CAPÍTULO 97 – CONSERVA O MODELO – EMMANUEL

“Conserva o modelo das sãs palavras.” – Paulo. (2ª Epístola a Timóteo, 1:13.)

Distribui os recursos que a Providência te encaminhou às mãos operosas, todavia, não te esqueças de que a palavra confortadora ao aflito representa serviço direto de teu coração na sementeira do bem.

O pão do corpo é uma esmola pela qual sempre receberás a justa recompensa, mas o sorriso amigo é uma bênção para a eternidade.

Envia mensageiros ao socorro fraternal, contudo, não deixes, pelo menos uma vez por outra, de visitar o irmão doente e ouvi-lo em pessoa.

A expedição de auxílio é uma gentileza que te angariará simpatia, no entanto, a intervenção direta no amparo ao necessitado conferir-te-á preparação espiritual à frente das próprias lutas.

Sobe à tribuna e ensina o caminho redentor aos semelhantes; todavia, interrompe as preleções, de vez em quando, a fim de assinalar o lamento de um companheiro na experiência humana, ainda mesmo quando se trata de um filho do desespero ou da ignorância, para que não percas o senso das proporções em tua marcha.

Cultiva as flores do jardim particular de tuas afeições mais queridas, porque, sem o canteiro de experimentação, é muito difícil atender à lavoura nobre e intensiva, mas não fujas sistematicamente à floresta humana, com receio dos vermes e monstros que a povoam, porquanto é imprescindível te prepares a avançar, mais tarde, dentro dela.

Nos círculos da vida, não olvides a necessidade do ensinamento gravado em ti mesmo.

Assim como não podes tomar alimento individual, através de um substituto, e nem podes aprender a lição, guardando-lhe os caracteres na memória alheia, não conseguirás comparecer, ante as Forças Supremas da Sabedoria e do Amor, com realizações e vitórias que não tenham sido vividas e conquistadas por ti mesmo.

“Conserva”, pois, contigo, “o modelo das sãs palavras”.

EMMANUEL

(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)

EM VERDADE – Irmão José

“Em verdade vos digo: os que carregam seus fardos e assistem os seus irmãos são os meus bem-amados.” – ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’ – Cap. VI, item 6.

Os que dão demasiado valor ao sofrimento sobrecarregam-se inutilmente…

Os que se demoram lamentando esta ou aquela provação que estejam atravessando tornam a sua própria cruz muito mais pesada.

Quase sempre, os que mais padecem no mundo são os espíritos mais produtivos; nos que muito reclamam, na maioria das vezes, há mais queixa do que dor…

Poetas e literatos, músicos e cientistas, religiosos e livres-pensadores alcançaram culminâncias, nas obras que os imortalizaram ou em seus testemunhos de fé, motivados pelas lágrimas que verteram em silêncio!…

Jesus não bem-aventurou em vão os aflitos… É que, na aflição sem desespero, o homem cresce interiormente, mobilizando forças espirituais que o induzem a sair do comodismo em que vive.

Quantos não transformam a sua desdita em bênção de luz para a Humanidade!…

Mesmo sofrendo, não há quem se revele incapaz de estender as mãos aos que se movimentam na retaguarda.

Enxergar apenas o próprio sofrimento é uma das formas mais primitivas de egoísmo, porquanto pela sua reação diante da dor – divino estímulo – é que o homem se dá a conhecer em seu grau de espiritualização.

De ombros vergados pelo peso da cruz, escalando o calvário de suas provas, quem ainda se preocupa com o bem dos semelhantes imita o Senhor, em sua abençoada jornada ao Monte da Suprema Libertação, detendo-se, a cada passo, para socorrer e consolar os que choravam, à beira da estrada…

Em verdade, o sofrimento tem sido a fonte de inspiração para que a Vida se sublime através das almas sedentas do Amor de Deus!…

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pedi e obtereis”)

FELICIDADE – Irmão José

Não olvidemos que, neste exato momento, muitos estão à espera da felicidade que lhes devemos.

Não pensemos tanto em nossas necessidades, a ponto de esquecermos as dos outros.

Aprendamos a promover a felicidade alheia, valorizando as pessoas às quais nos vinculemos afetivamente.

Ninguém tem o direito de anular alguém para ser feliz.

A felicidade construída à custa do sofrimento do próximo não é felicidade.

Quantos adoecem porque não sabemos dividir com eles o coração?!

Não utilizemos os outros como trampolim para os nossos sonhos e ambições.

Ensina-nos o Evangelho que a alegria de dar é muito maior que a alegria de receber.

Não há felicidade maior que a de fazer alguém feliz, porque, à sombra de uma pessoa feliz, o felizardo maior permanece no anonimato.

Não queiramos outro aplauso que não seja o da consciência tranquila.

No mundo, contam-se aos milhares os famintos de pão, mas é incalculável o número dos mendigos de felicidade que nos estendem as suas mãos vazias.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)