CAPÍTULO 50 – PARA O ALVO – EMMANUEL

“Prossigo para o alvo.” – Paulo. (Filipenses, 3:14.)

Quando Paulo escreveu aos filipenses, já possuía vasta experiência de apostolado.

Doutor da Lei em Jerusalém, abandonara as vaidades de raça e de família, rendendo-se ao Mestre em santificadora humildade.

Após dominar pela força física, pela cultura intelectual e pela inteligência nobre, voltou-se para o tear obscuro, conquistando o próprio sustento com o suor diário. Ingressando nos espinhosos testemunhos para servir ao próximo, por amor a Jesus, recebeu a ironia e o desamparo de familiares, a desconfiança e o insulto de velhos amigos, os açoites da maldade e as pedradas da incompreensão.

O convertido de Damasco, no entanto, jamais desanimou, prosseguindo, invariavelmente, para o alvo, que, ainda e sempre, é a união divina do discípulo com o Mestre.

Quantos aprendizes estarão, atualmente, dispostos ao grande exemplo?

Espalham-se, em vão, os convites ao sublime banquete, debalde envia Jesus mensageiros aos estudantes novos, revelando a excelência da vida superior. A maioria deles, contudo, abrange operários fugitivos, plenamente distraídos da realização… Perdem de vista a obra por fazer, desinteressam-se das lições necessárias e esquecem as finalidades da permanência na Terra. Comumente, nos primeiros obstáculos mais fortes da marcha, nas corrigendas iniciais do serviço, põem-se em lágrimas de desespero, acabrunhados e tristes. Declaram-se, incompreensivelmente, desalentados, vencidos, sem esperança…

A explicação é simples, todavia. Perderam o rumo para o Cristo, seduzidos por espetáculos fugazes, nas numerosas estações da jornada espiritual, e, por esquecerem o alvo sublime, chega de modo inevitável o instante em que, cessados os motivos da transitória fascinação, se sentem angustiados, como viajores sedentos nos áridos desertos da vida humana.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 39 – EM QUE PERSEVERAS? – EMMANUEL

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão e no partir do pão e nas orações.” – (Atos, 2:42.)

Observadores menos avisados pretendem encontrar inteira negação de espiritualidade nos acontecimentos atuais do Planeta.

Acreditam que a época das revelações sublimes esteja morta, que as portas celestiais permaneçam cerradas para sempre.

E comentam entusiasmados, como se divisassem um paraíso perdido, os resplendores dos tempos apostólicos, quando um pugilo de cristãos renovou os princípios seculares do mais poderoso império do mundo.

Asseveram muitos que o Céu estancou a fonte das dádivas, esquecendo-se de que a generalidade dos crentes entorpeceu a capacidade de receber.

Onde a coragem que revestia corações humildes, à frente dos leões do circo? onde a fé que punha afirmações imortais na boca ferida dos mártires anônimos? onde os sinais públicos das vozes celestiais? onde os leprosos limpos e os cegos curados?

As oportunidades do Senhor continuam fluindo, incessantes, sobre a Terra.

A misericórdia do Pai não mudou.

A Providência Divina é invariável em todos os tempos.

A atitude dos cristãos, na atualidade, porém, é muito diferente. Raríssimos perseveram na doutrina dos apóstolos, na comunhão com o Evangelho, no espírito de fraternidade, nos serviços da fé viva. A maioria prefere os chamados “pontos de vista”, comunga com o personalismo destruidor, fortalece a raiz do egoísmo e raciocina sem iluminação espiritual.

A Bondade do Senhor é constante e imperecível. Reparemos, pois, em que direção somos perseverantes.

Antes de aplaudir os mais afoitos, procuremos saber se estamos com a volubilidade dos homens ou com a imutabilidade do Cristo.

EMMANUEL

(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)

CAPÍTULO 155 – CONTRA A INSENSATEZ – EMMANUEL

“Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?” – Paulo. (Gálatas, 3:3.)

Um dos maiores desastres no caminho dos discípulos é a falsa compreensão com que iniciam o esforço na região superior, marchando em sentido inverso para os círculos da inferioridade. Dão, assim, a ideia de homens que partissem à procura de ouro, contentando-se, em seguida, com a lama do charco.

Semelhantes fracassos se fazem comuns, nos vários setores do pensamento religioso.

Observamos enfermos que se dirigem à espiritualidade elevada, alimentando nobres impulsos e tomados de preciosas intenções; conseguida a cura, porém, refletem na melhor maneira de aplicarem as vantagens obtidas na aquisição do dinheiro fácil. Alguns, depois de auxiliados por amigos das esferas sublimadas, em transcendentes questões da vida eterna, pretendem atribuir a esses mesmos benfeitores a função de policiais humanos, na pesquisa de objetivos menos dignos.

Numerosos aprendizes persistem nos trabalhos do bem; contudo, eis que aparecem horas menos favoráveis e se entregam, inertes, ao desalento, reclamando prêmio aos minguados anos terrestres em que tentaram servir na lavoura do Mestre Divino e plenamente despreocupados dos períodos multimilenários em que temos sido servidos pelo Senhor.

