CAPÍTULO 167 – ENTENDIMENTO – EMMANUEL

“Transformai-vos pela renovação do vosso entendimento.” – Paulo. (Romanos, 12:2.)

Quando nos reportamos ao problema da transformação espiritual, a comunidade dos discípulos do Evangelho concorda conosco, quanto a semelhante necessidade, mas nem todos demonstram perfeita compreensão do assunto.

No fundo, todos anelam a modificação, no entanto, a maioria não aspira senão à mudança de classificação convencional.

Os menos favorecidos pelo dinheiro buscam escalar o domínio das possibilidades materiais, os detentores de tarefas humildes pleiteiam as grandes posições e, num crescendo desconcertante, quase todos pretendem a transformação indébita das oportunidades a que se ajustam, mergulhando na desordem inquietante.

A renovação indispensável não é a de plano exterior flutuante. Transformar-se-á o cristão devotado, não pelos sinais externos, e sim pelo entendimento, dotando a própria mente de nova luz, em novas concepções.

Assim como qualquer trabalho terrestre pede a sincera aplicação dos aprendizes que a ele se dedicam, o serviço de aprimoramento mental exige constância de esforço no bem e no conhecimento.

Ainda aqui, é forçoso reconhecer que a disciplina entrará com fatores decisivos.

Não te cristalizes, pois, em falsas noções que já te prejudicaram o dia de ontem.

Repara a estrutura dos teus raciocínios de agora, ante as circunstâncias que te rodeiam.

Pergunta a ti próprio quanto ganhaste no Evangelho para analisar retamente esse ou aquele acontecimento de teu caminho. Faze isto e a Bondade do Senhor te auxiliará na esclarecedora resposta a ti mesmo.

EMMANUEL

(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 103 – CRUZ E DISCIPLINA – EMMANUEL

“E constrangeram um certo Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz. – (Marcos, 15:21.)

Muitos estudiosos do Cristianismo combatem as recordações da cruz, alegando que as reminiscências do Calvário constituem indébita cultura de sofrimento.

Asseveram negativa a lembrança do Mestre, nas horas da crucificação, entre malfeitores vulgares.

Somos, porém, daqueles que preferem encarar todos os dias do Cristo por gloriosas jornadas e todos os seus minutos por divinas parcelas de seu ministério sagrado, ante as necessidades da alma humana.

Cada hora da presença dele, entre as criaturas, reveste-se de beleza particular e o instante do madeiro afrontoso está repleto de majestade simbólica.

Vários discípulos tecem comentários extensos, em derredor da cruz do Senhor, e costumam examinar com particularidades teóricas os madeiros imaginários que trazem consigo.

Entretanto, somente haverá tomado a cruz de redenção que lhe compete aquele que já alcançou o poder de negar a si mesmo, de modo a seguir nos passos do Divino Mestre.

Muita gente confunde disciplina com iluminação espiritual. Apenas depois de havermos concordado com o jugo suave de Jesus-Cristo, podemos alçar aos ombros a cruz que nos dotará de asas espirituais para a vida eterna.

Contra os argumentos, quase sempre ociosos, dos que ainda não compreenderam a sublimidade da cruz, vejamos o exemplo do Cireneu, nos momentos culminantes do Salvador. A cruz do Cristo foi a mais bela do mundo, no entanto, o homem que o ajuda não o faz por vontade própria e, sim, atendendo a requisição irresistível. E, ainda hoje, a maioria dos homens aceita as obrigações inerentes ao próprio dever, porque a isso é constrangida.

EMMANUEL

(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)

DISCIPLINA – Irmão José

DISCIPLINA

Todo êxito alicerça-se na disciplina.

Sem disciplinar-se ao próprio leito, o grande rio não alcançaria o mar.

Sem ajustar-se à órbita que lhe diz respeito, em torno do Sol, a Terra não sairia do caos do princípio.

O atleta que não se submete à disciplina não conquista a palma da vitória, na superação dos próprios limites.

O homem que vive sem disciplina assemelha-se a uma locomotiva correndo fora dos trilhos.

A disciplina é imprescindível para que o espírito triunfe na ascese espiritual que lhe diz respeito.

Sem autocontrole, o homem não se liberta dos antigos hábitos que insistem em mantê-lo prisioneiro dos vícios.

A disciplina sempre custa muito esforço a quantos se lhe submetem de livre vontade.

Se a disciplina é um caminho íngreme, a indisciplina é uma ladeira escorregadia.

Quem não sabe disciplinar o seu tempo dificilmente saberá disciplinar a sua vida.

Ao contrário do que se pensa, a disciplina confere ao espírito a liberdade de ser ele mesmo, na plenitude de suas ideias e emoções.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)