CAPÍTULO 123 – CONDIÇÃO COMUM – EMMANUEL

“Imediatamente, o pai do menino, clamando com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade.” (Marcos, 9:24.)

Aquele homem da multidão, em se aproximando de Jesus com o filho enfermo, constitui expressão representativa do espírito comum da humanidade terrestre.

Os círculos religiosos comentam excessivamente a fé em Deus, todavia, nos instantes da tempestade, são escassos os devotos que permanecem firmes na confiança.

Revelam-se as massas muito atentas aos cerimoniais do culto exterior, participam das edificações alusivas à crença, contudo, ante as dificuldades do escândalo, quase toda gente resvala no despenhadeiro das acusações recíprocas.

Se falha um missionário, verifica-se a debandada. A comunidade dos crentes pousa os olhos nos homens falíveis, cegos às finalidades ou indiferentes às instituições. Em tal movimento de insegurança espiritual, sem paradoxo, as criaturas humanas crêem e descrêem, confiando hoje e desfalecendo amanhã.

Somos defrontados, ainda, pelo regime de incerteza de espíritos infantis que mal começam a conceber noções de responsabilidade.

Felizes, pois, aqueles que, à maneira do pai necessitado, se acercarem do Cristo, confessando a precariedade da posição íntima. Assim, em afirmando a crença com a boca, pedirão, ao mesmo tempo, ajuda para a sua falta de fé, atestando com lágrimas a própria miserabilidade.

EMMANUEL

(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)

PALAVRA – Irmão José

Atentemos para o valor da palavra como força plasmadora de ideias em nossos interlocutores.

Selecionemos os temas de nossa conversação, filtrando o que nos seja conveniente dizer, ou não.

A palavra inútil vicia a alma na ociosidade.

Não nos esqueçamos de que cada palavra que pronunciamos é como uma semente lançada no solo da vida.

O que dizemos quase sempre dá notícias do que somos.

O modo com que dizemos as coisas, não raro, fornece uma fotografia de nossas intenções mais íntimas.

Quem necessita recorrer à violência verbal para ser ouvido é frágil em suas argumentações.

A palavra da verdade é branda e convincente.

Vigiar a palavra é um dos métodos mais eficientes para se disciplinar o pensamento.

Todos também responderemos pelas consequências da palavra insensata.

A palavra bem conduzida é caminho de rápida ascensão para a alma.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)