CAPÍTULO 21 – MAIORIDADE – EMMANUEL

“O menor é abençoado pelo maior.” – Paulo. (Hebreus, 7:7.)

Em todas as atividades da vida, há quem alcance a maioridade natural entre os seus parentes, companheiros ou contemporâneos.

Há quem se faz maior na experiência física, no conhecimento, na virtude ou na competência.

De modo geral, contudo, aquele que se vê guindado a qualquer nível de superioridade costuma valer-se da situação para esquecer seu débito para com o espírito comum.

Muitas vezes quem atinge a maioridade financeira torna-se avarento, quem encontra o destaque científico faz-se vaidoso e quem se vê na galeria do poder abraça o orgulho vão.

A Lei da Vida, porém, não recomenda o exclusivismo e a separatividade.

Segundo os princípios divinos, todo progresso legítimo se converte em bênçãos para a coletividade inteira.

A própria Natureza oferece lições sublimes nesse sentido.

Cresce a árvore para a frutificação.

Cresce a fonte para benefício do solo.

Se cresceste em experiência ou em elevação de qualquer espécie, lembra-te da comunhão fraternal com todos.

O Sol, com seus raios de luz, não desampara a furna barrenta e não desdenha o verme.

Desenvolvimento é poder.

Repara como empregas as vantagens de que a tua existência foi acrescentada. O Espírito elevado de quantos já se manifestaram na Terra aceitou o sacrifício supremo, a fim de auxiliar a todos, sem condições.

Não te esqueças de que, segundo o Estatuto Divino, o “menor é abençoado pelo maior”.

EMMANUEL

(do livro “Fonte Viva” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 17 – AUXÍLIO EFICIENTE – EMMANUEL

“E abrindo a sua boca os ensinava.” – (Mateus, 5:2.)

O homem que se distancia da multidão raramente assume posição digna à frente dela.

Em geral, quem recebe autoridade cogita de encastelar-se em zona superior.

Quem alcança patrimônio financeiro elevado costuma esquecer os que lhe foram companheiros do princípio e traça linhas divisórias humilhantes para que os necessitados não o aborreçam.

Quem aprimora a inteligência quase sempre abusa das paixões populares facilmente exploráveis.

E a massa, na maioria das regiões do mundo, prossegue relegada a si própria.

A política inferior converte-a em joguete de manobra comum.

O comércio desleal nela procura o filão de lucros exorbitantes.

O intelectualismo vaidoso envolve-a nas expansões do pedantismo que lhe é peculiar.

De época em época, a multidão é sempre objeto de escárnio ou desprezo pelas necessidades espirituais que lhe caracterizam os movimentos e atitudes.

Raríssimos são os homens que a ajudam a escalar o monte iluminativo.

Pouquíssimos mobilizam recursos no amparo social.

Jesus, porém, traçou o programa desejável, instituindo o auxílio eficiente. Observando que os filhos do povo se aproximavam dEle, começou a ensinar-lhes o caminho reto, dando-nos a perceber que a obra educativa da multidão desafia os religiosos e cientistas de todos os tempos.

Quem se honra, pois, de servir a Jesus, imite-lhe o exemplo. Ajude o irmão mais próximo a dignificar a vida, a edificar-se pelo trabalho sadio e a sentir-se melhor.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 97 – CONSERVA O MODELO – EMMANUEL

“Conserva o modelo das sãs palavras.” – Paulo. (2ª Epístola a Timóteo, 1:13.)

Distribui os recursos que a Providência te encaminhou às mãos operosas, todavia, não te esqueças de que a palavra confortadora ao aflito representa serviço direto de teu coração na sementeira do bem.

O pão do corpo é uma esmola pela qual sempre receberás a justa recompensa, mas o sorriso amigo é uma bênção para a eternidade.

Envia mensageiros ao socorro fraternal, contudo, não deixes, pelo menos uma vez por outra, de visitar o irmão doente e ouvi-lo em pessoa.

A expedição de auxílio é uma gentileza que te angariará simpatia, no entanto, a intervenção direta no amparo ao necessitado conferir-te-á preparação espiritual à frente das próprias lutas.

