para baixo…

Sem dificuldade, constatarás que o homem, com todo o seu orgulho e presunção, não passa de pequenino grão de areia, perdido entre bilhões de outros, que se movimentam ao sabor das vagas do Oceano da Divina Misericórdia.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro ‘Pai, Perdoa-lhes!’)

COMO REAGES – Irmão José

COMO REAGES
Se quiseres saber como espiritualmente estás, observa como reages:
– sob provocações inesperadas,
– ante os reveses que sofras,
– padecendo perseguições sistemáticas,
– sofrendo o abandono de companheiros,
– amargando humilhações em público,
– sendo alvo de inverdades,
– sentindo o teu esforço não reconhecido…
Mas se, de fato, pretendes saber quanto te encontras fortalecido contra iminentes possibilidades de queda moral, observa como reages, ao receberes um simples elogio.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

A OUTRA FACE – Irmão José

A OUTRA FACE
Não deixes de exercer qualquer vigilância sobre os teus impulsos de agressividade.
Não creias que já tenhas superado a tua capacidade de reagir com violência, ante a menor provocação que recebas.
Raríssimos são os espíritos que se encontram em condições de oferecer a outra face, sem revide.
Sabendo de tuas crises de impaciência no trato com as pessoas, enquanto não te sentires preparado para silenciar ofensas e assimilar os golpes desfechados contra o teu amor-próprio, procura evitar situações de confronto que te ponham à prova.
Se te percebes com baixo poder de resistência moral, no enfrentamento de determinados problemas, melhor que tomes a iniciativa de afastar-te o máximo possível, somente retornando a lidar com eles quando, por eles, não mais possas ser induzido à perturbação.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro ‘Pai, Perdoa-lhes!’)

PREVINA-SE (André Luiz)

PREVINA-SE (André Luiz)
Equilibre sua justiça, subtraindo-lhe as inclinações para a vingança.
Acautele-se com o seu desassombro, para não cair em temeridade.
Analise sua firmeza, para que se não transforme em petrificação.
Ilumine suas diretrizes, a fim de que se não convertam em despotismo.
Examine sua habilidade, evitando-lhe a internação em velhacaria.
Estude sua dor para que não seja revolta.
Controle seus melindres, de modo que se não instalem na casa sinistra do ódio.
Vele por sua franqueza, a fim de que a sua palavra não destile veneno.
Vigie seu entusiasmo para que não constitua imponderação.
Cultive seu zelo nobre, mas não faça dele uma cartilha escura de violência.
Do livro: Agenda Cristã

TEU PROBLEMA (Emmanuel)

TEU PROBLEMA (Emmanuel)

“Realmente, o problema que te aflige parece insolúvel.

Disseram amigos: “todos os recursos se esgotaram.”

Outros repetiram: “não tentes o impossível.”

Entretanto, ora e age, serve e confia.

O pessimismo nunca dispõe da última palavra.

Espera por Deus e conserva a certeza de que Deus faz sempre o melhor”.

(Do livro: Livro de respostas)

 

PERMANECERÁS FIEL – Irmão José

PERMANECERÁS FIEL

Ante as notícias pessimistas que a imprensa, quase constantemente, veicula, é natural que, por vezes, te abatas.

Não obstante, embora nuvens espessas de ceticismo pairem no horizonte, prometendo borrasca, permanecerás fiel às tuas convicções.

Hora alguma haverás de duvidar que o Senhor permaneça no leme da embarcação terretre, que não soçobrará.

Por menos otimistas sejam as perspectivas em relação ao futuro da Humanidade, não farás coro com as vozes apocalípticas que prenunciam desastre iminente.

Cumpre com o teu diminuto dever, nem que seja o de regar singela planta nos fundos do teu quintal, sabendo que, a partir dela, após o incêndio que ameaça lavrar, destruidor, Senhor poderá reconstruir a floresta.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

ABSOLVIÇÃO – Irmão José

ABSOLVIÇÃO

Entre fazer e errar e não fazer com medo de errar, é preferível fazer.

Nem toda tentativa redunda em êxito completo.

A luz da experiência, não raro, se acende em meio às sombras de amarga decepção.

A tua menor ou maior responsabilidade pelas tuas atitudes dependerá da intenção com que agiste.

Esmerando-te para sempre acertar, não deixes de fazer o que a Vida te enseja oportunidade para tanto.

Sobretudo, faze, buscando, em primeiro lugar, o bem-estar do próximo, porque, com semelhante aval, mesmo se te equivocares e vieres a sofrer condenação dos homens, a consciência te absolverá.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

SUOR E SALIVA – Irmão José

SUOR E SALIVA
Sendo a tua intenção a melhor…
Se, cotidianamente, te esforças para acertar…
Se, aparecendo obstáculos, não desanimas de servir…
Se nenhum interesse subalterno é o móvel de tuas ações…
Se não ambicionas promoção de caráter pessoal…
Se a tua consciência de nada te recrimina…
Se apenas pretendes a condição de simples colaborador nas fileiras do Bem…
Se, em tudo o que fazes, pugnas pela vitória da Fé…
Continua trabalhando, porque, mesmo que não estejas completamente isento de enganos em tuas concepções, vale muito mais o suor que derramas do que a saliva dos que te criticam.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

TRANSFERÊNCIA DE RESPONSABILIDADE -Irmão José

TRANSFERÊNCIA DE RESPONSABILIDADE
Alegando incompreensão alheia, não te justificarás em tuas decisões equivocadas.
Pretextando falta de solidariedade, não te desculparás pelo teu próprio comodismo.
Evocando limitações pessoais, não deixarás de arcar com as consequências das escolhas que efetuaste.
Porque sofreste tentações, não te isentarás de parte da culpa pelo que elas te induziram a fazer.
O fato de, alguma vez, teres padecido ingratidão não te endossará na atitude de indiferença de quase sempre.
Para o fardo que não quiseste ou não queres carregar, não cries mecanismos de transferência de responsabilidade para os ombros alheios.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

SAI DO LUGAR COMUM – Irmão José

Em qualquer setor de atividades, o teu melindre te fará perder um tempo que, na presente encarnação, não mais recuperarás.
Por conta de serem turrões, muitos espíritos desperdiçam excelentes oportunidades de avançar na senda do aperfeiçoamento.
Não te transformes num poço de mágoas, negando-te a continuar servindo, porque não foste ou não és objeto da deferência especial de quem esperavas ou esperas maior consideração para contigo.
O aborrecimento voluntário que te induz à deserção do dever é prova de imaturidade espiritual de tua parte.
A quem serves: a Deus ou aos homens?
Sepulta, de vez, o passado que se faz presente em teu espírito, e, sem tirar os olhos do objetivo a ser alcançado, movimenta as pernas e sai do lugar comum da lamentação improdutiva.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NÃO É DAS MELHORES – Irmão José

NÃO É DAS MELHORES
Se alguém te envenena o espírito contra determinada pessoa que tenha te criticado, não deixes de procurá-la para ouvir a sua versão a respeito dos fatos.
Na boca maledicente, a realidade sempre se distorce e se agrava.
Não dês crédito excessivo a quem se empenha a contar-te o que foi dito contra ti.
As pessoas de alguma elevação espiritual sempre pugnam no sentido de desfazer mal-entendidos ou de amenizar situações de conflito.
Se aparece quem se dispõe a narrar-te, com riqueza de detalhes, falatórios a teu respeito, convence-te de que a sua intenção também não é das melhores.
O amigo, quando sincero, sempre poupa o outro amigo de constrangimentos, encarregando-se ele próprio de fazer a defesa do companheiro que está sendo atacado e, a todo custo, preservar a sua paz.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

ANTIPATIA GRATUITA – Irmão José

ANTIPATIA GRATUITA
Quase sempre, a antipatia gratuita tem sua origem em pregressas existências.
Pode ser, inclusive, nada tenhas feito sofrer ou sofrido de tão grave, para que a aversão entre ti e outra pessoa se manifeste.
Os homens são ainda tão personalistas, que, às vezes, basta pequena discordância no campo das ideias para que se votem mútua rejeição.
A verdade é que, se queremos ser aceitos pelos outros como somos, precisamos aprender a aceitar os outros como eles exatamente são.
Toda antipatia, no fundo, é falta de afinidade, recíproca ou apenas de uma das partes.
Sim, porquanto o próximo com quem não te afinas pode pairar num plano de compreensão tão superior ao teu, que simplesmente ignora o que por ele sentes.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

ORA SEMPRE – Irmão José

ORA SEMPRE
Se estiveres encontrando dificuldade para perdoar a mágoa que alguém te haja feito, ora, pedindo a Deus que te abençoe com a dádiva de seu esquecimento.
Ora todos os dias, rogando a Deus que te favoreça com a compreensão das fragilidades daquele que te ofendeu.
Pede a Deus, em tuas orações, para que te afaste da cabeça e do coração a lembrança constante da humilhação ou da injustiça que sofreste.
Ora, sim, a Deus, pedindo forças para que, nem mesmo em nível inconsciente, venhas a desejar que o teu agressor padeça o que te fez padecer.
Sobretudo, ora sempre, a fim de que jamais te surja qualquer oportunidade que possas utilizar com a intenção de revide.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

APOIO INCONDICIONAL – Irmão José

APOIO INCONDICIONAL
Mesmo em se tratando da prática do bem, não esperes contar com a aprovação geral dos companheiros que te rodeiam.
Embora não conhecendo a extensão de teus esforços para perseverar na tarefa abraçada, haverá quem questione a legitimidade de teus propósitos.
Aquele se preocupará mais com os teus possíveis defeitos que com a tua indiscutível capacidade de trabalho e realização.
Outro apenas te hipotecará solidariedade, efetuando ressalvas sobre certos aspectos de tua conduta pessoal.
Inclusive, ainda outro talvez tente negociar contigo a própria aliança, sugerindo que abdiques dos valores que já se te incorporaram à experiência.
É que, com apoio incondicional, na execução da tarefa no bem em que te empenhas, somente poderás contar com o de Deus.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

AUTOPERDÃO – Irmão José

AUTOPERDÃO
O assunto do autoperdão é tão importante, que convém voltemos a analisá-lo.
Sob pretexto de não viver efetuando cobranças excessivas, são muitos os que enveredam pelos descaminhos da Vida – muitos os que se transformam em instrumentos do sofrimento alheio!
Como, por exemplo, te poderias perdoar pelo sofrimento que, para teu deleite, impões, sucessivamente, aos outros?
De que te vale obter o próprio perdão pelo mal praticado contra alguém, se esse mesmo alguém não te libera da justa acusação pelo que o fizeste padecer?
Sem o perdão dos semelhantes, o chamado autoperdão é evidente sintoma de grave desequilíbrio da parte de quem não se importa com as consequências de suas atitudes.
Quando a Lei Divina nos solicita completa reparação de qualquer erro cometido, somente os insanos conseguem perdoar-se e continuar vivendo a fazer de conta que jamais a infringiram.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

PERDOAR-SE – Irmão José

PERDOAR-SE
Perdoar-se é não viver se martirizando por este ou aquele deslize cometido, mas também não é ignorá-lo de todo.
Se cometeres um erro, por mais grave venha a ser, não permitas que ele te anule ao ponto de que não tenhas forças para repará-lo.
Perdoar-se é obter carta de alforria da própria consciência, que apenas te irá concedê-la quando, com ela, houveres quitado os teus débitos.
Acautela-te, no entanto, para que, a excessiva complacência contigo não te endosse a conduta em novas quedas e equívocos.
O perdão ilimitado, que nos aconselha Jesus, é para ser aplicado em relação aos outros e não de nós para nós mesmos.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NÃO INSISTAS – Irmão José

NÃO INSISTAS
Não insistas no relacionamento afetivo que pretendes, sem que sejas correspondido.
A afeição saudável carece de ser recíproca.
Se te encontras com alguém que não te ama com a mesma intensidade, é porque ainda não encontraste quem, verdadeiramente, te fará feliz.
O amor não desiste, mas também não é leviano e inconsequente.
Quando a imagem de determinada pessoa que não pensa habitualmente em ti não te sai da cabeça, convém que consideres a hipótese de possível patologia no campo de tuas emoções.
E, sendo assim, antes que tal doença se torne crônica, anulando-te para a vida em torno, é aconselhável que procures tratamento.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

É MELHOR – Irmão José

É MELHOR

Não forces os limites da amizade que alguém te ofereça.

Respeita os compromissos afetivos já assumidos por quem se faça objeto de teus sentimentos.

Poupa de constrangimentos o irmão ou a irmã por quem te encantaste, na convivência cotidiana, evitando transformar-te em instrumento de tentação e queda em seu caminho.

Afasta-te de quem não saibas ou não queiras manter a distância que a prudência aconselha, em louvor da tranquilidade de muita gente.

Se não te consegues conter em teus impulsos na presença de quem, sem te alimentar com esperanças enganosas, procura evitar-te, é melhor que, discretamente, tomes a iniciativa de não mais contatá-lo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

ECOLOGIA DO ESPÍRITO – Irmão José

ECOLOGIA DO ESPÍRITO

Não ignores que os teus pensamentos sombrios se projetam na atmosfera, envenenando o ar que respiras e ocasionando doenças de difícil diagnóstico e tratamento.

Vibrações de ódio formam espessas nuvens que se rebentarão em tempestades de violência e destruição.

Sentimentos de rancor são emanações deletérias que, inclusive, contaminam os alimentos de que te nutres.

Quando te referires à degradação ambiental, não imagines que ela se restrinja apenas e tão-somente aos reinos inferiores da Natureza.

Através de processos de vampirização psíquica que desconsideras, o homem encarnado ou desencarnado é sempre o maior predador do próprio homem e da vida ao seu derredor.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

A DIFERENÇA – Irmão José

A DIFERENÇA

Por que será que, aumentando conhecimento, o homem, em termos de vida material, aumenta o seu nível de exigência?

Não deveria ser o contrário, isto é, quanto mais se conhecesse, mais ampla consciência teria da transitoriedade de tudo?

O que, afinal, estará errado, na atualidade, se quanto mais se tem, mais se deseja ter?

Semelhante problema está afeto à falsa erudição que o homem adquire, contrapondo-se à conquista da verdadeira sabedoria.

O que lhe sobra em intelectualidade falta em espiritualidade.

Apenas conhecimento – tudo ter e nada possuir.

Conhecimento com sabedoria – nada ter e tudo possuir.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

DECISÕES DIFÍCEIS – Irmão José

DECISÕES DIFÍCEIS

Sempre que tenhas de tomar qualquer decisão difícil, envolvendo a vida e as pretensões de alguém, busca fazê-lo da maneira mais isenta possível.

Não defendas o teu ponto de vista, intentando arrasar quem pensa diferente de ti.

Se as ideias podem ser discutidas, as pessoas devem ser respeitadas.

Se o médico não soubesse separar a doença do doente, em vez de exímio cirurgião que salva, ele não passaria de mero fornecedor de atestados de óbito.

Quando a defesa da Verdade se transforma em caso pessoal, a paixão distorce a realidade e comete injustiça.

No combate às Trevas, não há necessidade de que se invista contra elas – é suficiente fazer Luz!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

INCLUSIVE DEUS – Irmão José

INCLUSIVE DEUS

Controla a tua ansiedade.

Não corras: caminha.

Procura fazer uma coisa de cada vez.

Não te aflijas pelo dia de amanhã.

Que, para ti, o relógio não seja uma obsessão.

Tens a eternidade pela frente.

Disciplina, sim, o teu tempo, mas não com inflexibilidade.

Por exigir em excesso de si, muitos terminam por anular-se.

Se fizeres com calma o que podes e sabes, o teu rendimento te surpreenderá.

Com perseverança, do pouco, aprenderás a fazer muito.

Por mais pretendas inverter a ordem natural, o fruto não vem antes da flor.

No Universo, tudo espera, inclusive Deus.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

PRIMEIRA LETRA – Irmão José

PRIMEIRA LETRA

Acautela-te contra qualquer estado de excitação intelectual que ultrapasse os limites do aceitável.

Muitos, num assunto polêmico, não sabem contentar-se com parcela da razão – querem-na ter por inteiro.

Outros, porque estejam certos em determinado aspecto de um problema, concluem que os demais estejam completamente equivocados na análise que dele efetuam.

Por mais próximo esteja da Verdade, o homem ainda terá que caminhar muito para a sua compreensão integral.

Quase todos os conceitos humanos sobre os quais a Vida se fundamenta na Terra são passíveis de revisão.

Não te empolgues exageradamente com o que já conheces, porquanto tudo quanto o homem conhece na atualidade não passa da primeira letra do Alfabeto da Sabedoria, que está aprendendo a soletrar.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

COMEÇO DE CARMA – Irmão José

COMEÇO DE CARMA

Não deixes que a tua indignação, por mais justa, se transfigure em revolta…

Que a tua revolta se converta em cólera…

Que a tua cólera se transforme em violência…

Que a tua violência descambe para a criminalidade…

Às vezes, o carma mais difícil tem início em teu pequeno descontrole de ordem emocional.

