CAPÍTULO 95 – ESTA É A MENSAGEM – EMMANUEL

“Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.” – (1ª Epístola de João, 3:11.)

Em todo o mundo sentimos a enorme inquietação por novas mensagens do Céu. Forças dinâmicas do pensamento insistem em receber modernas expressões de velhas verdades, ensaiando-se criações mentais diferentes. Notamos, porém, que a arte procura novas experimentações e se povoa de imagens negativas, que a política inventa ideologias e processos inéditos de governar e dilata o curso da guerra destruidora, que a ciência busca desferir voos mais altos e institui teorias dissolventes da concórdia e do bem-estar.

Grandes facções religiosas efetuam trabalho heroico na demonstração da eternidade da vida, suplicando sinais espetaculares do reino invisível ao homem comum.

Convenhamos que haverá sempre benefício nas aspirações elevadas do espírito humano, quando sinceramente procura as vibrações de natureza divina; todavia, necessitamos reconhecer que se há inúmeras mensagens substanciosas, edificantes e iluminadas na Terra, a maior e mais preciosa de todas, desde o princípio da organização planetária, é aquela da solidariedade fraternal, no “amemo-nos uns aos outros”.

Esta é a recomendação primordial. Sentindo-a, cada discípulo pode examinar, nos círculos da luta diária, o índice de compreensão que já possui, acerca dos Desígnios Divinos.

Mesmo que esse ou aquele irmão ainda não a tenha entendido, inicia a execução do paternal conselho em ti mesmo.

Ama sempre. Faze todo bem. Começa estimando os que te não compreendem, convicto de que esses, mais depressa, te farão melhor.

EMMANUEL

(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)

INSTRUMENTOS DE EVOLUÇÃO – Irmão José

 

“Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XVII – Sede perfeitos.)

Inegavelmente, os espíritos são os melhores instrumentos de Evolução uns dos outros.

As dificuldades da vida material no mundo ensejam ao homem o desenvolvimento de sua inteligência, mas somente através da convivência com o próximo é que ele tem oportunidade de crescer moralmente.

A necessidade de se alimentar e de preservar a sua saúde fez com que o homem enveredasse pelos caminhos da Ciência, alcançando notáveis conquistas no campo da intelectualidade.

Gradativamente, as aldeias foram cedendo lugar às cidades, e a vida primitiva de séculos atrás se transfigurou, nos tempos modernos, em arrojados avanços tecnológicos que mais se parecem com obras saídas das páginas da literatura de ficção.

Inclusive, pela sua capacidade intelectiva sempre em expansão, o homem, aos poucos, vem partindo para a exploração do Cosmo, com o futuro lhe reservando inúmeras possibilidades de viagens interplanetárias, dentro e fora do Sistema Solar.

Mais que o próprio rádio, a televisão e o telefone, a Internet se encarregou de tornar ainda mais real o chamado mundo globalizado, fazendo com que as distâncias, antes quase intransponíveis, praticamente, desaparecessem na aproximação dos povos.

O trabalho, tão penoso para o homem em época não muito recuada, custando-lhe excessivo desgaste físico e precoce envelhecimento, vem, na atualidade, sendo realizado por engenhos robóticos que, com vantagem, lhe substituem os olhos e as mãos.

Não obstante, é forçoso convir que o homem não possa aprender a amar com um robô, nem tampouco desenvolver a sua sensibilidade em meio às máquinas que lhe proporcionam tanto conforto material.

Nos caminhos de sua Evolução para Deus, o próximo nunca poderá ser substituído por qualquer outro artefato que lhe ensine convivência e seja capaz de concorrer para despertá-lo em suas aptidões morais.

Porque, quanto mais o homem se isolar de seus semelhantes, evitando-lhes a presença, nas lições mútuas de que, ao mesmo tempo, se façam mestres e aprendizes, menos ele terá oportunidade de exercitar as suas qualidades do coração.

É que, se ele pode chegar aos confins do Universo num foguete, somente o próximo se lhe fará veículo para que, um dia, ele consiga chegar ao Centro da Vida.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

AMAR A SI OU AO PRÓXIMO? – Irmão José

“Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento!” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XI – Amar o próximo como a si mesmo.)

O Cristo veio à Terra para exortar o homem a dar um passo além de sua própria humanidade.

Nas páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, escreveu o espírito Lázaro: “A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais”.

Este, sem dúvida, é o maior desafio para que o espírito consiga se realizar em plenitude, derrotando, em si mesmo, as forças antagônicas do egocentrismo.

Neste sentido, observamos que o encerrar do espírito em um corpo, através da encarnação, não importando que este corpo seja mais ou menos material, conspira contra a “fusão dos seres”, que, evidentemente, sem que percam consciência de sua individualidade, por mais nada se sintam separados uns dos outros.

Para Deus, que nos ama, todos somos iguais, e não filhos que Ele possa ter gerado com código genético diferente.

Por isso, à medida que o espírito avança na senda do aperfeiçoamento espiritual, ele vai perdendo os sinais indicadores externos de sua personalidade, ultrapassando todos os limites humanos em que cada pessoa é capaz de se reconhecer e ser identificada.

O seu corpo vai se tornando tão diáfano que, de repente, desaparece, e, então, o espírito passa a existir em sua mais pura essência, e, a exemplo de Jesus, tornando-se “Um” com o Pai.

Não há diferença alguma entre as águas de um rio que se derrama nas águas de outro rio, aumentando-lhe o volume, para, irmanados, formarem o oceano.

O ar que se respira em qualquer parte do planeta, a rigor, sempre possui as mesmas características básicas, não se distinguindo pela sua cor nem pela sua densidade.

Enquanto não nos sentirmos parte de um todo, não compreenderemos que não nos preocuparmos com o todo significa não nos preocuparmos com a parte.

A recomendação do Cristo que, infelizmente, muitos vêm invertendo, não é a de amar a si mesmo para amar o próximo, mas sim a de amar o próximo para amar a si mesmo.

Pensando desta maneira equivocada, a grande maioria imagina que, ao se amar de maneira concreta, pode continuar amando o próximo de maneira abstrata.

E por enquanto, sobre a Terra, há muito mais gente precisando de mão compassiva que de olhar piedoso.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)