CAPÍTULO 128 – LIBERDADE – EMMANUEL

“Não useis, porém, da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade.” – Paulo. (Gálatas, 5:13.)

Em todos os tempos, a liberdade foi utilizada pelos dominadores da Terra. Em variados setores da evolução humana, os mordomos do mundo aproveitam-na para o exercício da tirania, usam-na os servos em explosões de revolta e descontentamento.

Quase todos os habitantes do Planeta pretendem a exoneração de toda e qualquer responsabilidade, para se mergulharem na escravidão aos delitos de toda sorte.

Ninguém, contudo, deveria recorrer ao Evangelho para aviltar o sublime princípio.

A palavra do apóstolo aos gentios é bastante expressiva. O maior valor da independência relativa de que desfrutamos reside na possibilidade de nos servirmos uns aos outros, glorificando o bem.

O homem gozará sempre da liberdade condicional e, dentro dela, pode alterar o curso da própria existência, pelo bom ou mau uso de semelhante faculdade nas relações comuns.

É forçoso reconhecer, porém, que são muito raros os que se decidem à aplicação dignificante dessa virtude superior.

Em quase todas as ocasiões, o perseguido, com oportunidade de desculpar, mentaliza represálias violentas; o caluniado, com ensejo de perdão divino, recorre à vingança; o incompreendido, no instante azado de revelar fraternidade e benevolência, reclama reparações.

Onde se acham aqueles que se valem do sofrimento, para intensificar o aprendizado com Jesus-Cristo? Onde os que se sentem suficientemente livres para converter espinhos em bênçãos? No entanto, o Pai concede relativa liberdade a todos os filhos, observando-lhes a conduta.

Raríssimas são as criaturas que sabem elevar o sentido da independência a expressões de voo espiritual para o Infinito. A maioria dos homens cai, desastradamente, na primeira e nova concessão do Céu, transformando, às vezes, elos de veludo em algemas de bronze.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

LIÇÕES – Irmão José

Atenta às lições que a Vida te transmite no cotidiano.

Não evites o confronto com elas.

Assimila a experiência que os reveses te ensejam.

Coloca-te na condição de aprendiz e não de mestre.

Sê humilde e admite o próprio erro.

Não te compares aos outros para te julgares melhor.

Quem mais ensina, ensina pela força do exemplo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Senhor e Mestre”)

EM ÚLTIMA ANÁLISE – Irmão José

“A verdade absoluta é patrimônio unicamente de espíritos da categoria mais elevada e a Humanidade terrena não poderia pretender possuí-la, porque não lhe é dado saber tudo.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XV – Fora da caridade não há salvação.)

O conhecimento da Verdade fará com que, gradativamente, a própria Verdade amplie os horizontes com os quais se revela aos homens, que, com sinceridade, não se cansam de buscar por ela.

Somente à Verdade, ao longo do tempo, é dado refundir-se, não de equívocos que, em essência, a Verdade não comete, mas dos enganos de quem, de maneira definitiva, pretende encarcerá-la na estreiteza de seus raciocínios.

Em última análise, somente o Criador detém a palavra final sobre o Universo e as suas Leis.

As criaturas, todas elas, sempre se movimentaram e sempre se movimentarão dentro da relatividade das luzes que já tenham logrado alcançar.

A questão, portanto, em nos referindo aos espíritos em geral, encarnados ou desencarnados, é apenas e tão-somente de maior ou menor aproximação da transcendente Realidade.

Quando o Cristo disse: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertarᔑ, sem precisar quando, onde e nem como, Ele atestou o caráter dinâmico da Revelação que, em sua integralidade, sempre se remete ao Futuro mais remoto, e nunca ao Presente imediato.

Inútil, pois, que, na atualidade, o homem queira obter mais do que a sua compreensão possa ou venha a comportar. Isto, todavia, não invalida o seu esforço de aprendizado, que, em todos os setores, deve ser incessante.

Se o homem ainda pouco sabe sobre si, o corpo em que vive e o planeta que habita, como muito poderia saber das Dimensões Espirituais que o rodeiam?!

Se mal conhece o átomo e a célula, o que pretende saber do Cosmo?!

O que hoje lhe parece absurdo, amanhã lhe parecerá lógico, e vice-versa.

O pensamento humano é um palácio iluminado, mas que, por agora, num arremedo de seu vir a ser, não passa de singela choupana, que será demolida e reconstruída milhares de vezes.

A verdade é que o homem ainda não possui cérebro para conter maiores esclarecimentos do que vem recebendo.

Dentro desta linha de raciocínio, todo aquele que, no amplo contexto do Conhecimento, por temer a luz, prefere a sombra, corre o risco de perpetuar-se na escuridão.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

SIMPLESMENTE, Alívio – Irmão José

SIMPLESMENTE, ALÍVIO

“Foi isso que levou Jesus a dizer: ‘Vinde a mim todos vós que estais fatigados, que eu vos aliviarei’ – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VI – O Cristo Consolador.)

“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo.”

Com tais palavras, Jesus não está a nos prometer o que Ele não pode cumprir, em substituição ao nosso esforço pessoal.

Nos campos evolutivos da Vida, por maior seja a sua capacidade de amar, nenhum espírito logra impedir que outro trave as suas próprias lutas a fim de ascender.

O Cristo nos aponta o caminho para os Cimos, de modo a que possamos caminhar sem equívocos na direção da luz; todavia, Ele não nos suprimirá da caminhada que nos compete efetuar sangrando os pés.

Eximir alguém da prova indispensável ao seu progresso seria o mesmo que negar ao aprendiz acesso aos bancos escolares, condenando-o à eterna ignorância.

Revivendo a Mensagem Cristã, o Espiritismo não nos acena com as teorias ilusórias que, com a finalidade de ganhar adeptos, outras crenças religiosas formulam a quem não possui suficiente maturidade para entender que o espírito é o construtor do próprio destino.

Prometendo-nos simplesmente alívio, o Cristo, que jamais nos engana, nos garante que, caso venhamos a Ele recorrer, Nele haveremos de encontrar o suplemento de força que não nos deixe esmorecer sob a cruz que ombreamos.

Mesmo o médico não consegue curar o paciente cujo organismo não responda à ação dos medicamentos prescritos por ele.

A solução definitiva para qualquer um de nossos problemas passa, necessariamente, pelo nosso empenho em solucioná-los, que tão mais depressa o serão quanto maior seja a nossa boa vontade em tê-los resolvidos.

Uma palavra de coragem que alguém nos dirija, evidentemente, não afasta de nossos caminhos os percalços que necessitamos enfrentar, mas pode nos aliviar em nossa carga de aflição e desespero, impedindo que a falta de serenidade concorra para o agravamento de nossas dificuldades.

Não esperemos, portanto, que o Senhor ou os seus Prepostos descruzem os braços por nós e nos poupem do trabalho intransferível que, a fim de obter o que desejamos, cada um de nós somos chamados a executar.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

REFLEXÃO – Irmão José

A Terra é abençoada escola para o espírito em evolução.

Cada existência no corpo é um estágio imprescindível ao seu aprendizado.

As dificuldades são lições valiosas.

As provações são testes necessários.

A dor é a educadora por excelência.

Os obstáculos são convites à superação.

O aproveitamento curricular depende do esforço individual.

Não há privilégios e favorecimentos ilícitos.

Toda promoção se baseia nos méritos pessoais.

O próximo é a cartilha viva.

Jesus é o Mestre.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)