Quando, pois, sintas necessidade de reagir em desaprovação à atitude de alguém ou a este ou àquele acontecimento que te contraria, procura fazê-lo de maneira a não perderes a serenidade.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

SEM JUSTIFICATIVA – Irmão José

SEM JUSTIFICATIVA

O fato de alegares que apenas devolveste a ofensa recebida não te eximirá da culpa de, por tua vez, teres igualmente ofendido.

O mal de que és a vítima não justificará o mal que venhas a praticar em revide.

Não tomes a ação da Lei Divina em tuas mãos.

Sob o pretexto de defesa, muitos acabam cometendo maiores agressões que as recebidas.

À mais leve contrariedade, quantos são os que não aproveitam para fazer desabar sobre os mais frágeis toda a ira acumulada em seu espírito!

Se ainda não consegues ignorar, de todo, o golpe que te foi desfechado, pelo menos não reajas a ele como quem, invertendo os papéis, passa da condição de vítima à de algoz.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

QUALQUER UM DE NÓS – Irmão José

QUALQUER UM DE NÓS

Quantas vezes já tiveste ocasião de te arrependeres do juízo precipitado que formulaste a respeito dos outros!

Quantas injustiças cometidas por ti, examinando atitudes alheias de maneira superficial, sem sequer considerares a hipótese de estares equivocado!

Não continues, pois, fazendo coro com os que gritam condenações, sem ouvirem as tímidas vozes que se erguem em favor dos acusados.

Depois de esgotares todas as tuas possibilidades de apreciação no processo contra alguém, dificilmente deixarás de encontrar elementos que, pelo menos, lhe atenuem a falta.

Porquanto, de fato, espíritos imperfeitos que todos ainda somos, o delinquente pode ser qualquer um de nós que se deixou surpreender pelo ato de delinquir.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

O QUE CRESCE EM TI? – Irmão José

O QUE CRESCE EM TI?

O teu espírito pode se comparar à gleba preparada para o cultivo imediato das sementes que lhe são atiradas a esmo.

Não consintas que o espinheiro do ódio tome o espaço que deves consagrar à tua lavoura de amor.

Acautela-te para que não deixes alastrar em teu íntimo a tiririca da insensatez e da desconfiança.

Vigia para que os semeadores de trevas não se apossem do solo de teu coração, fazendo aí germinar o joio da descrença.

Nos frutos que esperas colher, o que cresce dentro de ti?

Não te esqueças de que a leira do espírito, quando ocupada pela erva daninha da mentira e da ilusão, antes que devidamente seja semeada com proveito, necessita da ação incessante da enxada a dor que lhe extirpe o mal pela raiz.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

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CONSEQUÊNCIAS DO RANCOR – Irmão José

CONSEQUÊNCIAS DO RANCOR

Atenta para algumas consequências do rancor na vida de quem vive preso a semelhante estado de espírito:

– até quando se esforça para sorrir, deixa transparecer estranha máscara de amargura que se lhe afivela ao rosto;

– o seu pensamento está sempre preso à causa da aversão ao redor da qual, sem perceber, passa a girar;

– o seu sono se revela tisnado por pesadelos que quase nunca lhe permitem completo descanso;

– dificilmente, consegue ser espontâneo no relacionamento com outras pessoas, mormente com aquelas que convivem com o objeto de sua antipatia;

– por mais brilhantes, as palavras que profere nunca soam descontraídas de todo;

– quando chamado ao aconselhamento de alguém, sempre se sente desautorizado a fazê-lo;

– a simples menção do nome por quem experimenta animosidade costuma alterar o seu comportamento…

Enfim, uma pessoa rancorosa, transformando o coração em vaso de fel, não dispõe de água pura para saciar a própria sede de paz.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

EIS A SENTENÇA! – Irmão José

EIS A SENTENÇA!

Se não queres perdoar, não olvides os rígidos preceitos morais que, perante a Vida, traças para a tua conduta, doravante:

– estarás, naturalmente, obrigado a não mais cometer erro algum;

– não mais poderás desculpar-te com base em tuas fragilidades;

– não mais te será lícito esperar pela menor compreensão de quem quer que seja;

– nem mesmo da Misericórdia Divina terás o direito de reivindicar indulgência;

– nos deslizes que vieres a cometer, arcarás com todos os seus agravantes;

– porque a ninguém ouviste na defesa de quem, sumariamente, censuras por inútil, não contarás com advogado que se disponha a argumentar em teu favor…

Não estranhes, pois, se, na apreciação de tuas atitudes, o peso da Lei vier a cair sobre ti com todo o seu rigor, sem que possas recorrer da sentença proferida.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NÓDOA NO ESPÍRITO – Irmão José

NÓDOA NO ESPÍRITO

Podes cumprir com quase todos os teus deveres, mas, se não perdoares, levarás para a Vida além da morte, à feição de nódoa no espírito, a mágoa de que não te livraste.

Qualquer questão que te ficar pendente no campo do relacionamento com o próximo criar-te-á embaraço no caminho evolutivo.

Muitos espíritos prestes a se redimirem de todo, com o intuito de apagarem diminuta falta que ficou esquecida no passado distante, se sentem compelidos a um novo mergulho na carne.

Não deixes para depois a solução do problema que, mais tarde, talvez se complique em demasia.

A oportunidade de reajuste que desfrutas na convivência com alguém é a mais adequada de todas.

A Lei Divina jamais se equivoca. Se te encontras ao lado da pessoa com quem deves te harmonizar, é porque o melhor momento para isto é agora.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

VACINA EFICAZ – Irmão José

VACINA EFICAZ

Muitas doenças de etiologia obscura têm a sua origem na consciência culpada.

Processos patológicos de difícil abordagem e tratamento, que se evidenciam em certas pessoas, podem ter a sua causa nas vibrações de ódio emitidas por quem lhes padeceu humilhação e injustiça.

Distonias mentais, as mais variadas, talvez estejam sendo provocadas pelo remorso naqueles que, inconscientemente, se recriminam por esta ou aquela atitude infeliz cometida em relação ao próximo.

O perdão é vacina eficaz que te imuniza contra o desequilíbrio de natureza psicossomática.

Não te exponhas, de maneira voluntária, à enfermidade e à perturbação que a Medicina nem sempre sabe tratar.

Perdoa e, se for o caso, pede perdão, porque somente quem perdoa ou é perdoado desenvolve proteção natural que lhe preserva a saúde do corpo e da alma.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

JESUS E O CIRINEU – Irmão José

JESUS E O CIRINEU

No episódio que envolve a figura de Simão, o Cireneu, que auxiliou Jesus a transportar a Cruz, temos significativo exemplo do que é humano sendo chamado a cooperar com o que é divino.

É claro que aquele homem não fora solicitado a complementar a coragem do Senhor, no testemunho derradeiro, mas, sim, a substituir-lhe os ombros macerados sob o pesado lenho.

Ao Mundo Espiritual, que te convoca a determinada tarefa, embora conhecendo tuas limitações espirituais para concretizá-la, basta o concurso de tuas mãos.

Não alegues, pois, em tua humanidade, excessiva imperfeição para fuga deliberada aos convites que te são formulados para colaborar com o Céu sobre a Terra.

Cede o teu corpo ao Senhor, e, por seu intermédio, Ele operará maravilhas.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NÃO ÉS IMPRESCINDÍVEL – Irmão José

NÃO ÉS IMPRESCINDÍVEL

Se te encontras na prática do bem genuíno, não te desentendas com os teus colaboradores, sejam eles remunerados ou não.

Evita comentários em torno de suas possíveis fragilidades e deficiências.

Não permitas que a conversa inconsequente, suscitada por alguém, siga adiante, ganhando corpo e comprometendo o rendimento da tarefa.

Desculpa os possíveis deslizes dos companheiros que possuis, valorizando-os em suas mais diminutas possibilidades de auxílio e cooperação.

Nivela-te a eles em tuas demonstrações de boa vontade, sem sequer te consentires o pensamento de que estejas lidando com subalternos.

E, antes de considerá-los substituíveis e dispensáveis, não te esqueças de que, por maior seja a tua responsabilidade à frente do serviço em execução, igualmente, não és imprescindível, e muitos outros, fazendo com vantagem tudo o que fazes, poderão ser chamados a te ocupar o lugar.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

SE NÃO ESTIVESSES – Irmão José

SE NÃO ESTIVESSES

Se não estivesses:

Interessado em acertar mais e errar menos…

Cogitando de tua melhoria íntima…

Dedicando-te a uma causa em prol da Humanidade…

Fugindo à vulgaridade que te é habitual…

Combatendo, em ti mesmo, certas tendências negativas…

Esmerando-te no cumprimento do dever cotidiano…

Consagrando-te ao esforço do perdão incondicional…

Perseverando nas tarefas do ideal que abraçaste…

Cedendo parcela de teu tempo aos semelhantes…

Se não estivesses, enfim, procurando viver de acordo com os ditames da própria consciência, é provável que as tuas lutas fossem bem menores do que são, mas, por outro lado, é certo que não experimentarias tanta paz no coração.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

SEGUINDO JESUS – Irmão José

SEGUINDO JESUS

Sim, o caminho para os Cimos é estreito, longo e íngreme…,

…a margeá-lo, numerosos perigos espreitar-te-ão os passos, tramando a tua queda.

Conspirações para que te desanimes de percorrê-lo, muitas vezes, partirão de quem menos esperas.

Palavras de incentivo na jornada te chegarão da boca de pouquíssimos e sinceros amigos.

Propostas tentadoras tudo farão para que retrocedas.

Vantagens materiais que nunca tiveste haverão de ser-te oferecidas, de uma hora para outra.

Argumentos de toda espécie buscarão convencer-te de que tamanho esforço é inteiramente inútil.

Não te esqueças, porém, de que o Senhor nunca te disse que, ao tomar a decisão de segui-lo, caminharias sobre um tapete de flores.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

AINDA HOJE – Irmão José

AINDA HOJE

É inegável que o homem encarnado ainda não possui espiritualidade bastante para viver apenas dedicando-se aos assuntos do espírito.

Não obstante, a pretexto das limitações que revela, não deve continuar fazendo concessões à vida imediatista, chafurdando-se no erro.

Sem determinação e coragem, não há quem consiga romper com o passado, caminhando em direção ao futuro.

Por ser lento e gradativo, não deixes, pois, ainda hoje, de dar início ao teu processo de redenção espiritual.

Opõe-te às tuas tendências de natureza inferior e, nem que seja por um minuto, a cada dia, resiste aos apelos e sugestões negativas que te emergem das profundezas.

Ainda hoje, começa a emancipar-te do domínio opressor da vida material e, amanhã, o que, agora, tantas lágrimas te custa haverá de te ser motivo de indefinível alegria ao coração.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

PROVOCAÇÕES – Irmão José

PROVOCAÇÕES

Não te satisfaças à custa de opressão verbalizada nas frases reticentes que dirijas ao teu interlocutor.

As palavras, por vezes, ferem e humilham mais profundamente que as atitudes.

Jamais te prevaleças de tua inteligência para efetuares ameaças veladas a quem desejas intimidar e submeter moralmente, esperando obter certas vantagens.

Não olvides que toda agressão física de consequências imprevisíveis, quase sempre, se faz preceder por esta ou aquela palavra de provocação.

E, entre quem fala ou faz, por causa determinante do mal, a maior parcela de culpa, não raro, cabe a quem fala.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NÃO QUEIRAS SER – Irmão José

NÃO QUEIRAS SER

A pedra de tropeço é uma bênção, no entanto não a queiras ser no caminho de alguém.

A ofensa é sempre oportunidade de crescimento interior ao ofendido, porém não queiras ser o responsável por ela.

A crítica maledicente é cinzel que, embora a contragosto, aperfeiçoa a quem se dispõe a lapidar, todavia não queiras ser o autor de seus golpes.

A trama que culmina com a derrocada de quem pretende atingir termina por ensinar-lhe vigilância, mas não queiras ser o instrumento para fazê-lo aprender o que, neste sentido, ele ainda não sabe.

Alertou-nos Jesus a respeito da necessidade do mal, contudo, em tempo e circunstância alguma, na condição de seu agente ativo ou passivo, não queiras promovê-lo na vida de quem seja.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

DINHEIRO E PERDÃO – Irmão José

DINHEIRO E PERDÃO

Não deixes que a tua melhor situação financeira te afete a personalidade, tornando-te mais distante de teus semelhantes.

Não consintas que o dinheiro fácil te faça perder contato com a simplicidade que, na penúria, conheceste.

Muitos, ao enriquecerem, passam a ignorar as suas prioridades morais, pouco se importando com os ajustes afetivos nos quais devem continuar empenhando-se.

O poder e status que o dinheiro te confere são dos mais ilusórios, pois, de um instante para outro, como os ganhaste, podes vir a perdê-los.

Diante, pois, de fortuna inesperada que te visita, não passes a considerar por bagatela a tua necessidade de perdoar ou de ser perdoado por aqueles que te magoaram ou que por ti foram magoados.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NA CONVIVÊNCIA – Irmão José

NA CONVIVÊNCIA

Na convivência com os teus semelhantes, sê transparente.

Não te escondas em teus valores intrínsecos.

Nem te camufles, aparentando ser o que não és, com o propósito de enganares.

Mostra-te verdadeiro, mas não firas a ninguém com a tua sinceridade.

Existem mil modos de dizer o que se faz preciso, sem que, para tanto, necessites arrasar as pessoas.

A fim de não escandalizarmos, se precisamos ocultar os próprios defeitos, não carecemos colocar à mostra as imperfeições dos outros.

Submete toda palavra que te surja aos lábios e, antes de dizê-la, repara na maneira com que ela te soaria aos ouvidos, caso fosse proferida por outra boca.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

LUTA E BENÇÃO – Irmão José

LUTA E BENÇÃO

Convence-te de que, se a luta é grande, a bênção não é menor.

O Senhor jamais nos deixa à mercê de nossas fragilidades.

Para quem caiu, são inúmeras as oportunidades de soerguimento.

Se muitas são as mãos que te impelem para o abismo, em número bem mais expressivo, são as que te sustentam no caminho reto.

Se te soam aos ouvidos vozes que te induzem ao desalento, outras se articulam, infundindo-te coragem.

Quem somente olha para baixo dará sempre maior destaque aos espinhos e pedrouços da jornada.

Levanta os teus olhos acima da linha do horizonte e verás que, quando mais escura a noite da provação, estrelas tremeluzem no firmamento.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

ESCOLHER SERVIR – Irmão José

ESCOLHER SERVIR

Alista-te, sem mais demora, em qualquer frente de trabalho que se encontra em ação, construindo o Reino de Deus entre os homens.

Todavia, trabalhando, não deixes que o melindre te subtraia a oportunidade de te contares entre os mais devotados cooperadores de Jesus.

Enquanto muitos se iludem, disputando posições de liderança no imenso canteiro de obras, seja a tua meta o dever a cumprir, angariando o mérito intransferível do suor que verteres.

Qual o Senhor, que não hesitou, em humilde carpintaria de Nazaré, secundando os esforços de seu pai, a utilizar o serrote e a enxó, o formão e o martelo, estende as tuas mãos e empunha, com alegria e dignidade, a ferramenta mais humilde que te for destinada.

Simplesmente, escolhe servir onde, quando e como Ele o queira, sem nem mesmo cogitar de salário, na certeza de que, hoje e sempre, receberás na justa medida de tua boa vontade e idealismo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

ANJOS HUMANIZADOS – Irmão José

ANJOS HUMANIZADOS

Quando descem para conviver com os homens na carne, dificilmente os anjos deixam de expor-se às circunstâncias em que são chamados a viver e de mostrarem-se quase tão humanos quanto eles.

Se assim não fosse, a disparidade entre uns e outros seria tamanha, que, praticamente, tornaria inviável o contato dos que têm algo a ensinar com aqueles que tudo ainda necessitam aprender.

Todavia, porque assim seja, não os busques tornar mais semelhantes a ti do que tanto já lhes custa mostrar que são.

Em vez de apontar-lhes esta ou aquela fragilidade de superfície, faze o possível para igualá-los na robustez das virtudes que demonstram sob o guante da tentação.

E, porque tropecem e, de quando a quando, se revelem vacilantes, não os suponhas com as características de desequilíbrio constante que são próprias do mais comum dos mortais.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

TODAS AS PESSOAS – Irmão José

TODAS AS PESSOAS

Destacando os defeitos dos que convivem contigo, muitas vezes, deixas de perceber-lhes as qualidades.

