CAPÍTULO 53 – PAZ – EMMANUEL

“Disse-lhes, pois, Jesus, outra vez: Paz seja convosco.” — (JOÃO, capítulo 20, versículo 21.)

Muita gente inquieta, examinando o intercâmbio entre os novos discípulos do Evangelho e os desencarnados, interroga, ansiosamente, pelas possibilidades da colaboração espiritual, junto às atividades humanas.

Por que razão os emissários do invisível não proporcionam descobertas sensacionais ao mundo? Por que não revelam os processos de cura das moléstias que desafiam a Ciência? Como não evitam o doloroso choque entre as nações? Tais investigadores, distanciados das noções de justiça, não compreendem que seria terrível furtar ao homem os elementos de trabalho, resgate e elevação.

Aborrecem-se, comumente, com as reiteradas e afetuosas recomendações de paz das comunicações do Além-Túmulo, porque ainda não se harmonizaram com o Cristo.

Vejamos o Mestre com os discípulos, quando voltava a confortá-los, do plano espiritual. Não lhe observamos na palavra qualquer recado torturante, não estabelece a menor expressão de sensacionalismo, não se adianta em conceitos de revelação supernatural.

Jesus demonstra-lhes a sobrevivência e deseja-lhes paz.

Será isso insuficiente para a alma sincera que procura a integração com a vida mais alta? Não envolverá, em si, grande responsabilidade o fato de reconhecerdes a continuação da existência, além da morte, na certeza de que haverá exame dos compromissos individuais? Trabalhar e sofrer constituem processos lógicos do aperfeiçoamento e da ascensão. E que atendamos a esses imperativos da Lei, com bastante paz, é o desejo amoroso e puro de Jesus-Cristo.

Esforcemo-nos por entender semelhantes verdades, pois existem numerosos aprendizes aguardando os grandes sinais, como os preguiçosos que respiram à sombra, à espera do fogo-fátuo do menor esforço.

EMMANUEL

(psic. Chico Xavier – do livro: ‘Caminho, Verdade e Vida’)

POR PAZ – Irmão José

Senhor; tranquiliza o nosso espírito…

Que os nossos pensamentos se acalmem dentro de nós.

Sabemos que, no momento justo, solucionarás todos os nossos problemas.

Que façamos silêncio em nós para escutarmos o que nos aconselhas.

Ouvindo-Te, nada de mal nos sucederá…

Não nos deixes agir precipitadamente.

Que a nossa decisão seja o reflexo da Tua vontade.

Acalma-nos, Senhor, para que tudo se acalme à nossa volta.

Para que emudeçam as vozes agressivas e a tormenta pare de soprar…

Que a Tua paz invada o nosso coração e que, nela, nos deixemos estar, sem que coisa alguma dela nos afaste!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Preces e Orações”)

PAZ – Irmão José

Não perguntemos quantas guerras teremos que vencer por um pouco de paz.

A paz não é uma situação exterior, mas sim uma condição íntima. Às vezes, apesar do conflito em derredor, encontraremos a paz que não existe na quietude em torno de nós.

A paz do mundo está sempre sujeita à transitoriedade das coisas em que se fundamenta.

A invariável paz, que é fruto da consciência tranquila pelo dever retamente cumprido, eis a que devemos aspirar!

Jesus passou sobre a Terra, imperturbável em sua trajetória, embora à volta de si a agitação fosse imensa.

Se nos encontramos no clima de grandes lutas, pacifiquemo-nos para que o desequilíbrio de fora não nos desestruture por dentro.

Assim como o peixe sobe à tona para respirar, elevemos o pensamento na prece, haurindo energias nas fontes inesgotáveis do Mais Alto.

Tenhamos sempre uma palavra de conciliação, um gesto de serenidade e um sorriso amigo para oferecer aos que se exaltam, perdendo o controle sobre as próprias emoções.

A paz verdadeira também é uma força que se propaga de maneira contagiosa, envolvendo em seu suave magnetismo os corações que se afligem.

Não façamos a nossa paz depender incondicionalmente da paz daqueles que convivem conosco.

Compreendamos as lutas dos companheiros e os auxiliemos quanto esteja ao nosso alcance sem, no entanto, permitir que nos invadam o santuário íntimo em que necessitamos nos resguardar em paz.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

O HOMEM DE BEM SABE – Irmão José

“Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XVII – Sede perfeitos.)

Muitas vezes, sem que sequer tenha tido oportunidade de efetuar muitas leituras, ou até mesmo frequentado bancos acadêmicos, o homem de bem sabe o que, não raro, muitos homens dotados de grande erudição não conseguem compreender, ou revelam extrema dificuldade para assimilar.