Sobe à tribuna e ensina o caminho redentor aos semelhantes; todavia, interrompe as preleções, de vez em quando, a fim de assinalar o lamento de um companheiro na experiência humana, ainda mesmo quando se trata de um filho do desespero ou da ignorância, para que não percas o senso das proporções em tua marcha.

Cultiva as flores do jardim particular de tuas afeições mais queridas, porque, sem o canteiro de experimentação, é muito difícil atender à lavoura nobre e intensiva, mas não fujas sistematicamente à floresta humana, com receio dos vermes e monstros que a povoam, porquanto é imprescindível te prepares a avançar, mais tarde, dentro dela.

Nos círculos da vida, não olvides a necessidade do ensinamento gravado em ti mesmo.

Assim como não podes tomar alimento individual, através de um substituto, e nem podes aprender a lição, guardando-lhe os caracteres na memória alheia, não conseguirás comparecer, ante as Forças Supremas da Sabedoria e do Amor, com realizações e vitórias que não tenham sido vividas e conquistadas por ti mesmo.

“Conserva”, pois, contigo, “o modelo das sãs palavras”.

EMMANUEL

(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)

EM VERDADE – Irmão José

“Em verdade vos digo: os que carregam seus fardos e assistem os seus irmãos são os meus bem-amados.” – ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’ – Cap. VI, item 6.

Os que dão demasiado valor ao sofrimento sobrecarregam-se inutilmente…

Os que se demoram lamentando esta ou aquela provação que estejam atravessando tornam a sua própria cruz muito mais pesada.

Quase sempre, os que mais padecem no mundo são os espíritos mais produtivos; nos que muito reclamam, na maioria das vezes, há mais queixa do que dor…

Poetas e literatos, músicos e cientistas, religiosos e livres-pensadores alcançaram culminâncias, nas obras que os imortalizaram ou em seus testemunhos de fé, motivados pelas lágrimas que verteram em silêncio!…

Jesus não bem-aventurou em vão os aflitos… É que, na aflição sem desespero, o homem cresce interiormente, mobilizando forças espirituais que o induzem a sair do comodismo em que vive.

Quantos não transformam a sua desdita em bênção de luz para a Humanidade!…

Mesmo sofrendo, não há quem se revele incapaz de estender as mãos aos que se movimentam na retaguarda.

Enxergar apenas o próprio sofrimento é uma das formas mais primitivas de egoísmo, porquanto pela sua reação diante da dor – divino estímulo – é que o homem se dá a conhecer em seu grau de espiritualização.

De ombros vergados pelo peso da cruz, escalando o calvário de suas provas, quem ainda se preocupa com o bem dos semelhantes imita o Senhor, em sua abençoada jornada ao Monte da Suprema Libertação, detendo-se, a cada passo, para socorrer e consolar os que choravam, à beira da estrada…

Em verdade, o sofrimento tem sido a fonte de inspiração para que a Vida se sublime através das almas sedentas do Amor de Deus!…

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pedi e obtereis”)

FELICIDADE – Irmão José

Não olvidemos que, neste exato momento, muitos estão à espera da felicidade que lhes devemos.

Não pensemos tanto em nossas necessidades, a ponto de esquecermos as dos outros.

Aprendamos a promover a felicidade alheia, valorizando as pessoas às quais nos vinculemos afetivamente.

Ninguém tem o direito de anular alguém para ser feliz.

A felicidade construída à custa do sofrimento do próximo não é felicidade.

Quantos adoecem porque não sabemos dividir com eles o coração?!

Não utilizemos os outros como trampolim para os nossos sonhos e ambições.

Ensina-nos o Evangelho que a alegria de dar é muito maior que a alegria de receber.

Não há felicidade maior que a de fazer alguém feliz, porque, à sombra de uma pessoa feliz, o felizardo maior permanece no anonimato.

Não queiramos outro aplauso que não seja o da consciência tranquila.

No mundo, contam-se aos milhares os famintos de pão, mas é incalculável o número dos mendigos de felicidade que nos estendem as suas mãos vazias.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)