CAPÍTULO 118 – É PARA ISTO – EMMANUEL

“Não retribuindo mal por mal, nem injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados.” – (1ª Epístola de Pedro, 3:9.)

A fileira dos que reclamam foi sempre numerosa em todas as tarefas do bem.

No apostolado evangélico, reparamos, igualmente, essa regra geral.

Muitos aprendizes, em obediência ao pernicioso hábito, preferem o caminho dos atritos ou das dissidências escandalosas. No entanto, mais algum raciocínio despertaria a comunidade dos discípulos para a maior compreensão.

Convidar-nos-ia Jesus a conflitos estéreis, tão-só para repetir os quadros do capricho individual ou da força tiranizante? Se assim fora, o ministério do Reino estaria confiado aos teimosos, aos discutidores, aos gigantes da energia física.

É contra-senso desfazer-se o servidor da Boa Nova em lamentações que não encontram razão de ser.

Amarguras, perseguições, calúnias, brutalidade, desentendimento? São velhas figurações que atormentam as almas na Terra. A fim de contribuir na extinção delas é que o Senhor nos chamou às suas fileiras. Não as alimentes, emprestando-lhes excessivo apreço.

O cristão é um ponto vivo de resistência ao mal, onde se encontre.

Pensa nisto e busca entender a significação do verbo suportar.

Não olvides a obrigação de servir com Jesus. É para isto que fomos chamados.

EMMANUEL

(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)

ALEGRIA – Irmão José

A alegria real é aquela que nasce do dever cumprido com base na consciência tranquila.

A alegria, quando extrapola os seus limites, é fonte de muitas lágrimas.

Viver com alegria é viver com saúde e paz.

As vibrações alegres e otimistas têm o poder de regenerar as células enfermas, tanto quanto o de levantar as almas apáticas.

Quem compreende o sentido da vida sabe superar com alegria todas as provas com as quais se defronte.

Quem procura alegrar-se nos prazeres transitórios apenas encontra mágoa e desilusão ao fim de fugaz alegria.

O homem de fé, sobretudo, é um homem que traz a felicidade represada na alma, pela insuperável alegria de amar ao próximo como a si mesmo.

A alegria que nos falta, não raro, é a alegria que negamos aos outros.

Um sorriso de simpatia atrai incontáveis bênçãos de carinho.

Aprendamos a sorrir para a Vida para que a Vida continue a sorrir para nós.

O homem que vive contrariado e de tudo reclama, vendo obstáculos em toda parte, está em profunda desarmonia com a Vida, que é a Suprema Alegria de Deus!

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

ACENDE A TUA LUZ – Irmão José

Se caminhas nas trevas, acende a tua luz.

Não reclames da sombra ao redor.

O que depende da boa vontade alheia será sempre inconstante.

Não permaneças na expectativa do que os outros possam fazer por ti.

Faze por ti mesmo agora, e pelos outros, tudo o que puderes.

Ilumina-te e não te faltará claridade no caminho.

Reflete a luz que outros souberam refletir.

O problema maior não é o da sombra à tua volta – é o da falta de luz em ti mesmo!

Qual é a tua mensagem?

Fala, que o mundo está esperando ouvir-te!

(Irmão José – do livro “Vigiai e Orai”)

CULPA E CONSCIÊNCIA – Irmão José

Os que mais reclamam são os que menos fazem para melhorar a situação.

Incriminam os outros.

Relacionam culpados.

Responsabilizam os homens qual se não pertencessem à espécie humana.

Profetizam catástrofes e continuam de braços cruzados.

Imaginam, assim, ludibriar a Sabedoria Divina, que os espreita em seus movimentos e intenções.

Falam com propriedade, mas não exemplificam.

Identificam o mal, mas não se dispõem a tratá-lo.

Na expectativa de agradarem a Deus, censuram a Humanidade e a condenam.

Prosseguem lavando as mãos na bacia de Pilatos…

Adormecem todas as noites, esperando que, no outro dia, alguém tome providências.

Responderão pela falta grave da omissão e, talvez, a sua culpa lhes venha a pesar mais na consciência do que na consciência daqueles que, por completa ignorância, vivem em função do mal.

Irmão José (do livro “De animo firme”)

NOS PARÂMETROS DA LEI – Irmão José

A rigor, todo homem tem muito mais o que agradecer do que pedir.
Nos parâmetros da Lei, a aplicação da Justiça Divina se submete à ação da Divina Misericórdia.
O Criador, de certa maneira, é como os pais humanos que, em troca de um sorriso do filho, são capazes de lhe proporcionar o Céu.
Muitas vezes, um único gesto de caridade é suficiente para promover substancial alteração no destino de quem o pratica.
Ao mais leve sinal de arrependimento de qualquer pessoa, Deus lhe escancara a porta de infinitas oportunidades para redimir-se.
Não te iludas; sobre a Terra, todas as pessoas, por mais sofram, são sempre mais felizes do que realmente merecem.
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)