Acaso, por conta de uma só fruta deteriorada a lhe pender do galho, condenas ao machado a árvore que se cobre de frutos saborosos?

Porque se mostra poluída, ao longo do trajeto que percorre, a fonte deixa de ser cristalina na nascente de onde se põe a jorrar?

Pela infelicidade de um dia ou de uma hora, como julgar alguém que, a vida inteira, tem feito o possível para perseverar no caminho da virtude?

Sobre a Terra, todas as pessoas, quando observadas de mais perto, se assemelham ao diamante que, embora o seu indiscutível valor potencial, antes de ir para a vitrina de uma joalheria, necessita ser lapidado.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

A ALEGRIA DO PERDÃO – Irmão José

A ALEGRIA DO PERDÃO

Das alegrias que a prática da caridade proporciona, por ser, talvez, a que mais exige, a alegria do perdão é a maior de todas delas.

Somente quem experimenta semelhante sensação íntima para tentar definir o que a palavra não define.

Perdoar é inundar-se de luz!

No momento do perdão sincero é que o homem comum, ao superar-se, consegue nivelar-se ao Cristo, sentindo-Lhe, num lampejo, a Divina grandeza.

Para perdoar, além do que traz em seu coração, ninguém de mais nada necessita.

Imobilizado na cruz, mas não imobilizado em sua capacidade de continuar amando, o Cristo, despojado de quase tudo, ofertou à Humanidade o único bem de que dispunha naquelas circunstâncias que lhe eram extremamente adversas – o insuperável tesouro do perdão!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NÃO TERIAS A OUSADIA – Irmão José

NÃO TERIAS A OUSADIA

Se tivesses acesso ao teu passado de culpas, não censurarias ninguém.

Se pudesses prever o desatino que, a qualquer momento, és capaz de cometer, não te atreverias a julgar a quem fosse.

Se avaliasses bem as tuas inclinações negativas, viverias com justificado receio de ceder ao assédio delas e exteriorizá-las, de inesperado.

Se considerasses que, na maioria das vezes, és comandado por emoções que não consegues controlar, pensarias demoradamente antes de emitir uma única opinião sobre determinado assunto.

Se percebesses as oscilações de tua personalidade, sempre em trânsito da luz para as sombras, tratarias de ser mais humilde, combatendo sem tréguas as tuas imperfeições.

Se, enfim, procurasses viver com maior consciência de tuas muitas mazelas, não terias a ousadia de sequer efetuar insinuações maledicentes com que intentas prejudicar os teus semelhantes.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

TAIS PESSOAS EXISTEM – Irmão José

TAIS PESSOAS EXISTEM

Existem pessoas que experimentam certo regozijo em torno da notícia escandalosa que circula sobre a vida de alguém.

Exultam, intimamente, porque aquele a quem consideravam na condição de rival tombou no campo de luta.

As palavras com as quais, por vezes, costumam lamentá-lo na queda não correspondem aos sentimentos que ocultam – sentimentos que, de certa maneira, concorreram para impeli-lo à derrocada.

Às vezes, tanto esperavam pelo seu fracasso, que, a pretexto de solidariedade, não hesitam em ir comprovar por si mesmas que, finalmente, fulano caiu…

É que tais pessoas, infelizmente, apenas conseguem ser maiores quando, por força das circunstâncias, alguém se torna menor.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

O AMIGO PERFEITO – Irmão José

O AMIGO PERFEITO

O único amigo que jamais te decepcionará é Jesus Cristo.

Todos os demais serão para ti o que és para eles: alguém sujeito às variantes emocionais de quem luta com problemas semelhantes aos teus.

Por maior seja a tua amizade com este ou aquele, não lhe conheces os dramas familiares o suficiente, para prever que, de uma hora para outra, ele possa vir a surpreender-te com decisões extremas.

Se, tantas vezes, já caíste em tentação, por que o teu amigo estaria obrigado a manter-se sempre de pé?

Sobre a Terra, quando alguém erra, quase todos estão preparados para acusar e quase ninguém para lhe advogar a causa, apresentando atenuantes em seu favor.

Não te esqueças de que, ao receber o ósculo da traição, mesmo sabendo da trama que Judas encabeçava contra Ele, Jesus não deixou de chamá-lo “amigo”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

PERDÃO AOS AMIGOS – Irmão José

PERDÃO AOS AMIGOS

Se Jesus recomendou o perdão aos inimigos, o que não nos solicitaria em relação aos amigos?

Porque, em algum momento, alguém tenha deixado de corresponder às tuas expectativas, não rompas antiga relação de amizade.

Por serem tão frágeis quanto nós, os amigos também falham…

Nem sempre as pessoas das quais costumamos muito esperar estão em seu melhor dia.

Companheiros de atitude irrepreensível podem decepcionar-nos.

Por que haveríamos de perder a confiança em quem, num instante de fragilidade, se revelou tão humano quanto nós?

Se as pessoas deixassem de nos considerar amigos porque lhes causamos esta ou aquela frustração, é provável que não tivéssemos amizade com uma só delas.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NÃO EXIJAS – Irmão José

NÃO EXIJAS

Repara no material humano com que Jesus procurou trabalhar, lançando os alicerces do Reino Divino sobre a face da Terra:

– os Apóstolos eram homens sem nenhuma cultura acadêmica ou expressão social;

– o seu séquito era constituído por pessoas tão humildes e simples, que eram rotuladas de “pobres de espírito”;

– os que, mais de perto, puderam testemunhar-Lhe a grandeza, a fim de testificá-la para a posteridade, foram os doentes e os obsessos que Ele próprio curara;

– em meio aos poucos amigos que tiveram suficiente coragem de acompanhá-Lo no derradeiro instante do Calvário, além do mais jovem dos discípulos, estavam quatro pobres senhoras, entre as quais se destacava a figura abençoada de sua Mãe;

– a responsabilidade da auspiciosa notícia de sua Ressurreição, por mensagem vivificadora do Cristianismo nascente, coube à marginalizada irmã da qual Ele havia expulsado sete gênios das Sombras…

Assim, não exijas que os teus companheiros de tarefa possuam atributos e qualificações que muitos dos seguidores de Jesus não possuíam.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NÃO DESISTAS DE TI – Irmão José

NÃO DESISTAS DE TI

Por mais tenhas fracassado em tuas reiteradas tentativas de renovação íntima, não desistas de ti.

Se hoje tornaste a cair, refaz os teus propósitos de não mais caíres amanhã.

Fazendo o Bem na medida de tuas forças e possibilidades, resiste à definitiva influência do Mal em tua vida.

Ainda que seja a passos extremamente vagarosos, não deixes de caminhar para a frente.

Não te acomodes na imperfeição, mas também não queiras transpô-la de um salto.

Situado na escuridão do abismo mais profundo, não te desanime a distância incomensurável que te separa do brilho das estrelas.

Um dia, todo espinho há de ser flor!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

PRODÍGIOS AO TEU ALCANCE – Irmão José

PRODÍGIOS AO TEU ALCANCE

Com certeza, ainda não podes, qual o Divino Mestre, transformar a água em vinho, todavia muitos outros prodígios jazem claramente ao teu alcance.

Nada há que te impeça, por exemplo, de enxugar as lágrimas no rosto de quem chora e transfigurar a tristeza em alegria.

Se quiseres, ainda hoje, podes vir a ser a esperança concretizada de uma mão amiga que soerga para a vida a quem se encontra no chão.

Tens o abençoado dom de resgatar à delinquência e conduzir ao banco escolar a criança que os próprios pais esqueceram.

Com o simples gesto de assinar o teu nome num documento, abrirás a porta do trabalho digno a quem, desde muito, se vê impedido de lutar pelo pão de cada dia.

São tantos e tantos os prodígios ao teu alcance, em tuas infinitas possibilidades no bem, que, onde estejas, é como se Deus estivesse operando por teu intermédio.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

A VIRTUDE DA CRUZ – Irmão José

A VIRTUDE DA CRUZ

Entre dizer e ouvir a verdade, o homem mais necessita de ouvi-la.

Entre servir e ser servido, o homem mais carece de servir.

Entre amar e ser amado, o homem mais precisa amar.

Entre ter e não ter, ao homem mais convém não possuir.

Entre perdoar e ser perdoado, porém, o homem somente será perdoado na exata medida em que perdoar.

Porque o perdão, a virtude da cruz, é a única força com que, de imediato, o homem pode transformar toda derrota em vitória e converter toda sombra do Mal em luz do infinito Bem.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NÃO MEÇAS NEM JULGUES – Irmão José

NÃO MEÇAS NEM JULGUES

A fim de que não te equivoques na justa apreciação das pessoas que não conheces e com as quais nunca conversaste…

Que não te enganes quanto à sinceridade de propósitos de quem veio integrar o teu rol de amizades…

Que não desacredites da boa vontade e da capacidade de realização de quem se oferece para te secundar os esforços…

Que não percas a chance de contar, agora ou no futuro, com a decisiva e transparente colaboração de quem, realmente, apenas deseja colaborar contigo…

Não meças a ninguém pelo teu próprio tamanho e nem julgues a intenção alheia pelas tuas intenções.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

DIA DOS PAIS (Francisco Cândido Xavier/ Emmanuel)

DIA DOS PAIS
(Francisco Cândido Xavier/ Emmanuel)

Pensando em Deus, pensa igualmente nos homens, nossos irmãos.

Detém-te, de modo especial, na simpatia e no amparo possível, em favor daqueles que se fizerem pais ou tutores.

As mães são sempre revelações angélicas de ternura, junto aos sonhos de cada filho, mas é preciso não esquecer que os pais também amam…

Esse perdeu a juventude, carregando as responsabilidades do lar; aquele se entregou a pesados sacrifícios, apagando a si mesmo, para que os filhos se titulassem com brilho na cultura terrestre; outros se escravizaram a filhinhos doentes; muitos foram banidos do refúgio doméstico, às vezes, pelos próprios descendentes, exilados que se acham em recantos de imaginário repouso, por trazerem a cabeça branca por fora, e, em muitas ocasiões alquebrada por dentro, sob a carga de lembranças difíceis que conservam em relação aos infortúnios que atravessaram para que a família sobrevivesse, e, ainda outros renunciaram à felicidade própria, a fim de se converterem nos guardais da alegria e da segurança de filhos alheios!…

Compadece-te de nossos irmãos, os homens, que não vacilaram em abraçar amargos compromissos, a benefício daqueles que lhes receberam os dons da vida.

Ainda mesmo aqueles que se transviaram ou enlouqueceram, sob a delinquência, na maioria dos casos, nos merecem respeitoso apreço pelas nobres intenções que os fizeram cair.

A vida comunitária, na Terra de hoje, instituiu datas de homenagens às profissões e pessoas.

Lembrando isso, reconhecemos, por nós, que o Dia das Mães é o Dia do Amor, mas reconhecemos também que o Dia dos Pais é o Dia de Deus.

EMMANUEL

(Do livro “Seara de Fé”, psic. Francisco Cândido Xavier)

PRINCIPAL TESTE – Irmão José

PRINCIPAL TESTE

A tua capacidade de compreender e perdoar é o principal teste de aferição de teus conhecimentos do Evangelho, traduzidos na prática.

Nada difícil desprender-te de algumas moedas que te pesam no bolso em favor de quem as mendiga…

Simples demonstração de generosidade, a doação de peças de vestuário que jazem encostadas em teu guarda-roupa…

Cumprimento de um dever de solidariedade formal, a tua visita ao amigo que se encontra acamado…

Todavia, assimilar o golpe da ofensa recebida e continuar sorrindo para quem o desfechou contra ti é sinal de tua elevação de espírito, que já consegue colocar-se em patamar inacessível a quem a ele deseja nivelar-te.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

A CARIDADE SEGUNDO JESUS – Irmão José

A CARIDADE SEGUNDO JESUS

Na pergunta de número 886, de “O Livro dos Espíritos”, questionados quanto ao verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus, os Espíritos Superiores responderam:

– “Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas”.

Em tão poucas palavras, o perdão se destaca como sendo a essência da mais legítima forma de caridade aos semelhantes.

É que, em todos os tempos, os carentes de tolerância e compreensão sempre se contaram em número bem mais expressivo que os necessitados de pão.

Sobre a Terra, não há quem prescinda do referido alimento espiritual, a todo instante, todos os dias.

Por este motivo, antes da multiplicação dos pães e dos peixes para a multidão faminta, Jesus assim se pronunciou no inesquecível Sermão do Monte: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque obterão misericórdia”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

INGRATIDÃO – Irmão José

INGRATIDÃO

Uma das piores formas de ofensa chama-se ingratidão.

Jamais te esqueças de quem, um dia, te estendeu as mãos.

Seja reconhecido àquele que te tenha beneficiado com um simples copo d’água, pois, quem não sabe ser grato aos homens nunca há de ser grato a Deus.

Em essência, uma dívida de gratidão é uma dívida de amor, e, a não ser com o coração, não terás como quitá-la.

Assim como uma casa se levanta sobre a escora de pedras esquecidas, ninguém cresce sem o anônimo apoio de quem lhe ofereceu os ombros para subir.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

DIMINUINDO A DISTÂNCIA – Irmão José

DIMINUINDO A DISTÂNCIA

Se te empenhas em diminuir a distância que se fez entre ti e alguém, busca criar ensejo de lhe prestar um favor.

Se não tens como fazê-lo de maneira direta, procura beneficiar um coração que lhe seja extremamente querido.

Somente a luz do amor é capaz de derreter o gelo da indiferença.

Não há quem consiga manter-se tão impermeável a um gesto de gentileza.

Muitas vezes, um simples abraço transpõe enorme e profundo abismo.

Um sorriso é capaz de desmontar o espírito que se transfigurou em fortaleza de pedra.

Experimenta ser útil a quem emite contra ti vibrações de antipatia, e observa os resultados.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

COMBATENDO TERRORISMO – Irmão José

COMBATENDO TERRORISMO

Não dês guarida a notícias maledicentes sobre a vida de teus semelhantes.

Mas procura não ofender a quem venha trazê-las.

Escuta-as, em silêncio, e, na primeira oportunidade, imprime novo rumo ao assunto.

Não te consideres melhor do que aquele que esteja propagando a infelicidade alheia.

Quem espalha comentários desairosos sobre a conduta de alguém, quase sempre, intenta esconder as próprias fragilidades.

Ensina-lhe, com bondade, o que seja elevação verbal.

Especializa-te em combater o terrorismo da conversa menos edificante e darás efetivo contributo à paz entre os homens.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NÃO QUEIRAS SABER – Irmão José

NÃO QUEIRAS SABER

Crendo-te injustiçado pela Vida, não queiras saber o que fizeste no passado.

Não te arrisques a remexer feridas que ainda não cicatrizaram.

Há grande possibilidade de teres sido em vidas anteriores o que, sob o aspecto negativo, não imaginas que foste.

As tuas mãos, com certeza, mais apedrejaram que abençoaram…

Provavelmente, semeaste mais espinhos do que flores…

Se essa, talvez, ao longo dos milênios, esteja sendo a tua mais proveitosa experiência no corpo, podes deduzir como devem ter sido as demais.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

EFETUANDO AS CONTAS – Irmão José

EFETUANDO AS CONTAS

De quando a quando, põe-te na condição do ofensor.

Com a experiência que possuis, oriunda de outras vidas, não será difícil imaginar-te na delicada situação de quem fere e magoa.

É que, até o seu presente momento evolutivo sobre a Terra, quase todos muito mais ofenderam do que foram ofendidos.

Concluirás, então, que, efetuando as contas, tens muito mais a pagar do que receber.

De que reclamas, pois, se, por mais ofensas recebas, nunca serás ofendido quanto já ofendeste?

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

PEQUENAS AGRESSÕES – Irmão José

PEQUENAS AGRESSÕES

Não descures das pequenas agressões que, em relação aos outros, podes cometer no teu dia-a-dia:

– a falta de atenção para quem conversa contigo,

– o não-retorno a um simples telefonema,

– a tua atitude de alheamento a um desabafo,

– o não-oferecimento de teus préstimos,

– a tua indisposição em atender uma solicitação,

– o esquecimento proposital de uma data importante,

– o gracejo inadequado,

– a dificuldade que crias de acesso à tua presença…

Existem pessoas que, infelizmente, no intuito de proclamar a sua pretensa superioridade, nunca perdem a oportunidade de humilhar e, assim, aumentar a sua coleção de antipatias.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

QUESTÃO DE ATITUDE – Irmão José

QUESTÃO DE ATITUDE

O perdão é uma questão de atitude e não de palavras…

De prática e não de teoria…

De ação e não de boa vontade inoperante…

De suor derramado e não somente de lágrimas vertidas…

De empenho pessoal e não do esforço de terceiros…

De gesto consumado e não apenas de arrependimento…

Enfim, de reparação do prejuízo causado, em sua totalidade, com os juros de mora correspondentes.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

O PERDÃO DA CONSCIÊNCIA – Irmão José

O PERDÃO DA CONSCIÊNCIA

Sem dúvida, o perdão da consciência é o mais difícil de ser obtido, porquanto ele somente acontecerá quando houver a completa reparação do mal praticado.

