CAPÍTULO 149 – ESCAMAS – EMMANUEL

CAPÍTULO 149 – ESCAMAS – EMMANUEL

“E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista.” – (Atos, 9:18.)

A visita de Ananias a Paulo de Tarso, na aflitiva situação de Damasco, sugere elevadas considerações.

Que temos sido nas sombras do pretérito senão criaturas recobertas de escamas pesadas sob todos os pontos de vista? Não somente os olhos se cobriram de semelhantes excrescências. Todas as possibilidades confiadas a nós outros hão sido eclipsadas pela nossa incúria, através dos séculos. Mãos, pés, língua, ouvidos, todos os poderes da criatura, desde milênios permanecem sob o venenoso revestimento da preguiça, do egoísmo, do orgulho, da idolatria e da insensatez.

O socorro concedido a Paulo de Tarso oferece, porém, ensinamento profundo. Antes de recebê-lo, o ex-perseguidor rende-se incondicionalmente ao Cristo; penetra a cidade, em obediência à recomendação divina, derrotado e sozinho, revelando extrema renúncia, onde fora aplaudido triunfador. Acolhido em hospedaria singela, abandonado de todos os companheiros, confiou em Jesus e recebeu-lhe a sublime cooperação.

É importante notar, contudo, que o Senhor, utilizando a instrumentalidade de Ananias, não lhe cura senão os olhos, restituindo-lhe o dom de ver. Paulo sente que lhe caem escamas dos órgãos visuais e, desde então, oferecendo-se ao trabalho do Cristo, entra no caminho do sacrifício, a fim de extrair, por si mesmo, as demais escamas que lhe obscureciam as outras zonas do ser.

Quanto lutou e sofreu Paulo, a fim de purificar os pés, as mãos, a mente e o coração?

Trata-se de pergunta digna de ser meditada em todos os tempos. Não te esqueças, pois, de que na luta diária poderás encontrar os Ananias da fraternidade, em nome do Mestre; aproximar-se-ão, compassivos, de tuas necessidades, mas não olvides que o Senhor apenas permite que te devolvam os olhos, a fim de que, vendo claramente, retifiques a vida por ti mesmo.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 141 – O ESCUDO – EMMANUEL

“Embraçando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.” – Paulo. (Efésios, 6:16.)

Ninguém se decide à luta sem aparelhamento necessário.

Não nos referimos aqui aos choques sanguinolentos.

Tomemos, para exemplificar, as realizações econômicas. Quem garantirá êxito à produção, sem articular elementos básicos, imprescindíveis à indústria? A agricultura requisita instrumentos do campo, a fábrica pede maquinaria adequada.

Na batalha de cada um é também indispensável a preparação de sentimentos. Requere-se intenso trabalho de semeadura, de cuidado, esforço próprio e disciplina.

Paulo de Tarso, que conheceu tão profundamente os assédios do mal, que lhe suportou as investidas permanentes, dentro e fora dele mesmo, recomendou usemos o escudo da fé, acima de todos os elementos da defensiva.

Somente a confiança no Poder Maior, na Justiça Vitoriosa, na Sabedoria Divina consegue anular os dardos invisíveis, inflamados no veneno que intoxica os corações. Todo trabalhador sincero do Cristo movimenta-se à frente de longa e porfiada luta na Terra. Golpes da sombra e estiletes da incompreensão cercam-no em todos os lugares. E, se a bondade conforta e a esperança ameniza, é imprescindível não esquecer que só a fé representa escudo bastante forte para conservar o coração imune das trevas.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 117 – PARA ISTO – EMMANUEL

“Porque para isto sois chamados; pois também o Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo.” – Pedro. (I Pedro, 2:21.)

Elevada percentagem de crentes considera-se imune de todos os sofrimentos, porque, no conceito de grande parte daqueles que aceitam a fé cristã, entregar-se às fórmulas religiosas é subtrair-se à luta, candidatando-se à beatitude imperturbável.

Na apreciação de muita gente, os que oram não deveriam conhecer a dor.

O socorro divino assemelhar-se-ia à proteção de um monarca terrestre, doador de favores segundo as bajulações recebidas.

