CAPÍTULO 46 – CRESCEI – EMMANUEL

“Antes crescei na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador, Jesus-Cristo.” – Pedro. (II Pedro. 3:18.)

A situação de destaque preocupa constantemente a ideia do homem.

O próprio mendigo, esfarrapado e faminto, muita vez permanece, orgulhoso, na expectativa de realce no Céu.

Habitualmente, porém, toda ansiedade, nesse particular, é propósito mal dirigido objetivando crescimento ao inverso.

Não seria, propriamente, o ato de se desenvolver, mas de inchar.

Nessa mesma pauta, muitos aprendizes irrequietos pleiteiam altas remunerações financeiras, favores do dinheiro fácil, elevação aos postos de autoridade, invocando a necessidade de crescer para maior eficiência no serviço do Cristo.

Isto, contudo, quase sempre é pura ilusão.

Materializadas as exigências, transformam-se em servidores rodeados de impedimentos.

O Mestre Divino, que organizou a vida planetária ao influxo do Eterno Pai, possui suficiente poder e, para a execução de sua obra, não se demoraria à espera de que esse ou aquele dos aprendizes se convertesse em especialista em determinados negócios do mundo. O crescimento a que o Evangelho se reporta deve orientar-se na virtude cristã e no conhecimento da vontade divina.

Aprenda cada um a sua parte, na esfera de nossos deveres com Jesus. Atenda ao programa de edificação que lhe compete, ainda que se encontre sozinho ou perseguido pela incompreensão dos homens e, então, estará crescendo na graça e no discernimento para a vida imortal.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 3 – O NECESSÁRIO – EMMANUEL

“Mas uma só coisa é necessária.” – Jesus. (Lucas, 10:42.)

Terás muitos negócios próximos ou remotos, mas não poderás subtrair-lhes o caráter de lição, porque a morte te descerrará realidades com as quais nem sonhas de leve…

Administrarás interesses vários, entretanto, não poderás controlar todos os ângulos do serviço, de vez que a maldade e a indiferença se insinuam em todas as tarefas, prejudicando o raio de ação de todos os missionários da elevação.

Amealharás enorme fortuna, todavia, ignorarás, por muitos anos, a que região da vida te conduzirá o dinheiro.

Improvisarás pomposos discursos, contudo, desconheces as conseqüências de tuas palavras.

Organizarás grande movimento em derredor de teus passos, no entanto, se não construíres algo dentro deles para o bem legítimo, cansar-te-ás em vão.

Experimentarás muitas dores, mas, se não permaneceres vigilante no aproveitamento da luta, teus dissabores correrão inúteis.

Exaltarás o direito com o verbo indignado e ardoroso, todavia, é provável não estejas senão estimulando a indisciplina e a ociosidade de muitos.

“Uma só coisa é necessária”, asseverou o Mestre, em sua lição a Marta, cooperadora dedicada e ativa.

Jesus desejava dizer que, acima de tudo, compete-nos guardar, dentro de nós mesmos, uma atitude adequada, ante os desígnios do Todo-Poderoso, avançando, segundo o roteiro que nos traçou a Divina Lei. Realizado esse “necessário”, cada acontecimento, cada pessoa e cada coisa se ajustarão, a nossos olhos, no lugar que lhes é próprio. Sem essa posição espiritual de sintonia com o Celeste Instrutor, é muito difícil agir alguém com proveito.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 106 – HÁ MUITA DIFERENÇA – EMMANUEL

“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou.” – (Atos, 3:6.)

É justo recomendar muito cuidado aos que se interessam pelas vantagens da política humana, reportando-se a Jesus e tentando explicar, pelo Evangelho, certos absurdos em matéria de teorias sociais.

Quase sempre, a lei humana se dirige ao governado, nesta fórmula: – “O que tens me pertence.”

O Cristianismo, porém, pela boca inspirada de Pedro, assevera aos ouvidos do próximo:

– “O que tenho, isso te dou.”