Tais anomalias espirituais que perturbam consideravelmente o esforço dos discípulos procedem dos filtros venenosos compostos pelos pruridos de recompensa.

Trabalhemos, pois, contra a expectativa de retribuição, a fim de que prossigamos na tarefa começada, em companhia da humildade, portadora de luz imperecível.

EMMANUEL

(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)

Capítulo 3 – EXAMINA-TE – EMMANUEL

“Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade.” – Paulo (FILIPENSES, capítulo 2, versículo 3.).

O serviço de Jesus é infinito. Na sua órbita, há lugar para todas as criaturas e para todas as ideias sadias em sua expressão substancial.

Se, na ordem divina, cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho cristão, cada discípulo contribuirá conforme sua posição evolutiva.

A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendizado e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo aos semelhantes.

O apóstolo Paulo compreendeu essa verdade, afirmando que nada deveremos fazer por espírito de contenda e vanglória, mas, sim, por ato de humildade.

Quando praticares alguma ação que ultrapasse o quadro das obrigações diárias, examina os móveis que a determinaram. Se resultou do desejo injusto de supremacia, se obedeceu somente à disputa desnecessária, cuida de teu coração para que o caminho te seja menos ingrato. Mas se atendeste ao dever, ainda que hajas sido interpretado como rigorista e exigente, incompreensivo e infiel, recebe as observações indébitas e passa adiante.

Continua trabalhando em teu ministério, recordando que, por servir aos outros, com humildade, sem contendas e vanglórias, Jesus foi tido por imprudente e rebelde, traidor da lei e inimigo do povo, recebendo com a cruz a coroa gloriosa.

EMMANUEL

(psic. Chico Xavier – do livro “Caminho, Verdade e Vida”)

PERSEVERANÇA – Irmão José

Perseverança é esforço contínuo, sem esmorecimento algum.

É obra de paciência e determinação no que se pretende alcançar.

Quem desanima não conclui qualquer tarefa.

Quem não persiste no que faz, deixando com frequência uma coisa por outra, nada consegue produzir.

Toda construção sólida demanda tempo.

As edificações espirituais requerem disciplina.

Se a semente germina relativamente depressa, custa-lhe produzir.

Quem não se fixa em determinada atividade não logra em parte alguma o êxito que almeja.

A inconstância é um desperdício de energias.

A perseverança é capaz de transformar a atividade considerada de menor importância em tarefa indispensável.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vigiai e Orai”)

PERSEVERANÇA – Irmão José

Perseverança é esforço contínuo, sem esmorecimento algum.

É obra de paciência e determinação no que se pretende alcançar.

Quem desanima não conclui qualquer tarefa.

Quem não persiste no que faz, deixando com frequência uma coisa por outra, nada consegue produzir.

Toda construção sólida demanda tempo.

As edificações espirituais requerem disciplina.

Se a semente germina relativamente depressa, custa-lhe produzir.

Quem não se fixa em determinada atividade não logra em parte alguma o êxito que almeja.

A inconstância é um desperdício de energias.

A perseverança é capaz de transformar a atividade considerada de menor importância em tarefa indispensável.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vigiai e Orai”)

PERSEVERANÇA – Irmão José

Jamais desistamos de perseguir os nossos objetivos no bem.

A Natureza é uma prova evidente do que pode a perseverança. Milênios foram gastos para que a vida na Terra se mostrasse tal qual é hoje.

Quem desiste de caminhar nunca chegará ao ponto que se propõe alcançar.

Muitos desertaram da luta quando estavam prestes a vencê-la.

Perseveremos no cumprimento de nossas obrigações, mesmo que isto nos custe muitas lágrimas.

Não sejamos nós os responsáveis pelo fracasso dos empreendimentos nos quais participamos.

Não esperemos resultados positivos com base na lei do menor esforço, mormente no que se refere à nossa própria renovação.

Ainda que somente seja um passo a cada dia, avancemos para diante.

As diminutas vitórias morais no campo íntimo antecedem as grandes conquistas da alma.

Mesmo que estejamos lavrando em solo considerado ingrato, perseveremos na semeadura que nos compete, convictos de que a boa semente jamais se perderá.

Perseverança significa determinação, e só o espírito determinado consegue transformar o sonho em realidade.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

CONVITES À PERSEVERANÇA – Irmão José

A rigor:

– toda pedra de tropeço em teu caminho;

– todo adversário gratuito de tuas ideias;

– toda ingratidão com que te defrontas;

– todas as tramas urdidas contra os objetivos que te propões alcançar;

– todos dissabores que intentam desalentar-te…

…são convites à perseverança, para que te mostres digno de mais ampla cota de responsabilidade que a vida pretende conferir-te.

Irmão José (do livro “Senhor e Mestre”, psic. Carlos Baccelli)