CAPÍTULO 138 – ILUMINEMOS O SANTUÁRIO – EMMANUEL

“Pois nós somos um santuário do Deus vivo.” – Paulo. (II Coríntios, 6:16.)

O esforço individual estabelece a necessária diferenciação entre as criaturas, mas a distribuição das oportunidades divinas é sempre a mesma para todos.

Indiscriminadamente, todas as pessoas recebem possibilidades idênticas de crescimento mental e elevação ao campo superior da vida.

Todos somos, pois, consoante a sentença de Paulo, santuários do Deus vivo. Apesar disso, inúmeras pessoas se declaram afastadas da luz eterna, deserdadas da fé. Enquanto dispõem da saúde e do tesouro das possibilidades humanas, fazem anedotário leve e irônico. Ao apagar das luzes terrestres, porém, inabilitados à movimentação no campo da fantasia, revoltam-se contra a Divindade e precipitam-se em abismo de desespero. São companheiros invigilantes que ocuparam o santuário do espírito com material inadequado. Absorvidos pelas preocupações imediatistas da esfera inferior, transformaram esperanças em ambições criminosas, expressões de confiança em fanatismo cego, aspirações do Alto em interesses da zona mais baixa.

Debalde se faz ouvir a palavra delicada e pura do Senhor, no santuário interno, quando a criatura, obcecada pelas ilusões do plano físico, perde a faculdade de escutar. Entre os seus ouvidos e a sublime advertência, erguem-se fronteiras espessas de egoísmo cristalizado e de viciosa aflição. E, pouco a pouco, o filho de Deus encarnado na Terra, de rico de ideais humanos e realizações transitórias, passa à condição de mendigo de luz e paz, na velhice e na morte…

O Senhor continua ensinando e amando, orientando e dirigindo, mas, porque a surdez prossegue sempre, chegam a seu tempo as bombas renovadoras do sofrimento, convidando a mente desviada e obscura à descoberta dos valores que lhe são próprios, reintegrando-a no santuário de si mesma para o reencontro sublime com a Divindade.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 107 – JOIO – EMMANUEL

CAPÍTULO 107 – JOIO – EMMANUEL

“Deixai crescer ambos juntos até à ceifa e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar.” – Jesus. (Mateus, 13:30.)

Quando Jesus recomendou o crescimento simultâneo do joio e do trigo, não quis senão demonstrar a sublime tolerância celeste, no quadro das experiências da vida.

O Mestre nunca subtraiu as oportunidades de crescimento e santificação do homem e, nesse sentido, o próprio mal, oriundo das paixões menos dignas, é pacientemente examinado por seu infinito amor, sem ser destruído de pronto.

Importa considerar, portanto, que o joio não cresce por relaxamento do Lavrador Divino, mas sim porque o otimismo do Celeste Semeador nunca perde a esperança na vitória final do bem.

O campo do Cristo é região de atividade incessante e intensa. Tarefas espantosas mobilizam falanges heroicas; contudo, apesar da dedicação e da vigilância dos trabalhadores, o joio surge, ameaçando o serviço.

Jesus, porém, manda aplicar processos defensivos com base na iluminação e na misericórdia. O tempo e a bênção do Senhor agem devagarinho e os propósitos inferiores se transubstanciam.

O homem comum ainda não dispõe de visão adequada para identificar a obra renovadora. Muitas plantas espinhosas ou estéreis são modificadas em sua natureza essencial pelos filtros amorosos do Administrador da Seara, que usa afeições novas, situações diferentes, estímulos inesperados ou responsabilidades ternas que falem ao coração; entretanto, se chega a época da ceifa, depois do tempo de expectativa e observação, faz-se então necessária a eliminação do joio em molhos.

A colheita não é igual para todas as sementes da terra. Cada espécie tem o seu dia, a sua estação.

Eis por que, aparecendo o tempo justo, de cada homem e de cada coletividade exige-se a extinção do joio, quando os processos transformadores de Jesus foram recebidos em vão. Nesse instante, vemos a individualidade ou o povo a se agitarem através de aflições e hecatombes diversas, em gritos de alarme e socorro, como se estivessem nas sombras de naufrágio inexorável. No entanto, verifica-se apenas a destruição de nossas aquisições ruinosas ou inúteis. E, em vista do joio ser atado, aos molhos, uma dor nunca vem sozinha.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 84 – SOMOS DE DEUS – EMMANUEL

“Nós somos de Deus.” – João (I João, 4:6.)

Não nos é fácil desvencilharmos dos laços que nos imantam aos círculos menos elevados da vida aos quais ainda pertencemos.

Apesar de nossa origem divina, mil obstáculos nos prendem à ideia de separação da Paternidade Celeste.

Cega-nos o orgulho para a universalidade da vida.

O egoísmo encarcera-nos o coração.