Se o perdão da pessoa ofendida pode ser imediato, o da consciência do ofensor costuma envolver tempo mais longo.

Quanto mais o espírito se esclarece, menos se sente liberado pela consciência, em termos de culpa e responsabilidade.

Por este motivo, ouvir o “eu te perdoo” é mais fácil que escutar o “eu me perdoo”…

E não creias que possas iludir a consciência com sofismas, quanto, talvez, iludas as pessoas com palavras.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

PERDÃO ADIADO – Irmão José

PERDÃO ADIADO

Perdão adiado significa inibir-se nos próprios passos em demanda ao porvir.

Problema não equacionado agora é problema com o qual dormirás hoje e acordarás amanhã, permanecendo na expectativa de que o soluciones.

Ninguém realmente avança, deixando questões pendentes na retaguarda.

Há espírito que retorna à Terra, sob nova existência de luta, em função de um único problema em que não se empenhou o suficiente para solucionar, quando, então, dispunha de todas as facilidades para tanto.

De que te vale criar asas, tendo chumbo nos pés?

Uma única voz que, sobre a Terra, se refira ao teu nome com mágoa será suficiente para te impedir o acesso a qualquer pedaço de Céu que estejas a pleitear.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

MISERICÓRDIA – Irmão José

MISERICÓRDIA

Como se o teu filho nunca fosse errar, não perdoas ao filho de ninguém.

Como se o teu neto estivesse imune a toda mazela, não demonstras indulgência para com as imperfeições do neto de outros avós.

Como se o teu irmão consanguíneo jamais fosse carecer de uma nova oportunidade, sonegas oportunidade ao irmão de quem te suplica por ele.

Se não tens o hábito de estender as mãos para o desconhecido que cai, como hás de rogar mãos estendidas em proteção a quem amas, quando esteja descendo ladeira abaixo?

Todos, um dia, haveremos de necessitar da misericórdia de alguém em favor dos que, por maior seja o nosso empenho, não conseguimos auxiliar.

Não cerres, pois, a porta, sobre a qual a Vida te levará a bater.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NÃO DESISTAS – Irmão José

NÃO DESISTAS

No justo instante em que perdeste a calma, abriste mão da vitória que estavas prestes a conquistar.

No exato momento em que desististe do diálogo, quase já convencias o amigo que, desde muito, aconselhavas à mudança de vida.

No minuto em que deixaste de vigiar, cedendo à nociva influência dos próprios pensamentos, caíste de considerável altura, rolando precipício abaixo.

Quando deliberaste não mais continuar no cumprimento do dever, talvez te encontrasses a um só passo de concluir a tarefa que te fora confiada.

Todas as vezes, pois, em que estiveres a ponto de ceder ao cansaço ou de acatar as sugestões do desânimo, pondera que, com um pouco mais de determinação e coragem, o teu laborioso esforço há de ser plenamente recompensado.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

CONVÉM QUE TE PERGUNTES – Irmão José

CONVÉM QUE TE PERGUNTES

Se Jesus nos recomendou dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus;

Se se absteve de julgar a pobre irmã acusada de adultério;

Se, mesmo conhecendo as fragilidades de Pedro, não deixou de lhe pedir, por três vezes sucessivas, que apascentasse o seu rebanho;

Se Ele próprio fazia questão de se convidar para banquetear-se com as pessoas consideradas de má reputação;

Se, na hora torturante do Calvário, rogou ao Pai perdão pelos próprios algozes…

Convém que te perguntes com qual autoridade, tantas vezes, te arvoras em censor da vida alheia!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NAS PROFUNDEZAS – Irmão José

NAS PROFUNDEZAS

O que te contraria revela o ponto frágil de tua personalidade.

O que te irrita coloca à mostra o teu orgulho sob disfarce.

O que te melindra traz à tona o sentimento que vive em tuas profundezas.

O que consegue te provocar denuncia as imperfeições que dissimulas.

O que te desequilibra diagnostica o teu grau de intemperança.

O que te deprime te ensina sobre o que concentrar teu esforço de superação.

O que te incomoda é o que te faz reagir contra a mesmice e a indiferença.

Quase sempre, o homem se assemelha às águas aparentemente tranquilas e cristalinas de um lago, bastando, porém, que algo lhe revolva as entranhas para que elas se turvem, indicando quanto carecem ainda purificar-se.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

PERDÃO REITERADO – Irmão José

PERDÃO REITERADO

Nivela-te a quem, diante de ti, se humilha e apequena, pedindo-te perdão.

A tua verdadeira grandeza se revela quando, tendo oportunidade de ser maior, te fazes menor.

Não consintas, jamais, que alguém, seja quem for, se ajoelhe aos teus pés!

Existem posturas da suposta vítima que oprimem muito mais que a atitude do considerado algoz.

Perdoar setenta vezes sete também significa que, somente através do perdão reiterado, seremos capazes de esquecer a ofensa em definitivo, apagando do próprio coração todo e qualquer traço de mágoa.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

SOBRE A TERRA – Irmão José

SOBRE A TERRA

Não te importes se alguém te ignora no esforço de fazer o bem aos semelhantes.

Aprende a fazer as coisas para Deus e não para os homens.

A indiferença dos outros ao teu trabalho é um dos modos com que as Trevas procuram anular-te na tarefa de construção do Mundo Melhor.

Além da aprovação da própria consciência, não esperes, pois, contar com moções de aplauso de mais ninguém.

Sobre a Terra, ainda está longe o tempo em que os verdadeiros heróis serão arrancados ao anonimato em que se desgastam pela vitória do ideal.

Feliz de quem aprende a contentar-se com a felicidade que a prática do bem lhe proporciona.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

RECADOS MALEDICENTES – Irmão José

RECADOS MALEDICENTES

Acautela-te contra os recados que alguém te venha transmitir, envenenando-te o espírito.

Em nome de outras pessoas, muitos costumam vir dizer-te o que elas mesmas gostariam de dizer-te ou, no mínimo, acrescentar ao que foi dito.

Não lhes acolhas a palavra leviana e provocativa.

Desarma a intenção do mensageiro insensato com a compreensão que deves estender também a ele.

Destaca os pontos positivos daquele que, supostamente, te esteja malhando e, assim, haverás de deixar completamente sem ação quem intenta aborrecer-te.

Ante a demonstração da menor grandeza de tua parte, toda mediocridade se envergonhará.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

ORAÇÃO NO LAR – Irmão José

ORAÇÃO NO LAR

Ainda que sozinho, não deixes de cultivar o hábito da oração dentro de casa.

Respeitando a crença dos que não comungam contigo a mesma fé em Deus, ora, procurando envolvê-los em tuas vibrações de carinho.

Não polemizes em torno de assuntos pertinentes à religião.

Para além do rótulo com que se apresenta, o amor é o verdadeiro elo entre todos aqueles que compreendem e assimilam a essência da fé religiosa que professam, seja ela qual for.

Mesmo quando instado a fazê-lo, toma por hábito não efetuares comentários desairosos sobre a fé de quem seja.

As religiões devem construir pontes de união e não muros de separação entre os homens.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

PAZ EM CASA – Irmão José

PAZ EM CASA

Não te esqueças de que a paz no reduto doméstico, em grande parte, depende do que fazes para preservá-la.

Não relegues aos outros as tarefas que são tuas.

Dispõe-te a auxiliar, sem reclamares, a quem não consegue cumprir com o dever.

Busca não comentar com os teus familiares assuntos que não sejam edificantes.

Estampa invariável sorriso de cordialidade em tua face.

Jamais eleves o tom da voz.

Não deixes roupas e objetos espalhados pelo chão.

Existem pessoas que mais bem cuidam do quintal do que das flores humanas que o Senhor lhes concedeu cultivar no jardim do coração.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

PALAVRA AGRESSIVA – Irmão José

PALAVRA AGRESSIVA

Infelizmente, poucos são os que, quando ofendidos, levam em consideração o estado emocional de quem os ofendeu.

Quem nos fere ou magoa, embora possa aparentar equilíbrio e frieza, nunca está em seu juízo perfeito.

Aquele que te agride revela, por hora, como se encontra por dentro.

Quem toma a iniciativa de atacar alguém é sempre o mais frágil e doente.

Não aceites as provocações do mal, ignorando-lhe as artimanhas para enredar-te em suas teias de sombra.

Não te esqueças de que o efeito de toda palavra agressiva terá a exata duração da importância que a ela conferires.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

AGUÇA OS SENTIDOS – Irmão José

AGUÇA OS SENTIDOS

Quando Deus necessita falar mais diretamente contigo, Ele pode fazê-lo pela boca de quem, talvez, consideres menos habilitado a isso.

Portanto, sobre a Terra, em todos os idiomas, não faltam intérpretes à Palavra Divina, mas, sim, ouvidos dispostos a escutá-la e, sobretudo, a entendê-la.

Pelos lábios de uma simples criança, pode chegar-te o recado que, desde muito, anseias por receber do Mais Alto, traçando-te novos rumos.

No diálogo que travas com anônimo pedinte, na via pública, podes registrar a orientação que, de maneira inesperada, o Senhor te endereça através de quem mal sabe verbalizar o que pensa.

Não te tornes voluntariamente surdo à Voz que jamais se cala, mormente nos instantes em que ouvi-la se te faça mais necessário.

Aguça os sentidos, sê humilde e escutarás a Deus, inclusive, na despretensiosa nota de uma canção ou no verso de um poema que alguém declama, ao passares.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

QUEM NÃO PERDOA – Irmão José

QUEM NÃO PERDOA

Quem não perdoa:

– coloca-se na posição de quem sequer admite a possibilidade de errar;

– não se nivela aos outros pelas fragilidades humanas que revelam;

– jamais considera a hipótese de, um dia, vir a necessitar da compreensão de alguém;

– não entende o sentimento de amor por doação incondicional de si mesmo;

– como quem se crê na posse de toda a razão, arvora-se no direito de lavrar sentenças condenatórias definitivas…

Quem não perdoa, enfim, proclama, sem palavras, que Deus se equivocou, porque o seu lugar de viver seria entre os anjos, no Céu, e não entre os homens, na Terra.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

FLEXIBILIDADE – Irmão José

FLEXIBILIDADE

Evita, tanto quanto possível, a inflexibilidade de espírito.

Ao considerar a atitude de alguém, não te coloques nos extremos de opinião.

Pondera que, sob certas circunstâncias, somos todos passíveis dos mesmos erros e acertos, sem que sejamos necessariamente maus ou bons.

Nunca participes, estando na condição de incendiário, em qualquer discussão.

Uma única palavra de bom senso pode mudar o foco de observação de qualquer problema, diminuindo a apreensão de quem lhe teme as consequências.

Nas mãos de quem não sabe manipulá-lo, o barro sempre será barro, mas, nas mãos do artífice, qualquer porção de argila pode converter-se em vaso de porcelana.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

ARREPENDER-TE-ÁS – Irmão José

ARREPENDER-TE-ÁS

Se Deus te conceder vida longa no corpo, mais tarde, fatalmente, arrepender-te-ás:

– das amizades que desfizeste por mal-entendido que, com um pouco mais de compreensão de tua parte, teria sido facilmente contornado;

– dos atritos familiares que sustentaste, apenas porque não quiseste ceder em teu orgulho pessoal;

– das atitudes de humilhação que impuseste aos teus subalternos, para que o teu amor-próprio não saísse arranhado de qualquer contenda;

– dos vícios e hábitos que não combateste, imaginando que te seria fácil largá-los quando quisesses;

– dos melindres que, tantas vezes, te permitiste, afastando-te do cumprimento do dever junto aos companheiros que não te acatavam as opiniões…

Arrepender-te-ás e, no entanto, talvez não mais disponhas de tempo para voltar atrás.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

CORAGEM – Irmão José

CORAGEM

Existe, sim, um tipo de coragem que poucos têm demonstrado – a de admitir o equívoco cometido!

Não estamos nos referindo apenas e tão-somente ao reconhecimento verbal do erro que se perpetrou, feito, não raro, na intimidade de reduzido círculo de pessoas.

Para se considerar, sem alarde, a própria responsabilidade nesta ou naquela atitude impensada em prejuízo de alguém, não há necessidade de que se tenha tanta coragem assim!

Basta que, para tanto, se tenha o mínimo de consciência entre o que seja certo ou errado.

O difícil é chamar para si as consequências de qualquer ação infeliz, com a indispensável coragem de, custe o que lhe custar, se entregar à sua imediata reparação.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

VIGIA-TE – Irmão José

VIGIA-TE

Vigia-te, a fim de que não te transformes em pedra de tropeço no caminho de quem seja.

Não cries embaraços para ninguém.

Busca isentar-te de qualquer responsabilidade direta no que tange à infelicidade do próximo.

A não ser de alegria e gratidão, que ninguém derrame lágrimas por tua causa.

Que a simples menção de teu nome soe como incentivo à concórdia entre aqueles que não se entendem.

Vigia-te para que, à tua passagem entre os homens, tomes parte na solução dos problemas do mundo e não na causa que os faz se agravarem e persistirem.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

MAIOR FALTA DE CARIDADE – Irmão José

MAIOR FALTA DE CARIDADE

Maior falta de caridade, em relação ao próximo, nem sempre será o pedaço de pão que negas ao faminto que te bate à porta.

Nem mesmo, talvez, seja a tua frieza a quem te interpele na via pública, reclamando minutos de tua atenção…

Nem tampouco a tua omissão nos gestos de solidariedade em prol de qualquer causa de natureza humanitária.

A maior falta de caridade que o homem pode praticar, em relação ao semelhante, é negar-lhe oportunidade justa de se redimir perante si mesmo e a sociedade.

Por este motivo, a atitude de estender a mão e de levantar alguém que se encontra moralmente caído, para que ele retome a jornada interrompida, será sempre dos atos mais nobres da Vida.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

COMPAIXÃO – Irmão José

COMPAIXÃO

Antes de lançares qualquer libelo acusatório contra quem erra, reflete nas lágrimas maternas que são derramadas pelo filho que se entregou à criminalidade…

Considera as lutas do coração de uma avó que, sozinha e absolutamente sem recursos, tentou afastar o neto da influência nociva, à qual ele terminou sucumbindo…

Pensa na criança órfã que, sofrendo abusos de toda espécie, cresceu sob o estigma de terríveis traumas que haverão de repercutir em sua existência inteira…

Se Jesus não o fez, quem poderá atirar a primeira pedra contra alguém?

Deixa que a compaixão te inspire hoje, para que, amanhã, não padeças, através daqueles que mais amas, a injustiça no julgamento de quem não sabe quanto te esforçaste para incliná-los à dignidade e à honradez.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

GUARDA SILÊNCIO – Irmão José

GUARDA SILÊNCIO

A fim de que, em determinada circunstância, não te arrependas do que digas ou faças, habitua-te a guardar silêncio, controlando a tua impulsividade.

Quando estiveres a ponto de verbalizar a tua opinião sobre esta ou aquela situação delicada, pensa outra vez e considera a possibilidade de atenuá-la quanto possível.

A palavra contundente, mesmo revestida de razão, raramente auxilia.

Às vezes, dizes mais no que deliberas não dizer que propriamente em tuas longas perorações.

Sobretudo, não esperes sensatez de quem se encontra sob a vergasta de determinados conflitos emocionais os quais quem não os esteja sofrendo não consegue avaliar.

Quem se precipita com a palavra sempre perde antigos amigos, perdendo ainda ocasião de fazer novas e sólidas amizades.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

MÃOS OPEROSAS – Irmão José

MÃOS OPEROSAS

Quem não se mostra ativo no bem é parceiro do mal que se propaga.

Quem não se esforça para amar é aliado dos que odeiam.

Quem não acende uma luz, ainda que diminuta, concorre para a expansão das trevas.

Quem não levanta a voz em defesa da Verdade compactua com a mentira.

Quem não se empenha em construir não se importa com a Vida em ruínas.

Quem não luta contra as próprias tendências inferiores é porque nelas se compraz.

Quando se trata do certo e do errado, não existem posições de neutralidade.