Já meditaste na grandeza do mundo, quando os homens estiverem resolvidos a dar do que possuem para o edifício da evolução universal?

Nos serviços da caridade comum, nas instituições de benemerência pública, raramente a criatura cede ao semelhante aquilo que lhe constitui propriedade intrínseca.

Para o serviço real do bem eterno, fiar-se-á alguém nas posses perecíveis da Terra, em caráter absoluto?

O homem generoso distribuirá dinheiro e utilidades com os necessitados do seu caminho, entretanto, não fixará em si mesmo a luz e a alegria que nascem dessas dádivas, se as não realizou com o sentimento do amor, que, no fundo, é a sua riqueza imperecível e legítima.

Cada individualidade traz consigo as qualidades nobres que já conquistou e com que pode avançar sempre, no terreno das aquisições espirituais de ordem superior.

Não olvides a palavra amorosa de Pedro e dá de ti mesmo, no esforço de salvação, porquanto quem espera pelo ouro ou pela prata, a fim de contribuir nas boas obras, em verdade ainda se encontra distante da possibilidade de ajudar a si próprio.

EMMANUEL

(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 58 – GANHAR – EMMANUEL

“Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” — Jesus. (MARCOS, capítulo 8, versículo 36.)

As criaturas terrestres, de modo geral, ainda não aprenderam a ganhar.

Entretanto, o espírito humano permanece no Planeta em busca de alguma coisa. É indispensável alcançar valores de aperfeiçoamento para a vida eterna.

Recomendou Jesus aos seus tutelados procurassem, insistissem…

Significa isso que o homem se demora na Terra para ganhar na luta enobrecedora.

Toda perturbação, nesse sentido, provém da mente viciada das almas em desvio.

O homem está sempre decidido a conquistar o mundo, mas nunca disposto a conquistar-se para uma esfera mais elevada. Nesse falso conceito, subverte a ordem, nas oportunidades de cada dia. Se Deus lhe concede bastante saúde física, costuma usá-la na aquisição da doença destruidora; se consegue amealhar possibilidades financeiras, tenta açambarcar os interesses alheios.

O Mestre Divino não recomendou que a alma humana deva movimentar-se despida de objetivos e aspirações de ganho; salientou apenas que o homem necessita conhecer o que procura, que espécie de lucros almeja, a que fins se propõe em suas atividades terrestres.

Se teus desejos repousam nas aquisições factícias, relativamente a situações passageiras ou a patrimônios fadados ao apodrecimento, renova, enquanto é tempo, a visão espiritual, porque de nada vale ganhar o mundo que te não pertence e perderes a ti mesmo, indefinidamente, para a vida imortal.

EMMANUEL

(psic. Chico Xavier – do livro: ‘Caminho, Verdade e Vida’)

CAPÍTULO 33 – RECAPITULAÇÕES – EMMANUEL

“Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” – (JOÃO, capítulo 12, versículo 43.)

Os séculos parecem reviver com seus resplendores e decadências.

Fornece o mundo a impressão dum campo onde as cenas se repetem constantemente.

Tudo instável.

A força e o direito caminham com alternativas de domínio. Multidões esclarecidas regressam a novas alucinações. O espírito humano, a seu turno, considerado insuladamente, demonstra recapitular as más experiências, após alcançar o bom conhecimento.

Como esclarecer a anomalia? A situação é estranhável porque, no fundo, todo homem tem sede de paz e fome de estabilidade.

Importa reconhecer, porém, que, no curso dos milênios, as criaturas humanas, em múltiplas existências, têm amado mais a glória terrena que a glória de Deus.

Inúmeros homens se presumem redimidos com a meditação criteriosa do crepúsculo, mas… e o dia que já se foi? Na justiça misericordiosa de suas decisões, Jesus concede ao trabalhador hesitante uma oportunidade nova. O dia volta. Refunde-se a existência.