A vaidade ergue-nos falso trono de favoritismo indébito, buscando afastar-nos da realidade.

A ambição inferior precipita-nos em abismos de fantasia destruidora.

A revolta forma tempestades de ódio sobre as nossas cabeças.

A ansiedade fere-nos o ser.

E julgamos, nesses velhos conflitos do sentimento, que pertencemos ao corpo físico, ao preconceito multissecular e à convenção humana, quando todo o patrimônio material que nos circunda representa empréstimo de forças e possibilidades para descobrirmos nós mesmos, enriquecendo o próprio valor.

Na maioria das vezes, demoramo-nos no sombrio cárcere da separação, distraídos, enganados, cegos…

Contudo, a vida continua, segura e forte, semeando luz e oportunidade para que não nos faltem os frutos da experiência.

Pouco a pouco, o trabalho e a dor, a enfermidade e a morte, compelem-nos a reconsiderar os caminhos percorridos, impelindo-nos a mente para zonas mais altas. Não desprezes, pois, esses admiráveis companheiros da jornada humana, porquanto, quase sempre, em companhia deles, é que chegamos a compreender que somos de Deus.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 75 – ESPERANÇA – EMMANUEL

“Porque tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.” – Paulo. (Romanos, 15:4.)

A esperança é a luz do cristão.

Nem todos conseguem, por enquanto, o vôo sublime da fé, mas a força da esperança é tesouro comum.

Nem todos podem oferecer, quando querem, o pão do corpo e a lição espiritual, mas ninguém na Terra está impedido de espalhar os benefícios da esperança.

A dor costuma agitar os que se encontram no “vale da sombra e da morte”, onde o medo estabelece atritos e onde a aflição percebe o “ranger de dentes”, nas “trevas exteriores”, mas existe a luz interior que é a esperança.

A negação humana declara falências, lavra atestados de impossibilidade, traça inextricáveis labirintos, no entanto, a esperança vem de cima, à maneira do Sol que ilumina do alto e alimenta as sementeiras novas, desperta propósitos diferentes, cria modificações redentoras e descerra visões mais altas.

A noite espera o dia, a flor o fruto, o verme o porvir… O homem, ainda mesmo que se mergulhe na descrença ou na dúvida, na lágrima ou na dilaceração, será socorrido por Deus com a indicação do futuro.

Jesus, na condição de Mestre Divino, sabe que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são próprios da escola evolutiva e, por isto mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor.

Imensas têm sido, até hoje, as nossas quedas, mas a confiança do Cristo é sempre maior. Não nos percamos em lamentações. Todo momento é instante de ouvir Aquele que pronunciou o “Vinde a mim…”

Levantemo-nos e prossigamos, convictos de que o Senhor nos ofereceu a luz da esperança, a fim de acendermos em nós mesmos a luz da santificação espiritual.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

TODA DOR – Irmão José

Faze o bem e prossegue seguindo o teu caminho.

Não esperes cessar a luta em derredor.

Na Terra, ninguém foge à prova que redime.

O arado rasga o chão que se cobre de flor.

Frutos pendem dos galhos da árvore podada.

Toda dor é uma luz que se acende na alma.

Irmão José e Eurícledes Formiga (Poesias) (psic. Carlos Baccelli – do livro “Frutos da Mediunidade”)

NÃO TE ESQUEÇAS – Irmão José

Toda luta engrandece, todo revés educa.

Todo esforço aprimora, todo problema instrui.

Toda prova habilita, toda crise adverte.

Perante o sofrimento, não te aflijas somente.

Escuta em tua dor o que a vida te fala.

Para o aprendiz rebelde, a lição se repete.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “A Face do Amor”)

DOR E EGOÍSMO – Irmão José

O egoísmo, sem dúvida, é sentimento tão arraigado ao homem que, espiritualmente, ainda não logrou se expandir, que, até mesmo quando sofre, ele acredita que ninguém seja capaz de superá-lo na dor que esteja sofrendo.

Por assim se imaginar, é quase impossível que o homem venha a encontrar alguma espécie de resignação na simples constatação das dores muito maiores que, ao seu derredor, padecem seus semelhantes.

E, ao mesmo tempo, dentro deste contexto, é muito difícil que ele se mobilize no sentido de minimizar as provas alheias, já que se coloca na condição de quem sempre necessita receber e jamais algo fazer em benefício de quem chora.

Inegavelmente, esta é uma das formas mais primitivas na qual o egoísmo pode nele se manifestar, impedindo que empreenda movimentos iniciais com o propósito de libertar a si mesmo.

Abençoado, pois, aquele que, dentro do quadro de suas inegáveis provações, consegue ouvir os apelos daqueles que, não muito distante, com motivos reais para gemer muito mais alto, permanecem na expectativa do socorro de suas mãos.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Amai-vos uns aos outros”)

LIÇÃO NA PROVA – Irmão José

Nas provas com as quais te defrontas, aprende a lição que elas te descortinam ao espírito.