Se o Mal se contenta com os teus braços cruzados, o Bem reclama a tua operosa participação no ato de estender as mãos.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

NO MOMENTO IMPENSADO – Irmão José

NO MOMENTO IMPENSADO

Disseste o que não planejavas dizer…

Fizeste o que, em condições normais, jamais farias…

Impuseste humilhações que te entristecem…

Desencadeaste problemas dos quais, amargamente, te arrependes…

Feriste alguém de tua maior estima…

Envenenaste o juízo formulado a respeito do próximo…

Endossaste a crítica contra quem mais admiras…

Silenciaste perante acusações a quem sabes não merecê-las…

Aplaudiste a calúnia em torno do nobre adversário de tuas aspirações…

Ignoraste a trama sutil para prejudicar a quem nunca te causou o menor prejuízo…

Não te esqueças, no entanto, de que, justamente no momento impensado, por tua ação ou passividade, é que podes mais bem te conhecer como nem tu mesmo sabes que realmente és.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

AO MAIS LÚCIDO – Irmão José

AO MAIS LÚCIDO

Não consideres por agressão o que, na maioria das vezes, não passa de crise de insanidade de quem investe contra ti com as mãos repletas de pedras.

Quase sempre, de imediato, as pessoas se arrependem das palavras que, após terem sido proferidas, não mais podem silenciar.

Compreende quem, impensadamente, te feriu, não lhe agravando o estado de consciência com acusações que lhe inibam o esforço de continuar vivendo ao teu lado, com a intenção de se redimir.

Com o intuito de voltarem atrás, consertando o que, com um único golpe, desfizeram, muitos são os necessitados de que façamos de conta que não lhes registramos as atitudes de insensatez.

Jamais olvides que, em matéria de perdoar e ser perdoado, o primeiro passo no caminho da reconciliação sempre pertencerá ao mais lúcido, não importando seja ele o ofendido ou o ofensor.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

BENFEITOR ÀS AVESSAS – Irmão José

BENFEITOR ÀS AVESSAS

Quem se sente ofendido, por esta ou aquela provocação, tão-somente coloca à mostra o próprio personalismo, na falta de humildade que ainda lhe caracteriza as reações.

A fim de que comece a se desfazer da vaidade e do orgulho, a ofensa, ao lhe revelar as fragilidades que insiste em desconhecer, é um mal necessário, pois, caso contrário, continuaria a ignorá-las, por tempo indefinido, em si mesmo.

Assim, se és facilmente suscetível a mágoas e rancores, convém que avalies a importância de promover certas mudanças em teu íntimo.

A imperfeição humana é tamanha, que, infelizmente, para que dela tome consciência e passe a lhe dar o devido combate, a Lei Divina, não raro, consente que o homem seja sucessivamente golpeado em seu ego, através das inúmeras situações de constrangimento que faceia no cotidiano.

Por este prisma, o agente de toda e qualquer ofensa que te coloca em confronto com a tua realidade interior, dizendo-te o que não desejas ouvir e mostrando-te o que não queres ver, pode ser considerado como teu benfeitor às avessas.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

Pai, Perdoa-lhes! – Irmão José

Pai, Perdoa-lhes!

As páginas deste livro singelo concentram-se em torno da lição do Perdão, que, em verdade, centralizam a mensagem do Amor ao Próximo que Jesus trouxe a toda a Humanidade.

Em várias oportunidades e diferentes circunstâncias, ela sempre se destacou por seu Verbo Divino:

– Bem-aventurados os misericordiosos…

– Perdoa setenta vezes sete vezes…

– Ama a teus inimigos…

– Reconcilia-te depressa com teu adversário…

– Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra…

Não esqueçamos, todavia, que, se há pouco mais de dois mil anos, em nossa grande indigência espiritual, não sabíamos o que estávamos fazendo, depois de já suficientemente esclarecidos pelas luzes do Evangelho, a nossa responsabilidade pelo que hoje fazemos a nós e aos outros é muito maior.

IRMÃO JOSÉ
Uberaba — MG, 10 de agosto de 2011.

(Introdução do livro “Pai, Perdoa-lhes!” – psic. Carlos Baccelli)

QUEM SERÁ? – Eurícledes Formiga

QUEM SERÁ?

Naquela casinha pobre
Que o mundo segue esquecendo,
Sob a estrela que cintila,
Quem será que está nascendo?
*
Nos braços daquela Mãe
Que, de sorrir, não se cansa,
Quem será, nimbada em luz,
Aquela meiga criança?
*
Quem será aquele jovem
Que corre pelos caminhos,
Cabelos soltos ao vento,
Brincando com os passarinhos?
*
Quem será aquele homem
Que vai dividindo o pão
E a todos quantos o ouvem
Fala de amor e perdão?
*
E o humilde peregrino
Que sobre a Terra, onde está,
Ensina o Reino de Deus,
Qual seu nome? Quem será?
*
Afinal, quem é aquele,
Em seu próprio itinerário,
Passo a passo, sob a cruz
Que vai levando ao Calvário?…
*
É Jesus, que pode ser
Qualquer um na Humanidade,
Vivendo em prol dos que sofrem,
Praticando a Caridade!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

SOB DISFARCE – Irmão José

SOB DISFARCE

Procura compreender quem não te compreende.

Perdoa a quem não sabe perdoar os teus erros.

Ampara a quem te nega o amparo necessário.

Quem parece ter muito às vezes nada tem.

Quem não sai do lugar nunca se expõe à queda.

Virtude inoperante é o mal sob disfarce.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

CHICO XAVIER, EM PROSA E VERSO – Eurícledes Formiga

CHICO XAVIER, EM PROSA E VERSO

Neste poema singelo,
Saudamos, em Sumaré,
Nosso Chico Xavier,
Grande apóstolo da Fé!
*
O nosso Chico partiu
Ao encontro de Jesus,
Deixando aos homens, na Terra,
Todo um roteiro de luz.
*
Serviu à causa do Bem
Com total fidelidade,
Se transformando em exemplo
Para toda a Humanidade.
*
Dentre as obras que grafou
No Evangelho Redivivo,
Escreveu com a própria vida
O livro mais expressivo.
*
Foi médium no Espiritismo,
Mas demonstrou em ação
Que era, acima de tudo,
Um genuíno cristão.
*
Seu nome há de ser lembrado,
Com valor incontroverso,
Geração a geração,
Como agora, em prosa e verso!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

CRÍTICA E ELOGIO – Irmão José

CRÍTICA E ELOGIO

Ouve quem te critica, porém não te detenhas.

Corrige-te e prossegue na ação do bem constante.

Igualmente, pondera se escutas elogio…

No Bem quanto no mal, não és mais do que és.

Nem pecador, nem santo, nem herói ou vilão…

És tão somente alguém mudando a cada dia.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

PRESÉPIO ORIGINAL – Eurícledes Formiga

PRESÉPIO ORIGINAL

Ao ver esta casa humilde,
Tenho a nítida impressão
De estar vendo, dentro dela,
Jesus nascendo no chão…
*
Esta mesa – o berço pobre
Em que se acolhe o Senhor,
Abrindo os braços ao mundo
Em nome do Eterno Amor…
*
Esta cidade – Belém,
Que nos congrega na fé,
Ante o fulgor de uma estrela
Que todos sabem qual é…
*
Vindos de terras longínquas,
Lembramos reis e pastores,
Trazendo ao Divino Infante
Oferendas e louvores…
*
E, formando neste templo,
Um presépio original,
Cantamos na voz dos anjos:
– Glória a Jesus no Natal!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

MOMENTO INFELIZ – Irmão José

MOMENTO INFELIZ

Que a compaixão te inspire em tuas atitudes.

Sê, pois, condescendente com as fraquezas alheias.

Não revolvas feridas que inda sangram nas almas.

Quase sempre, quem cai pede apenas silêncio.

Todo erro é questão de momento infeliz.

Se o tiveres, por certo, igualmente errarás.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

HOMENAGEM A CHICO XAVIER – Eurícledes Formiga

HOMENAGEM A CHICO XAVIER

Meus irmãos, aqui estamos
Batendo palmas ao léu,
Por nosso Chico, na Terra,
Fazendo festa no Céu…
(Formiga)
*
São 90 Primaveras –
Quase um século de luz! –
De total devotamento
Ao Evangelho de Jesus.
(Cassimiro Cunha)
*
Pedro Leopoldo, Uberaba,
De resto todo o Brasil,
Cantando a uma só voz:
– Salve o dia 2 de abril!…
(Clóvis Amorim)
*
Fidelidade à Doutrina,
Exemplos em profusão,
Prodígios que a fé irmana
Aos ditames da razão.
(Jaks Aboab)
*
Trajetória abençoada
No caminho que se estreita,
Preparando à Humanidade
Tempos de farta colheita…
(Irthes Terezinha)
*
Arauto da Nova Era,
Contra a morte em dura lida,
Na tarefa de ser médium
Louvando a glória da Vida!
(Anália Franco)
*
Amor, bondade, alegria,
Perdão, humildade, calma –
Virtudes que lhe definem
A própria grandeza d’alma.
(Meimei)
*
Cisco de Deus que provém
Das Esferas Reluzentes
E pousou sobre este mundo
De provas tão inclementes…
(Auta de Souza)
*
Missão grandiosa e bela
Qual raramente se há visto,
Alma em completa renúncia
Nos passos de Jesus Cristo.
(Rubens Romanelli)
*
Querido Chico, receba,
Em nome do Eterno Bem,
Esta singela homenagem
Dos seus amigos do Além!…
(Formiga)
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

FAZ PIOR – Irmão José

FAZ PIOR

Num momento impensado é que surge a agressão.

Instante de fraqueza, gerando desventura.

O ofendido, no entanto, terá a vida inteira –

Tempo muito mais amplo – para que compreenda…

E para que perdoe a invigilância alheia.

Quem não perdoa, faz pior do que quem fere.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

ASSUNTO DE MEDIUNIDADE – Eurícledes Formiga

ASSUNTO DE MEDIUNIDADE

Eis um fato que se impõe,
Dispensando lenga-lenga:
No médium que não estuda,
Mediunidade capenga…
*
Na Doutrina, quem é médium
Do “quem sabe” e do “talvez”,
Com a proteção dos Espíritos
Só conta de quando em vez…
*
Mediunidade, ao que sei,
Só consegue caminhar
Quando o médium segue adiante
Sem pensar em recuar.
*
Não, é metempsicose,
Mas é algo assemelhado:
Todo médium vaidoso
É um pavão reencarnado…
*
Muitos médiuns, se não fosse
A provação sem descanso,
Trocavam mediunidade
Por cadeira-de-balanço…
*
Conta que aprendi fazer,
Da voz elevando o tom:
Noves fora obsessão,
Todo médium fica bom…
*
O médium que cria tipo
Sob o disfarce da fé.
Depois da morte, não sabe
O próprio rosto qual é…
*
Sem o Evangelho por luz
E a Doutrina por roteiro,
Seja em qual for o caminho,
O médium cai por inteiro.
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

EM RESUMO – Irmão José

EM RESUMO

Se vieste à procura de uma orientação…

Eis aqui, em resumo, o que importa saber:

– Quem faz tudo o que pode no bem dos semelhantes…

Faz tudo quanto deve para viver em paz.

O problema é que o homem insiste em ignorar…

Que, sem o bem dos outros, não há bem para si.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

VOZ QUE NOS CHAMA – Eurícledes Formiga

VOZ QUE NOS CHAMA

Meu irmão, se inda não teves
O teu instante de prova,
Amargando frustrações
Na dor que tudo renova…
*
Com certeza, ainda estás
No berço, dormindo a esmo,
Feito menino que sonha
Sem cogitar de si mesmo…
*
Pois a dor, quando aparece
Gritando aos ouvidos teus,
É uma voz que te desperta
E te chama para Deus!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

ALEGRIA DE VOLTA – Eurícledes Formiga

ALEGRIA DE VOLTA

 

Meu irmão, se está difícil

A tua luta no mundo,

Se é grande a tua tristeza

E o desalento profundo…

*

Se peregrinas a esmo

E não encontras saída,

Para os problemas que enfrentas

De alma cansada e sofrida…

*

Se te angustias e choras

Em extrema solidão,

Sem ninguém que te conforte

No instante de provação…

*

Não te dês ao desespero…

Confia, servindo mais.

O amor de Deus, que te assiste,

Não te abandona jamais.

*

Assim como brilha o Sol

Por sobre a noite malsã,

A alegria que se foi

Há de voltar amanhã!…

*

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias)  (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

INEVITAVELMENTE – Irmão José

INEVITAVELMENTE

Convence-te de que estás no lugar certo…

Que a Vida te concede o que te seja justo.

Que a ninguém te ligaste, por capricho do acaso.

Que as provas que faceias são as de que careces.

Que chegaste até onde os teus pés te levaram.

E que serás feliz, inevitavelmente.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

FESTA DA CARIDADE – Eurícledes Formiga

FESTA DA CARIDADE

Se queres lembrar Jesus
No mais luminoso Dia,
Espalha sobre os teus passos
As dádivas da alegria.
*
Procura ser mais fraterno,
Esquecendo toda ofensa,
E faze o bem que puderes,
Sem pensar em recompensa.
*
Estende mãos generosas
À criança, ao moço e ao velho,
Revivendo em tua fé
A mensagem do Evangelho.
*
Fala de amor e de paz
A quem se sente sozinho,
Vergado ao peso da cruz
Que leva devagarinho…
*
Recorda, por onde fores,
Com teus gestos de bondade,
Que o Natal é tão-somente
A Festa da Caridade!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

QUEM PREGA – Irmão José

QUEM PREGA

Se divulgas a fé, procura tê-la em ti.

Demonstra a tua crença em tudo quanto faças.

Quem prega, mas não vive, não tem convicção.

A palavra não passa de moldura da ação.

O que és, se conflita com o que aparentas.

As tuas mãos revelam o ideal que acalentas.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

64 – DIRETRIZES – Eurícledes Formiga

64 – DIRETRIZES

 

Falam de ti? Não te importes.

Segue cumprindo o dever.

Com quem está a Verdade,

É o tempo que vai dizer.

*

Críticas? Não desanimes.

Faze de ti o melhor.

Onde se acende uma luz,

Desfaz-se a treva ao redor.

*

Provocações? Silencia.

Não respondas mal por mal.

Quem não desiste do bem

Supera tudo, afinal.

*

Injúrias? Não te aborreças

Com quem te fere ou maldiz.

O autor de qualquer calúnia

É muito mais infeliz.

*

Tristeza? Não te permitas

Sentimentos de aflição…

Quem procura ser mais útil,

Não sofre de depressão.

*

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias)  (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

EXCESSOS – Irmão José

EXCESSOS

Guarda-te dos excessos: o que é demais perturba.

Não avances limites: o que extrapola fere.

Em tudo quanto faças, busca ser comedido.

Do que queiras, não queiras além do que te cabe.

No que a Vida de dá, tens o que necessitas.

A rigor, só não tens, o que pertence aos outros.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

QUADROS DE NATAL- Eurícledes Formiga

QUADROS DE NATAL

Ao certo, ninguém explica
– No mistério que traduz –
Por que a estrela de Belém
Brilhou em forma de cruz…
*
Tanto em seu berço humilde,
Quanto na cruz, descobertos,
Jesus se mostrou ao mundo
Sempre de braços abertos.
*
Jesus da água fez vinho,
Oferta à Terra, do Céu,
Mas, na cruz, em vez de água,
Os homens lhe deram fel…
*
As mesmas mãos que O saudaram
Por Rei, em Jerusalém,
Pregaram Jesus no lenho
Com desumano desdém.
*
Rei dos mundos que se espalham
Nos impérios da Amplidão,
Jesus, descendo do trono,
Nasceu ao nível do chão!
*
Natal! Um berço, um casebre
Na Terra feito um jardim,
Anjos cantando no Céu
Em noite de paz sem fim!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

SUBIDA – Irmão José

SUBIDA

Se te dispões ao bem, os testes aparecem.

Obstáculos surgem, trazendo desalento.

As lutas recrudescem ao teu próprio redor.

O que não te inquietava, começa a te afligir.

No entanto é natural que tudo seja assim.

A subida incomoda quem nela não te segue.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

PESO NA ALMA – Irmão José

PESO NA ALMA

Qualquer menor deslize, pede reparação.

A falta, por mais leve, é peso sobre a alma.

Quem cai, não segue adiante, sem de novo tentar…

Toda ascensão exige esforço de subida.

O dever não cumprido é uma voz que nos chama.

Para quem não caminha, o futuro não chega.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

DIVERSOS TEMAS EM TROVAS – Eurícledes Formiga

DIVERSOS TEMAS EM TROVAS

 

Nas lutas do coração

Que enfrenta em qualquer lugar,

Às vezes, quem ganha, perde,

Quem perde vem a ganhar.

*

Se a Verdade é feito a chama

Que resplandece e se alteia,

Somente o amor de quem ama

É o azeite da candeia…

*

Sempre que te disponhas

Dizer a alguém a verdade,

Convém que escutes primeiro

O que diz a caridade.

*

O médium que não suporta

Provações de qualquer monta,

Negando a fé que professa

A si mesmo desaponta.