Todavia, que aproveita ao operário valer-se tão-somente dos bens eternos, no crepúsculo cheio de sombras? Alguém lhe perguntará: que fizeste da manhã clara, do Sol ardente, dos instrumentos que te dei?

Apenas a essa altura reconhece a necessidade de gloriar-se no Todo-Poderoso. E homens e povos continuarão desfazendo a obra falsa para recomeçar o esforço outra vez.

EMMANUEL

(psic. Chico Xavier – do livro: ‘Caminho, Verdade e Vida’)

DINHEIRO – Irmão José

“Se a riqueza é causa de muitos males, se exacerba tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos inculpar, mas ao homem, que dela abusa, como de todos os dons de Deus.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XVI – Não se pode servir a Deus e a Mamon.)

A riqueza é o símbolo das dificuldades materiais que o espírito, com o propósito de alcançar a plenitude, necessita superar na jornada evolutiva que empreende.

Se o dinheiro, pois, não se fizesse o centro das ambições mais rasteiras do homem, outro expediente, por certo, engendrando os mesmos dramas que o dinheiro engendra, haveria de substituí-lo.

O dinheiro, em si, não passa de valor convencional que lhe é atribuído pela mente humana, porque, a rigor, o que pode valer uma cédula ou uma moeda?!

Exceto o bem que seja capaz de promover, tudo o que o dinheiro possa adquirir é tão destituído de valor quanto ele.

Todavia, a ambição que o dinheiro ocasiona pode dar ensejo a muitos males decorrentes da própria ambição de sua posse.

Crimes são cometidos…

Guerras são declaradas…

Sob outro ângulo de visão, o dinheiro, sem dúvida, talvez seja o maior criador de carmas negativos para o espírito, porquanto mesmo o prazer exacerbado não lhe dispensa o patrocínio.

Ousaríamos dizer que, ao concentrar atenção e tempo em sua conquista, ele se faz o maior empecilho no caminho da libertação espiritual de quem o deseja amontoar.

Contudo, mesmo no âmbito dos valores fictícios que lhe são atribuídos no mundo, para quem saiba utilizá-lo, o que é motivo de queda para alguns pode se transformar em causa de subida para outros.

Toda força carece de direcionamento adequado.

O ar que espalha o perfume das flores é o mesmo que pode disseminar a fumaça de natureza tóxica.

As mãos que constroem são as mesmas que podem destruir.

A boca que maldiz é a mesma que pode abençoar.

Dinheiro a serviço do Bem é a sombra a serviço da luz.

Não nos esqueçamos de que – demonstrando que, a rigor, o Bem não depende exclusivamente de dinheiro para ser praticado – nas páginas do Evangelho, não existe uma referência sequer de que Jesus, algum dia, tenha manuseado diretamente uma única moeda.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

VALOR – Irmão José

Ninguém vale sobre a Terra pelos bens materiais que imagina possuir.

O homem de valor é o que se dignifica no cumprimento de seus deveres.

Nada vale quanto a nobreza de sentimentos de um homem de caráter.

Não raro, o brilho do ouro oculta os andrajos de uma alma carente de luz.

Diante dos outros, preocupemo-nos em valer pelo que somos e não pelo que possamos ter.

O valor do dinheiro não passa de um valor convencional, de vez que toda riqueza do mundo, em verdade, não vale uma só gota de suor da fronte do homem de bem.

O homem de valor, quanto mais se doa mais se valoriza diante de si.

Se o diamante vale pelo seu grau de pureza, porque conosco seria diferente?!

Por que haveríamos de valer pelo que as coisas valem, e não pelo que valemos intrinsecamente?!

Valorizemos as pessoas pelo que elas são e não pelos valores materiais que detenham por empréstimos da Divina Bondade.

Convençamo-nos de que o dinheiro só é bom quando, utilizando-o, podemos permutá-lo pela riqueza da alma!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)