Porque o entendimento das verdades fundamentais da Vida, para além de raciocínio atilado, requisita amadurecimento do senso moral.

Ao se colocar em natural sintonia com os Planos Superiores da existência, o homem de bem intui com espontaneidade o que aqueles que cultivam apenas a inteligência não conseguem apanhar, nem quando se debruçam sobre vasta coleção de obras de transcendente conteúdo.

As suas percepções não se limitam à observação dos efeitos dos acontecimentos, mas, embora nem sempre consiga traduzir o que percebe em palavras, consegue atinar com as suas causas profundas e, justamente por este motivo, jamais murmura contra os desígnios da Providência.

Mas porque se curve diante da Vontade de Deus, não significa que se apassive diante dos reveses que faceia, procurando decodificá-los nas lições que, uma vez apreendidas, o predispõem aos conhecimentos que aumentam o seu potencial de sabedoria.

Ao contrário do que se imagina, a sua paz externa é resultado de profunda paz interior, e não da indiferença ao que sucede à sua volta, nem do amolentamento do espírito ante os obstáculos que lhe desafiam a capacidade de transpô-los.

Porque sabe da inutilidade de tudo em que o homem possa vir a se exceder, não extrapola no que diz, nem desperdiça energia em empreendimentos que, para si e para os outros, não tragam resultados positivos.

Dentro da serenidade que o caracteriza, sabe multiplicar o talento do tempo, que, naquilo que ele procura fazer, é sempre seu aliado, e nunca seu adversário.

Por vezes, para dizer a alguém o que tenciona, basta o seu olhar repleto de luz, ou a sua silenciosa presença, que induz à reflexão sobre as suas próprias atitudes mesmo quem não esteja habituado a qualquer exercício de introspecção.

Sobretudo, o homem de bem sabe que todos aqueles que se desviam do caminho reto haverão de voltar a ele, porque não passam de crianças que, atraídas pela ilusão, simplesmente resolveram excursionar por perigosos atalhos nos quais terminaram por se perder.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

PAZ – Irmão José

PAZ

Não perguntemos quantas guerras teremos que vencer por um pouco de paz.

A paz não é uma situação exterior, mas sim uma condição íntima. Às vezes, apesar do conflito em derredor, encontraremos a paz que não existe na quietude em torno de nós.

A paz do mundo está sempre sujeita à transitoriedade das coisas em que se fundamenta.

A invariável paz, que é fruto da consciência tranquila pelo dever retamente cumprido, eis a que devemos aspirar!

Jesus passou sobre a Terra, imperturbável em sua trajetória, embora à volta de si a agitação fosse imensa.

Se nos encontramos no clima de grandes lutas, pacifiquemo-nos para que o desequilíbrio de fora não nos desestruture por dentro.

Assim como o peixe sobe à tona para respirar, elevemos o pensamento na prece, haurindo energias nas fontes inesgotáveis do Mais Alto.

Tenhamos sempre uma palavra de conciliação, um gesto de serenidade e um sorriso amigo para oferecer aos que se exaltam, perdendo o controle sobre as próprias emoções.

A paz verdadeira também é uma força que se propaga de maneira contagiosa, envolvendo em seu suave magnetismo os corações que se afligem.

Não façamos a nossa paz depender incondicionalmente da paz daqueles que convivem conosco.

Compreendamos as lutas dos companheiros e os auxiliemos quanto esteja ao nosso alcance sem, no entanto, permitir que nos invadam o santuário íntimo em que necessitamos nos resguardar em paz.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

NÃO ACREDITES MESMO – Irmão José

Não acredites, mas não acredites mesmo, que já estejas na condição espiritual que, um dia, atingirás.Jamais admitas que nada mais tenhas que aprender e melhorar.

Repudia todo e qualquer pensamento que te subtraia a realidade a teu próprio respeito, no que tange a mazelas e limitações que ainda te caracterizam.

Luta contra a ideia de tua superioridade em relação ao próximo.

A única situação de privilégio que deves admitir contigo é a de servir.

Quando te sentires em delírio de grandeza, sobe ao prédio mais alto de tua cidade e olha, atentamente, para baixo…

Sem dificuldade, constatarás que o homem, com todo o seu orgulho e presunção, não passa de pequenino grão de areia, perdido entre bilhões de outros, que se movimentam ao sabor das vagas do Oceano da Divina Misericórdia.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro ‘Pai, Perdoa-lhes!’)