*

Lentamente, o tempo passa –

Nada deixa como está…

Só permanece intocado

O bem de tudo que há!…

*

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias)  (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

POR FORA E POR DENTRO – Irmão José

POR FORA E POR DENTRO

 

Se resolves por fora os problemas que existem…

 

Queixas contra quem seja, ressentimentos, mágoas.

 

Convivência difícil, falta de tolerância.

 

Críticas que recebes, humilhações sofridas.

 

Indiferença à dor e à lágrima dos outros…

 

Resolverás por dentro todos os teus problemas.

 

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias)  (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

MÉDIUNS NA TAREFA – Eurícledes Formiga

MÉDIUNS NA TAREFA

Conclusão a que cheguei,
No estudo que faço atento;
A luz da mediunidade
Chama-se discernimento.
*
Feito semente nas mãos
Do lavrador mais ativo,
Onde nasce e se enraíza,
Mediunidade é cultivo.
*
Para a Doutrina não há,
Pela metade ou inteiro,
Uma pior propaganda
Do que médium interesseiro.
*
Médium que fala de si,
É qual a flor que trescala
Que, se abrindo de manhã,
À tarde se despetala.
*
Infelizmente é assim,
No que não lhes digo a esmo:
Há médium no Espiritismo,
A serviço de si mesmo.
*

Médium que em tudo que faz
Espera aplausos somente,
Se no corpo tem saúde,
Revela a alma doente.
*
Todo médium que apareça
Mais do que se faz normal,
Embora servindo ao Bem,
Está nos planos do Mal.
*
Verdade que se constata
Por onde se queira ir:
Quando o médium se levanta,
Está prestes a cair!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

NÃO SABES – Irmão José

NÃO SABES

Se o que os outros possuem em nada te incomoda…

Se agradeces a Deus o pão de cada dia…

Se a prova que faceias não te induz à revolta…

Se fazes todo o bem que esteja ao teu alcance…

Se não guardas rancor contra quem quer que seja…

Mesmo lutando muito, és feliz e não sabes.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

ETERNA LIÇÃO – Eurícledes Formiga

ETERNA LIÇÃO

A Vida, eterna lição
Que em tudo se mostra assim…
Morrer é virar a página
Do aprendizado sem fim.
*
Verdade que se destaca
Do mistério que deslinda:
A Vida ensina na morte
O que não sabes ainda.
*
Quem cumpre o dever e parte
E a humana luta bendiz,
Nos caminhos da Outra Vida
Deixando o corpo, é feliz.
*
Quem morre e deixa saudade
No coração que estremece,
Na saudade de quem fica
Deixa vibrando uma prece.
*
A Vida ensina a metade
Do que se deve aprender…
A outra metade é a morte,
Que nos constrange a saber.
*
Quem morre sem ter cumprido
Os seus deveres na Vida,
Morre levando na alma
Uma dor desconhecida.
*
Morrer é tarefa fácil
Sem tantas complicações…
O mais difícil na morte
é deixar as ilusões!
*
Mãe que chora o filho morto,
Ante o Céu que vem depois,
Lembra Maria e Jesus
Tendo uma cruz entre os dois!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

A VERDADE – Irmão José

A VERDADE

Não tires deduções sobre a vida dos outros.

Não coloques palavras na boca de ninguém.

Não afirmes do próximo aquilo que não sabes.

Não apontes por erro o que talvez não seja.

Não julgues atitudes cuja causa ignoras.

A Verdade não é uma pedra na mão.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

MEDIUNIDADE E VIDA – Eurícledes Formiga

MEDIUNIDADE E VIDA

Mediunidade é um fruto
Que cresce, seja onde for,
Porém, fora de estação,
Não tem o mesmo sabor.
*
Mediunidade é uma gleba
Que, para ser cultivada,
Não dispensa receber
Constantes golpes de enxada…
*
Toda dor é para o médium
Um cadinho que, em verdade,
Se lhe retempera a alma,
Aprimora a faculdade…
*
A vaidade no médium
Se assemelha ao que se diz:
Tiririca que se corta,
Mas não se arranca a raiz…
*
Todo médium sem Doutrina,
Não possui discernimento
E não sabe a direção
Do seu próprio movimento…
*
Em muito médium que logro
Observar em ação,
Se vejo mediunidade,
Vejo mais obsessão.
*
Com os seus diferentes dons
– Que isto não cause surpresa,
Os médiuns mais numerosos
São os de poltrona e mesa…
*
Para se desenvolver,
Apesar de contratempo,
Mediunidade requer Estudo,
Exercício e Tempo.
*
Médiuns há querendo agora,
Mal começando a servir,
O que muitos outros médiuns
Demoraram conseguir.
*
Médium que queira cumprir
Com o seu dever na Doutrina,
Não fuja de caminhar
Sob a cruz da disciplina!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

HUMILDADE – Irmão José

HUMILDADE

A humildade contigo é uma força invencível.

Com ela, removerás as pedras do caminho.

É virtude que encerra poder persuasivo.

Os homens mais humildes são os mais destemidos.

Na alma simples e humilde, oculta-se um gigante.

Humilhado na cruz, Jesus se fez maior.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

MEDIUNIDADE SIMPLESMENTE – Eurícledes Formiga

MEDIUNIDADE SIMPLESMENTE

Quando o médium se devota
À tarefa em que porfia,
Mediunidade discreta
Ao seu esforço se amplia.
*
Mediunidade no médium
Que com o bem não quer nada
É fonte que, infelizmente,
Se polui, estagnada.
*
Mediunidade só cresce
Na ação em que se suplanta,
No serviço da bondade
Em que o médium se levanta.
*
Médium que estuda e trabalha
E procura ser honesto,
Aprimorando-lhe o dom,
O tempo é que fez o resto.
*
Médium que queira ir adiante
No caminho em que começa,
Esperando chegar logo,
Não siga muito depressa!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

SUICÍDIO – Irmão José

SUICÍDIO

Não esperes que a morte resolva os teus problemas.

A Vida continua e os problemas também…

Seja qual for a luta, não desertes a ela.

Morrer é simplesmente viver fora do corpo.

O suicídio é fator agravante da prova.

Vive e confia em Deus, que não te desampara.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

SEM VITÓRIA – Eurícledes Formiga

SEM VITÓRIA

Quantos passam na Terra, indiferentes,
Ao ideal do Amor e da Verdade,
Sem cogitar do bem da Humanidade,
Desalentados, tristes e descrentes!…
*
Quantos vivem no mundo, descontentes,
Completamente isentos de humildade,
Sob as garras da tola vaidade,
Mostrando-se soberbos e inclementes!…
*
Espíritos cativos da amargura,
Aos açoites da própria desventura
Nas ilusões da senda merencória…

Expiando na Vida o seu desdém,
Espíritos de volta ao Mais Além,
Sem caminho, sem luta e sem vitória!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

EM TUA FACE – Irmão José

EM TUA FACE

Seja a tua presença uma luz que ilumine…

Fonte que dessedenta e pão que mata a fome…

Um remédio que cure, uma voz que oriente…

Consolo para os tristes, amparo aos desvalidos…

Seja, onde estiveres, uma bênção de paz…

E em tua face vejam a Face do Senhor.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

MEDIUNIDADE E AÇÃO – Irmão José

MEDIUNIDADE E AÇÃO

Se buscas mediunidade,
Concentra esforços no bem,
Que o bem sintetiza tudo
Do que buscar te convém.
*
O médium que se distrai,
Ante o relógio que corre,
Não chega a lugar algum
No caminho que percorre
*
Mediunidade, sem dúvida,
Segundo ideia que faço,
Tem sempre no próprio médium
O seu maior embaraço.
*
Mais, por vezes, do que a prece,
Em que se recolhe e guia,
O serviço para o médium
É a melhor sintonia…
*
Entre as sombras da descrença
Deste mundo em provação,
No médium que não vacila
Mediunidade é um clarão.
*
Quando o médium se decide
A caminhar com Jesus,
Há quem lhe acrescente peso
Ao peso da própria cruz.
*
Se para o médium, não raro,
São tantos os dissabores,
Na tarefa a que se entrega
Um espinho tem mil flores…
*
Sinceramente, não sei
Se seriam tão formosas,
Caso de tantos espinhos
Não se crivassem as rosas!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

PRECE E INTROSPECÇÃO – Irmão José

PRECE E INTROSPECÇÃO

Faze da oração luz acesa na alma.

Que a prece te dissipe a treva interior.

Quem ora e se analisa, conhece-se por dentro.

Sem introspecção, a crença não educa.

Que a prece te revele como estás e quem és.

Somente orar não basta: é preciso mudar.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

O OLHAR DO MESTRE – Eurícledes Formiga

O OLHAR DO MESTRE

Guarda na alma a fé, sublime e pura,
Feito luz que te guia no caminho,
Que se agita em tremendo torvelinho
Aos açoites do mal que te procura…
*
Sustém o excelso lume em noite escura
E avança pela estrada em desalinho,
Sob o peso da cruz, devagarinho,
Subindo, da planície, à Imensa Altura…
*
Não te detenhas… Segue sem cansaço,
Na jornada que cumpres, passo a passo,
Arrimando-te ao bem na senda estreita…
*
Caminha sem receio do perigo,
Sabendo que também segue contigo
O olhar do Mestre Amado, que te espreita!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

O BEM E A VERDADE – Irmão José

O BEM E A VERDADE

Não te afastes do Bem, para que não te percas…

É o Bem que te inicia no que deves saber.

A Verdade sozinha não consola ninguém.

Quem sabe, mas não faz, não sabe o essencial.

Sem a luz da bondade, a Verdade é cruel…

Ensina, mas magoa; liberta, mas arrasa.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

ANTE AS PEDRAS – Eurícledes Formiga

ANTE AS PEDRAS

Meu irmão, não te detenhas
Ante as pedras-de-tropeço…
Quem se entrega ao desalento
Vive a vida pelo avesso.
*
Tudo é convite incessante
A sublimada ascensão,
Dos astros no firmamento
À semente sobre o chão…
*
Vai-se a noite e o dia vem
Ao Sol que dissipa as trevas,
Emoldurando de luz
A montanha a que te elevas…
*
Tomba a árvore podada
Sob golpes agressores,
E se levanta, em seguida,
Toda coberta de flores…
*
Não te rendas à tristeza
Que te conduz ao fracasso,
As provações do caminho
Superando, passo a passo.
*
Persevera em teu labor,
Perdoa, servindo mais…
Sendo amado por Jesus,
Não há quem ame demais!…
*
Corre a fonte para o mar,
Sem que nada a desanime;
Toda crivada de espinhos
É que a roseira se exprime…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

VAZIO DA ALMA – Irmão José

VAZIO DA ALMA

Se nunca te dispões a cooperar com a Vida…

Por mais que dela saibas, pouco te valerá.

Nada que te preencha o vazio da alma.

Nada que te assegure a paz interior.

Angústia e desencanto, descrença e desatino.

Quem faz o próprio pão não sabe o que é ter fome.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

ORANDO PELA PAZ – Irmão José

ORANDO PELA PAZ

Senhor Jesus, abençoa,
Em toda a face da Terra,
A Humanidade que sofre
Sob os horrores da guerra…
*
Que os homens, nossos irmãos,
Possam aprender que a paz
É feita no dia-a-dia
De todo bem que se faz.
*
Sobretudo, Mestre Amado,
Entenda toda nação
Que a paz no mundo, entre os povos,
Não existe sem perdão!…

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

PRENÚNCIO – Irmão José

PRENÚNCIO

Percalços na jornada? Não há quem os evite.

Mágoas a superar? Não há quem não as tenha.

Provas inesperadas? Não há quem não as sofra.

Sonhos que se frustraram? Não há quem não os chore.

Antecedendo a luz, a treva é natural.

Toda dor é prenúncio de maior alegria.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

VERSOS DA MEDIUNIDADE – Eurícledes Formiga

VERSOS DA MEDIUNIDADE

Se queres, de fato, ser
Médium da Vida Imortal,
Que em tudo quanto fizeres
O bem sobrepuje o mal.
*
Médium que não se preocupa
Em vivenciar a fé,
Não é bom propagandista
Do próprio médium que é.
*
Eis o que li não sei onde,
Por expressão da Verdade:
O médium que brilha muito
Ofusca a mediunidade …
*
O médium que nada sofre,
Por melhor médium que seja,
Nunca há de ser, sobre a Terra,
O médium que se deseja.
*
A flor da mediunidade,
Que desabrocha e perscruto,
No médium que não trabalha
É flor que não vira fruto.
*
Muito médium se compara
A um ator em movimento;
Conhece o texto de cor,
Porém lhe falta talento.
*
Tem médium que, infelizmente
A Narciso se assemelha,
Vive enxergando a si mesmo
Na tarefa em que se espelha.
*
Mediunidade, por vezes,
Em semente se traduz…
O médium é o solo fecundo
Em que a semente produz.
*
Todo médium vaidoso
– Desta receita não zombo –
O remédio que precisa
É de chicote no lombo…
*
Todo médium sobre a Terra,
Na senda que se lhe traça,
É um paladino da fé
Onde esteja e no que faça!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

VISÃO – Irmão José

VISÃO

Um tropeço, por vezes, afasta-te do abismo.

Jamais te precipites na análise das coisas.

Não raro, o contratempo evita um mal maior.

Talvez te seja a prova um socorro às avessas…

A treva só existe para exaltar a luz.

Quem acredita em Deus, enxerga o bem em tudo.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

CARIDADE E PRECE – Eurícledes Formiga

CARIDADE E PRECE

Ora a Deus de alma contrita,
Não olvidando, porém,
Que a prece que Deus escuta
É a da prática do bem.
*
Demonstra a crença que abraças,
Tendo o bem por ideal.
Oração sem boas obras
É fé sem credencial.
*
Sem qualquer necessidade
De longos apelos teus,
O bem que fazes resume
Tudo que esperas de Deus.
*
Toda prece de mãos postas
Da caridade em ação,
Sem dizer uma palavra
É a mais sublime oração.
*
Para quem vive servindo
No bem que se lhe descerra,
O socorro do Mais Alto
Chega primeiro na Terra!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

ORAÇÃO E PODER – Irmão José

ORAÇÃO E PODER

Não descreias jamais do poder da oração.

A prece é uma alavanca que remove obstáculos.

Quando tudo escurece, a oração é luz.

Onde não há caminho, a oração é rumo.

Quem ora e crê em Deus, nunca se desespera.

Sabe que toda dor, dura um instante só.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

ACIRRADO COMBATE – Eurícledes Formiga

ACIRRADO COMBATE

Mediunidade é sinônimo
De esforço continuado,
Estudo perseverante
E trabalho redobrado.
*
Médium que queira ir adiante,
Não retrocede no afã…
O que hoje deve fazer,
Não deixe para amanhã.
*
Não se detenha escutando
Palavrórios a granel,
De quem fala sobre a Terra
Sem dar ouvidos ao Céu…
*
Tome a charrua nas mãos
E não olhe para trás,
Na excelsa gleba da fé
Vertendo o suor da paz.
*
Não se atrite com ninguém,
Nem, por vezes, desanime,
Na luta consigo mesmo
Em que o passado redime.
*
Prossiga na trajetória
Que em toda parte se traça,
Para quem busca o Senhor
No amor que brilha sem jaça.
*
Suporta, resignado,
Injúrias e humilhações
Que lhe reduzem a pó
As humanas ilusões…
*
Que a vida de todo médium
Fiel ao bem com Jesus
É um acirrado combate
Das trevas se opondo à luz!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

OBRA DE PACIÊNCIA – Irmão José

OBRA DE PACIÊNCIA

Jamais te desatines, mantém a tua paz.

Ansiedade é doença gerando obsessão.

Aflição desmedida é tormento na alma.

Não há ninguém que possa antecipar-se ao tempo.

Antes do fruto, a flor, e, da flor, a semente…

A Criação Divina é obra de paciência.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

MORTE E VIDA – Eurícledes Formiga

MORTE E VIDA

Na vastidão do Universo,
Não cessa a Vida que corre…
Ao fim do exílio terrestre,
Quem deixa o corpo não morre.
*
Nos palcos além da morte,
Ante a Vida a desdobrar-se,
Ao voltar ao camarim,
A alma tira o disfarce.
*
O corpo, gleba bendita
Em faixa de terra estreita,
Onde o espírito efetua
Semeadura e colheita.
*
No Tribunal da Justiça
Da consciência sem véu,
No processo que examina,
O juiz também é réu.
*
Da própria Vida é a morte
O caminho alvissareiro
Porém, por este caminho,
Não há quem queira ir primeiro…
*
Morrer é fechar os olhos
Para abri-los em seguida,
Vendo a essência de si mesmo
No Eterno Espelho da Vida!
*
Dinheiro, fama, poder –
Tudo o túmulo retém.
Quem morre, parte levando
O que tão-só fez de bem.
*
Para quem leva o remorso,
Para além da sepultura,
A morte, por mais tranquila,
É sombra, dor e amargura!…

*

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

INDULGÊNCIA – Irmão José

INDULGÊNCIA

Estende o teu apoio àquele que tropeça.