Toda queda ensina muito.

Com o aprendizado de um único tropeço, conseguirás ficar de pé, em diversas experiências semelhantes.

A lágrima é um processo de limpeza da visão.

Não raro é preciso que caias para que vejas os que reteiam contigo.

Apenas os que já sofreram na pele, sabem avaliar a intensidade da dor dos semelhantes.

Se não te revoltas, os revezes que sofras te conferirão intransferível conhecimento do vida.

A dor que quebranta é a mesma que te faz crescer!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

DOR E BÊNÇÃO – Irmão José

“A dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos.” – “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – Cap. IX, item 7.

Aos ouvidos dos cépticos soam incoerentes as palavras que nos encimam as reflexões…

Melhor fora então, dirão os sofistas, que Deus de ninguém se lembrasse sobre a face da Terra, deixando o homem à mercê de sua própria sorte.

Os apóstolos da descrença acentuarão que, consoante o texto evangélico que transcrevemos, o Criador não passa de um sádico que se diverte com o sofrimento das criaturas…

Todavia, sob o prisma da fé raciocinada, torna-se compreensível a função da dor como instrumento de crescimento espiritual aos que se sentem incomodados pelas provações que os acometem.

É que, sem sofrer, ninguém cogitaria de qualquer incursão no mundo de si mesmo, admitindo a sua pequenez diante da grandeza do Universo; e nem se vincularia, de forma consciente e decisiva, ao Poder Supremo que lhe governa a existência.

Quase sempre, quando chora, o homem não mais faz chorar, aprendendo que somente é consolado quem se dispõe a consolar…

O revés no caminho do homem sobre a Terra equivale, pois, para ele, a abençoado despertar de suas faculdades entorpecidas, sedimentando-lhe as conquistas do porvir.

Ninguém se rebele diante da prova, procurando extrair-lhe os benefícios, porquanto toda revolta se traduz por recusa da lição que o aprendiz, mais cedo ou mais tarde, necessitará recapitular.

Quem não experimenta o sofrimento não recebe estímulos para que deixe de andar em círculos, fugindo ao comodismo mental de milênios.

Somente quem já sofreu ou ainda sofre é capaz de entrar em sintonia profunda com a Vida, predispondo-se a assimilar, sem excesso de palavras, a Sabedoria com que ela se manifesta.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – livro “Pedi e Obtereis”)

O FARDO – Irmão José

“O fardo parece menos pesado quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. IX – Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos.)

Vejamos que o texto acima, de autoria de um Espírito Amigo, não nos diz que o fardo não seja pesado, mas, sim, que, quando tomamos a iniciativa de olharmos para o Alto, ele nos parece menos pesado.

Não nos iludamos, portanto, imaginando que a Terra seja um oásis de paz, onde o espírito encarnado possa viver sem lutar.

Mesmo o reino vegetal e o animal estão constantemente empenhados em ferrenha batalha pela sobrevivência, que enseja ao princípio espiritual oportunidade de evoluir.

Contudo, quando verticalizamos a visão e deixamos de nos fixar nos horizontes estreitos do entendimento, adquirimos muito mais vasta compreensão do angustiante problema do sofrimento.

Quem não consegue levantar os olhos para tudo enxergar além das aparências e da transitoriedade em que os fenômenos de dor se manifestam, não consegue vislumbrar o objetivo superior com que, a fim de avançar, todas as coisas e todos os seres são fustigados.

Quando, porém, num golpe de visão, logramos contemplar a grandeza do futuro a que estamos destinados, todas as aflições que, no presente, nos preparam para alcançá-lo, assemelham-se a querelas que somente adquirem valor à exata medida em que as valorizamos com as nossas queixas e lamentos.

A questão é que, para quem sofre, sem atinar com a causa transcendente do sofrimento, o tempo parece se eternizar e, com ele, por menor que seja, o próprio sofrimento que nos acomete.

Agindo quase sempre equivocadamente, como é que haveríamos de querer não padecer as consequências de nossa falta de discernimento, se a essas mesmas consequências é que passamos a dever a possibilidade de reparar os erros que cometemos?!

Se a criança, ao cair, não experimentasse qualquer sintoma de dor decorrente de sua queda, é possível que ela não se esforçasse para adquirir o equilíbrio que a mantém em pé e que a faz aprender a caminhar.

É a dor que nos ensina a excelência do amor.

Fujamos, assim, de interpretar as provações como algo que, embora devamos evitar a todo custo, não nos convém maldizer quando chegam, porque a verdade é que, enquanto não soubermos abençoá-las, elas haverão de permanecer conosco cumprindo o seu papel.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

FERMENTO DA EVOLUÇÃO – Irmão José

 

“O Espiritismo mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VI – O Cristo Consolador.)

