EM ÚLTIMA ANÁLISE – Irmão José

“A verdade absoluta é patrimônio unicamente de espíritos da categoria mais elevada e a Humanidade terrena não poderia pretender possuí-la, porque não lhe é dado saber tudo.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XV – Fora da caridade não há salvação.)

O conhecimento da Verdade fará com que, gradativamente, a própria Verdade amplie os horizontes com os quais se revela aos homens, que, com sinceridade, não se cansam de buscar por ela.

Somente à Verdade, ao longo do tempo, é dado refundir-se, não de equívocos que, em essência, a Verdade não comete, mas dos enganos de quem, de maneira definitiva, pretende encarcerá-la na estreiteza de seus raciocínios.

Em última análise, somente o Criador detém a palavra final sobre o Universo e as suas Leis.

As criaturas, todas elas, sempre se movimentaram e sempre se movimentarão dentro da relatividade das luzes que já tenham logrado alcançar.

A questão, portanto, em nos referindo aos espíritos em geral, encarnados ou desencarnados, é apenas e tão-somente de maior ou menor aproximação da transcendente Realidade.

Quando o Cristo disse: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertarᔑ, sem precisar quando, onde e nem como, Ele atestou o caráter dinâmico da Revelação que, em sua integralidade, sempre se remete ao Futuro mais remoto, e nunca ao Presente imediato.

Inútil, pois, que, na atualidade, o homem queira obter mais do que a sua compreensão possa ou venha a comportar. Isto, todavia, não invalida o seu esforço de aprendizado, que, em todos os setores, deve ser incessante.

Se o homem ainda pouco sabe sobre si, o corpo em que vive e o planeta que habita, como muito poderia saber das Dimensões Espirituais que o rodeiam?!

Se mal conhece o átomo e a célula, o que pretende saber do Cosmo?!

O que hoje lhe parece absurdo, amanhã lhe parecerá lógico, e vice-versa.

O pensamento humano é um palácio iluminado, mas que, por agora, num arremedo de seu vir a ser, não passa de singela choupana, que será demolida e reconstruída milhares de vezes.

A verdade é que o homem ainda não possui cérebro para conter maiores esclarecimentos do que vem recebendo.

Dentro desta linha de raciocínio, todo aquele que, no amplo contexto do Conhecimento, por temer a luz, prefere a sombra, corre o risco de perpetuar-se na escuridão.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Vinde a Mim”)

COERÊNCIA – Irmão José

COERÊNCIA

O homem sem coerência é um homem sem rumo.

A coerência entre o que pensa, fala e faz revela o grau de equilíbrio da alma.

A luta do cristão no mundo é uma luta por coerência, harmonizando o seu modo de ser com a fé que abraçou.

Entre o que se pensa e o que se faz, o fazer é o mais importante, porque a ação correta acaba por educar o pensamento.

Mil vezes preferível pensar, falar e não fazer, do que não pensar, não falar e fazer o mal.

A pretexto de coerência, nem sempre podemos dizer o que pensamos ou nos mostrar como somos.

Para ser coerente, ninguém necessita ser inflexível em seu ponto de vista.

A coerência no bem permite uma maleabilidade de opinião em favor desse mesmo bem.

Antes de ser coerente consigo, o homem carece de ser coerente com a Verdade.

O mundo sempre impõe ao homem um testemunho coerente com a sua elevação moral.

A fim de ser coerente com Deus, Jesus não hesitou em ser incoerente com os homens.

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)

MENTIRA – Irmão José

Ninguém mente aos outros sem que esteja mentindo a si mesmo.

A mentira é dos vícios mais difíceis de serem extirpados da alma.

Edificar algo sobre a mentira é como construir-se uma casa sobre a areia movediça…

Quando a verdade não possa ser dita, esperemos o momento propício para dizê-la de modo a não ferir ninguém.

Para reparar o que disse em falso testemunho, o espírito derramará muitas lágrimas.

Reconquistar a confiança dos outros é tarefa mais difícil do que foi conquistá-la.

Que a nossa vida seja transparente de tal modo que não necessitemos recorrer à mentira para ocultar-nos.

A mentira, mesmo insignificante, é um vício que desorna e compromete as demais qualidades da alma.

A pretexto de somente dizermos a verdade, não nos transformemos, no entanto, em verdugos da vida alheia.

Segundo as Escrituras, a verdade dita a seu tempo é maçã de ouro servida em cesto de prata.

Disse-nos o Cristo: “Seja o vosso falar sim, sim; não, não”, porém não se esqueceu de esclarecer-nos também de que a boca fala do que está cheio o coração…

Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Lições da Vida”)