Não lhes negues auxílio em novo recomeço.

Quem erra, necessita muito mais que perdão.

Precisa mão segura que o reerga da queda.

Que a indulgência em ti seja mais que palavra.

Seja o bem em ação em qualquer atitude.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

EM TORNO DA MEDIUNIDADE – Eurícledes Formiga

EM TORNO DA MEDIUNIDADE

Médium que tem consciência
Que, em verdade, nada é,
Embora muito tropece,
Mantém-se sempre de pé.
*
O médium, quando procura
Cumprir o próprio dever,
Fazendo tudo que deve,
Tem muito mais a fazer.
*
A vaidade no médium,
Quando aparece é assim:
Germina devagarinho
E cresce feito capim…
*
O médium que se acredita
Isento de obsessão,
É casa de porta aberta,
Escancarada ao ladrão…
*
Todo médium que proclama
Saber dos outros a esmo
Já perdeu, há muito tempo,
O endereço de si mesmo.
*
Em quaisquer médiuns que sejam,
Nos grandes ou nos pequenos,
Quanto a conversa é demais,
Mediunidade é de menos.
*
Verdade que se observa
Feito luz que resplandece:
No médium que se agiganta,
Mediunidade não cresce.
*
Mediunidade é igual
A uma fruta cobiçada,
Que na árvore se faz
Alvo de muita pedrada!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

ALMA DA FÉ – Irmão José

ALMA DA FÉ

A verdadeira fé se traduz em ação.

A crença que não age é vazia de luz.

Quem ora, mas não serve, não tem convicção.

A fé sem boas obras é apenas fanatismo.

Quem acredita em Deus não se omite no bem.

A caridade é a alma de tua própria fé.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

NOVO MUNDO – Eurícledes Formiga

NOVO MUNDO

*

Meu irmão, em qualquer parte
Eis que o Senhor nos espera,
Para o serviço do bem
Que constrói a Nova Era.
*
Não teremos mundo novo,
No novo milênio à frente.
Sem que os homens, desde agora,
Tudo façam diferente.
*
De mais ação na palavra
E mais amor no que no faz,
Mais coerência na fé
E mais suor pela paz…
*
Mais empenho no ideal,
Mais perdão, fraternidade,
Mais renúncia e sacrifício
Em favor da Humanidade…
*
É de que o homem precisa
Em seus anseios de luz,
Desejando sobre a Terra
Um mundo novo em Jesus.
*
Sem que ele se disponha
À própria renovação,
Pelo mundo que se espera
Há de se esperar em vão!…

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

ACENDE A LUZ – Irmão José

ACENDE A LUZ

Não escutes a voz que te fala em descrença.

Não ouças a palavra que destila azedume,

Nem registres o verbo que te induza ao desânimo.

Segue crendo no bem e na força do amor.

Defende o que for justo, sem concessão ao mal.

Entre as sombras do mundo, acende a tua luz.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

RESPONDE – Eurícledes Formiga

Dificuldades e Provas?
Responde, meu caro irmão,
Quem no mundo não as tem,
Em qualquer situação?…
*
Quem não enfrenta problemas
Neste ou naquele caminho,
Que percorre, sobre a Terra,
Com muita gente ou sozinho?…
*
Quem não sofre por injúrias
Ou por calúnias talvez,
Pelo que disse ou não disse,
Pelo que fez ou não fez?…
*
Quem ainda não se viu
Em pleno campo deserto,
Na hora do testemunho,
Sem quase amigos por perto?…
*
Portanto, não queiras ser
Diferente dos demais,
Que, no serviço do bem,
Padeceram tantos ais…
*
Em toda luta, medita
Nesta sentença formosa:
Menos espinhos na haste,
Menos perfume na rosa!…

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

REMÉDIO QUE CURA – Irmão José

REMÉDIO QUE CURA

Se buscas a Verdade, não te esquives a ela.

Não escutes somente o que escutar te agrade.

A crítica, não raro, preserva-te o equilíbrio.

O remédio que cura agride o paladar.

Bisturi afiado erradica tumores.

Para quem se melindra, a Verdade se cala.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

NOVOS CRISTÃOS – Eurícledes Formiga

NOVOS CRISTÃOS

Meus irmãos, o Espiritismo
É o Evangelho de novo:
Nas lições que nos ensina,
É Jesus falando ao povo…
*
É o Mestre Amado de volta
Pregando o perdão ainda,
Mostrando que, além da morte,
A Vida nunca se finda…
*
É o Senhor Redivivo
Que nos conclama à bondade,
Na fé unida à razão
Sem receio da Verdade…
*
O Espiritismo seguindo
Fiel ao mesmo ideal,
É o Cristianismo outra vez
Na pureza original…
*
É, sobretudo, a Doutrina
Da reforma interior,
Que diz que o Conhecimento
Não vale mais que o Amor…
*
Se o Espiritismo é Jesus
No que hoje tem a fazer,
Os espíritas de agora
Novos cristãos devem ser!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

RUMO CERTO – Irmão José

Não te sintas perdido, peregrinando a esmo.

Sob os teus próprios passos é que a estrada se faz.

Para onde caminhas, a vida te acompanha.

Escolhe a direção do bem que te norteia.

Não te afastes da senda que te pareça estreita.

Quem segue com Jesus não se engana de rumo.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

LOGO PASSA – Eurícledes Formiga

Quando sopra o vento forte
Da prova que desencanta
E, ao derredor dos teus passos,
A poeira se levanta…
*
Quando explode a tempestade
Que a treva desencadeia
E temes seguir adiante
Na estrada que se enlameia…
*
Quando ribombam trovões
E raios caem da altura
Em vergastas que se inflamam
No dorso da noite escura…
*
À luz da fé que te guia,
Procura o abrigo da prece,
Guarda silêncio e persiste
No bem, que nada arrefece…
*
Recorda como estiveres,
No conflito que se faça,
Que Jesus supera o mal
E a tormenta logo passa!

*

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

COMPREENSÃO – Irmão José

Não reajas à prova com revolta e descrença.

Nem agraves a dor com o teu desespero.

Só o bem é remédio para o mal que te aflige.

Quem revida agressão faz o jogo das trevas.

Quem absorve o golpe, não cai quando atingido.

A compreensão é luz que afasta toda sombra.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

OPÇÃO PELA CRUZ – Eurícledes Formiga

Se queres ser útil à causa
Do Espiritismo Cristão,
Faze o melhor que puderes,
Sem qualquer outra intenção.

*

Despoja-te inteiramente
De interesses pessoais,
Concentrando os teus esforços
Em servir um tanto mais.

*

Sê sincero em tua crença
E justo em teu proceder,
Sem exigir de ninguém
O que te cabe fazer.

*

Não imagines possível
O teu acesso à Verdade,
Sem que te deixes guiar
Pela mão da Caridade.

*

O Espiritismo que prega
Outra Vida além do véu,
Ensina que sobre a Terra
É que começa o teu céu…

*

Desapega-te dos bens
De transitório valor…
Egoísmo e vaidade
São instrumentos de dor.

*

Não te iludas, não te enganes:
Espiritismo é Jesus…
Quem se dispõe a segui-lo
Faz opção pela cruz!…

*

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

A MELHOR LIÇÃO – Irmão José

Se educas o teu filho nas melhores escolas…

Não te esqueças que o exemplo é a melhor lição.

Para o homem que traz o coração em treva…

De que lhe vale ter a inteligência em luz?

Que o teu filho, contigo, aprenda a caridade.

Antes que seja culto, é preciso ser bom.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

TRIGO E PÃO – Eurícledes Formiga

Se procuras a vitória
E desejas ser feliz,
Não te afastes do caminho
Tendo o bem por diretriz.

*

Nunca reclames da prova
Que te visita constante,
Perdoando a quem te fere
Com a palavra invigilante.

*

Ora com mais confiança,
Serve com mais alegria,
Enfrentando com coragem
As lutas de cada dia.

*

Aprende a renunciar,
Cedendo em favor da paz,
E olvida qualquer ofensa
Que o tempo, aos poucos, desfaz.

*

Guarda silêncio e trabalha.
Lança a semente no chão…
Sem charrua e sem suor,
O trigo não vira pão!…

*

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

OBSESSÃO – Irmão José

Obsessão é sombra que te envolve e domina.

Permissão que concedes ao mal que te assedia.

Ideias e emoções com as quais te afinizas…

É semente de treva sobre gleba propícia.

Nunca lhe dês espaço em teu tempo ocioso.

Ocupa-te do bem, que te guarda e defende.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

PAZ NO MUNDO – Eurícledes Formiga

Escutemos a Verdade
Que nos fala a uma só voz:
A paz no mundo depende
Essencialmente de nós.

*

Pensamentos negativos
São artefatos de dor
Que se lançam à distância
Contra a vida de quem for…

*

Palavra que calunia
É semelhante a metralha,
Disparando impunemente
Por sobre quem estraçalha…

*

A menor ação no mal
É sempre um ato de guerra,
Terrorismo disfarçado
Que se pratica na Terra.

*

Seja o bem em tuas mãos
O teu contributo à paz,
Pela qual todos esperam,
Mas só quem age é que faz!…

*

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

 

PROTEÇÃO – Irmão José

Todo o fruto produz suas próprias sementes.

Fonte que dessedenta não reclama de sede.

Quanto mais se enraiza, mais se garante a árvore.

Luz que acendes aos outros ilumina os teus passos.

Quem sempre está sorrindo não conhece tristeza.

Com o bem que proteges, és também protegido.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

GUERRA E PAZ – Eurícledes Formiga

Infelizmente, não é
Necessário ser profeta,
Para prever o futuro
De uma maneira concreta.

*

A prosseguir como está,
Sobre quase toda a Terra,
A Humanidade prepara
O advento de uma guerra.

*

A falta de fé em Deus,
Leva a razão ao eclipse
E confirma, para o homem,
O que diz o Apocalipse…

*

Mais do que nunca, lembremos
O que Jesus nos falou:
– “A minha paz eu vos deixo;
A minha paz eu vos dou…”

*

A paz do Mestre, no entanto,
Inclui o perdão sob a cruz,
Pois o amor, vencendo o ódio,
Faz a treva virar luz!…

*

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

 

ESPELHO – Irmão José

A morte é um espelho que te reflete a alma.

Nele te enxergarás como, de fato, és…

Sem qualquer distorção em tua própria imagem.

Terás ante os teus olhos o que ocultaste aos outros…

E o que, em vão, intentaste esconder de ti mesmo.

Não esperes morrer, para que, enfim, te vejas.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

 

OMISSÃO E PAZ – Eurícledes Formiga

A paz que o homem deseja
Sonho tornado concreto,
Não é papel que se assina
Por mero e simples decreto.
*
A paz que se oponha à guerra
Que o mundo inteiro ameaça,
É obra de cada qual
No que pense e no que faça.
*
A ideia gera a palavra,
A palavra induz à ação
E a própria ação se propaga
De só um à multidão…
*
Sobre a mão que se levanta
Provocando desavença,
Pesam muitas outras mãos
Ocultas na indiferença.
*
Quem vive omisso no bem,
Ante o mal que se descerra,
Embora falando em paz,
Acende o estopim da guerra!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

ÓDIO E PERDÃO – Irmão José

Não transformes a vida em terreno de agruras.

Quem não esquece a ofensa, cultiva espinhos em si.

Não adubes o mal com teu ressentimento.

Nem regues com o teu pranto a semente da dor.

Ódio no coração é veneno na fonte.

Só o perdão é que faz a alma florescer.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

NÃO TE QUEIXES – Eurícledes Formiga

*
Não te queixes, se o caminho
É de fato, tão estreito
E são tantos os problemas
Que te deixam contrafeito…
*
Nem te aborreças, se a luta,
Que a própria Vida te traz,
Por vezes, parece maior
Do que enfrentar és capaz.
*
Sobre a terra cultivada,
No chão outrora vazio,
A alegria da colheita
Supera a dor do plantio.
*
Tudo que o homem constrói
E o progresso lhe reclama,
Vem da lágrima que verte
E do suor que derrama…
*
A cruz que te pesa aos ombros
É que te firma no chão
E te leva a caminhar
Sem perder a direção.
*
Quem sofre fazendo o bem
E persiste, sobranceiro,
Esteja como estiver
Tem Jesus por companheiro!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

 

CONVENCE-TE – Irmão José

Por mais sofras no mundo abandono e injustiça…

Por mais escura a noite da descrença e do ódio…

Por mais pises espinhos e pedras sobre a estrada…

Por mais perseguições enfrentes no ideal…

Por mais ingratidão amargues entre os homens…

Convence-te de que o bem sempre triunfa!

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

OBSTÁCULOS – Eurícledes Formiga

Se te dispões a servir,
Não reclames, na jornada,
Dos espinhos e pedrouços
Que encontres por sobre a estrada.
*
Sob os pés de quem procura
Seguir cumprindo o dever,
Todo caminho é repleto
De empecilhos a vencer.
*
Só não enfrenta obstáculos,
Quem pára de caminhar
E, com receio da luta,
Não sai do próprio lugar!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

TODA DOR – Irmão José

Faze o bem e prossegue seguindo o teu caminho.

Não esperes cessar a luta em derredor.

Na Terra, ninguém foge à prova que redime.

O arado rasga o chão que se cobre de flor.

Frutos pendem dos galhos da árvore podada.

Toda dor é uma luz que se acende na alma.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

SE ÉS ESPÍRITA – Eurícledes Formiga

Se és seguidor da doutrina
Da fé que fala à razão,
Não te esqueças de cuidar
Da própria renovação.

*
Não te limites a crer
Sem que te envolvas na lida,
Do trabalho sem cansaço
No bem que enobrece a Vida.

*

Combate dentro de ti
O egoísmo milenar –
Peso invisível na alma
Que te impede caminhar…
*
Sê sincero no ideal
De quem procura a Verdade
E traduz tudo que sabe
Em obras de caridade.
*
Não faças calar a voz
Da consciência em ti mesmo,
Na excelsa escola do mundo
Consumindo o tempo a esmo.
*
Se és espírita, de fato,
E te tens por verdadeiro,
Lição que pregas aos outros,
Busca vivê-las primeiro!…
*
Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

ONDE ESTÁS – Irmão José

ONDE ESTÁS

Onde estás é o lugar em que deves crescer.

Não procures alhures o que tens junto a ti.

Para Deus, és o centro da Criação Divina.

Todo o Universo gira em tua própria órbita.

Acende a tua luz, respeitando a dos outros.

Para brilhar, não tens que ofuscar a ninguém.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

MEDIUNIDADE E PROVA – Eurícledes Formiga

Fato que não se contesta
Por mais se passem os meses:
Todo espírita que é médium,
Quando cai, cai duas vezes.

*

No médium que não estuda
E abdica da razão,
Mediunidade, não raro,
Pode ser obsessão.

*

Em quem deseja ser médium,
Mais que ser médium devia,
Mediunidade atrapalha
Muito mais do que auxilia.

*

Todo médium que renasce
Com serviço definido,
Para ser médium no mundo,
Não escolhe, é escolhido.

*

Para o médium sempre em luta
Sobre a estrada em que caminha,
Mediunidade, por vezes,
Parece o final da linha…

*

Em meio às sombras da prova,
Por entre as quais se conduz,
O que leva o médium adiante
É a proteção de Jesus.

*

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

POR MAIS APEGO – Irmão José

Por mais apego ao corpo, ele te larga aos poucos…

No caminho em que segues vão ficando ilusões.

Pedaços do que foste, jazem sobre a poeira.

Ambições são cadáveres que o tempo desintegra.

Fica contigo apenas a luz que tens em ti.

Para onde caminhas, a sombra não te segue.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

MEDIUNIDADE EM ESTUDO – Eurícledes Formiga (Poesias)

No médium que não trabalha
E não se aprimora em nada,
Mediunidade é uma luz
Constantemente apagada.

*

Muitos médiuns submeto
À seguinte equação:
Tirando mediunidade,
O que sobra é obsessão.

*

Intercâmbio com o Além,
Por vezes, não acontece,
Porque, se o médium não sobe,
O espírito não desce …

*

Sintonia mediúnica
É mais que recolhimento…
Toda atitude no bem
Vale mais que o pensamento.

*

Eis um fato que comprovo,
Sem que a verdade me falhe:
Mediunidade é serviço,
O resto é simples detalhe…

*

Sem Jesus e sem Kardec,
Ser médium no Espiritismo
É caminhar às escuras
Para a boca de um abismo!

