CAPÍTULO 155 – CONTRA A INSENSATEZ – EMMANUEL

“Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?” – Paulo. (Gálatas, 3:3.)

Um dos maiores desastres no caminho dos discípulos é a falsa compreensão com que iniciam o esforço na região superior, marchando em sentido inverso para os círculos da inferioridade. Dão, assim, a ideia de homens que partissem à procura de ouro, contentando-se, em seguida, com a lama do charco.

Semelhantes fracassos se fazem comuns, nos vários setores do pensamento religioso.

Observamos enfermos que se dirigem à espiritualidade elevada, alimentando nobres impulsos e tomados de preciosas intenções; conseguida a cura, porém, refletem na melhor maneira de aplicarem as vantagens obtidas na aquisição do dinheiro fácil. Alguns, depois de auxiliados por amigos das esferas sublimadas, em transcendentes questões da vida eterna, pretendem atribuir a esses mesmos benfeitores a função de policiais humanos, na pesquisa de objetivos menos dignos.

Numerosos aprendizes persistem nos trabalhos do bem; contudo, eis que aparecem horas menos favoráveis e se entregam, inertes, ao desalento, reclamando prêmio aos minguados anos terrestres em que tentaram servir na lavoura do Mestre Divino e plenamente despreocupados dos períodos multimilenários em que temos sido servidos pelo Senhor.

Tais anomalias espirituais que perturbam consideravelmente o esforço dos discípulos procedem dos filtros venenosos compostos pelos pruridos de recompensa.

Trabalhemos, pois, contra a expectativa de retribuição, a fim de que prossigamos na tarefa começada, em companhia da humildade, portadora de luz imperecível.

EMMANUEL

(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)

NÃO DESISTAS DE TI – Irmão José

Por mais tenhas fracassado em tuas reiteradas tentativas de renovação íntima, não desistas de ti.

Se hoje tornaste a cair, refaz os teus propósitos de não mais caíres amanhã.

Fazendo o Bem na medida de tuas forças e possibilidades, resiste à definitiva influência do Mal em tua vida.

Ainda que seja a passos extremamente vagarosos, não deixes de caminhar para a frente.

Não te acomodes na imperfeição, mas também não queiras transpô-la de um salto.

Situado na escuridão do abismo mais profundo, não te desanime a distância incomensurável que te separa do brilho das estrelas.

Um dia, todo espinho há de ser flor!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)

SUOR E LÁGRIMAS – Irmão José

É possível que, ante a fé, que professas, anotando certa contradição entre o que dizes e o que fazes, te deixes dominar pela tristeza.

Queres pautar-te pelos preceitos evangélicos que abraçaste e, um sem-número de vezes, sucumbes às tuas fragilidades.

O homem-velho persiste dentro de ti, induzindo-te à reincidência na queda que te esforças por evitar.

Que atitude tomar? – perguntas, angustiado, ensaiando, de vez, a deserção aos compromissos espirituais assumidos.

Convence-te de que Jesus, o Divino Médico das Almas, não veio mesmo para curar os sãos.

Somos todos espíritos enfermos, sob o guante das mais diversificadas patologias da mente.

Acaso, o doente em que a doença se cronificou, obtém a cura à primeira intervenção medicamentosa que recebe?

Porventura, aprende o aluno inteiramente a lição, com apenas alguns dias de frequência ao banco escolar?

Não sejas, em demasia, condescendente contigo nas incoerências de tua personalidade, todavia não te martirizes tanto, criando falsas expectativas a teu respeito.

Não és mais nem menos do que és, nas ações que te revelam no cotidiano.

Encerras possibilidades virtuais capazes de te nivelarem aos anjos, mas, até lá, tens muito suor a derramar e lágrimas a verter.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “De ânimo firme”)

PERSEVERANÇA – Irmão José

Jamais desistamos de perseguir os nossos objetivos no bem.

A Natureza é uma prova evidente do que pode a perseverança. Milênios foram gastos para que a vida na Terra se mostrasse tal qual é hoje.

Quem desiste de caminhar nunca chegará ao ponto que se propõe alcançar.

Muitos desertaram da luta quando estavam prestes a vencê-la.

Perseveremos no cumprimento de nossas obrigações, mesmo que isto nos custe muitas lágrimas.

Não sejamos nós os responsáveis pelo fracasso dos empreendimentos nos quais participamos.

Não esperemos resultados positivos com base na lei do menor esforço, mormente no que se refere à nossa própria renovação.

Ainda que somente seja um passo a cada dia, avancemos para diante.

As diminutas vitórias morais no campo íntimo antecedem as grandes conquistas da alma.

Mesmo que estejamos lavrando em solo considerado ingrato, perseveremos na semeadura que nos compete, convictos de que a boa semente jamais se perderá.

Perseverança significa determinação, e só o espírito determinado consegue transformar o sonho em realidade.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)