Conforme escreveu Kardec, sob a inspiração dos Espíritos Superiores, o Espiritismo também mostra a causa dos sofrimentos na destinação da Terra, onde o espírito, além de expiar o seu passado, desenvolve as suas potencialidades.

O sofrimento, portanto, em seus extensos horizontes de lágrimas, que cobrem toda a Humanidade, não diz respeito apenas à reparação das infrações que o espírito comete contra as Leis Divinas.

A verdade é que a dor é o indispensável fermento da Evolução.

Sofre o carvão para se transfigurar em diamante…

Sofre a semente para germinar e florescer…

Sofre a ostra para produzir a pérola…

Sofre o animal para sobreviver e perpetuar a espécie…

Sofre a criança para se colocar em pé…

Sofre o homem para cumprir com o dever…

Nascendo das entranhas da própria Vida, a Vida mais ampla é sempre um parto difícil e complexo.

Todo e qualquer passo além do comodismo, em que o homem tende a se perpetuar, exige dele renúncia e sacrifício e, consequentemente, suor de mistura com muitas lágrimas.

Ninguém transpõe uma escada sem subir degraus, ou escala um monte sem se expor aos perigos do tentame.

Quando apenas sinônimo de resgate, a dor de alguém, raramente, se faz desbravadora de caminhos para aqueles que seguem na retaguarda.

As almas aflitas e inquietas pelo futuro, muitas vezes, vendo os seus sonhos se transformarem em pesadelos, são as que compelem a espécie humana a deixar o lugar comum.

Os que primeiro enxergam a luz não se furtam à ira dos que se demoram imersos na escuridão.

O Cristo, em sua passagem pelo orbe, não sofreu a crucificação em consequência de culpas que Ele não possuía, mas, sim, para a expansão cada vez maior de seu Espírito, ansiando talvez, sempre, por mais profunda identificação com Deus.

Saibamos que, além das consequências de sua própria ignorância, somente os espíritos medíocres não admitem sofrer nenhuma espécie de dor que seja capaz de resgatá-los à mediocridade em que se comprazem.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

INEVITÁVEIS E EVITÁVEIS – Irmão José

“Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. V – Bem-aventurados os aflitos.)

Dos males que o espírito enfrenta na reencarnação, nem todos, evidentemente, dizem respeito às suas pregressas existências.

Muito embora o sofrimento seja consequência da necessidade de o espírito evoluir, forçoso é admitir que, na maioria das vezes, as dores com as quais ele se defronta na existência terrestre se originam de sua voluntária infração às Leis da Vida.

Portanto, em síntese, pode-se dizer que existem sofrimentos evitáveis e inevitáveis.

Os inevitáveis são as provas naturais do caminho evolutivo, oriundos dos obstáculos que se enfrentam para desenvolver faculdades latentes – digamos que sejam sofrimentos não determinados pelo carma individual.

Os evitáveis são os que o próprio espírito, no uso de seu livre-arbítrio, engendra para si mesmo, com as decisões equivocadas que delibera tomar.

Talvez, assim, sofrer essa ou aquela agressão se faça inevitável, mas a iniciativa de agredir, ou de revidar, é perfeitamente evitável.

Muitas vezes, não há como escapar às circunstâncias adversas do meio evolutivo em que se vive, sofrendo-lhe as influências, contudo, evidentemente, o espírito não está obrigado a ceder a elas.

Para quem se dispõe a caminhar, tropeçar e cair pode ser inevitável; todavia, render-se à revolta por isso, recusando-se a continuar seguindo, é opção pessoal.

O que se encontra na alçada do espírito em evolução é evitar praticar o mal a quem quer que seja, mas não evitar que o mal lhe seja praticado.

A quem se embrenha na mata, o risco de ser picado por uma víbora é sempre iminente, no entanto, sabendo disso, além dos cuidados de praxe a serem tomados para que tal não suceda, pode-se ainda levar na mochila uma dose de soro antiofídico.

Os espíritos que se permitem afetar pelo mal que lhes é cometido, aceitando a provocação que lhes é feita, estabelecem com ele vínculos de natureza cármica que os retardam na marcha.

Portanto, chega-se à conclusão de que evoluir sem luta é inevitável, mas evoluir sem tantos problemas decorrentes dela é algo que se pode claramente evitar.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

REFLEXÃO – Irmão José

A Terra é abençoada escola para o espírito em evolução.

Cada existência no corpo é um estágio imprescindível ao seu aprendizado.

As dificuldades são lições valiosas.

As provações são testes necessários.

A dor é a educadora por excelência.

Os obstáculos são convites à superação.

O aproveitamento curricular depende do esforço individual.

Não há privilégios e favorecimentos ilícitos.

Toda promoção se baseia nos méritos pessoais.

O próximo é a cartilha viva.

Jesus é o Mestre.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)