CAPÍTULO 11 – CONFORTO – EMMANUEL

“Se alguém me serve, siga-me.” — Jesus. (JOÃO, capítulo 12, versículo 26.)

Frequentemente, as organizações religiosas e mormente as espiritistas, na atualidade, estão repletas de pessoas ansiosas por um conforto.

De fato, a elevada Doutrina dos Espíritos é a divina expressão do Consolador Prometido. Em suas atividades resplendem caminhos novos para o pensamento humano, cheios de profundas consolações para os dias mais duros.

No entanto, é imprescindível ponderar que não será justo querer alguém confortar-se, sem se dar ao trabalho necessário…

Muitos pedem amparo aos mensageiros do plano invisível; mas como recebê-lo, se chegaram ao cúmulo de abandonar-se ao sabor da ventania impetuosa que sopra, de rijo, nos resvaladouros dos caminhos?

Conforto espiritual não é como o pão do mundo, que passa, mecanicamente, de mão em mão, para saciar a fome do corpo, mas, sim, como o Sol, que é o mesmo para todos, penetrando, porém, somente nos lugares onde não se haja feito um reduto fechado para as sombras.

Os discípulos de Jesus podem referir-se às suas necessidades de conforto. Isso é natural.

Todavia, antes disso, necessitam saber se estão servindo ao Mestre e seguindo-o. O Cristo nunca faltou às suas promessas.

Seu reino divino se ergue sobre consolações imortais; mas, para atingi-lo, faz-se necessário seguir-lhe os passos e ninguém ignora qual foi o caminho de Jesus, nas pedras deste mundo.

EMMANUEL

(psic. Chico Xavier – do livro “Caminho, Verdade e Vida”)

NÃO ACREDITES MESMO – Irmão José

Não acredites, mas não acredites mesmo, que já estejas na condição espiritual que, um dia, atingirás.Jamais admitas que nada mais tenhas que aprender e melhorar.

Repudia todo e qualquer pensamento que te subtraia a realidade a teu próprio respeito, no que tange a mazelas e limitações que ainda te caracterizam.

Luta contra a ideia de tua superioridade em relação ao próximo.

A única situação de privilégio que deves admitir contigo é a de servir.

Quando te sentires em delírio de grandeza, sobe ao prédio mais alto de tua cidade e olha, atentamente, para baixo…

Sem dificuldade, constatarás que o homem, com todo o seu orgulho e presunção, não passa de pequenino grão de areia, perdido entre bilhões de outros, que se movimentam ao sabor das vagas do Oceano da Divina Misericórdia.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro ‘Pai, Perdoa-lhes!’)