CAPÍTULO 113 – TUA FÉ – EMMANUEL

“E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.” – (Lucas, 8:48.)

É importante observar que o Divino Mestre, após o benefício dispensado, sempre se reporta ao prodígio da fé, patrimônio sublime daqueles que O procuram.

Diversas vezes, ouvimo-lo na expressiva afirmação: – “A tua fé te salvou.” Doentes do corpo e da alma, depois do alívio ou da cura, escutam a frase generosa.

É que a vontade e a confiança do homem são poderosos fatores no desenvolvimento e iluminação da vida.

O navegante sem rumo e que em nada confia, somente poderá atingir algum porto em virtude do jogo das forças sobre as quais se equilibra, desconhecendo, porém, de maneira absoluta, o que lhe possa ocorrer.

O enfermo, descrente da ação de todos os remédios, é o primeiro a trabalhar contra a própria segurança. O homem que se mostra desalentado em todas as coisas, não deverá aguardar a cooperação útil de coisa alguma.

As almas vazias embalde reclamam o quinhão de felicidade que o mundo lhes deve. As negações em que perambulam transformam-nas, perante a vida, em zonas de amortecimento, quais isoladores em eletricidade. Passa corrente vitalizante, mas permanecem insensíveis.

Nos empreendimentos e necessidades de teu caminho, não te isoles nas posições negativas.

Jesus pode tudo, teus amigos verdadeiros farão o possível por ti; contudo, nem o Mestre e nem os companheiros realizarão em sentido integral a felicidade que ambicionas, sem o concurso de tua fé, porque também tu és filho do mesmo Deus, com as mesmas possibilidades de elevação.

EMMANUEL

(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)

LEMBRETE – Irmão José

Quando a prova aparece e o desânimo surge…

Quando a treva se faz ao redor dos teus passos…

Quando o assédio do mal não te concede trégua…

Quando a paz se te mostra um sonho inatingível…

Eis chegado o momento de mais fé e oração,

mais empenho no bem e confiança em Deus.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pão da Alma”)