A situação do aprendiz de Jesus é, todavia, muito diversa.

Os títulos do Cristo não são os da inatividade, com isenção de responsabilidade e esforço.

Todos os chamados ao trabalho evangélico não podem esquecer as necessidades do serviço.

O Mestre, naturalmente, precisa companheiros que nEle confiem, mas não prescindirá dos que se revelem colaboradores fiéis de sua obra.

Seria justo postar-se indefinidamente o devedor, ante a generosidade do credor, confiando sempre, sem o mínimo sinal de solução ao débito adquirido?

Não somente os homens vivem na lei de permuta.

As Forças Divinas baseiam a movimentação do bem no mesmo princípio.

O Mestre Celestial ensina a todos, em verdade, as sublimes lições da vida; entretanto, não é razoável que todos os séculos assinalem nos bancos escolares da experiência humana os mesmos alunos preguiçosos e inquietos.

É indispensável que as turmas de bons obreiros se dirijam às zonas de serviço, preparados para os testemunhos dos ensinamentos recebidos.

Simão Pedro sintetiza o trabalho dos cristãos de maneira magistral.

Sois chamados para isto – assevera o apóstolo.

A afirmativa simples indica que os discípulos leais foram convocados a sofrer pelo bem.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

TODAS AS COISAS – Irmão José

Todas as coisas te estão ao alcance das mãos…

Dentre elas, a felicidade.

No entanto, é preciso que saibas para onde direcioná-las…

Não basta que simplesmente estendas as mãos no vazio.

Toda conquista requisita o mínimo de esforço.

Felicidade é construção cotidiana.

É indispensável que a edifiques com o concurso de tuas mãos…

Que a plasmes com o teu toque pessoal…

Que a materializes à tua volta com o abençoado movimento dos teus braços.

Se tudo é possível àquele que crê, mais ainda o é àquele que age.

Irmão José – psic. Carlos Baccelli – do livro “Ao Alcance das Mãos”

PERSEVERANÇA – Irmão José

Perseverança é esforço contínuo, sem esmorecimento algum.

É obra de paciência e determinação no que se pretende alcançar.

Quem desanima não conclui qualquer tarefa.

Quem não persiste no que faz, deixando com frequência uma coisa por outra, nada consegue produzir.

Toda construção sólida demanda tempo.

As edificações espirituais requerem disciplina.

Se a semente germina relativamente depressa, custa-lhe produzir.

Quem não se fixa em determinada atividade não logra em parte alguma o êxito que almeja.

A inconstância é um desperdício de energias.

A perseverança é capaz de transformar a atividade considerada de menor importância em tarefa indispensável.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vigiai e Orai”)

SE NÃO CONSEGUES – Irmão José

Se não consegues libertar-te, de imediato, deste ou daquele problema que te acabrunha, procura administrá-lo.

Que as tuas dificuldades íntimas não sejam embaraço para os outros.

Que as tuas mazelas pessoais não comprometam a felicidade de ninguém.

Que as tuas lutas por melhorar não afetem a vida dos teus semelhantes.

Não sejas condescendente em excesso com os teus erros!

Não toleres em demasia as tuas constantes reincidências no mal.

Administra os teus conflitos psicológicos, pugnando por tua independência, em tuas inclinações infelizes.

Corrige-te a cada dia e, de tuas pequeninas vitórias no cotidiano, alcançarás o triunfo definitivo.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vigiai e Orai”)

METAS A CUMPRIR – Irmão José

Em termos profissionais, o homem sempre se traça metas a serem alcançadas.
Agenda-se, com o intuito de mais bem aproveitar o tempo disponível.
Disciplina-se, buscando não dispersar energias no que pretende realizar.
Recicla-se, adequando-se às exigências de atualização do conhecimento.
Esmera-se, em todos os sentidos, para não se ver fora de contexto no mercado de trabalho.
Do entanto, no que tange às conquistas de natureza espiritual, o homem não se empenha com a mesma determinação com que se lança às coisas do mundo material.
Não se impõe metas a cumprir, qual se dons do espírito pudessem lhe ser outorgados graciosamente, sem nenhum dispêndio de esforço e sem o menor interesse de sua parte.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)