*

Quem quer ser médium comece
Servindo a quem quer que seja,
E siga renunciando
Àquilo que mais deseja.

*

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

SUPREMA POSSE – Irmão José

Aprende a ceder naquilo que mais queres.

Renuncia aos desejos que te falam mais alto.

Abre mão dos anseios que te acalentam a alma.

Supera os teus impulsos de conquista e ambição.

Não temas sacrifícios em prol dos semelhantes.

Somente assim, terás a posse de ti mesmo.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

Frutos da Mediunidade – Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias)

Amigo leitor:

As páginas singelas que ora lhe entregamos à reflexão, de nossa autoria e do poeta Eurícledes Formiga, respectivamente, constituem-se em frutos da abençoada Árvore da Mediunidade. Foi-nos possível colher, através do esforço perseverante e do trabalho cotidiano em prol da divulgação dos princípios da Doutrina, nas várias oportunidades que, para tanto, se nos têm apresentado, no decorrer das estações da Vida.

Esperamos que os referidos pomos se lhe transubstanciem em alimento para a alma, robustecendo-lhe a fé e sustentando-lhe os passos na caminhada, que não cessa. Rogamos, pois, ao Divino Pomicultor que nos conceda a alegria de continuarmos a cultivá-los, com o suor digno e as mãos calosas de obreiros conscientes do dever que lhes cabe cumprir.

Irmão José

Uberaba – MG, 06 de 2003.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

IMPROPÉRIOS NA RUA

Se te convenceres de que:

– os que te criticam as deficiências são portadores de deficiências iguais ou maiores que as tuas;

– os que te acusam de equivocado padecem de equívocos muito mais graves que os teus;

– os que te dizem obsidiado são vítimas de perseguições espirituais mais prejudiciais ao próprio equilíbrio;

– os que te desmerecem o esforço de servir agem mais por inveja que por convicção de que estejas enganado;

– os que te elegem por alvo preferencial de seus recalques não passam, na maioria das vezes, de companheiros doentes e frustrados;

– enfim, os que, com o intuito de prejudicar-te, vivem de pensamento fixado em ti, podem estar disfarçando secreta admiração pelo teu trabalho…

Se te convenceres de tudo isso e muito mais, não darás à palavra deles mais que o crédito que dás ao irmão insano que, sem nunca te ter visto, ao cruzar os seus passos contigo, começa a gritar-te impropérios na rua.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

VAIDADE INTELECTUAL – Irmão José

Admite o erro e dispõe-te a corrigi-lo.

Por orgulho e teimosia, não te conserves na posição equivocada que assumiste.

Luta com todas as forças, evitando a cristalização do teu pensamento em determinados ângulos de visão.

A vaidade intelectual é um dos óbices mais difíceis a serem superados pelo espírito que anseia por crescimento.

Volta atrás quantas vezes te forem necessárias, reconsiderando atitudes e modificando opiniões.

Aprendendo a ouvir mais do que falar, nunca te furtes ao diálogo esclarecedor.

Procura não te esquecer de que, sobre qualquer assunto, a palavra que te parece sem brilho em alguém pode ser portadora de suficiente luz para que maior claridade se faça em tua compreensão da Verdade.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

INTELIGÊNCIA PRÁTICA – Irmão José

Aprende a utilizar a tua capacidade intelectual em favor do teu crescimento íntimo.

Talvez não tenhas renascido dotado de recursos intelectivos para efetuares grandes descobertas ou mesmo para construíres engenhos que beneficiem a Humanidade.

Todavia, com a tua capacidade de raciocinar e discernir, podes efetuar escolhas que sejam as melhores para o teu espírito.

Quantos são os que deixam de dar um sentido prático à existência, por não saberem aproveitar com qualidade o tempo ao seu dispor?

Infelizmente, a grande maioria apenas concentra o pensamento, imaginando meios de mais amplo enriquecimento ou traçando planos de conforto e lazer.

Raros os que se dão o trabalho de pensar, elaborando programas e perseguindo metas que, uma vez cumpridos, haverão de fazer a diferença em prol de sua iluminação interior, fazendo com que se retirem de sua atual experiência no corpo em condições espirituais muito mais favoráveis.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

REVELAÇÕES DO MUNDO ESPIRITUAL – Irmão José

Almejarias obter:

Orientações definitivas do Mundo Espiritual aos teus íntimos anseios…

Palavras diretas que decidissem por ti o melhor a ser feito…

Soluções prontas para determinados problemas que, desde muito, te afligem a cabeça…

Respostas abrangentes sobre as quais não pairassem mais qualquer dúvida em torno da Verdade…

Diretrizes claras que te substituíssem o esforço de procurá-las por ti mesmo…

Páginas incontestes de esclarecimento que não te deixassem inseguro em relação ao rumo que deves imprimir à própria vida…

Manifestações retumbantes que impusessem silêncio aos incrédulos e irônicos…

Todavia, se o Mundo Espiritual que te rodeia não te atende os desejos de fornecer todas as revelações que esperas te sejam feitas, é porque ele não as possui para dar ou, simplesmente, ainda não mereceste recebê-las.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

PRESUNÇÃO – Irmão José

Ninguém vislumbra a luz da Verdade, sem que a ela se habitue gradativamente.

O caminho não se revela, por inteiro, senão àquele que se dispõe a percorrê-lo, passo a passo.

A tarefa que empreendes, ao mesmo tempo, é a tarefa com que aprendes.

Somente depois de ensiná-la por muito tempo é que o professor percebe nuances diferentes da lição que se cansou de transmitir.

Por este motivo, é natural que, sobre determinado assunto, as tuas ideias se ampliem, com o passar do tempo.

À tua frente, sempre haverá novos horizontes a serem descortinados.

Evita, pois, a infeliz presunção de quem, por já se imaginar detentor de todas as respostas, não tem mais nenhuma pergunta a fazer, seja a quem for.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

PASSARÃO TAMBÉM – Irmão José

Recordas-te do problema que, quando surgiu, imaginaste que não conseguirias sobreviver aos aborrecimentos que te trouxe?…

Da prova familiar que, em determinado momento, sobre ti se abateu, deixando-te sem qualquer esperança de que pudesses superá-la?…

Da delicada questão que enfrentaste, vendo o teu nome exposto à maledicência de tanta gente, crendo que jamais te recuperarias moralmente das perseguições que foram urdidas?…

Do ferrenho opositor de tuas ideias que, durante longo período, disseminou inverdades a teu respeito, cumulando-te de acusações injustificadas?…

Da desavença que sustentaste, no campo da palavra, por simples capricho de opinião, tua ou daquele com quem te conflitaste, em inegável perda de tempo, de parte a parte?…

Da ofensa que fizeste ou que te foi feita, de maneira inútil, por assunto que hoje se encontra totalmente esquecido por todos os que nele se envolveram?…

Reflete em todas as lutas e obstáculos que, parecendo-te invencíveis, já deixaste para trás, e não te esqueças de que todos os obstáculos e lutas que agora enfrentas passarão também.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

TOLERÂNCIA ZERO – Irmão José

Suplica a Deus para que não te percas no caminho.

É muito fácil o esquecimento, parcial ou total, dos compromissos que te conduziram à presente romagem no corpo carnal.

Os atalhos que te nascem da estrada são inúmeros e demasiadamente convidativos.

Vozes aparentemente amigas poderão inclinar-te a outros interesses que não aqueles que te dizem respeito à verdadeira felicidade.

Ambições inferiores que tu já consideravas sepultadas reviverão e, talvez, venham a possuir-te novamente.

Não cedas um milímetro sequer em tuas determinações de ordem superior.

Evita flexibilizar-te em excesso em relação às conveniências sociais.

Se pretendes vencer a ti mesmo nas lutas para as quais renasceste no mundo, é preciso que adotes o lema da “tolerância zero” para as requisições com que o mundo continua a reclamar-te o espírito.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

NÃO PERDER TEMPO – Irmão José

Muitas vezes, não perder tempo significa não atropelar o próprio tempo, como quem deseja antecipar-se ao movimento dos ponteiros do relógio.

É não fazer de maneira atabalhoada o que se faz, candidatando-se a fazer de novo…

É não atuar em várias frentes de trabalho, não se dedicando integralmente a nenhuma delas…

É não começar uma tarefa e abandoná-la por outra que julgue ser mais importante…

É não deixar de aproveitar todas as oportunidades que determinado labor lhe enseja para aquisição de experiência…

É não agitar-se excessivamente e, nesta agitação, desperdiçar preciosos minutos na ação efetiva…

Em última análise, ao contrário do que muitos pensam, perder tempo não é fenômeno afeto à quantidade do tempo que se aproveita, mas, sim, à qualidade do tempo que se utiliza.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

POUCOS SABEM – Irmão José

Poucos sabem e poucos continuarão sabendo das lutas que sustentas para levares adiante o fardo de tuas obrigações cotidianas.

Raros serão aqueles com os quais poderás conversar, abrindo o coração em desabafo, na exposição de tuas dores secretas.

Quase ninguém entenderá a tua postura de retraimento, a fim de que encontres forças e condições para continuares trabalhando.

Muitas vezes, as tuas atitudes de sistemático silêncio haverão de ser interpretadas à conta de vaidade disfarçada ou de injustificável egoísmo no que deverias compartilhar.

Julgamentos impiedosos serão feitos em torno das estratégias de defesa que adotas, para que não sejas alcançado pelas artimanhas das trevas que não cessam de conspirar contra ti.

Porém tudo isso não importa.

Apenas importa saberes que, em relação a ti mesmo e aos que te cercam, nas decisões que tomas, a tua intenção é sempre a melhor.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

CHEGA ANTES – Irmão José

Para quem busca servir com desinteresse ao Evangelho, dando de si o que possui de melhor, o socorro do Alto, antecipando-se às tramas das sombras para obstruí-lo em seu intento, sempre chega antes.

Se não percebes semelhante realidade, é porque ainda não atentaste para ela, através:

– do alerta que recebeste na palavra de alguém que sequer suspeitou estivesse sendo utilizado por instrumento;

– de uma singela página que te veio parar às mãos, concitando-te a maior vigilância;

– da mensagem do sonho premonitório que não conseguiste decifrar com clareza;

– da intuição a que não deste o devido valor;

– das narrativas que ouviste por salutar aviso em torno de um caso quase semelhante ao teu;

– do problema inesperado que te criou embaraços menores e te impediu de cair na armadilha que te fora preparada;

– da indisposição física repentina que te obrigou a não participar de determinado encontro…

Não alegues, pois, que, embora as tuas constantes orações ao Mundo Espiritual por proteção, em várias ocasiões, foste indevidamente deixado por ele à mercê de desagradáveis situações que te surpreenderam por completo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

SITIADO – Irmão José

Ver-te-ás sitiado pelas forças do mal, que permanecerão à espreita de tua menor atitude de invigilância…

Sombras espessas de calúnia e difamação avançarão contra ti, armando terrível tempestade em tua vida…

Armadilhas ser-te-ão preparadas a fim de fazer com que te precipites em profundos abismos de desmoralização…

Tramas, as mais complexas, haverão de fustigar-te os dias, deixando-te sempre em estado de alerta e sobressalto…

Acossando-te por todos os lados, os teus opositores visíveis e invisíveis procurarão conquistar o território que defendes com bravura…

Sim, a serviço do Bem sobre a Terra, atravessarás a existência sob o fogo cerrado de adversários ferrenhos que se te opõem aos ideais, mas, com o amparo de Deus, não serás ferido mortalmente por nenhum dos projéteis que dispararem contra ti.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

DOENÇAS DE TRATAMENTO DIFÍCIL – Irmão José

Sempre investir-se na condição de vítima.

Dizer-se perseguido.

Reclamar sistematicamente de ingratidão.

Queixar-se de humilhações sofridas.

Render-se a lágrimas frequentes.

Alimentar ideias fixas negativas.

Supor-se o centro das atenções.

Mesmo de maneira indireta, solicitar ser elogiado.

Crer-se melhor que os outros.

Transferir a responsabilidade pela culpa.

Permanecer de braços cruzados.

Teorizar excessivamente.

Fugir ao diálogo.

Reivindicar sem mérito.

Pensar que é o dono da Verdade.

Não tolerar corrigendas.

Melindrar-se facilmente.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

IRRITAÇÃO E CONSEQUÊNCIA – Irmão José

 

Fácil constatar as consequências da irritação em ti mesmo.

Numa perspectiva menos grave:

– alterarás o ritmo de teus batimentos cardíacos,

– elevarás o nível da pressão arterial,

– adoecerás do estômago,

– passarás a sofrer de insônia,

– afastarás os amigos,

– colecionarás antipatias,

– provocarás acidentes,

– padecerás amargas desilusões…

No entanto, numa perspectiva mais séria, em momento de azedume superlativo, poderás vir a desencarnar e, vítima de apoplexia, chegar ao Mais Além na condição de quem, por empreender uma viagem sem avisar, não contará senão com desconhecidos na estação de desembarque.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

MULTIPLICANDO OS TALENTOS – Irmão José

Para que multipliques os talentos:

do Tempo – basta que não gastes os minutos com conversações inúteis;

da Bondade – é suficiente que sejas menos passivo ante às necessidades do próximo;

da Compreensão – basta que te faças um pouco menos intransigente com as pessoas;

da Boa Vontade – é suficiente que não escolhas tarefa e lugar para seres útil;

da Paz – basta que não fomentes conflito de qualquer natureza;

da Fé – é suficiente que não duvides de tua própria capacidade de vivenciar a tua crença;

da Alegria – basta que não provoques em ninguém uma só lágrima de tristeza;

da Felicidade – é suficiente que te contentes com a que já podes desfrutar;

do Conhecimento – basta que não admitas que já sabes tudo;

do Amor – é suficiente que ames e não exijas ser amado.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

MEDIUNIDADE – Irmão José

Em mediunidade, cada espírito comunicante e cada médium oferecem o que têm de melhor.

A semente da mesma espécie, em glebas de diferente qualidade, não costuma germinar e produzir com a sua mesma capacidade.

A luz do Sol, por vezes, necessita de varar espessas nuvens, para iluminar parcialmente os caminhos.

A água cristalina, ao deslizar sobre a terra, não chega aos lábios do sedento com a mesma pureza com que jorra da fonte.

Compreende que é natural que assim seja e, se médium e espírito não conseguem aprimorar a sua capacidade de sintonia, a fim de que apresentem resultados mais positivos no intercâmbio entre as Duas Esferas, procura aprimorar o teu entendimento das limitações com que ambos sois chamados a trabalhar em prol da ideia da Imortalidade entre as criaturas.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

TODOS PODEM – Irmão José

Não frustres a expectativa de socorro de quem, confiante em tua bondade providencial, te procura o endereço e bate à tua porta.

Ainda que não te seja possível atender, por inteiro, a solicitação que te está sendo feita, na medida de tuas forças, não te negues a cooperar.

Se não tens a solução pronta para o problema de quem te busca a fim de equacioná-lo, dispõe-te a auxiliá-lo a encontrar alhures o de que necessita.

Todos podem acender uma luz no caminho de alguém.

Assim como Deus precisa do concurso de tuas mãos para socorrer a quem a Ele recorre na prece, não hesites em pedir a intercessão de um amigo para auxiliar a quem, no momento, tu não estejas em condições de valer por ti mesmo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

SOCORRO EMERGENCIAL – Irmão José

Não deixes que o abatimento vá tomando conta de ti.

Ao primeiro sinal de desalento, reage.

Afugenta as ideias pessimistas de tua cabeça.

Sacode o jugo opressor da melancolia que te invade.

Escolhe uma instituição de amparo aos desvalidos e visita-a, sem demora.

Observa a situação dos assistidos que lá se encontram internados e pondera que, sob vários aspectos, a tua situação será muito melhor que a de qualquer um deles.

Onde, no entanto, será que conseguem forças para sorrir e agradecer pela tua presença?

Que esperança os anima, em relação ao futuro, quando quase todos os seus sonhos já se desfizeram?

A tua visita, ainda que ligeira, a uma casa de caridade que, em nome do Cristo, abre as suas portas na Terra, será eficiente socorro emergencial para o estado de baixa autoestima em que te encontras.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)

 

DESCE – Irmão José

É possível que o estado de sobre-excitação mental em que vives não te permita perceber a grandiosidade das coisas pequenas que te rodeiam.

Raras vezes, tens conseguido asserenar o pensamento e superar a vertigem das ideias aceleradas.

Tão requisitado te sentes pelas altas preocupações da Vida, que não mais sequer olhas para o chão em que pisas.

Não paires assim, mentalmente, tão alheio à realidade das coisas simples que te cercam.

Desce do ápice de teus raciocínios transcendentes e exercita-te na convivência com aqueles cuja grande aflição consiste na obtenção do pão de cada dia.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)