CAPÍTULO 94 – SEXO – EMMANUEL

“Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda a não ser para aquele que a tem por imunda.” – Paulo. (Romanos, 14:14.)

Quando Paulo de Tarso escreveu esta observação aos romanos, referia-se à alimentação que, na época, representava objeto de áridas discussões entre gentios e judeus.

Nos dias que passam, o ato de comer já não desperta polêmicas perigosas, entretanto, podemos tomar o versículo e projetá-lo noutros setores de falsa opinião.

Vejamos o sexo, por exemplo. Nenhum departamento da atividade terrestre sofre maiores aleives. Fundamente cego de espírito, o homem, de maneira geral, ainda não consegue descobrir aí um dos motivos mais sublimes de sua existência. Realizações das mais belas, na luta planetária, quais sejam as da aproximação das almas na paternidade e na maternidade, a criação e a reprodução das formas, a extensão da vida e preciosos estímulos ao trabalho e à regeneração foram proporcionadas pelo Senhor às criaturas, por intermédio das emoções sexuais; todavia, os homens menoscabam o “lugar santo”, povoando-lhe os altares com os fantasmas do desregramento.

O sexo fez o lar e criou o nome de mãe, contudo, o egoísmo humano deu-lhe em troca absurdas experimentações de animalidade, organizando para si mesmo provações cruéis.

O Pai ofereceu o santuário aos filhos, mas a incompreensão se constituiu em oferta deles. É por isto que romances dolorosos e aflitivos se estendem, através de todos os continentes da Terra.

Ainda assim, mergulhado em deploráveis desvios, pergunta o homem pela educação sexual, exigindo-lhe os programas. Sim, semelhantes programas poderão ser úteis; todavia, apenas quando espalhar-se a santa noção da divindade do poder criador, porque, enquanto houver imundície no coração de quem analise ou de quem ensine, os métodos não passarão de coisas igualmente imundas.

EMMANUEL

(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)

SEXO – Irmão José

Talvez que o sexo seja o maior problema do homem sobre a face da Terra.

Na ânsia de satisfazer-se, o homem tem se comprometido emocionalmente ao longo de sucessivas existências.

Porque ainda não aprendeu a controlar as suas forças sexuais, utilizando-as com responsabilidade no respeito aos sentimentos alheios, ele tem lesado a si mesmo.

As cicatrizes afetivas do sexo praticamente assinalam todas as almas.

Traumas, inibições variadas, inversões lamentáveis, dificuldades no relacionamento afetivo têm ensandecido o homem no mundo.

O sexo pode ser um complemento do amor, mas não é amor.

Sexo é ter prazer; amor é dar felicidade.

Na base de quase todos os conflitos psicológicos do homem está o ciúme, a ambição afetiva, a paixão desenfreada, o desejo insatisfeito, a liberdade exacerbada…

Sublimar o sexo pelo amor – eis o grande desafio para a Humanidade.

Compreendamos as lutas sexuais dos outros, refletindo na fragilidade de nossos próprios sentimentos.

Recordemos as palavras do Mestre e, também em matéria de sexo, “atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado…”.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)